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Edição 1 801 - 7 de maio de 2003
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Arquivo 1997-2003
Reportagens de capa
2000|01|02|03
Entrevistas
2000|01|02|03


 
"A criatividade é uma arma de grande poder. VEJA está de parabéns pela sinalização."
Yolanda Souza Santos Manso Dias
Salvador, BA

 

Criatividade

A reportagem de capa sobre criatividade ("A idéia que mudou a minha vida", 30 de abril) prova mais uma vez a excelência de VEJA em abordar temas tão diversos. Considero-me um profissional criativo, valorizando e estimulando a criatividade no ambiente de trabalho. A força da criatividade não está apenas no diferencial competitivo que ela confere às empresas, mas principalmente no sentido pleno de viver que ela confere às pessoas.
Jean Dimas Rodrigues da Mata
Caetanópolis, MG

Criatividade é a mola propulsora do pensar e do agir. Sem ela, não teríamos os estrondosos avanços nas mais diversas áreas da ciência e da tecnologia. Palavras como ousadia e inovação são o que não falta no dicionário dos empreendedores e atores sociais. Manter-se ativo, com olhos para o futuro, criando constantemente, é o que preserva nossa existência!
Paulo Lot Jr.
Campinas, SP

Criatividade. Arma dos brasileiros, utilizada há décadas, para o enfrentamento das sucessivas crises e a superação das dificuldades.
Antônio José dos Anjos Brito
Salvador, BA

Mais uma vez, VEJA nos presta um excelente serviço com a reportagem "A idéia que mudou a minha vida". Graças a matérias como essa, que servem de espoleta para os leitores, venho utilizando desde 2002 o livro Você Já Sabe o que Fazer, de Sharon Franquemont ("O mundo é dos visionários", Amarelas, 29 de maio de 2002), que fala do desenvolvimento de outro tipo de inteligência: a intuitiva -- como forma mais criativa além da analítica. "Quem só tem conhecimento será substituído pelas máquinas. O mercado precisa de pessoas que saibam pensar, que tenham imaginação", digo a meus alunos desde então.
Marcelo de Oliveira
Barretos, SP

Aqueles que souberem ousar terão uma vida prestigiada, um nome cultuado na história. Por isso, que vençam os melhores!
Eduardo Lacerda C. Moreira
Belo Horizonte, MG

A mente humana é capaz de coisas incríveis. Como criar a VEJA, por exemplo.
Felipe Bobsin
São Leopoldo, RS

 

Scott Turow

Excelente a entrevista com Scott Turow (Amarelas, 30 de abril). Para quem já conhece e admira sua obra literária, vê-lo discorrer com tanta propriedade sobre as mazelas da Justiça americana é uma oportunidade ímpar, principalmente neste momento em que se discutem os entraves da Justiça brasileira.
Élia Panelli
Salvador, BA

Sou estudante de direito da Faculdade de Imperatriz, e em nosso aprendizado fica claro que leis como a pena de morte só levam o homem de volta ao estado da natureza. Infelizmente sabemos que no Brasil ainda existem juristas que defendem a implantação da pena de morte. Gostaria de conhecer o pensamento do Judiciário e dos legisladores sobre o fato.
Maria Ediana Melo Barra
Açailândia, MA

Sou contra a pena de morte pela razão primeira de ser, ela, inaplicável. Há, porém, fatos que provam ser falsa a afirmação de que ela não reduz a delinqüência. Exemplo: os seguidores da deusa Cáli matavam sempre que tinham oportunidade de fazê-lo porque, afirmavam, sua divindade tal determinava. O governador britânico da Índia ordenou: "Enforquem todos os que matarem". Depois que o número de executados chegou a 400, os fanáticos pararam de matar: a deidade mudou de doutrina.
Angelo R. Rabello
Por e-mail

 

Carta ao leitor

Que alívio ler que o presidente Lula não concorda que o Brasil seja "coitadinho" e só precise de ajuda ("Mudança cultural", Carta ao leitor, 30 de abril). Toda a população brasileira deve ajudá-lo a tocar o país para a frente. O Brasil é grande e tem riquezas suficientes para não ser chamado de Terceiro Mundo. Só tem de se livrar de algumas leis antigas e ultrapassadas que emperram o desenvolvimento.
Graça de Oliveira Berger
Amsterdã, Holanda

 

