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Edição 1998

07 de março de 2007
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Em versão coelhinha

Jorge Lepesteur/Revista Trip
Bel faz pose na cozinha: em nome da auto-estima


Assim, sem avental e sem documento, a chef paulista Bel Coelho, 27 anos, reinventa a culinária numa edição sobre alimentos da revista Trip. "Fiz as fotos para elevar a auto-estima", diz ela. E garante: é quase tudo assim mesmo. "Só tiraram olheiras e alguma celulite." Bel sai de um período difícil: contratada há um ano para tocar um restaurante novo em Londres, largou o que tinha em São Paulo, mudou-se de mala e cuia e deu tudo errado. "Eles faziam restrições às minhas criações e até me humilhavam", conta. "Quando o salário começou a atrasar, saí." Atualmente, é consultora de um restaurante em Portugal e só pretende voltar de vez ao Brasil em setembro.

 

Um vínculo entre dois opostos

 

Mark Wilson/Getty Images

Lauren Victoria Burke/AP
Thurmond e Sharpton (com Hillary): questão de propriedade

Presente – e eloqüente – em toda e qualquer questão envolvendo preconceito racial, o reverendo Al Sharpton, 52 anos, é um dos principais ativistas dos direitos civis dos Estados Unidos, amigo de poderosos como Bill e Hillary Clinton e de famosos como Michael Jackson. Em 2004, foi candidato independente à Presidência. Sua bandeira: justiça racial. Congressista por quase meio século, o senador Strom Thurmond defendeu a discriminação até a morte, em 2003, aos 100 anos. Em 1948, foi candidato independente à Presidência. Sua bandeira: segregação racial. Pois uma investigação genealógica revelou que a trajetória das duas famílias se cruza: o bisavô de Sharpton foi escravo de uma prima de Thurmond. "Foi o maior choque da minha vida", declarou Sharpton, que não tem nenhuma intenção de se aproximar dos Thurmond: "Não é questão de família. É de propriedade".

 

Oscar Cabral
Antony: compondo o personagem


Intuitivamente careca

Em plena preparação para viver Cássio, um boa-vida que se divide entre seu restaurante e o futevôlei com amigos na nova novela das 8, Paraíso Tropical, o ator Marcello Antony, 42 anos, sugeriu – e emplacou – uma novidade no privilegiado visual: raspou a cabeça. De onde veio a idéia? "Passa pela intuição. Achei que ia ser diferente", tenta explicar. Suas outras providências para compor o personagem são justamente aprender futevôlei, esporte que não dominava, jogar tênis três vezes por semana e malhar com seu treinador (atenção: não é personal trainer). Sem suar muito: "Sempre tive o esporte na veia".

 

 

Escolha sob medida

Por um momento, pensou-se que o Oscar ia ser a consagração da Marchesa, grife nascida em Londres e instalada em Nova York que de repente, em premiações recentes, vestiu Cate Blanchett, Scarlett Johansson, Penélope Cruz e Sienna Miller. Aí veio o zunzunzum: sendo a estilista da grife, Georgina Chapman, namorada de Harvey Weinstein, poderoso dono do estúdio Miramax, seria o sucesso produto de talento ou de deslavado pistolão? "Podem falar à vontade. Só quero que todo mundo veja as roupas", declarou, impávida, Georgina. "É pura inveja", vociferou Weinstein. Mas o estrago estava feito: no Oscar, a única famosa de Marchesa era Jennifer Lopez, que, num volumoso vestido com decote de pedrarias, bateu ponto em todas as listas de malvestidas.

 

Candidata a princesinha no mar

Com muito sol, mar e caipirinha, Chelsy Davy, 21 anos, a namorada zimbabuense do príncipe Harry da Inglaterra, passou o Carnaval no Rio de Janeiro, com o irmão e quatro amigos, quase completamente incógnita. Quase, porque na cola, seguindo o grupo desde Miami, vieram o paparazzo Rupert Thorpe e o repórter Paul Henderson, responsáveis pela divulgação da viagem da loira nos tablóides. Chelsy cumpriu o circuito clássico carioca – Cristo, praia, Sambódromo e boates. "Ela ficou num hotel quatro-estrelas de Ipanema. Estava totalmente relax, sem seguranças. Na praia, mostrou que tem um corpo de chamar atenção", elogia Thorpe, coberto de razão.

 

Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Sandra Brasil e Silvia Rogar

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