"Quem sabe o 'santo
de casa' não faz o milagre de acabar com a violência
e a impunidade entre nós? Bem-vindo, frei Galvão." Antônio José
dos Anjos Brito
Salvador, BA
Frei Galvão
Venho em meu nome,
em nome da Comunidade das 14 Monjas Concepcionistas da Imaculada
Conceição e em nome da postuladora de frei Galvão,
irmã Célia Cadorin, agradecer pela beleza e
seriedade da reportagem sobre o nosso querido São Frei
Galvão ("Enfim, um santo brasileiro", 28 de fevereiro). Padre Armenio Rodrigues Nogueira
Capelão do Mosteiro da Luz de São Paulo
São Paulo, SP
Santo de casa faz
milagre, sim, e frei Galvão é a prova disso,
para a alegria de todos nós, brasileiros. Maria Isabel de Assis Pereira
Goiânia, GO
A próxima
canonização poderá ser a de Francisca
Paula de Jesus, a "Nhá Chica". Nhá Chica, beata
nascida em 1810, na cidade mineira de São João
del Rei, passou a maior parte da vida em Baependi (MG), onde
construiu sua obra social e religiosa. A expectativa de todos
nós era que a canonização dela ocorresse
ainda neste ano, com a de frei Galvão, coincidindo
com a vinda do papa Bento XVI ao Brasil. Mas alguns estudiosos
já previam que, em se tratando de uma santa negra,
pobre filha de escrava, o processo dela seria mesmo preterido.
Falta para Nhá Chica um último grande feito:
o milagre do reconhecimento. José Antônio de Ávila Sacramento
Presidente do Instituto Histórico e Geográfico
de São João del Rei
São João del Rei, MG
Que Deus abençoe
ainda mais frei Galvão. Mas, como brasileira e católica,
aguardo o justo e merecido reconhecimento também de
santo para quem tanto fez e continua fazendo junto a Deus
por nós, brasileiros: padre Anchieta. Maria Albani de Andrade Nunes Recife, PE
Como vice-postulador
da causa de canonização do beato José
de Anchieta, cumprimento VEJA pelo acerto da matéria
sobre a canonização de frei Galvão. Acrescento,
apenas para informação dos leitores, que o apóstolo
do Brasil foi beatificado pela fama de centenas de milagres
em vida e após a morte. Temos, inclusive, depoimentos
que se encaixam perfeitamente no rigor exigido pelo Vaticano,
mas que são anteriores à sua beatificação,
e, por isso, se faz necessário um novo milagre. Padre Cesar Augusto dos Santos, SJ
Vice-postulador da Causa de Canonização de Anchieta
São Paulo, SP
No Brasil-pecado,
a presença de Bento XVI na canonização
de frei Galvão vai mostrar, mais uma vez, a preferência
de Deus pelo pecador. Que isso venha a ser um sinal para o
nosso povo de que, talvez, nem tudo esteja perdido. Paulo Sérgio Barbosa Abreu Brasília, DF
Sou leitor e assinante
de VEJA e quero agradecer à revista pela excelente
reportagem. Como estudioso das religiões, vejo que
se trata de uma matéria esclarecedora daquilo que a
Igreja Católica entende por santidade e foi apresentada
de maneira didática e completa. Eu, além de
professor de cultura religiosa (PUC Minas e Unileste-MG),
também sou vice-postulador, na diocese de Guanhães
(MG), de uma causa de beatificação (ainda na
primeira fase). Trata-se da causa do servo de Deus Lafayette
da Costa Coelho (1886-1961). Gostaria de pedir a essa importante
revista para divulgar o site (www.hagiologia.org.br)
da Academia Brasileira de Hagiologia, que reúne estudiosos
de santos e candidatos ao altar. Uma das finalidades da academia
é tornar a santidade um tema cada vez mais próximo
de nós. Sou sócio-fundador da Abrhagi e ocupo
a cadeira 26, da qual é patrono o servo de Deus Lafayaette
da Costa Coelho. Ismar Dias de Matos
Belo Horizonte, MG
Fabio Feldmann
Cumprimento VEJA
pela entrevista com Fabio Feldmann (Amarelas, 28 de fevereiro).
