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VEJA
Recomenda
DVDs
Scarface
(Scarface, Estados Unidos, 1983. Universal)
Adaptação do clássico policial Scarface
A Vergonha de uma Nação, dirigido por Howard
Hawks nos anos 30, esse filme de Brian de Palma, com roteiro de
Oliver Stone, chocou em seu lançamento por causa das cenas
de violência e consumo de drogas. Scarface conta a
história de Tony Montana (Al Pacino), imigrante cubano que
se torna o rei do tráfico de cocaína em Miami. Stone,
que na época tentava livrar-se do vício dessa droga,
realizou um filme com seqüências antológicas
como aquela em que Montana consome uma montanha de pó antes
de dedicar-se a um banho de sangue, com uma metralhadora nas mãos.
O DVD duplo está repleto de extras, como os testes dos atores
e um documentário sobre as gravações.
A
Pantera Cor-de-Rosa (Pink Panther Collection. Fox)
Entre 1963 e 1978, o ator Peter Sellers (1925-1980) e o diretor
Blake Edwards (que recebeu uma merecida homenagem no Oscar deste
ano) deram vida a um dos personagens mais engraçados da história
do cinema: o inspetor francês Jacques Clouseau, sujeito atrapalhado
que, apesar de levar seu chefe às raias da loucura, sempre
resolve os mistérios que surgem à sua frente. Tudo
em A Pantera Cor-de-Rosa era perfeito, dos disfarces esdrúxulos
de Clouseau e de Kato, seu empregado asiático, ao tema musical
de Henry Mancini. A caixa traz quatro títulos estrelados
por Sellers, além de A Trilha da Pantera Cor-de-Rosa,
feito após a morte do ator com cenas não aproveitadas
de seus filmes. Um sexto DVD traz vários extras, entre os
quais um documentário sobre as origens do personagem.
Divulgação
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| Simba,
Pumba e Timão: coadjuvantes no papel principal |
O Rei Leão 3: Hakuna Matata (The Lion King 1 1/2:
Hakuna Matata, Estados Unidos, 2004. Buena Vista) Essa
seqüência de O Rei Leão, uma das produções
mais bem-sucedidas dos estúdios Disney, tem como protagonistas
o javali Pumba e o suricato Timão. Ela revela a origem da
amizade entre os dois e reconta a história de Simba (o rei
Leão) sob o ponto de vista da dupla. A antológica
cena do nascimento de Simba, em que ele é mostrado para os
outros animais, é transformada numa das melhores piadas do
filme.
LIVROS
A
Ética Protestante e o "Espírito" do Capitalismo,
de Max Weber (tradução de José Marcos Mariani
Macedo; Companhia das Letras; 288 páginas; 38 reais)
Esse livro é a obra-prima do sociólogo alemão
Max Weber (1864-1920) e um dos mais influentes estudos teóricos
escritos no século XX. Weber procura explicar por que países
com predominância da religião protestante tendem a
ser mais ricos do que países católicos. A obra teve
três edições durante a vida do autor: em 1904,
em 1905 e em 1920. Essa nova versão brasileira é especial
porque, além de ter sido traduzida diretamente do alemão,
dá conta de todas as alterações feitas por
Weber ao longo dos anos. O paciente trabalho de edição
foi levado a cabo pelo sociólogo brasileiro Antônio
Flávio Pierucci. Leia
trecho do livro.
Minoridade
Crítica: a Ópera e o Teatro nos Folhetins da Corte,
de Luís Antônio Giron (Ediouro; 416 páginas;
49 reais) Fruto de uma dissertação de mestrado,
o livro do jornalista Luís Antônio Giron debruça-se
sobre as origens da crítica cultural no Brasil. Numa pesquisa
minuciosa, Giron vasculhou jornais do tempo do Império em
busca de textos a respeito de óperas e recitais de música
clássica apresentados entre 1826 e 1861. Descobriu textos
pouco conhecidos de escritores do calibre de José de Alencar
e Machado de Assis, que analisa com verve e rigor, em busca de quais
seriam seus pressupostos teóricos.
Leia
trecho do livro.
DISCOS
A
Vida Me Fez Assim, Teresa Cristina e Grupo Semente (Deckdisc)
Seria uma heresia classificar Teresa Cristina apenas como
sambista. A carioca de 36 anos é uma intérprete privilegiada,
que tem talento não apenas para o samba, mas para outros
gêneros musicais. Teresa tem bom gosto para selecionar o repertório
e sua voz não traz os exageros de algumas musas atuais da
MPB. Há dois anos, ela lançou um belíssimo
álbum duplo com criações de Paulinho da Viola.
Nesse novo disco, que tem produção de Paulão
das 7 Cordas (uma espécie de arquivo ambulante do samba),
ela se sai bem com canções da própria lavra
e algumas regravações que merecem fazer sucesso, como
a de Quantas Lágrimas, da Velha Guarda da Portela.
Ouça trechos de múscas: Acalanto
e Viver.
Thicker
Than Water, Jack Johnson (Universal) Há quem
diga que o cantor, compositor, guitarrista e surfista nas horas
vagas Jack Johnson está reinventando a surf music
aquele estilo que, nos anos 60, era sinônimo de grupos vocais
afinadinhos, cantando sobre praia e meninas. Johnson faz um pop
com influências de reggae e música eletrônica
que é perfeito para ouvir na praia, num luau. Thicker
Than Water é a trilha de um documentário sobre
surfe dirigido pelo próprio Johnson. Os temas tiveram como
inspiração as acrobacias de surfistas do primeiro
time. Johnson apresenta baladas bacanas, como Moonshine, e
incluiu em seu disco convidados. Entre eles, o grupo Smoke City
(Underwater Love) e o cantor inglês Finley Quaye (Even
After All).
| Os
mais vendidos |
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Na
edição passada de VEJA, a lista de livros
mais vendidos registrou um engano: As Filhas da Princesa,
da americana Jean P. Sasson, apareceu na categoria de
ficção em vez de aparecer na de não-ficção,
como ocorrera nas semanas anteriores e volta a ocorrer
agora. O erro deveu-se ao fato de que a classificação
da obra varia nas diversas livrarias consultadas por
VEJA para elaborar seu ranking. Relato da opressão
sobre as mulheres no mundo islâmico, As Filhas
da Princesa baseia-se em depoimentos de uma mulher
saudita. O livro, no entanto, tem um viés literário,
que faz com que possa ser confundido com um romance
o que não é o caso.
Assim
como As Filhas da Princesa, outras obras que
freqüentam a lista são difíceis de
classificar e aparecem sob rubricas diferentes de livraria
para livraria. Por isso, VEJA decidiu tornar mais estritos
os critérios de organização da
lista. Da categoria de ficção farão
parte apenas romances e coletâneas de contos.
Da categoria de não-ficção constarão
ensaios e biografias, mas também livros de crônicas,
cuja referência principal se encontra no noticiário
e no registro de uma realidade mais imediata. Isso acontecerá
ainda que o cronista lance mão de recursos ficcionais.
Em auto-ajuda e esoterismo ficarão os manuais
de aconselhamento e as obras de cunho religioso.
Os
novos critérios já se refletem na lista
desta semana. Dois livros da gaúcha Lya Luft
passam da categoria de ficção para a de
não-ficção. Isso vai ao encontro
do entendimento da própria autora, como dito
no prefácio de Perdas & Ganhos e em
conversa com VEJA. Lya, de fato, pratica uma espécie
de ensaísmo moral que não se confunde
com a auto-ajuda, apesar do tema, nem com a ficção,
apesar da linguagem literária. Por causa dessa
mudança, o número entre parênteses
referente à posição dos livros
na semana anterior foi zerado. O mesmo ocorreu com As
Filhas da Princesa. Em todos os casos, o número
referente às semanas em que o livro esteve na
lista foi mantido.
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