
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
|
|
Está tudo
errado
Um terapeuta
faz sucesso ao pregar que
os meninos devem ser educados de modo
diferente do das meninas
Anna Paula
Buchalla

Veja também |
|
|
|
O terapeuta
familiar Steve Biddulph é extremamente popular na Austrália,
país onde mora desde a adolescência, quando deixou a Inglaterra.
Sua fama ganhou o mundo com o manual de auto-ajuda Criando Meninos.
Ao todo, foram mais de 2 milhões de cópias vendidas. No
Brasil, o livro atingiu a marca de 30.000 exemplares
e está na lista de VEJA. A editora Fundamento, que publica os livros
de Biddulph no país, acaba de lançar mais quatro títulos
do autor. Entre eles, outro best-seller: O Segredo das Crianças
Felizes. Juntos, seus cinco livros já somaram 11 milhões
de exemplares vendidos ao redor do mundo. Biddulph se tornou um sucesso,
entre outros motivos, porque diz a pais e mães que meninos e meninas
precisam ser criados de forma diferente, seja em casa ou na escola. É
uma ducha de água fria na psicopedagogia moderna, que, desde os
anos 60, martela a idéia de que as crianças dos dois sexos
devem ter uma educação absolutamente igual. A maior diferença,
enfatiza Biddulph, está no processo de desenvolvimento cerebral.
No caso dos meninos, ele é mais lento, especialmente no que se
refere à verbalização e à habilidade manual.
Quando entra na escola, boa parte dos meninos apresenta-se defasada em
até um ano em relação às meninas. Por esse
motivo, o autor sugere que deveria ser considerada a hipótese de
atrasar o ingresso dos garotos na 1ª série.
Criando
Meninos parte do princípio de que, se o mundo precisa de homens
melhores, é bom que se comece a tratar os meninos com mais compreensão
e atenção. O livro avança em temas como os efeitos
da testosterona no comportamento dos garotos e a descoberta da masculinidade.
Aqui, Biddulph é incisivo: defende a importância de uma presença
masculina forte e exemplar na vida dos meninos e afirma que os pais erram
ao esperar dos pequenos que eles se tornem homens sozinhos. Pior do que
isso, muitos estimulam seus filhos a adotar comportamentos grosseiros,
como se isso fosse sinônimo de virilidade. É como se, ao
educar um menino para ser gentil, o pai estivesse ferindo os princípios
da masculinidade. "Os equívocos cometidos por pais e educadores
são tão grandes que já se refletem em aspectos bem
concretos", disse Biddulph a VEJA. Para o autor, os erros na formação
dos garotos resultam em adultos inseguros emocionalmente e frustrados
do ponto de vista profissional. "Os meninos, enfim, estão sendo
criados para ser simplesmente máquinas de fazer dinheiro ou estúpidos
bebedores de cerveja", resume.
|
ELAS
E ELES
Priscila Prade
 |
Pedro Rubens
 |
Quando
entram na escola, muitos meninos estão até um ano
atrás das meninas no que se refere ao desenvolvimento das
habilidades manuais e de expressão verbal. Segundo Steve
Biddulph, o ideal é que os pais discutam com os professores
da pré-escola se o seu filho deveria esperar mais um ano
antes de ingressar na 1ª série.
Como
os meninos têm movimentos de sintonia fina menos desenvolvidos
do que os das meninas, seus gestos tendem a ser bruscos. Brincadeiras
corporais, como as de luta, os ajudam a adquirir autocontrole. É
errado tentar aboli-las totalmente.
Enquanto
as meninas vivem rodeadas por mulheres durante o crescimento, os
meninos convivem pouco com os homens –
em geral, são eles que passam mais tempo longe de casa. A
falta de referência masculina adulta pode prejudicar a sua
formação. Estimule seu filho a passar mais tempo com
tios e avôs.
|
|
|
 |
|
 |

|
 |