É um grande alívio saber que há, neste
país, pessoas lúcidas, de boa vontade, que não
somente compreendem a importância da questão
ambiental para o Brasil e para o mundo como também
agem como multiplicadores, orientando pessoas e organizações. Marluce Portugaels São Paulo, SP
Quem está
familiarizado com o assunto, ao ler a entrevista do senhor
Feldmann, tem a impressão de que esse senhor não
é brasileiro e está falando sobre outro país
que não o Brasil. A legislação brasileira
relativa à "conservação do meio ambiente"
é restritiva ao próprio desenvolvimento econômico
da nação. Aconselho o leitor a fazer uma comparação
dessa entrevista com a do Ph.D. David G. McGrath, também
nas páginas amarelas (12 de novembro de 2003), sobre
a Amazônia, e tirar suas conclusões. Atualmente,
basta que o leitor relembre todas as vezes em que leu notícias
sobre restrições impostas à construção
do Rodoanel e atente para as repetidas e seguidas exigências
para aprovação do EIA-Rima para licenciamento
ambiental daquela importante obra. É evidente para
todos que a melhora do bem-estar do nosso povo só pode
se realizar com crescimento econômico, e a legislação
ambiental vigente é uma das grandes "travas" para o
crescimento econômico. Walter Coronado Antunes
Ex-secretário de Obras e do Meio Ambiente no Estado
de São Paulo
São Paulo, SP
Primeiro temos
de resolver nossos problemas ambientais, para que possamos
exigir a mesma coisa dos outros. Cabe à sociedade arregaçar
as mangas e lutar pelo meio ambiente, obrigando o governo
a fazer o mesmo. Sandro Hansen
Blumenau, SC
Bastante oportuna
a entrevista com o senhor Fabio Feldmann. Porém, discordo
do rodízio nas estradas do litoral. A solução
já existe, mas não é usada: a utilização
da ferrovia que vai para Santos e até Itanhaém,
podendo também ser estendida para o Litoral Norte.
Infelizmente o uso de ferrovias, que têm mínimo
impacto ambiental, não é adotado por nenhuma
esfera governamental e nem sequer foi objeto de campanha nas
últimas eleições. Mauro Sznelwar
São Paulo, SP
O senhor Fabio
Feldmann mantém uma pregação distante
da realidade, e seu insucesso nas urnas não foi senão
a justiça que a população lhe conferiu.
O aumento das fronteiras agrícolas em um setor menor
da Amazônia não é sabidamente o grande
responsável pela emissão não industrial,
não veicular, de carbono, mas, sim, a destruição
de imensas áreas de floresta tropical no sul da Ásia,
provocada pela necessidade de alimentar uma população
em extraordinária expansão. E, como sempre,
essa visão "ecológica", certamente por receio
de despertar reações adversas localizadas, não
toca no cerne da questão. O entrevistado não
menciona a única solução fácil,
viável, sem custos econômicos ou sociais, do
problema da mudança climática: o autocontrole
demográfico, que de maneira indolor, em poucas gerações,
conduziria a sociedade a melhor qualidade de vida, melhor
educação, maior possibilidade de emprego, menor
violência nas ruas. José J. de Magalhães Netto
Ubatuba, SP
Aquecimento
no Brasil
Pela ambição
desmedida de possuir riquezas, agricultores brasileiros e
estrangeiros, além de destruir florestas, matas nativas
e ciliares, estão tirando da terra fértil grandes
plantações de laranja, milho, feijão
e outros cultivos que são alimentos, para plantar cana,
que é queimada, agredindo a saúde da população
e o meio ambiente ("Como o calor vai afetar o Brasil", 28
de fevereiro). Maria Luiza Ferreira
Jaú, SP
Improbidade
administrativa
Estranhei a inclusão
do meu nome na matéria "Vergonha nacional" (28 de fevereiro).
