BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
ACESSO LIVRE
Conheça as seções e áreas de VEJA.com
com acesso liberado
REVISTAS
VEJA
Edição 1998

07 de março de 2007
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
COLUNAS
André Petry
Millôr
Claudio de Moura Castro
Gustavo Ioschpe
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
SEÇÕES
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Gente
Veja essa
VEJA.com
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
Publicidade
  Carta ao leitor
As raízes do atraso

Oscar Cabral
Giambiagi: artigo recusado por VEJA em 1988. Ele agradece


O resultado do PIB de 2006 divulgado na semana passada mostrou que FHC e Lula empataram em mediocridade em seus primeiros mandatos, com 2,6% de crescimento médio anual da economia. Uma vez mais, nas análises do resultado foram ignoradas as raízes do desempenho aquém do que exige um país emergente e crivado de problemas sociais como o Brasil. Muito se falou de juros e câmbio (sintomas) e quase nada de paternalismo, corporativismo, privilégios, inchaço do Estado, da insuportável carga de impostos. Não se tocou na questão dos labirintos burocráticos, da camisa-de-força das leis trabalhistas dos tempos do fascismo... Enfim, mais uma vez foram preservadas as "vacas sagradas do atraso", como se refere o economista Fabio Giambiagi às barreiras reais que impedem a aceleração do progresso social e econômico do Brasil.

Por falar em Giambiagi, será lançado nesta quinta-feira um livro definitivo de sua autoria sobre as razões pelas quais a economia brasileira patina eternamente em taxas pedestres de crescimento. O título do livro é Brasil: Raízes do Atraso – Paternalismo versus Produtividade. VEJA teve acesso antecipado a um exemplar e o comenta na reportagem sobre o PIB, que começa na página 52. Na apresentação do livro, Giambiagi faz uma menção à revista que muito nos honra.

O economista conta que VEJA recusou em 1988 um artigo escrito por ele a quatro mãos com um colega. No artigo, Giambiagi – nas palavras dele, "formado na heterodoxia, jovem mestre, com a ousadia própria dos 20 e poucos anos..." – rebatia enfaticamente uma reportagem de capa da revista. Nela, o economista liberal Mario Henrique Simonsen (1935-1997) prenunciava em 1987 a falência do Estado e o sofrimento por que passariam todos os brasileiros em decorrência da farra de gastos e direitos sem deveres que a Constituição de 1988 instituiria.

Escreveu Giambiagi no novo livro: "Para o bem da minha biografia, a revista recusou-se a publicar o artigo – diante do qual hoje eu provavelmente coraria de vergonha. Simonsen estava corretíssimo nas suas apreciações". Como preconizava o patrono moderno de sua profissão, John Maynard Keynes (1883-1946), Giambiagi mudou suas convicções acadêmicas conforme mudou a realidade. VEJA não precisou mudá-las.

  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |