Assim,
sem avental e sem documento, a chef paulista Bel Coelho, 27 anos, reinventa
a culinária numa edição sobre alimentos da revista Trip.
"Fiz as fotos para elevar a auto-estima", diz ela. E garante: é quase tudo
assim mesmo. "Só tiraram olheiras e alguma celulite." Bel sai de um período
difícil: contratada há um ano para tocar um restaurante novo em
Londres, largou o que tinha em São Paulo, mudou-se de mala e cuia e deu
tudo errado. "Eles faziam restrições às minhas criações
e até me humilhavam", conta. "Quando o salário começou a
atrasar, saí." Atualmente, é consultora de um restaurante em Portugal
e só pretende voltar de vez ao Brasil em setembro.
Um
vínculo entre dois opostos
Mark
Wilson/Getty Images
Lauren
Victoria Burke/AP
Thurmond
e Sharpton (com Hillary): questão de propriedade
Presente e eloqüente em toda e qualquer questão envolvendo
preconceito racial, o reverendo Al Sharpton, 52 anos, é um dos principais
ativistas dos direitos civis dos Estados Unidos, amigo de poderosos como Bill
e Hillary Clinton e de famosos como Michael Jackson. Em 2004, foi candidato independente
à Presidência. Sua bandeira: justiça racial. Congressista
por quase meio século, o senador Strom Thurmond defendeu a discriminação
até a morte, em 2003, aos 100 anos. Em 1948, foi candidato independente
à Presidência. Sua bandeira: segregação racial. Pois
uma investigação genealógica revelou que a trajetória
das duas famílias se cruza: o bisavô de Sharpton foi escravo de uma
prima de Thurmond. "Foi o maior choque da minha vida", declarou Sharpton, que
não tem nenhuma intenção de se aproximar dos Thurmond: "Não
é questão de família. É de propriedade".
Oscar
Cabral
Antony:
compondo o personagem
Intuitivamente
careca
Em plena preparação para
viver Cássio, um boa-vida que se divide entre seu restaurante e o futevôlei
com amigos na nova novela das 8, Paraíso Tropical, o ator Marcello
Antony, 42 anos, sugeriu e emplacou uma novidade no privilegiado
visual: raspou a cabeça. De onde veio a idéia? "Passa pela intuição.
Achei que ia ser diferente", tenta explicar. Suas outras providências para
compor o personagem são justamente aprender futevôlei, esporte que
não dominava, jogar tênis três vezes por semana e malhar com
seu treinador (atenção: não é personal trainer).
Sem suar muito: "Sempre tive o esporte na veia".
Escolha sob medida
Por um momento, pensou-se que
o Oscar ia ser a consagração da Marchesa, grife nascida em Londres
e instalada em Nova York que de repente, em premiações recentes,
vestiu Cate Blanchett, Scarlett Johansson, Penélope Cruz e Sienna Miller.
Aí veio o zunzunzum: sendo a estilista da grife, Georgina Chapman, namorada
de Harvey Weinstein, poderoso dono do estúdio Miramax, seria o sucesso
produto de talento ou de deslavado pistolão? "Podem falar à vontade.
Só quero que todo mundo veja as roupas", declarou, impávida, Georgina.
"É pura inveja", vociferou Weinstein. Mas o estrago estava feito: no Oscar,
a única famosa de Marchesa era Jennifer Lopez, que, num volumoso
vestido com decote de pedrarias, bateu ponto em todas as listas de malvestidas.
Candidata a princesinha no mar
Com muito sol, mar e caipirinha, Chelsy Davy, 21 anos, a namorada zimbabuense
do príncipe Harry da Inglaterra, passou o Carnaval no Rio de Janeiro, com
o irmão e quatro amigos, quase completamente incógnita. Quase, porque
na cola, seguindo o grupo desde Miami, vieram o paparazzo Rupert Thorpe e o repórter
Paul Henderson, responsáveis pela divulgação da viagem da
loira nos tablóides. Chelsy cumpriu o circuito clássico carioca
Cristo, praia, Sambódromo e boates. "Ela ficou num hotel quatro-estrelas
de Ipanema. Estava totalmente relax, sem seguranças. Na praia, mostrou
que tem um corpo de chamar atenção", elogia Thorpe, coberto de razão.
Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Sandra Brasil e Silvia Rogar