A reportagem não me diz respeito. As ações
propostas já foram julgadas improcedentes pela Justiça
Federal de Brasília. Fernando Collor de Mello
Senador (PTB-AL)
Brasília, DF
É profundamente
lamentável saber que o Supremo Tribunal Federal
que deveria ser o guardião máximo da Constituição
Federal está prestes a mutilar o Artigo 37,
§ 4°, da Constituição, reduzindo o
alcance da Lei de Improbidade Administrativa, que regulamentou
o citado dispositivo constitucional. Quem sabe, em breve,
o STF não declarará a constitucionalidade da
"lei de Gerson", oficializando a impunidade como um dos princípios
fundamentais da nossa República. Rafael Henrique Martins Fernandes
Promotor de Justiça
Belo Horizonte, MG
Se de fato o Supremo
Tribunal Federal confirmar, como a votação até
agora indica que sim, que a Lei de Improbidade Administrativa
não se aplica a agentes políticos, a vitória
será dos ímprobos e dos corruptos, e a derrota,
doída como nunca, tocará ao cidadão,
ao eleitor, ao contribuinte, ao pai de família, a todos
nós que um dia sonhamos, em vão, com um Brasil
decente, honrado e honesto. Welington dos Santos Veloso Promotor de Justiça
Sorocaba, SP
É o fim
da picada. Que país é este! Pergunto aos nobres
ministros do STF: já que os políticos jamais
serão punidos por suas roubalheiras, devido ao veto
do Supremo, para que haver instituições que
combatem essas falcatruas de forma séria e muitas vezes
sem recursos financeiros e humanos? Fechem logo o Ministério
Público, que faz a denúncia e usa a lei de forma
correta, cumprindo sua missão constitucional. Fechem
a Polícia Federal, que trabalha duro colocando esses
sanguessugas atrás das grades, mesmo que em menos de
24 horas eles sejam postos em liberdade pelo Judiciário.
Fechem os Tribunais de Contas, que fiscalizam as contas públicas
e detectam desvios inimagináveis na gestão desses
agentes públicos. Elson Júnior
São Luís, MA
Ministério
Infelizmente, neste
país presidencialista às avessas, só
se governa com o famoso "toma-lá-dá-cá"
para formar a tal da base aliada. Não bastasse isso,
ainda temos os projetos políticos pessoais que se sobrepõem
aos interesses da nação. Assim, sempre me pergunto
o porquê de políticos e técnicos que inspiram
confiança não serem indicados para ministérios.
A resposta está no camuflado parlamentarismo brasileiro,
capaz de inviabilizar qualquer projeto de governo se os acordos
de quintal não prevalecerem. Hoje entendo o doutor
Mario Covas ao defender o parlamentarismo, de direito, no
Brasil. Mais ainda, entendo até Jânio Quadros,
com as suas forças ocultas ("À procura de uma
vitrine na Esplanada", 28 de fevereiro). Raymundo Paraná
Salvador, BA
Educação
Que a reportagem
"A lição do Piauí" (28 de fevereiro)
e a performance do Instituto Dom Barreto mostrem que o Piauí
é um estado que tem de ser respeitado como qualquer
outro e não deve ser discriminado. Afinal de contas,
é daqui o registro dos primitivos homens das Américas
e, portanto, dos "primeiros brasileiros" (na região
da Serra da Capivara) e de expoentes como Petrônio Portella,
Coelho Rodrigues, Deolindo Couto, Costa e Silva, Carlos Castello
Branco e milhares de outros. Celso Barros Coelho Neto
Procurador do Estado Teresina, PI
A melhor escola
do ranking do MEC, que não fica nem em São Paulo
mas bem poderia estar na Finlândia ou na Coréia
do Sul, fica, ironicamente, no estado mais pobre da federação
e custa somente 6.000 reais por ano por aluno. Vi o Orçamento
de 2007 da União para o Bolsa "Esmola" Família.
Vai tomar 8,6 bilhões de reais. Daria para manter quase
1,5 milhão de alunos. Parem para pensar um pouco: 1,5
milhão de excelentes alunos! Alan Wilter Sousa da Silva, D.Sc.
