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VEJA
Edição 1998

07 de março de 2007
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Cartas

 
"Quem sabe o 'santo de casa' não faz o milagre de acabar com a violência e a impunidade entre nós? Bem-vindo, frei Galvão."
Antônio José dos Anjos Brito
Salvador, BA

Frei Galvão

Venho em meu nome, em nome da Comunidade das 14 Monjas Concepcionistas da Imaculada Conceição e em nome da postuladora de frei Galvão, irmã Célia Cadorin, agradecer pela beleza e seriedade da reportagem sobre o nosso querido São Frei Galvão ("Enfim, um santo brasileiro", 28 de fevereiro).
Padre Armenio Rodrigues Nogueira
Capelão do Mosteiro da Luz de São Paulo
São Paulo, SP

Santo de casa faz milagre, sim, e frei Galvão é a prova disso, para a alegria de todos nós, brasileiros.
Maria Isabel de Assis Pereira
Goiânia, GO

A próxima canonização poderá ser a de Francisca Paula de Jesus, a "Nhá Chica". Nhá Chica, beata nascida em 1810, na cidade mineira de São João del Rei, passou a maior parte da vida em Baependi (MG), onde construiu sua obra social e religiosa. A expectativa de todos nós era que a canonização dela ocorresse ainda neste ano, com a de frei Galvão, coincidindo com a vinda do papa Bento XVI ao Brasil. Mas alguns estudiosos já previam que, em se tratando de uma santa negra, pobre filha de escrava, o processo dela seria mesmo preterido. Falta para Nhá Chica um último grande feito: o milagre do reconhecimento.
José Antônio de Ávila Sacramento
Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São João del Rei
São João del Rei, MG

Que Deus abençoe ainda mais frei Galvão. Mas, como brasileira e católica, aguardo o justo e merecido reconhecimento também de santo para quem tanto fez e continua fazendo junto a Deus por nós, brasileiros: padre Anchieta.
Maria Albani de Andrade Nunes
Recife, PE

Como vice-postulador da causa de canonização do beato José de Anchieta, cumprimento VEJA pelo acerto da matéria sobre a canonização de frei Galvão. Acrescento, apenas para informação dos leitores, que o apóstolo do Brasil foi beatificado pela fama de centenas de milagres em vida e após a morte. Temos, inclusive, depoimentos que se encaixam perfeitamente no rigor exigido pelo Vaticano, mas que são anteriores à sua beatificação, e, por isso, se faz necessário um novo milagre.
Padre Cesar Augusto dos Santos, SJ
Vice-postulador da Causa de Canonização de Anchieta
São Paulo, SP

No Brasil-pecado, a presença de Bento XVI na canonização de frei Galvão vai mostrar, mais uma vez, a preferência de Deus pelo pecador. Que isso venha a ser um sinal para o nosso povo de que, talvez, nem tudo esteja perdido.
Paulo Sérgio Barbosa Abreu
Brasília, DF

Sou leitor e assinante de VEJA e quero agradecer à revista pela excelente reportagem. Como estudioso das religiões, vejo que se trata de uma matéria esclarecedora daquilo que a Igreja Católica entende por santidade e foi apresentada de maneira didática e completa. Eu, além de professor de cultura religiosa (PUC Minas e Unileste-MG), também sou vice-postulador, na diocese de Guanhães (MG), de uma causa de beatificação (ainda na primeira fase). Trata-se da causa do servo de Deus Lafayette da Costa Coelho (1886-1961). Gostaria de pedir a essa importante revista para divulgar o site (www.hagiologia.org.br) da Academia Brasileira de Hagiologia, que reúne estudiosos de santos e candidatos ao altar. Uma das finalidades da academia é tornar a santidade um tema cada vez mais próximo de nós. Sou sócio-fundador da Abrhagi e ocupo a cadeira 26, da qual é patrono o servo de Deus Lafayaette da Costa Coelho.
Ismar Dias de Matos
Belo Horizonte, MG

 