Luiz Felipe de Alencastro

Após a brilhante abordagem de Luiz Felipe de Alencastro ("O novo cristianismo", Ponto de vista, 30 de abril), pergunto: religião é necessidade do espírito ou produto enganoso à venda no mercado das populações menos esclarecidas? Respondo: ambos!
Dante Diesel
Por e-mail

O professor Alencastro critica idéias do americano Philip Jenkins, que anuncia o conflito entre o suposto cristianismo liberal e tolerante do Hemisfério Norte e o cristianismo dogmático e supersticioso do Hemisfério Sul. Convém lembrar que no país de Jenkins se encontra o Bible Belt (Cinturão da Bíblia), região onde fundamentalistas apregoam que o mundo foi criado em seis dias e proíbem o ensino da teoria da evolução nas escolas públicas.
Luís Corrêa Lima
Brasília, DF

 

Stephen Kanitz

Inquestionavelmente, necessitamos formar mão-de-obra qualificada para as empresas de turismo brasileiras, em face do excepcional potencial existente nessa área em nosso país. Para tanto, temos de preparar nossos jovens estudantes do ensino médio e superior, com a concessão de estágios e treinamento nessas organizações, públicas ou privadas ("O próximo jogo econômico", Ponto de vista, 23 de abril).
Paulo Nathanael Pereira de Souza e Luiz Gonzaga Bertelli
Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee), São Paulo, SP

 

Contexto

Faltou acrescentar na nota "A fratura do ministro" (Contexto, 30 de abril) o ingrediente mais perigoso ao sedentário que se torna o atleta de fim de semana: o excesso de peso corporal, que, sustentado por ossos mais fracos, músculos menos resistentes e articulações frágeis, provoca esse tipo de contusão, provavelmente o motivo da fratura de tornozelo do ministro Palocci.
Filemon Cardoso Jr.
Curitiba, PR

 

Veja essa

Dori Caymmi, meu caro, não há submúsica; há apenas música e diluição (Veja essa, 30 de abril). E você (como eles) é um diluidor mais qualificado, apenas. Portanto, desça desse seu pedestal e assuma que na chamada "música" popular é tudo igual, desde o sertanejo até a sua performance instrumental. Só difere mesmo o consumidor.
Sidney Luiz Bichir
Araçatuba, SP

 

Iraque

Não sei como um ser humano conseguia ser tão animal para chegar ao ponto de cortar orelhas, línguas e torturar pessoas na frente de seus parentes. Tudo por causa de motivos fúteis e banais ("O horror dos porões de Saddam", 30 de abril).
Valério Almeida de Carvalho Vilela
Barreiras, BA

 

Inteligência

Gostaria de felicitar VEJA pela reportagem com o gênio de 13 anos, o americano Gregory Robert Smith ("O gênio da vez", 30 de abril). Essa reportagem me fez lembrar de um sonho que nutri quando criança: ser um prodígio. Mas, infelizmente, nem todos são abençoados com tal capacidade.
Ricardo Granatowicz
São Paulo, SP

 

Saúde

O resultado da pesquisa finlandesa sobre o câncer de mama ("A doença da tristeza", 30 de abril) não causou nenhuma surpresa, principalmente a nós, médicos que estudamos acupuntura e medicina tradicional chinesa. Há quase 5.000 anos já se sabe que emoções reprimidas são potenciais causadores de tumores (benignos ou malignos), e não somente na mama. A medicina ocidental vira-se para um lado que até então era chamado de alternativo. Agora, a medicina preventiva ocidental terá novos parâmetros na sua atuação.
Dra. Andréa Cristina Chromiec
Curitiba, PR

Já vivi a experiência de um câncer de mama e acredito que a reportagem "A doença da tristeza" traduz o que muitas mulheres que convivem comigo passaram. Faço parte da Associação das Amigas da Mama, que apóia mulheres com vivência em câncer de mama e que realiza trabalho de orientação sobre a importância do auto-exame e da mamografia. Dentre nossas ações procuramos mostrar a outras mulheres que, apesar do câncer, não perdemos a alegria de viver. Que nossa vida é vivida intensamente e com muito prazer. Procuramos não nos deixar abater com a quimioterapia e a radioterapia, porque entendemos que são a busca de nossa cura. No dia 14 de maio, em Curitiba, no Hotel Sheraton, desfilaremos com roupas e jóias de lojas locais. Participam mulheres em tratamento, pós-tratamento, com cabelo e até as nossas "carequinhas". Isto é um exemplo de vida e de garra.
Tania Mary Gomez
Presidente da Associação das Amigas da Mama
Por e-mail

 

