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Cartas
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"Quantas
toneladas pesa um ministro que já mandou muito e agora, sem
rumo, é um rochedo no meio do caminho do próprio governo?"
Jaime Leitão
Rio Claro, SP
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O
governo Lula
Faço
parte da minoria que não votou nesse governo, embora esteja
sofrendo junto os efeitos de tamanha incompetência. Mas a
capa de VEJA nos lavou a alma: ver o senhor José Dirceu ser
chamado de peso morto não tem preço ("Ascensão
e queda", 31 de março).
Silvia Ruiz
São Paulo, SP
A
lógica indica que Lula dificilmente resgatará sua
autoridade, pois aquele estrondoso prestígio de outrora continha
o vício da artificialidade. A maioria dos brasileiros acreditou
excessivamente nas vãs promessas de um homem cuja principal
atividade era infernizar a vida dos governantes.
Adalberto Alves de Matos
Barra do Garças, MT
Gostaria
de cumprimentar os eleitores (foram enganados, é claro) e
o governo petista. Vocês realmente mudaram o país,
para pior.
Altair Vieira de Albuquerque
Fátima do Sul, MS
O
governo Lula não está paralisado. Esse desgoverno
está, sim, dando marcha a ré.
José Freire
Brasília, DF
Stephen
Kanitz
O
artigo "A crise dos pais imperfeitos" (Ponto de vista, 31 de março)
está fantástico. Pudessem todos os pais do país
ter acesso a esse texto, com certeza a rebeldia entre os adolescentes
diminuiria. Sinceramente, a decepção do Brasil com
Lula não se deve a essa crise, e sim à falsa imagem
do "pai perfeito" passada por ele ao povo em seu plano de governo,
que, se tivesse 1% de seu conteúdo posto em prática,
resolveria grande parte dos problemas nacionais num passe de mágica.
Bruno Giglio Beteloni
São José do Alegre, MG
Esse
artigo me trouxe à lembrança uma frase que ouvimos
muito quando somos filhos e repetimos à exaustão quando
somos pais: "Você só vai entender como é difícil
educar um filho quando for pai (ou mãe)". É muito
fácil questionar e criticar os atos daqueles que elegemos
como perfeitos, seja no governo, seja em nossa família. Mas,
quando a situação se inverte e mudamos de posição,
percebemos como é difícil manter o leme na direção
certa.
Martha Duque e Silva
Valença, RJ
Lawrence
Summers
A
propósito da entrevista das páginas amarelas (31 de
março) com o reitor de Harvard, gostaria de contribuir com
o seguinte pensamento: educar mais do que simplesmente treinar.
Ensinar a refletir com o mesmo esforço com que se ensina
a fazer. Tal qual nas universidades, o desafio das organizações
é criar condições para que o indivíduo
possa se desenvolver e contribuir efetivamente para a geração
de resultados. Como gestor, eu acredito nisso.
Marcos Tadeu de Paula Marques
Brasília, DF
Ao
ler as páginas amarelas, chega-se à conclusão
de que para uma coisa a viagem de Summers ao Brasil já valeu:
lembrar que Bush não fez Harvard. Sim, porque sua política
internacional é tudo, menos "soft power". Se além
disso mostrar às nossas universidades que devem estimular
a reflexão analítica, o pensar sobre o pensar, e não
somente se apropriar do saber do outro, já terá superado
nossa expectativa.
Osny Martins
Joinville, SC
O
movimento de 1964
Cumprimento
a revista VEJA pela excelente reportagem "O golpe, 40 anos depois"
(31 de março), que retrata de forma clara, precisa e imparcial
o período de 1964 a 1985. É importante que os jovens
de hoje saibam o que os governos militares deixaram de contribuição
para o país e possam fazer a comparação entre
os vinte anos de ditadura e os vinte pós-ditadura, tão
bem mostrados na matéria mencionada.
Pedro Luiz Pires Vieira
Niterói, RJ
Alexandra
Tavares
Estava
passando da hora de alguém "encarar" o coronelismo do Maranhão.
Subserviência não é postura de gente livre.
É coisa de escravo. Parabéns, Alexandra, e prepare-se,
porque aí vem chumbo grosso ("A imperatriz do Maranhão",
31 de março)!
Ozires Mourão
Londrina, PR
Provão
VEJA
nos brindou com duas reportagens de valor inestimável para
a compreensão do sistema educacional brasileiro. Na primeira,
o atual reitor da Universidade de Harvard destaca o valor secular
das ciências humanas como denominador comum da aquisição
do conhecimento científico e da inovação tecnológica,
ao mesmo tempo que põe em relevo a importância da cultura
da reflexão analítica e da técnica do "ensinar
como aprender" no processo pedagógico de aquisição
do conhecimento. Na segunda, VEJA nos mostra a realidade educacional
brasileira através de uma radiografia do Provão, pela
qual o ensino universitário do país ou foi reprovado
ou ficou em "recuperação", no jargão estudantil.