Fabio Feldmann

Cumprimento VEJA pela entrevista com Fabio Feldmann (Amarelas, 28 de fevereiro). É um grande alívio saber que há, neste país, pessoas lúcidas, de boa vontade, que não somente compreendem a importância da questão ambiental para o Brasil e para o mundo como também agem como multiplicadores, orientando pessoas e organizações.
Marluce Portugaels
São Paulo, SP

Quem está familiarizado com o assunto, ao ler a entrevista do senhor Feldmann, tem a impressão de que esse senhor não é brasileiro e está falando sobre outro país que não o Brasil. A legislação brasileira relativa à "conservação do meio ambiente" é restritiva ao próprio desenvolvimento econômico da nação. Aconselho o leitor a fazer uma comparação dessa entrevista com a do Ph.D. David G. McGrath, também nas páginas amarelas (12 de novembro de 2003), sobre a Amazônia, e tirar suas conclusões. Atualmente, basta que o leitor relembre todas as vezes em que leu notícias sobre restrições impostas à construção do Rodoanel e atente para as repetidas e seguidas exigências para aprovação do EIA-Rima para licenciamento ambiental daquela importante obra. É evidente para todos que a melhora do bem-estar do nosso povo só pode se realizar com crescimento econômico, e a legislação ambiental vigente é uma das grandes "travas" para o crescimento econômico.
Walter Coronado Antunes
Ex-secretário de Obras e do Meio Ambiente no Estado de São Paulo
São Paulo, SP

Primeiro temos de resolver nossos problemas ambientais, para que possamos exigir a mesma coisa dos outros. Cabe à sociedade arregaçar as mangas e lutar pelo meio ambiente, obrigando o governo a fazer o mesmo.
Sandro Hansen
Blumenau, SC

Bastante oportuna a entrevista com o senhor Fabio Feldmann. Porém, discordo do rodízio nas estradas do litoral. A solução já existe, mas não é usada: a utilização da ferrovia que vai para Santos e até Itanhaém, podendo também ser estendida para o Litoral Norte. Infelizmente o uso de ferrovias, que têm mínimo impacto ambiental, não é adotado por nenhuma esfera governamental e nem sequer foi objeto de campanha nas últimas eleições.
Mauro Sznelwar
São Paulo, SP

O senhor Fabio Feldmann mantém uma pregação distante da realidade, e seu insucesso nas urnas não foi senão a justiça que a população lhe conferiu. O aumento das fronteiras agrícolas em um setor menor da Amazônia não é sabidamente o grande responsável pela emissão não industrial, não veicular, de carbono, mas, sim, a destruição de imensas áreas de floresta tropical no sul da Ásia, provocada pela necessidade de alimentar uma população em extraordinária expansão. E, como sempre, essa visão "ecológica", certamente por receio de despertar reações adversas localizadas, não toca no cerne da questão. O entrevistado não menciona a única solução fácil, viável, sem custos econômicos ou sociais, do problema da mudança climática: o autocontrole demográfico, que de maneira indolor, em poucas gerações, conduziria a sociedade a melhor qualidade de vida, melhor educação, maior possibilidade de emprego, menor violência nas ruas.
José J. de Magalhães Netto
Ubatuba, SP

 

Aquecimento no Brasil

Pela ambição desmedida de possuir riquezas, agricultores brasileiros e estrangeiros, além de destruir florestas, matas nativas e ciliares, estão tirando da terra fértil grandes plantações de laranja, milho, feijão e outros cultivos que são alimentos, para plantar cana, que é queimada, agredindo a saúde da população e o meio ambiente ("Como o calor vai afetar o Brasil", 28 de fevereiro).
Maria Luiza Ferreira
Jaú, SP

 

Improbidade administrativa

Estranhei a inclusão do meu nome na matéria "Vergonha nacional" (28 de fevereiro). A reportagem não me diz respeito. As ações propostas já foram julgadas improcedentes pela Justiça Federal de Brasília.
Fernando Collor de Mello
Senador (PTB-AL)
Brasília, DF

