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Na
cama com eles
Chegaram dois novos
concorrentes do Viagra
Anna
Paula Buchalla
Duas novas drogas contra a impotência chegam às farmácias
brasileiras nesta semana. Lançados recentemente na Europa e na
Austrália, o Cialis, da Eli Lilly, e o Levitra, dos laboratórios
Bayer e GlaxoSmithKline, vêm disputar um mercado que movimenta,
só no Brasil, cerca de 70 milhões de dólares anuais.
Perto de 90% desse total é abocanhado pelo Viagra, a pílula
azul da Pfizer, que por quase cinco anos reinou sozinha. O Cialis promete
um tempo de ação superior ao de seus concorrentes
dá ao paciente a possibilidade de ter ereções ao
longo de 36 horas. Já os fabricantes do Levitra garantem que o
remédio proporciona uma ereção mais duradoura. Tanto
um como o outro podem ser tomados de quinze a vinte minutos antes da relação
sexual. O Viagra precisa ser tomado com antecedência de pelo menos
quarenta minutos, e seu efeito chega a seis horas, no máximo. Alguns
médicos não vêem vantagem no prolongamento do tempo
de ação, porque os possíveis efeitos colaterais podem
ser igualmente estendidos. Os três remédios atuam de forma
semelhante: agem diretamente no pênis, aumentando o aporte de sangue
para a região. O único medicamento a agir diretamente no
sistema nervoso central é o Uprima, do laboratório Abbott,
lançado em 2001. Embora não seja tão bom de cama,
por assim dizer, o Uprima tem a vantagem de poder ser utilizado por cardíacos
que fazem tratamentos à base de nitratos, o que não é
permitido com nenhum dos outros remédios.
Será difícil desbancar o pioneiro Viagra da posição
de líder de mercado. Desde o seu lançamento, em 1998, a
pílula já foi usada por 22 milhões de homens em todo
o mundo. O remédio, que operou mudanças significativas no
comportamento de homens e mulheres, rende mais de 1 bilhão de dólares
por ano e atualmente é comercializado em 110 países. A palavra
Viagra, inclusive, virou sinônimo de droga antiimpotência
assim como Gilette se transformou em sinônimo de lâmina
de barbear. Seu fabricante promete um sucessor ainda mais potente, que
já está em fase adiantada de estudos clínicos. Outros
laboratórios também contam com remédios em desenvolvimento.
Esse mercado é uma mina de ouro, já que a disfunção
erétil afeta, por baixo, 200 milhões de homens em todo o
mundo. No Brasil, apenas 10% dos que apresentam o problema se beneficiam
dos tratamentos disponíveis. Com o perdão do trocadilho,
trata-se de um segmento farmacêutico que tem tudo para não
parar de crescer.
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