Rio de Janeiro

No dia 28 de abril, a segunda maior megalópole do país acordou com uma esperança. Citando o ditado, "a esperança é a última que não morre". Toma posse o novo secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro. O povo tem fé e acredita que o Rio voltará a ser a Cidade Maravilhosa ("Rosinha chama o maridão", 30 de abril).
Carlos Arthur Schwarz
Vitória, ES

Três palavras explicam a caótica situação da segurança pública no Rio de Janeiro: omissão, corrupção e incompetência. Aliás, também servem para explicar quase todas as mazelas da administração pública brasileira.
Paulo Carvalho
Rio de Janeiro, RJ

 

Justiça

Um país que convive com o trabalho escravo e com a exploração do trabalho infantil (segundo o IBGE, 48,6% de um total de 5,5 milhões de crianças com idade entre 5 e 17 anos que trabalhavam em 2001 nem sequer recebiam uma remuneração) não se pode dar ao "luxo" de "eliminar" a Justiça do Trabalho. Por outro lado, a absorção da Justiça do Trabalho pela Justiça (federal) comum seria impraticável, dado ser aquela maior que esta. Além disso, a especialização é sempre desejável, quando se busca o aprimoramento e a celeridade na entrega da prestação jurisdicional ("Ordem no tribunal!", 30 de abril).
José Roberto Dantas Oliva
Juiz titular da 1ª Vara do Trabalho de Presidente Prudente
Presidente Prudente, SP

Até que enfim um órgão da grande imprensa publicou reportagem esclarecedora sobre um tema delicado como o Poder Judiciário. Uma verdadeira aula. Não buscou agradar ao "senso comum", que, como o presidente Lula, não entende da distribuição das atribuições dos três poderes, ignorando que é o Legislativo que elabora as leis que regulam a celeridade dos feitos judiciais. Parabéns ao jornalista Alexandre Secco.
Homero Benedicto Ottoni Netto
Atibaia, SP

O presidente Lula, ao se referir com coragem e lucidez à "caixa-preta" que é o Judiciário, prestou inestimável serviço à Justiça e ao direito pátrios. Vive-se hoje, em índices crescentes, o drama da agressão à lei exatamente por aqueles que deveriam zelar por sua aplicação. Nossas prisões estão atulhadas de inocentes e nem mesmo condições de animais são garantidas. E tudo, no mais das vezes, sob a proteção da "toga preta", como alguns poucos da mídia têm mostrado.
Renato Luiz Mello Varoto
Pelotas, RS

 

Reforma

É difícil agüentar um partido que sempre lutou por causas justas, por um Brasil melhor, totalmente perdido sobre como fazer a bendita reforma previdenciária. Que Lula e o resto do "time" ajam com criatividade para sair dessa ("No ringue, PT contra PT", 30 de abril)!
George Nunes Bueno
Vitória, ES

Quero cumprimentar VEJA pela excelente reportagem sobre a reforma da Previdência. Mostrou vários aspectos de forma resumida e clara. Estou cursando a disciplina de direito previdenciário e tenho de fazer um trabalho justamente sobre a reforma. A reportagem veio em hora certa. Já recomendei o site da revista a meus colegas de classe.
Roberta Trentini Machado
Itajaí, SC

 

Doença de Chagas e açaí

Em relação à nota "O açaí sob suspeita" (Guia, 2 de abril), esclarecemos que, junto com outros colaboradores, publicamos na revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical um resumo com o título "O açaí como provável veículo de transmissão da doença de Chagas: relato de caso". Por um lamentável engano, não foram mencionados os nomes dos pesquisadores do Instituto Evandro Chagas, liderados pelo doutor Aldo Valente. Somente o Instituto Evandro Chagas, laboratório de referência macrorregional para os estudos dessa enfermidade na região, vem realizando de forma pioneira pesquisas de viabilidade desse inusitado mecanismo alternativo de transmissão.
Doutor Otávio Paz
Ananindeua, PA

 

Radar

Será muito fácil convencer os gringos a visitar um país onde o povo é alegre, simpático, hospitaleiro e faz de tudo para agradar. Apesar da pobreza e da violência, todos têm sempre um sorriso estampado no rosto e um motivo para comemorar, seja pelo resultado do futebol, seja pelo Carnaval. Há alta criminalidade, mas não medo de atentados terroristas ("Apesar da língua negra", Radar, 30 de abril).
Eduardo Levy
Belo Horizonte, MG

 