É profundamente lamentável saber que o Supremo Tribunal Federal – que deveria ser o guardião máximo da Constituição Federal – está prestes a mutilar o Artigo 37, § 4°, da Constituição, reduzindo o alcance da Lei de Improbidade Administrativa, que regulamentou o citado dispositivo constitucional. Quem sabe, em breve, o STF não declarará a constitucionalidade da "lei de Gerson", oficializando a impunidade como um dos princípios fundamentais da nossa República.
Rafael Henrique Martins Fernandes
Promotor de Justiça
Belo Horizonte, MG

Se de fato o Supremo Tribunal Federal confirmar, como a votação até agora indica que sim, que a Lei de Improbidade Administrativa não se aplica a agentes políticos, a vitória será dos ímprobos e dos corruptos, e a derrota, doída como nunca, tocará ao cidadão, ao eleitor, ao contribuinte, ao pai de família, a todos nós que um dia sonhamos, em vão, com um Brasil decente, honrado e honesto.
Welington dos Santos Veloso
Promotor de Justiça
Sorocaba, SP

É o fim da picada. Que país é este! Pergunto aos nobres ministros do STF: já que os políticos jamais serão punidos por suas roubalheiras, devido ao veto do Supremo, para que haver instituições que combatem essas falcatruas de forma séria e muitas vezes sem recursos financeiros e humanos? Fechem logo o Ministério Público, que faz a denúncia e usa a lei de forma correta, cumprindo sua missão constitucional. Fechem a Polícia Federal, que trabalha duro colocando esses sanguessugas atrás das grades, mesmo que em menos de 24 horas eles sejam postos em liberdade pelo Judiciário. Fechem os Tribunais de Contas, que fiscalizam as contas públicas e detectam desvios inimagináveis na gestão desses agentes públicos.
Elson Júnior
São Luís, MA

 

Ministério

Infelizmente, neste país presidencialista às avessas, só se governa com o famoso "toma-lá-dá-cá" para formar a tal da base aliada. Não bastasse isso, ainda temos os projetos políticos pessoais que se sobrepõem aos interesses da nação. Assim, sempre me pergunto o porquê de políticos e técnicos que inspiram confiança não serem indicados para ministérios. A resposta está no camuflado parlamentarismo brasileiro, capaz de inviabilizar qualquer projeto de governo se os acordos de quintal não prevalecerem. Hoje entendo o doutor Mario Covas ao defender o parlamentarismo, de direito, no Brasil. Mais ainda, entendo até Jânio Quadros, com as suas forças ocultas ("À procura de uma vitrine na Esplanada", 28 de fevereiro).
Raymundo Paraná
Salvador, BA

 

Educação

Que a reportagem "A lição do Piauí" (28 de fevereiro) e a performance do Instituto Dom Barreto mostrem que o Piauí é um estado que tem de ser respeitado como qualquer outro e não deve ser discriminado. Afinal de contas, é daqui o registro dos primitivos homens das Américas e, portanto, dos "primeiros brasileiros" (na região da Serra da Capivara) e de expoentes como Petrônio Portella, Coelho Rodrigues, Deolindo Couto, Costa e Silva, Carlos Castello Branco e milhares de outros.
Celso Barros Coelho Neto
Procurador do Estado Teresina, PI

A melhor escola do ranking do MEC, que não fica nem em São Paulo mas bem poderia estar na Finlândia ou na Coréia do Sul, fica, ironicamente, no estado mais pobre da federação e custa somente 6.000 reais por ano por aluno. Vi o Orçamento de 2007 da União para o Bolsa "Esmola" Família. Vai tomar 8,6 bilhões de reais. Daria para manter quase 1,5 milhão de alunos. Parem para pensar um pouco: 1,5 milhão de excelentes alunos!
Alan Wilter Sousa da Silva, D.Sc.
Pesquisador, Universidade de Cambridge, Inglaterra

Sou carioca e lá estudei (Colégio Andrews) e fui criado. Mas amei o Piauí, por tudo. Mandado pelo presidente Jânio Quadros para retomada de terras da União, não tive dificuldades, desde o Cartório dos Feitos da Fazenda até o governador Chagas Rodrigues, homem íntegro, o bispo dom Avelar Brandão Vilela e o general Gaiozo Almendra, autoridades sérias. Por isso não estranho o posicionamento dos estudantes nos exames do Enem. Renasce uma esperança neste momento conturbado por que passa o Brasil.
Alberto Frederico Soares Mello
Brasília, DF