Enquanto um templo mundial do ensino universitário como Harvard
está revisando vários de seus currículos, aqui
no Brasil continuam a ser adotadas políticas educacionais
públicas e privadas com os mesmos modelos de ensino inadequados
sobre os quais se aplicam sistemas de avaliação mal
gerenciados ("As notas no Provão dos 260 melhores cursos
superiores", 31 de março).
Oswaldo Luiz Donatelli
São Paulo, SP
A Fundação
Educacional de Barretos cumprimenta a equipe de reportagem desta
revista pela matéria sobre os 260 melhores cursos do país.
Para nós já havia sido uma vitória conquistar
o "A" no Exame Nacional de Cursos (Provão), mas saber por
essa publicação que temos a terceira melhor média
do país foi uma grata surpresa e motivo de muita satisfação.
Já estávamos felizes porque, no Provão de 2002,
nosso curso de odontologia foi o segundo melhor do país e
novamente manteve a nota "A". Isso comprova, mais uma vez, que VEJA
é um veículo de informação sério
e idôneo e um incentivo para nosso trabalho.
André
Luiz Rezek
Presidente do conselho diretor Fundação Educacional
de Barretos
Barretos, SP
A
Faculdade de Medicina de Marília obteve conceito "A" em seus
dois cursos, medicina e enfermagem, e vem ocupando posição
de destaque por meio de inovações no processo de ensino-aprendizagem,
humanização das relações entre estudantes,
profissionais e pacientes, educação permanente para
docentes e discentes, valorização do aprender-fazendo
e da atuação com a comunidade, tudo em busca de um
currículo aberto, configurado pela prática profissional
reflexiva e capaz de contribuir para a transformação
da realidade. Reconhecemos as limitações da avaliação
do Provão e ressaltamos que uma delas é considerar
médias numa avaliação referenciada em norma,
uma vez que as médias podem ocultar enormes disparidades
e diferenças. Reafirmamos que a avaliação dos
cursos superiores no Brasil é essencial ao desenvolvimento
e à mudança. Afinal, a maior aposta da educação
deve ser no potencial de mudar pessoas, currículos e a sociedade.
Nisso nós acreditamos!
Ricardo
Shoiti Komatsu
Diretor de graduação Faculdade de Medicina de Marília
Marília, SP
Se
ainda faltava clareza, a revista VEJA põe a nu minuciosa
elucidação do assunto, de modo a poder-se avaliar
com maior acuidade o valor e a importância objetiva
e subjetiva da criação dos tais exames anuais
dos alunos. Sem desejar parodiar o ex-presidente Jânio Quadros,
hoje nos parece mais do que evidente que "forças ocultas"
interferem naquele ministério, para implodir um dos maiores
galardões do governo FHC na introdução daqueles
métodos inteligentes de avaliação das escolas.
Parabéns a VEJA pela excelência da reportagem.
Dálvares Barros de Mattos
São Paulo, SP
Os
dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais (Inep) não esclarecem que as provas de 2003
de nove dos 23 cursos da Universidade Estadual de Londrina (UEL),
inscritos no exame chamado Provão, foram extraviadas pelo
Inep. De modo que 640 alunos inscritos esperaram em vão pelas
provas em 8 de junho de 2003. Esses estudantes não foram
avaliados, nem os cursos de biologia, direito, enfermagem, farmácia,
geografia, história, letras, medicina e medicina veterinária,
cursos tradicionais e de conceitos "A" ou "B" nos anos em que foi
aplicado o Provão.
Marcos Cesar Gouvea
Assessoria de comunicação social da
Universidade
Estadual de Londrina
Londrina, PR
Computadores
Em
relação à reportagem "Uma pedra no caminho
de Gates" (31 de março), o software livre é um novo
paradigma tecnológico que vem sendo adotado mundialmente.
O crescimento do uso do sistema operacional Linux, tanto na área
governamental como na privada, tem sido apontado nas últimas
pesquisas sobre a questão. Alguns aplicativos em código
aberto dominam amplamente o mercado mundial, como o servidor de
web chamado Apache, que é utilizado em mais de 70% dos sítios
e está presente, por exemplo, na Casa Branca, no Deutch Bank
e no Ministério da Cultura. O cenário internacional
aponta nessa direção. Sistemas e aplicativos em software
livre já fazem parte da prefeitura de Munique e da região
da Extremadura na Espanha, entre outros. Grandes organizações
da área de TI, como IBM e Novell, também apostam na
alternativa. O governo brasileiro assumiu o desafio de garantir
a propagação livre do conhecimento, geradora de emprego
e renda, além de permitir a diversidade de fornecedores.
Até o fim deste ano, os ministérios da Educação,
Ciência e Tecnologia, Cultura, Minas e Energia e das Relações
Exteriores mudarão para o código aberto.
