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Ioga vira malhação
Técnica
ganha popularidade
nas academias como modalidade
de exercícios
Rosana Zakabi
Claudio Rossi
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| A
modelo Jenifer Vaz (no centro) na hora da prática: "É
meu único momento calmo" |

Veja também |
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Em outros
tempos, a ioga era procurada apenas por quem andava atrás de meditação
e espiritualidade isso é passado. Estima-se que hoje 5 milhões
de brasileiros pratiquem ioga regularmente, mais que o dobro de cinco
anos atrás. A maioria deles é atraída sobretudo pelos
benefícios físicos dos exercícios, como músculos
mais firmes e flexíveis. Se o bumbum mais rijo vier acompanhado
de paz espiritual, melhor ainda. Em dezenas de academias de ginástica
e clínicas de estética, a prática dessas técnicas,
cujas raízes se perdem na história da Índia hinduísta,
é oferecida como uma extensão de outras modalidades de malhação,
sem nenhuma tentativa de doutrinação. Pode-se ter aulas
de boxe, spinning e também de ioga. Há boas razões
para a popularização da ioga como uma ginástica capaz
de ajudar na perda de alguns quilinhos. Em uma hora de aula é possível
perder mais de 500 calorias. É o equivalente a uma sessão
de aeróbica, com a vantagem de o risco de lesão muscular
ser bem menor.
A versão
malhação da ioga não é uma heresia para os
puristas do mantra indiano. O objetivo dos exercícios físicos
da prática tradicional é realmente tornar o corpo do praticante
mais flexível e saudável. O que está ausente na versão
das academias é a parte doutrinária, aquela que sustenta
que, depois de controlar o próprio corpo, é possível
aprender a se elevar espiritualmente a um plano superior. Nas academias
de ginástica, a grande vedete é o ashtanga vinyasa. O princípio
ativo dessa versão energética é pular de uma posição
para outra sincronizando o movimento com a respiração. A
intensidade dos exercícios faz transpirar em bicas e, acreditam
os praticantes, é isso que limpa o organismo, favorecendo a queima
de toxinas retidas em camadas superficiais de gordura. "Depois de uma
semana, já se nota uma melhora na flexibilidade e na capacidade
de concentração", diz a instrutora Katherine Lobos, da academia
Fórmula, em São Paulo. "A hora da aula é o único
momento do dia em que consigo ficar calma, sem pensar em dez coisas ao
mesmo tempo", conta a modelo paulista Jenifer Vaz, de 24 anos, praticante
do ashtanga há três anos.
O problema
é que o ashtanga exige preparo físico de freqüentador
assíduo de sessões de ginástica. O power yoga, também
bastante oferecido nas academias, é uma adaptação
mais suave. A técnica iyengar dá ênfase aos alongamentos
e utiliza acessórios como blocos, cintas e almofadas para facilitar
os movimentos. A mais conhecida das escolas de ioga, a rede DeRose, com
50.000 alunos e 205 unidades no Brasil e no
exterior, ensina o swásthya. Essa fórmula, desenvolvida
pela DeRose, dá ênfase aos exercícios que exigem força.
A maior diferença em relação ao que é ensinado
nas academias de ginástica é uma dose extra de doutrinação
filosófica.
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