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Carta
ao leitor
Celebridade
não é
só futilidade
Rick Silva
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| O
repórter Marcelo Marthe
com Donald Trump:
entrevista num resort na Flórida |
Nos
últimos dez anos, vem ganhando força um fenômeno
que, na falta de um nome melhor, pode ser definido como "culto à
celebridade". Milhões de pessoas ao redor do mundo passaram
a consumir com uma avidez de enciclopédico todo tipo de informação
sobre ricos e famosos, talentosos e famosos, ricos e talentosos
ou famosos e... simplesmente famosos. Para os críticos mais
pessimistas, trata-se de uma distorção causada pelo
consumismo e pelo esgotamento das utopias. VEJA prefere tratar o
assunto sem mau humor. Nas páginas da revista, o "culto à
celebridade" é encarado como uma das faces naturais da cada
vez mais rentável indústria do entretenimento
face que, vez por outra, merece uma reflexão. Na página
106 desta edição, o leitor encontrará uma reportagem
sobre uma celebridade de primeira grandeza: o bilionário
americano Donald Trump. Ele tirou uma tarde para dar entrevista
ao repórter Marcelo Marthe num resort exclusivíssimo
na Flórida, de sua propriedade. Trump, que recentemente foi
capa da revista Newsweek, comanda um reality show de grande
sucesso nos Estados Unidos. O programa se chama O Aprendiz e
seu ganhador levará como prêmio um emprego numa das
empresas de Trump. Os desclassificados são despachados pelo
bilionário com uma frase que já virou bordão
entre os americanos: "Você está demitido!". A reportagem
de Marthe traça um retrato bastante divertido de Trump, um
personagem tão venerado quanto execrado nos Estados Unidos.
Mas há outra razão para lê-la: é bem
possível que o formato do programa estrelado por ele acabe
chegando à televisão brasileira, assim como é
quase certo que um canal de TV por assinatura exiba a atração
original no Brasil. Leia
reportagem.
Esta
edição de VEJA traz na seção Ponto
de vista uma crônica da escritora gaúcha
Lya Luft, autora de Perdas & Ganhos e Pensar É
Transgredir, os livros mais vendidos atualmente no Brasil.
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