Pesquisador, Universidade de Cambridge, Inglaterra
Sou carioca e lá
estudei (Colégio Andrews) e fui criado. Mas amei o
Piauí, por tudo. Mandado pelo presidente Jânio
Quadros para retomada de terras da União, não
tive dificuldades, desde o Cartório dos Feitos da Fazenda
até o governador Chagas Rodrigues, homem íntegro,
o bispo dom Avelar Brandão Vilela e o general Gaiozo
Almendra, autoridades sérias. Por isso não estranho
o posicionamento dos estudantes nos exames do Enem. Renasce
uma esperança neste momento conturbado por que passa
o Brasil. Alberto Frederico Soares Mello
Brasília, DF
Fantástica
a reportagem "A lição do Piauí". Como
estudante da melhor escola do Brasil, segundo o Enem, sei
muito bem dos contrastes da educação brasileira,
em que poucos colégios sobressaem. VEJA, mais uma vez
tentando amenizar os problemas do Brasil, passou a lição
do Piauí às demais escolas, divulgando a fórmula
do sucesso da minha. João Lucas Teixeira Lima
Teresina, PI
A reportagem "A
lição do Piauí" (28 de fevereiro) traça
o perfil da instituição cujos alunos conquistaram
a melhor pontuação no Enem, o Instituto Dom
Barreto. Gostaria de registrar o bom desempenho do Colégio
de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa
(Coluni), que conquistou a primeira posição
entre as escolas públicas brasileiras, colocando-se
como o melhor colégio de Minas entre particulares e
públicos, com 70,42 pontos. Desde 1965, o Coluni vem
se firmando como referência para o ensino de qualidade
e mantém a tradição de ser o melhor colégio
de Minas Gerais. Os alunos do Coluni compartilham o mesmo
espaço com os estudantes universitários e as
atividades de ensino se desenvolvem nas modernas instalações
no campus da UFV, com laboratórios e recursos de última
geração. Os alunos têm acesso ao restaurante
universitário, à praça de esportes e
aos serviços da divisão de saúde. Dos
trinta professores, onze fizeram especialização,
onze têm mestrado e oito doutorado, trabalhando em regime
de dedicação exclusiva. O currículo é
o tradicional do ensino médio, mas são oferecidas
muitas aulas extracurriculares de biologia e história,
entre outras. José Paulo Martins
Assessor de imprensa
Universidade Federal de Viçosa
Viçosa, MG
Diogo Mainardi
Concordamos integralmente
com a proposta de Diogo Mainardi de sugerir ao presidente
Lula que exija uma contrapartida da Bolívia ao aumento
do preço de seu gás ("Ia ser drástico,
mas ia ser legal", 28 de fevereiro). Assim como deveríamos
exigir que o Paraguai combata os narcotraficantes instalados
em seu território como VEJA bem o mostrou em
sua edição 1.990 se quiser aumento do
preço da energia que compramos de Itaipu. Não
plantamos drogas em nosso território. Elas vêm
desses países. Parabéns, Diogo Mainardi, por
levantar essa bandeira. Tem o nosso apoio. José Elias Aiex Neto
Secretário municipal Antidrogas
Foz do Iguaçu, PR
Mainardi perguntou
na edição 1.997: "O que aconteceu nas últimas
semanas, desde que o menino carioca foi morto? Os prefeitos
se mexeram? Os governadores se mexeram? O presidente se mexeu?"
Resposta: Em Mauá, na Grande São Paulo, uma
menina de 3 anos foi morta com um tiro no peito, numa tentativa
de assalto, quando estava no colo do avô; uma menina
de 10 anos foi morta a facadas enquanto vendia rifas em Carazinho
(a 315 quilômetros de Porto Alegre); numa troca de tiros,
em Santo André, após um assalto a um posto de
gasolina, um garoto de 4 anos foi atingido na cabeça
e não resistiu aos ferimentos. Tá difícil
manter a esperança. Lucas Gomes Palhares Brasília, DF
Lya Luft
Mais uma vez, a
inigualável Lya Luft, em uma "explosão de brasilidade,
fraternidade e civilidade", coloca o dedo na ferida que não
cura, desse Brasil omisso e sem atitudes. "Cuidado com a próxima
esquina!", adverte-nos. Que Deus nos proteja ("A fábrica
de Frankensteins", 28 de fevereiro)! Simão Horácio Bottesi
Mogi Mirim, SP
Centenário
de Victor Civita
As comemorações
do centenário de nascimento de Victor Civita nos remetem
a muitas reflexões sobre seu papel na construção
e no fortalecimento do mercado editorial brasileiro. A Associação
Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje)
orgulha-se de ter contado com a participação
de Victor Civita na comissão julgadora da primeira
edição do Prêmio Aberje, que em 2007 completa
quarenta anos. Em 8 de outubro de 1967, ao lado de Julio Garcia
Morejón (ECA-USP) e César Tácito Lopes
(O Estado de S. Paulo), Victor Civita deixou seu nome
registrado para sempre na história da entidade. A equipe
que hoje conduz o Grupo Abril é reflexo do empenho
e da visão desse grande empreendedor. Parabéns
a todos. Paulo Nassar
Diretor-presidente
Associação Brasileira de Comunicação
Empresarial (Aberje)
São Paulo, SP
Ao longo da história
do Brasil, no século XX, o senhor Victor Civita deixou
um dos maiores rastros de luz direcionados a formar pensamentos
livres e críticos. Ainda acrescenta a sua lista indelével
de contribuições a luta pelo fim da ditadura,
opondo-se ao regime, publicando matérias que batiam
de frente contra as convicções dos generais.
Em 1985, a ditadura teve seu fim e suas convicções
triunfaram. Mas sua luta e seu legado permanecem atuais no
que tange ao amadurecimento da democracia. Fabrício Rocha de Sousa
Pedro Afonso, TO
Parlatino
A notícia
veiculada na revista VEJA com o título "Adiós,
Parlatino" (Holofote, 28 de fevereiro) surpreendeu esta instituição,
em razão do elevado relacionamento mantido, desde o
ano de 1993, com o governo do estado de São Paulo,
a partir do "acordo de sede" firmado publicamente, com vigência
indeterminada, ratificado pelo Poder Legislativo estadual,
auditado e sucessivamente aprovado pelo colendo Tribunal de
Contas de São Paulo e auditoria internacional especializada.
A Mesa Diretiva do Parlatino informa periodicamente o excelentíssimo
senhor governador sobre as atividades do nosso organismo e
sobre a real aplicação dos recursos recebidos.
Os recursos destinam-se a questões como conservação
do prédio, segurança, pessoal, encargos, eventos
internacionais realizados em São Paulo e publicações
especializadas. As viagens de parlamentares são custeadas
unicamente pelos congressos nacionais e organismos internacionais
que mantêm parceria institucional com o Parlatino; em
nenhum caso com os recursos do Estado. Amadeu da Costa Ribeiro
Diretor-geral do Parlamento Latino-Americano
São Paulo, SP
Professores
Faço parte
dos 30% de professores que por algum motivo estiveram de licença
médica no ano de 2006 aqui no Distrito Federal (no
meu caso, transtorno bipolar devidamente diagnosticado). Acredito
que deve ser feito algo e torço para que o novo
governo do Distrito Federal o faça a respeito
do grande número de licenças médicas
na Secretaria de Educação, desde que puna com
rigor os casos comprovados de fraude e que trate com humanidade
e respeito os professores que de fato estão doentes. Andreza Silva de Sousa
Ceilândia, DF
Veja essa
Sobre a frase por
mim pronunciada ("Até as pessoas que organizaram o
atentado ganharam a pensão", Veja essa, 28 de fevereiro),
ela serve para relembrar o senhor presidente de que é
preciso que avoque para si a responsabilidade que o cargo
lhe confere e tome providências, que já tardam,
para demonstrar o efetivo compromisso com o estado democrático
de direito e o respeito à dignidade humana, pois a
igualdade é direito inviolável e a vítima
deve ter no mínimo os mesmos e iguais direitos que
tem o autor do dano. Orlando Lovecchio Filho
Santos, SP
Cartas
Parabéns
pela iniciativa de VEJA em enviar um exemplar da edição
que tratou do crime no Brasil a cada um de nossos congressistas.
Que sirva de estímulo a uma atuação efetiva
dos parlamentares: esperemos e cobremos ("A contribuição
de VEJA para a luta contra o crime", Cartas, 28 de fevereiro)! Thaís Carvalho Brasília, DF
Fé e
ciência
O budismo não
tem dogmas, não preconiza um Criador ou uma divindade
e não se baseia em uma fé, exceto na de que
o homem, por seus próprios meios, pode despertar de
suas ilusões. O budismo descarta almas, espíritos
ou sementes permanentes que encarnem, sendo a crença
de que o budismo seja reencarnacionista mais uma transferência
de axiomas de outras religiões. Para o budismo é
a mente em funcionamento que cria a sensação
de identidades pessoais. Em especial, para o zen-budismo,
o budismo é uma religião de despertar, não
uma religião de acreditar ("Como a fé desempatou
o jogo", 7 de fevereiro). Monge Meihô Genshô
Diretor-geral do Colegiado Buddhista Brasileiro
Florianópolis, SC
CORREÇÃO:
A próxima eleição para a prefeitura
paulistana ocorrerá em 2008, e não em 2010 ("Agora,
ele topa ser prefeito", Holofote, 28 de fevereiro).