Fantástica a reportagem "A lição do Piauí". Como estudante da melhor escola do Brasil, segundo o Enem, sei muito bem dos contrastes da educação brasileira, em que poucos colégios sobressaem. VEJA, mais uma vez tentando amenizar os problemas do Brasil, passou a lição do Piauí às demais escolas, divulgando a fórmula do sucesso da minha.
João Lucas Teixeira Lima
Teresina, PI

A reportagem "A lição do Piauí" (28 de fevereiro) traça o perfil da instituição cujos alunos conquistaram a melhor pontuação no Enem, o Instituto Dom Barreto. Gostaria de registrar o bom desempenho do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (Coluni), que conquistou a primeira posição entre as escolas públicas brasileiras, colocando-se como o melhor colégio de Minas entre particulares e públicos, com 70,42 pontos. Desde 1965, o Coluni vem se firmando como referência para o ensino de qualidade e mantém a tradição de ser o melhor colégio de Minas Gerais. Os alunos do Coluni compartilham o mesmo espaço com os estudantes universitários e as atividades de ensino se desenvolvem nas modernas instalações no campus da UFV, com laboratórios e recursos de última geração. Os alunos têm acesso ao restaurante universitário, à praça de esportes e aos serviços da divisão de saúde. Dos trinta professores, onze fizeram especialização, onze têm mestrado e oito doutorado, trabalhando em regime de dedicação exclusiva. O currículo é o tradicional do ensino médio, mas são oferecidas muitas aulas extracurriculares de biologia e história, entre outras.
José Paulo Martins
Assessor de imprensa
Universidade Federal de Viçosa
Viçosa, MG

 

Diogo Mainardi

Concordamos integralmente com a proposta de Diogo Mainardi de sugerir ao presidente Lula que exija uma contrapartida da Bolívia ao aumento do preço de seu gás ("Ia ser drástico, mas ia ser legal", 28 de fevereiro). Assim como deveríamos exigir que o Paraguai combata os narcotraficantes instalados em seu território – como VEJA bem o mostrou em sua edição 1.990 – se quiser aumento do preço da energia que compramos de Itaipu. Não plantamos drogas em nosso território. Elas vêm desses países. Parabéns, Diogo Mainardi, por levantar essa bandeira. Tem o nosso apoio.
José Elias Aiex Neto
Secretário municipal Antidrogas
Foz do Iguaçu, PR

Mainardi perguntou na edição 1.997: "O que aconteceu nas últimas semanas, desde que o menino carioca foi morto? Os prefeitos se mexeram? Os governadores se mexeram? O presidente se mexeu?" Resposta: Em Mauá, na Grande São Paulo, uma menina de 3 anos foi morta com um tiro no peito, numa tentativa de assalto, quando estava no colo do avô; uma menina de 10 anos foi morta a facadas enquanto vendia rifas em Carazinho (a 315 quilômetros de Porto Alegre); numa troca de tiros, em Santo André, após um assalto a um posto de gasolina, um garoto de 4 anos foi atingido na cabeça e não resistiu aos ferimentos. Tá difícil manter a esperança.
Lucas Gomes Palhares
Brasília, DF

 

Lya Luft

Mais uma vez, a inigualável Lya Luft, em uma "explosão de brasilidade, fraternidade e civilidade", coloca o dedo na ferida que não cura, desse Brasil omisso e sem atitudes. "Cuidado com a próxima esquina!", adverte-nos. Que Deus nos proteja ("A fábrica de Frankensteins", 28 de fevereiro)!
Simão Horácio Bottesi
Mogi Mirim, SP

 

Centenário de Victor Civita

As comemorações do centenário de nascimento de Victor Civita nos remetem a muitas reflexões sobre seu papel na construção e no fortalecimento do mercado editorial brasileiro. A Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) orgulha-se de ter contado com a participação de Victor Civita na comissão julgadora da primeira edição do Prêmio Aberje, que em 2007 completa quarenta anos. Em 8 de outubro de 1967, ao lado de Julio Garcia Morejón (ECA-USP) e César Tácito Lopes (O Estado de S. Paulo), Victor Civita deixou seu nome registrado para sempre na história da entidade. A equipe que hoje conduz o Grupo Abril é reflexo do empenho e da visão desse grande empreendedor. Parabéns a todos.
Paulo Nassar
Diretor-presidente
Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje)
São Paulo, SP

