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Caso Isabella"Isabella não voltará e, entre seus
familiares e todos os brasileiros, restarão muita dor, saudade e comoção.
No entanto, é maravilhoso saber que Nardoni e Anna Carolina foram condenados,
num claro exemplo de que ainda há justiça neste país." Ao condenar
Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, por fim a Justiça brasileira
mostra ao mundo que o Brasil não é totalmente o país da impunidade
("A justiça foi feita", 31 de março). Esse caso pode entrar
para a história, ao revelar o teatro montado pela defesa para livrar da
condenação dois assassinos impiedosos. Eu, como pai de uma menina
de 9 anos, inteligente e indefesa, me sinto na obrigação de protegê-la
diária e incondicionalmente. Confesso que não entendo a monstruosidade
de um pai ao compactuar com a madrasta em um crime horrendo e bárbaro contra
a própria filha. Resta, ainda, esclarecer o que motivou tal barbárie.
Isso, apenas os envolvidos poderão revelar.
Tenho 78 anos e conheço
a dor de Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella, pois há dois anos
minha filha também foi cruelmente assassinada. Não contive as lágrimas
ao ouvir a leitura da sentença. Quero cumprimentar o doutor Francisco Cembranelli
pela brilhante atuação. Agora, podemos acreditar que a Justiça
brasileira ainda existe. Isabella não voltará
e, entre seus familiares e todos os brasileiros, restarão muita dor, saudade
e comoção. No entanto, é maravilhoso saber que Alexandre
Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram condenados, num claro exemplo de que
ainda há justiça neste país. É lamentável
o fato de não existir a prisão perpétua por aqui, condenação
que, de fato, os dois assassinos mereciam, pela perversidade de sua
ação: matar uma criança inocente e indefesa de
maneira cruel e brutal, com agravante para Alexandre, que era o pai
da menina. Parabéns à Justiça brasileira! A
barbárie contra Isabella, cometida por aqueles que deveriam protegê-la
a qualquer custo, atingiu mortalmente não apenas seus familiares e amigos,
mas a todas as famílias brasileiras que amam e zelam por seus filhos. Apesar
de não trazê-la de volta, a condenação exemplar nos
trouxe alívio e paz interior. Obrigada, promotor Francisco Cembranelli! Sou
assinante de VEJA e tive uma grata surpresa quando, na tarde do último
sábado (27 de março), recebi o meu exemplar, que estampava
logo na capa a condenação, mais do que merecida, dos monstros que
covardemente assassinaram a pequenina Isabella. Roberto KalilO doutor Roberto Kalil Filho é um daqueles
modelos de médico dedicado, atencioso, que dá a vida pela medicina
("O médico mais poderoso da República", 31 de março).
Como médica do Hospital Sírio-Libanês, presencio seu dinamismo
e dedicação aos pacientes 24 horas por dia. Seu exemplo profissional
é um estímulo para todos os médicos. Excelente a reportagem de
Adriana Dias Lopes sobre o renomado cardiologista Roberto Kalil Filho. Também
sou médico cardiologista e o conheço há mais de quinze anos.
Desde então nós nos tornamos parceiros, e eu lhe encaminho muitos
pacientes, por confiar na sua competência, dedicação e rigidez
nas condutas médicas, obtendo êxito nos tratamentos que realiza e
acompanha. Não é à toa que Roberto Kalil Filho é considerado
um ícone e referência na cardiologia brasileira, fruto de muito trabalho
e humildade, independentemente de classe social. Fantástica
e fidedigna a reportagem que Adriana Dias Lopes fez sobre Roberto Kalil Filho.
Conheço Kalil há vinte e poucos anos, e ele é de uma generosidade
inacreditável. Esse cara é generosidade e coração.
Coração que não cabe em seu peito. Obrigada por termos você.
Acredite, você é muito querido!
Ideologia na educaçãoNão bastasse o sucateamento da educação,
com a obrigatoriedade, agora, das disciplinas de sociologia e filosofia no ensino
médio, nossos alunos serão submetidos a uma lavagem cerebral
comunista. Essas matérias, sérias e complexas, como mostra VEJA,
serão transformadas num amontoado de asneiras. Melhor destino seria a lata
do lixo. Pobre Brasil ("Ideologia na cartilha", 31 de março). Concordo
com o ponto de vista de VEJA em relação à obrigatoriedade
do ensino de sociologia e filosofia no ensino médio. Tive essas disciplinas
na escola e sei bem a que tipo de simplificação desastrosa elas
se prestam quando ministradas por professores despreparados ou mais comprometidos
com ideologias do que com a educação propriamente dita. No entanto,
achei desnecessária a forma como o jornalista se referiu a Rubem Alves,
um autor muito querido de seus leitores e que sempre se dedicou a pensar
o papel da educação como formadora de indivíduos e
não de "cidadãos" , isento de proselitismo
político-ideológico. Uma das coisas mais importantes
que aprendi na filosofia foi não generalizar nunca. E é exatamente
isso que a reportagem "Ideologia na cartilha" faz, ao apresentar os
professores dessas duas matérias como panfletários e parciais nas
suas aulas. Há, sim, muita gente mal formada, como em todos os outros cursos,
mas isso não dá o direito de simplificar a questão e apresentar
"as aulas de filosofia e sociologia" como propagadoras de "conceitos
rasos e tom panfletário". O que se espera é realmente "expandir
o horizonte dos alunos", e isso não se faz apenas com matemática.