ONDE ESTÁ A MENTIRA
O deputado João
Paulo Cunha (PT-SP) foi citado na reportagem "Vergonha
nacional", publicada em VEJA da semana passada, como
um dos beneficiários da decisão do Supremo
Tribunal Federal que, se fosse aprovada (caiu na semana
passada), anularia milhares de processos contra políticos
corruptos. A reportagem informava que João Paulo
Cunha é processado por crime de improbidade administrativa
sob acusação de ter ordenado, quando presidia
a Câmara dos Deputados, pagamentos indevidos de
10 milhões de reais à agência de
Marcos Valério. Em carta à redação,
o parlamentar disse que a reportagem era "mentirosa".
Escreveu: "Bastaria que o jornalista tomasse o cuidado
de apurar bem as informações para descobrir
que o que foi publicado não procede". Ao contrário
do que afirma o deputado, existe, sim, uma ação
de improbidade administrativa contra ele. A ação
tem o número 2006.34.00.032580-0 e tramita na
20ª Vara Federal de Brasília. Deu entrada
na Justiça em 26 de outubro de 2006, cita João
Paulo Cunha 73 vezes e pede que ele devolva exatamente
10 997 902,17 reais aos cofres públicos.
EDUCAÇÃO PÚBLICA
QUE DÁ CERTO
A
reportagem "Escola púbica, gestão privada"
(14 de fevereiro) falou da importância da parceria
com escolas privadas na melhoria da qualidade do ensino
público destacando três aspectos fundamentais:
a preparação dos professores, a avaliação
permanente e o reforço para os alunos com dificuldade
de acompanhar a turma. Cáudio Maffei, prefeito
de Porto Feliz (SP), citada como exemplo na matéria,
complementa com informações sobre a experiência
em sua cidade: "Porto Feliz dá um exemplo prático
e simples do que dá certo. Além do Sistema
COC (grupo privado com 200 escolas que dá suporte
pedagógico às escolas públicas),
adotado desde 2005, também temos a destacar a
importância de diminuir a quantidade de alunos
nas salas de aula e aproveitar parte do currículo
para implementar ações educativas complementares,
como dança, teatro, fanfarra, cinema, copa da
cidadania, Centro de Educação Ambiental,
capoeira, história da cidade (movimento monçoeiro),
entre outros". Maffei destaca ainda a importância
do investimento maciço em educação
(27% de recursos próprios e 32% do orçamento
em 2006) e da participação da comunidade
escolar no projeto.
LONGEVIDADE
Mario F. de Camargo
Maranhão, médico cardiologista, leu a
reportagem "O novo segredo da vida longa" (14 de fevereiro),
sobre as recentes descobertas no campo da longevidade,
e recomendou aos interessados no assunto leituras complementares,
a começar pelo livro A Medicina da Imortalidade,
de Ray Kurzwell e Terry Grosman (Editora Aleph). Maranhão
faz referência à longevidade estudada em
outros povos não citados na matéria, como
os moradores de Abkhasia, no Cáucaso (sul da
Rússia), de Hunza, nas montanhas do Paquistão,
e de Vilcabamba, no Equador, na fronteira com o Peru,
"onde os centenários vivem ainda mais do que
nas regiões focalizadas no texto", diz. "Essas
culturas foram estudadas a partir dos anos 70 pelo pesquisador
americano Alexander Leaf, subsidiado pela revista National
Geographic. Tais informações estão
incluídas no livro Healthy at 100, de
John Robbins (Random House, 2006). O doutor Mario Maranhão
foi presidente da World Heart Federation e é
consultor em qualidade de vida para a Organização
Mundial de Saúde e a Unesco, além de conselheiro-membro
do quadro médico-científico internacional
da PepsiCo. Mais informações sobre as
idéias do doutor Maranhão e qualidade
de vida podem ser encontradas no site http://www.qualivitae.org,
fundado e dirigido por ele.