Ao longo da história do Brasil, no século XX, o senhor Victor Civita deixou um dos maiores rastros de luz direcionados a formar pensamentos livres e críticos. Ainda acrescenta a sua lista indelével de contribuições a luta pelo fim da ditadura, opondo-se ao regime, publicando matérias que batiam de frente contra as convicções dos generais. Em 1985, a ditadura teve seu fim e suas convicções triunfaram. Mas sua luta e seu legado permanecem atuais no que tange ao amadurecimento da democracia.
Fabrício Rocha de Sousa
Pedro Afonso, TO

 

Parlatino

A notícia veiculada na revista VEJA com o título "Adiós, Parlatino" (Holofote, 28 de fevereiro) surpreendeu esta instituição, em razão do elevado relacionamento mantido, desde o ano de 1993, com o governo do estado de São Paulo, a partir do "acordo de sede" firmado publicamente, com vigência indeterminada, ratificado pelo Poder Legislativo estadual, auditado e sucessivamente aprovado pelo colendo Tribunal de Contas de São Paulo e auditoria internacional especializada. A Mesa Diretiva do Parlatino informa periodicamente o excelentíssimo senhor governador sobre as atividades do nosso organismo e sobre a real aplicação dos recursos recebidos. Os recursos destinam-se a questões como conservação do prédio, segurança, pessoal, encargos, eventos internacionais realizados em São Paulo e publicações especializadas. As viagens de parlamentares são custeadas unicamente pelos congressos nacionais e organismos internacionais que mantêm parceria institucional com o Parlatino; em nenhum caso com os recursos do Estado.
Amadeu da Costa Ribeiro
Diretor-geral do Parlamento Latino-Americano
São Paulo, SP

 

Professores

Faço parte dos 30% de professores que por algum motivo estiveram de licença médica no ano de 2006 aqui no Distrito Federal (no meu caso, transtorno bipolar devidamente diagnosticado). Acredito que deve ser feito algo – e torço para que o novo governo do Distrito Federal o faça – a respeito do grande número de licenças médicas na Secretaria de Educação, desde que puna com rigor os casos comprovados de fraude e que trate com humanidade e respeito os professores que de fato estão doentes.
Andreza Silva de Sousa
Ceilândia, DF

 

Veja essa

Sobre a frase por mim pronunciada ("Até as pessoas que organizaram o atentado ganharam a pensão", Veja essa, 28 de fevereiro), ela serve para relembrar o senhor presidente de que é preciso que avoque para si a responsabilidade que o cargo lhe confere e tome providências, que já tardam, para demonstrar o efetivo compromisso com o estado democrático de direito e o respeito à dignidade humana, pois a igualdade é direito inviolável e a vítima deve ter no mínimo os mesmos e iguais direitos que tem o autor do dano.
Orlando Lovecchio Filho
Santos, SP

 

Cartas

Parabéns pela iniciativa de VEJA em enviar um exemplar da edição que tratou do crime no Brasil a cada um de nossos congressistas. Que sirva de estímulo a uma atuação efetiva dos parlamentares: esperemos e cobremos ("A contribuição de VEJA para a luta contra o crime", Cartas, 28 de fevereiro)!
Thaís Carvalho
Brasília, DF

 

Fé e ciência

O budismo não tem dogmas, não preconiza um Criador ou uma divindade e não se baseia em uma fé, exceto na de que o homem, por seus próprios meios, pode despertar de suas ilusões. O budismo descarta almas, espíritos ou sementes permanentes que encarnem, sendo a crença de que o budismo seja reencarnacionista mais uma transferência de axiomas de outras religiões. Para o budismo é a mente em funcionamento que cria a sensação de identidades pessoais. Em especial, para o zen-budismo, o budismo é uma religião de despertar, não uma religião de acreditar ("Como a fé desempatou o jogo", 7 de fevereiro).
Monge Meihô Genshô
Diretor-geral do Colegiado Buddhista Brasileiro
Florianópolis, SC

 

CORREÇÃO: A próxima eleição para a prefeitura paulistana ocorrerá em 2008, e não em 2010 ("Agora, ele topa ser prefeito", Holofote, 28 de fevereiro).