Gustavo Franco

Está-se desenhando que o grande legado do governo Lula será sepultar a velha esquerda, enfadonha com seu discurso retrógrado e corporativista, em que as pessoas não têm acesso ao novo, chamado por ela de neoliberalismo. Lula, com seu diploma de vida, está dando lições sem precisar ter feito cursos em Princeton, Estados Unidos, nem na Universidade Patrice Lumumba, na Rússia. A matemática é uma só nos quatro cantos do mundo. Em frente, Brasil ("Matemática e neoliberalismo", 30 de abril).
Eduardo Lino Moreira
Maceió, AL

 

Diogo Mainardi

Uma coisa é a crítica contundente contra as políticas de segurança equivocadas que têm prevalecido em nosso Estado. Outra bastante diferente é criticar, sem conhecer, iniciativas louváveis como o seminário "Hip hop na linha de frente contra o tabaco", apoiado não somente pelo movimento Viva Rio como também pela ONG Rede de Desenvolvimento Humano (Redeh), com a promoção da Organização Mundial da Saúde (OMS) ("Garotinho, o poligonal", 30 de abril).
Doutora Mariza Grimmer
Rio de Janeiro, RJ

 

Roberto Pompeu de Toledo

Nem sempre o universo em preto-e-branco, tão querido de analistas curtos, é capaz de captar todas as dimensões de um fato. O texto "A ilha de todos os descaminhos" (Ensaio, 30 de abril) é um excelente exemplo de que a realidade, quando menos se espera, pode revelar contradições inusitadas. Só uma perspectiva crítica e desapaixonada, fato raro quando se discute a pequena ilha de Cuba, é capaz de desvendar o que se esconde por trás dos olhares apressados.
Camilo Capiberibe
Montreal, Quebec, Canadá

 

Arc

A cada semana o amigo Arc se decepciona com a nossa realidade. Bem que ele poderia ficar longe dessa confusão e voltar tranqüilo para Marte. Claro, sem se esquecer de mandar seus comentários para VEJA.
Paula Marcondes
Recife, PE

 

EXERCÍCIOS DENTRO D'ÁGUA

Uma centena de leitores escreveu e outros tantos ligaram para a redação procurando mais informações sobre a reportagem "Queimadas com água" (23 de abril). O que mais chamou a atenção dos leitores foi a fotografia que ilustrou a reportagem, tirada na academia Kainágua, em São Paulo, em que um grupo de pessoas fazia esteira dentro de uma piscina. Os interessados no assunto podem acessar a página da academia na internet (www.kainagua.com.br) ou ligar para (11) 3742-8006.

 

A MAÇÃ DO PARAÍSO

Na reportagem "As árvores mais incríveis do mundo", VEJA afirmou que a expulsão de Adão e Eva do Paraíso se deu por terem eles comido o fruto de uma macieira, desobedecendo à ordem divina. "Todas as traduções e versões bíblicas se referem à 'árvore do conhecimento do bem e do mal' (Gênesis, capítulo 2, versículo 17) e 'árvore que está no meio do jardim' (Gênesis, capítulo 3, versículo 3)", escreveu Césio Johansen de Moura, de Curitiba, Paraná. Na verdade, a Bíblia não fala em macieira. Isso é fruto da cultura oral. O leitor não pára por aí. "Relacionar o ato de comer a maçã ao ato sexual também é totalmente equivocado. Em Gênesis, capítulo 1, versículos 27 e 28, Deus, após criar o homem e a mulher a Sua imagem, os abençoou e lhes disse: 'Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a'." Para o teólogo Pedro Vasconcelos, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, essa interpretação pode ter tido origem na Idade Média. Segundo ele, naquela época o pecado original (comer o fruto proibido) foi associado ao pecado sexual.

 

A ASCENSÃO DE HITLER

Sobre a entrevista de Bernard Lewis (Amarelas, 2 de abril), o leitor Eudo Gilberto, de Belo Horizonte, escreveu: "O entrevistado equivoca-se quando afirma que Adolf Hitler foi alçado ao poder através de uma eleição direta". Na verdade, Lewis disse que Hitler chegou ao poder na Alemanha "por meio de uma eleição". Em 1932, Hitler disputou uma eleição em dois turnos, vencida pelo marechal-de-campo Paul von Hindenburg. Em 30 de janeiro de 1933, pressionado e temendo um levante dos nazistas, Hindenburg nomeia Hitler chanceler do Reich. Com a morte de Hindenburg, em agosto de 1934, Hitler assume o poder total como chefe de Estado e comandante supremo das Forças Armadas.

 

 
 
   
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