Sérgio Amadeu da Silveira
Coordenador do Comitê Técnico de Implementação
do Software Livre
Brasília, DF
O
governo Lula 2
Lemos
indignados o quadro "Retratos da paralisia do governo" ("Ascensão
e queda", 31 de março), que comenta atos da ministra Marina
Silva. Indignados porque sentimos na pele os efeitos da incompetência
e do despreparo dos atuais responsáveis pelos setores em
que trabalhamos. Produzimos anualmente algo em torno de 1 milhão
de metros cúbicos de compensado, o que significa um faturamento
em torno de 300 milhões de dólares por ano. Precisamos,
para isso, reflorestar no mínimo aquilo que consumimos. A
ministra Marina Silva assinou as portarias 507 e 176 impedindo o
reflorestamento de quaisquer essências exóticas em
nossa região, com o intuito de proteger a araucária.
Porém, grande parte da área atingida pelas portarias
é de campos, onde não há, nem nunca houve,
uma árvore sequer de pinheiro-do-paraná. Isso mostra
o desconhecimento da realidade de nossa região e de nossas
necessidades. A manutenção dessas portarias ocasionará
em médio prazo o fechamento das empresas, que empregam direta
e indiretamente mais de 10.000 pessoas.
Maria Elena
Presidente da Assoflor
Palmas, TO
Oswaldo
Montenegro
Os
apreciadores das músicas de Oswaldo Montenegro, que, além
de acompanhar sua vida amorosa, conhecem o trabalho que ele e sua
equipe propiciam aos jovens, como as oficinas para músicos
e atores, sabem que o valor de suas letras vai muito além
de Agonia. A crítica o chama de chato porque ele nunca
precisou dela para fazer sua carreira crescer. O que falta aos sertanejos,
axezeiros e pagodeiros sobra nas músicas do Oswaldo: poesia
("O chato é ser gostoso", 31 de março).
Jacqueline G. Pinheiro
Curitiba, PR
Terror
Contrariamente
ao que muitos pensam, o atentado a Madri se transformou numa vitória
para a paz, a democracia e a solidariedade, graças à
impressionante reação do povo espanhol, que confirmou
estar contra a guerra no Iraque, castigou severamente o governo
por ter desprezado sua opção pela paz e por ter mentido
depois do atentado e fez fila para doar sangue às vítimas.
Tal povo merece respeito e gratidão depois de ter pago um
custo tão alto e cruel ("As vítimas somos todos nós",
17 de março).
Janusz Fedorowicz
Bruxelas, Bélgica
CORREÇÕES:
A Faculdade de Odontologia de Caruaru fica no Estado de Pernambuco,
e não do Ceará ("As
notas no Provão dos 260 melhores cursos superiores",
31 de março). Lou Marinoff, professor da City
College de Nova York, é canadense, e não americano,
como publicado na legenda da foto ("Sócrates
no divã", 31 de março). Milene
Domingues treina com a seleção brasileira em Teresópolis,
e não em Petrópolis (Gente,
24 de março). O banqueiro Daniel Dantas conseguiu
anular a sentença que lhe era desfavorável na corte
de Cayman. Mas, diferentemente do que afirmou a nota "Vitória
em Cayman" (Radar,
31 de março), o autor da ação judicial, que
acabou voltando-se contra Dantas, era ele próprio, que processara
o executivo Luiz Demarco, do CVC Opportunity.
| LEI
DE ZECA? |
A
maioria dos 201 leitores que escreveram para a redação
de VEJA comentando a entrevista com o cantor Zeca Pagodinho
(Amarelas, 24 de março) criticou sua atitude de
trocar de cerveja. Enquanto 18% dos leitores elogiaram
o músico, 82% o condenaram com veemência.
Os mais exaltados criticaram sua "ética de Xerém"
e rebatizaram o sambista. Alguns dos nomes sugeridos pelos
leitores: Zeca Engodinho, Zeca Pacotinho, Jeca Pagodinho,
Gerson Pagodinho, Zeca Calotinho e Zeca Espertinho.
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| O
VERTEDOURO DE ITAIPU |
Caio Coronel
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| Barragem
de Itaipu: vertedouro do lado paraguaio
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A foto da barragem de Itaipu que ilustrou as páginas
104 e 105 da reportagem "O golpe, 40 anos depois" (31
de março) está invertida. Quem apontou o
erro foram os leitores Djalma Antonio Ramos, de Foz do
Iguaçu, no Paraná, funcionário da
usina há 29 anos, o engenheiro gaúcho Milton
Fensterseifer, da cidade de Panambi, e Hélio Teixeira
de Oliveira, assessor de comunicação social
da Itaipu Binacional. "O vertedouro (por onde escoa a
água não turbinada) está construído
na margem paraguaia do Rio Paraná, e não,
como está na foto, na margem brasileira", escreveu
Oliveira, que enviou a foto ao lado. |
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