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Edição 1 801 - 7 de maio de 2003
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Ioga vira malhação

Técnica ganha popularidade
nas academias como modalidade
de exercícios

Rosana Zakabi

 
Claudio Rossi
A modelo Jenifer Vaz (no centro) na hora da prática: "É meu único momento calmo"

Veja também
Da internet
Yoga.pro
É um dos mais completos sites sobre o assunto. Explica detalhadamente cada uma das modalidades do ioga.
União Internacional de Yôga
Informações sobre ioga em geral e sobre a Rede DeRose.
Professor Hermógenes
Ensina as principais posições do ioga.
Espaço Surya
Traz detalhes sobre as técnicas ashtanga e iyengar.
Universo do Ioga
Traz biliografia sobre ioga e dicas para a prática.
Dos arquivos de VEJA
Perfil do guru De Rose (13/9/2000)
Ioga volta à moda (26/4/2000)

Em outros tempos, a ioga era procurada apenas por quem andava atrás de meditação e espiritualidade – isso é passado. Estima-se que hoje 5 milhões de brasileiros pratiquem ioga regularmente, mais que o dobro de cinco anos atrás. A maioria deles é atraída sobretudo pelos benefícios físicos dos exercícios, como músculos mais firmes e flexíveis. Se o bumbum mais rijo vier acompanhado de paz espiritual, melhor ainda. Em dezenas de academias de ginástica e clínicas de estética, a prática dessas técnicas, cujas raízes se perdem na história da Índia hinduísta, é oferecida como uma extensão de outras modalidades de malhação, sem nenhuma tentativa de doutrinação. Pode-se ter aulas de boxe, spinning – e também de ioga. Há boas razões para a popularização da ioga como uma ginástica capaz de ajudar na perda de alguns quilinhos. Em uma hora de aula é possível perder mais de 500 calorias. É o equivalente a uma sessão de aeróbica, com a vantagem de o risco de lesão muscular ser bem menor.

A versão malhação da ioga não é uma heresia para os puristas do mantra indiano. O objetivo dos exercícios físicos da prática tradicional é realmente tornar o corpo do praticante mais flexível e saudável. O que está ausente na versão das academias é a parte doutrinária, aquela que sustenta que, depois de controlar o próprio corpo, é possível aprender a se elevar espiritualmente a um plano superior. Nas academias de ginástica, a grande vedete é o ashtanga vinyasa. O princípio ativo dessa versão energética é pular de uma posição para outra sincronizando o movimento com a respiração. A intensidade dos exercícios faz transpirar em bicas e, acreditam os praticantes, é isso que limpa o organismo, favorecendo a queima de toxinas retidas em camadas superficiais de gordura. "Depois de uma semana, já se nota uma melhora na flexibilidade e na capacidade de concentração", diz a instrutora Katherine Lobos, da academia Fórmula, em São Paulo. "A hora da aula é o único momento do dia em que consigo ficar calma, sem pensar em dez coisas ao mesmo tempo", conta a modelo paulista Jenifer Vaz, de 24 anos, praticante do ashtanga há três anos.

O problema é que o ashtanga exige preparo físico de freqüentador assíduo de sessões de ginástica. O power yoga, também bastante oferecido nas academias, é uma adaptação mais suave. A técnica iyengar dá ênfase aos alongamentos e utiliza acessórios como blocos, cintas e almofadas para facilitar os movimentos. A mais conhecida das escolas de ioga, a rede DeRose, com 50.000 alunos e 205 unidades no Brasil e no exterior, ensina o swásthya. Essa fórmula, desenvolvida pela DeRose, dá ênfase aos exercícios que exigem força. A maior diferença em relação ao que é ensinado nas academias de ginástica é uma dose extra de doutrinação filosófica.

   
 
   
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