Aliás, "matemática que é bom..." está realmente
difícil de encontrar, pois a grande maioria dos professores dessa área
também não tem a menor ideia de como apresentar o conteúdo
aos seus alunos. Basta observar os índices medíocres alcançados.
E, como diz Dostoievski, "o homem não é 2 + 2 = 4".
A pedofilia e o cleroO ato sexual, quando saudável, faz
parte da natureza humana; é algo intrínseco e básico para
o homem. Mas, quanto mais casos de pedofilia são descobertos, mais percebo
que o celibato é uma opção antinatural para os religiosos
eu diria pseudorreligiosos. Quando Jesus disse "Deixai vir a mim as
criancinhas", não havia nenhuma conotação sexual e Definitivamente, o mundo não
aceita mais que pessoas responsáveis pela formação religiosa
de crianças e jovens sejam doentes, pedófilas. Por que no Brasil
não há comoção? Os fiéis devem, sim, cobrar
uma atitude e formalizar seu descontentamento, sem risco de ofender sua
fé. Afinal, trata-se de crianças indefesas, que haverão de
colher a deformação psicológica que esses criminosos lhes
impõem.
Nora VolkowExcelente
a entrevista com a psiquiatra mexicana Nora Volkow (Entrevista, 31 de março).
Didático, firme e educativo, seu oportuno conteúdo é de grande
interesse na orientação de pais e educadores e tem base plenamente
científica. Realmente, é um erro considerar a maconha droga inofensiva,
pois comprovadamente ela tem efeitos bastante danosos, e quem atua em clínica
no dia a dia percebe a droga fazendo estragos e destruindo. É muito difícil
alguém chegar à cocaína sem passar antes (e até precocemente)
pela maconha e pelas drogas lícitas, álcool e tabaco. Onde existe
a ignorância reinam os mitos e crescem os riscos. Nada como o real conhecimento
para desfazer os enganos. Acompanho há mais de 25 anos
o trabalho da doutora Nora Volkow, cuja entrevista a VEJA resume o que muitos
já deveriam saber: "Não existe droga segura". Enquanto houver
omissão da mídia, dos órgãos públicos
e da população em geral, continuaremos enterrando seres humanos
de forma trágica, independentemente da graduação "leve
ou pesada" da droga ou do estágio em que se encontra o viciado.
Reinaldo AzevedoNuma
edição que supera muitas outras pelo conteúdo denso, destaco
como perfeita a síntese do pensamento de Reinaldo Azevedo na edição
de 31 de março ("O AI-13 dos militontos"). Sinto a necessidade
de mais vozes a se levantar contra essa "ditadura de minorias". O que
está ocorrendo no Brasil lembra-me, com horror, o apartheid sul-africano,
de triste memória, no qual a minoria segregava a maioria. Vemos atualmente,
no Brasil, o culto às minorias, não no sentido de dar-lhes o respeito
que todos merecem, mas com o propósito deslavado de impingir à maioria
o "direito" que essas minorias querem ter de impor suas teses, desvios
e defeitos, numa total inversão de valores defendidos por qualquer democracia. Lula
é o inspirador das propostas de controle da vida brasileira. Apenas isso
interessa a ele e seus seguidores.
J.R. GuzzoBrilhante o artigo "Mundo-cão" (31 de março).
Mostra a prepotência do político, querendo esconder o descontrole
da máquina pública, cita as dificuldades em doar via poder público
e remete à burocracia criada para proteger os recursos e máquina
públicos que, infelizmente, são usados para atrapalhar esse controle,
facilitando desvios, como o de Barueri.
Kit pré-campanha de Dilma RousseffCom a reportagem "O kit da candidata é um luxo"
(31 de março), VEJA prestou um inestimável serviço à
nação, ao mostrar aos eleitores o "homem dos 12% de propina"
que vai comandar a campanha da Dilma. Creio que num possível governo,
diante de uma encrenca tipo "mensalão", a presidenta não
terá como alegar que "nada sabia", a não ser que a amnésia
crônica do seu compadre Lula já tenha contaminado os seus neurônios.
Google versus dragão chinêsIndignação. Esse foi o meu sentimento ao ler a reportagem
"Derrota da liberdade" (31 de março), sobre o fechamento do
escritório do Google na China. A interferência do estado na vida
das pessoas e a censura aos meios de comunicação, como o Google,
o Facebook, o YouTube e outros, são atitudes inadmissíveis nos
dias atuais. Se países de regime comunista como a China tivessem acesso
a mais informações, não somente às que o governo
libera, seriam melhores em todos os aspectos.
MúsicaA canção Like a Rolling Stone ("A canção
que mudou as canções", 31 de março), composta por
Bob Dylan para seu álbum Highway 61 Revisited, de 1965, de fato
é um marco incontestável na história do rocknroll,
permanecendo relevante ao longo de quatro décadas. |