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Edição 1 801 - 7 de maio de 2003
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Na cama com eles

Chegaram dois novos
concorrentes do Viagra

Anna Paula Buchalla

Duas novas drogas contra a impotência chegam às farmácias brasileiras nesta semana. Lançados recentemente na Europa e na Austrália, o Cialis, da Eli Lilly, e o Levitra, dos laboratórios Bayer e GlaxoSmithKline, vêm disputar um mercado que movimenta, só no Brasil, cerca de 70 milhões de dólares anuais. Perto de 90% desse total é abocanhado pelo Viagra, a pílula azul da Pfizer, que por quase cinco anos reinou sozinha. O Cialis promete um tempo de ação superior ao de seus concorrentes – dá ao paciente a possibilidade de ter ereções ao longo de 36 horas. Já os fabricantes do Levitra garantem que o remédio proporciona uma ereção mais duradoura. Tanto um como o outro podem ser tomados de quinze a vinte minutos antes da relação sexual. O Viagra precisa ser tomado com antecedência de pelo menos quarenta minutos, e seu efeito chega a seis horas, no máximo. Alguns médicos não vêem vantagem no prolongamento do tempo de ação, porque os possíveis efeitos colaterais podem ser igualmente estendidos. Os três remédios atuam de forma semelhante: agem diretamente no pênis, aumentando o aporte de sangue para a região. O único medicamento a agir diretamente no sistema nervoso central é o Uprima, do laboratório Abbott, lançado em 2001. Embora não seja tão bom de cama, por assim dizer, o Uprima tem a vantagem de poder ser utilizado por cardíacos que fazem tratamentos à base de nitratos, o que não é permitido com nenhum dos outros remédios.

Será difícil desbancar o pioneiro Viagra da posição de líder de mercado. Desde o seu lançamento, em 1998, a pílula já foi usada por 22 milhões de homens em todo o mundo. O remédio, que operou mudanças significativas no comportamento de homens e mulheres, rende mais de 1 bilhão de dólares por ano e atualmente é comercializado em 110 países. A palavra Viagra, inclusive, virou sinônimo de droga antiimpotência – assim como Gilette se transformou em sinônimo de lâmina de barbear. Seu fabricante promete um sucessor ainda mais potente, que já está em fase adiantada de estudos clínicos. Outros laboratórios também contam com remédios em desenvolvimento. Esse mercado é uma mina de ouro, já que a disfunção erétil afeta, por baixo, 200 milhões de homens em todo o mundo. No Brasil, apenas 10% dos que apresentam o problema se beneficiam dos tratamentos disponíveis. Com o perdão do trocadilho, trata-se de um segmento farmacêutico que tem tudo para não parar de crescer.

   
 
   
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