 

ONDE ESTÁ A MENTIRA

 

O deputado João Paulo Cunha (PT-SP) foi citado na reportagem "Vergonha nacional", publicada em VEJA da semana passada, como um dos beneficiários da decisão do Supremo Tribunal Federal que, se fosse aprovada (caiu na semana passada), anularia milhares de processos contra políticos corruptos. A reportagem informava que João Paulo Cunha é processado por crime de improbidade administrativa sob acusação de ter ordenado, quando presidia a Câmara dos Deputados, pagamentos indevidos de 10 milhões de reais à agência de Marcos Valério. Em carta à redação, o parlamentar disse que a reportagem era "mentirosa". Escreveu: "Bastaria que o jornalista tomasse o cuidado de apurar bem as informações para descobrir que o que foi publicado não procede". Ao contrário do que afirma o deputado, existe, sim, uma ação de improbidade administrativa contra ele. A ação tem o número 2006.34.00.032580-0 e tramita na 20ª Vara Federal de Brasília. Deu entrada na Justiça em 26 de outubro de 2006, cita João Paulo Cunha 73 vezes e pede que ele devolva exatamente 10 997 902,17 reais aos cofres públicos.

 

EDUCAÇÃO PÚBLICA QUE DÁ CERTO

A reportagem "Escola púbica, gestão privada" (14 de fevereiro) falou da importância da parceria com escolas privadas na melhoria da qualidade do ensino público destacando três aspectos fundamentais: a preparação dos professores, a avaliação permanente e o reforço para os alunos com dificuldade de acompanhar a turma. Cáudio Maffei, prefeito de Porto Feliz (SP), citada como exemplo na matéria, complementa com informações sobre a experiência em sua cidade: "Porto Feliz dá um exemplo prático e simples do que dá certo. Além do Sistema COC (grupo privado com 200 escolas que dá suporte pedagógico às escolas públicas), adotado desde 2005, também temos a destacar a importância de diminuir a quantidade de alunos nas salas de aula e aproveitar parte do currículo para implementar ações educativas complementares, como dança, teatro, fanfarra, cinema, copa da cidadania, Centro de Educação Ambiental, capoeira, história da cidade (movimento monçoeiro), entre outros". Maffei destaca ainda a importância do investimento maciço em educação (27% de recursos próprios e 32% do orçamento em 2006) e da participação da comunidade escolar no projeto.

 

LONGEVIDADE


Mario F. de Camargo Maranhão, médico cardiologista, leu a reportagem "O novo segredo da vida longa" (14 de fevereiro), sobre as recentes descobertas no campo da longevidade, e recomendou aos interessados no assunto leituras complementares, a começar pelo livro A Medicina da Imortalidade, de Ray Kurzwell e Terry Grosman (Editora Aleph). Maranhão faz referência à longevidade estudada em outros povos não citados na matéria, como os moradores de Abkhasia, no Cáucaso (sul da Rússia), de Hunza, nas montanhas do Paquistão, e de Vilcabamba, no Equador, na fronteira com o Peru, "onde os centenários vivem ainda mais do que nas regiões focalizadas no texto", diz. "Essas culturas foram estudadas a partir dos anos 70 pelo pesquisador americano Alexander Leaf, subsidiado pela revista National Geographic. Tais informações estão incluídas no livro Healthy at 100, de John Robbins (Random House, 2006). O doutor Mario Maranhão foi presidente da World Heart Federation e é consultor em qualidade de vida para a Organização Mundial de Saúde e a Unesco, além de conselheiro-membro do quadro médico-científico internacional da PepsiCo. Mais informações sobre as idéias do doutor Maranhão e qualidade de vida podem ser encontradas no site http://www.qualivitae.org, fundado e dirigido por ele.

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