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Alexandre Sassaki
Moreira Salles: banqueiro e embaixador


Morreu:
 o banqueiro e ex-embaixador Walther Moreira Salles, fundador do Unibanco. Filho de um comerciante do sul de Minas, ele conseguiu transformar a modesta Casa Bancária Moreira Salles – fundada por seu pai em Poços de Caldas, na década de 20, para financiar produtores de café – no quarto maior conglomerado financeiro privado do país, resultado da aplicação de seu extraordinário talento para os negócios no setor durante décadas. Jovem originário da província, Moreira Salles conseguiu abrir um caminho de sucesso entre as elites paulista e carioca, que costumavam freqüentar Poços de Caldas, balneário para onde, nos anos 30, afluíam também os gaúchos de Getúlio Vargas, recém-chegados ao governo central. Nasceram aí algumas das boas relações que o levaram também a uma intensa atividade no setor público, a partir do fim dos anos 40. Em 1952, Vargas nomeou-o embaixador do Brasil em Washington, com a missão de negociar a dívida brasileira nos EUA, em meio a uma grave crise cambial. Voltou ao posto no governo de Juscelino Kubitschek, em 1959. Exerceu o cargo de ministro da Fazenda, na curta experiência parlamentarista do governo João Goulart. O carisma nas relações pessoais foi outra de suas marcas, tendo um amplo círculo de amizades internacionais. Três de seus filhos são ligados à área cultural: o cineasta Walter Salles Junior (diretor de Central do Brasil), o documentarista João Moreira Salles e Fernando, sócio da editora Companhia das Letras. O outro herdeiro é Pedro Moreira Salles, que hoje comanda o Unibanco. Embora sem confirmação da família, a causa da norte teria sido infarto. Dia 27, aos 88 anos, em Petrópolis


Milene: internada

Internados: Milene Domingues, mulher do jogador Ronaldinho, da Internazionale de Milão, para fazer curetagem (raspagem do útero), depois de um aborto espontâneo. Ela estava grávida, de quase oito semanas, do segundo filho com o craque e passa bem. Dia 26, no Rio de Janeiro.

em uma clínica de reabilitação, o ator Matthew Perry, que interpreta o personagem Chandler Bing no seriado Friends. O motivo não foi confirmado, mas ele já esteve internado antes, em 1997, para livrar-se da dependência de Vicodin, um forte medicamento contra dor. Dia 26, em Los Angeles.

Aberto: inquérito para investigar acusações de que o ex-presidente da Iugoslávia Slobodan Milosevic teria transferido mais de 1 milhão de dólares em ouro para fora do país. Dia 28, em Belgrado.

Anunciados: a filiação do governador de Minas Gerais, Itamar Franco, ao PMDB, partido que havia abandonado em 1999, por discordar do apoio ao presidente Fernando Henrique Cardoso. A nova filiação se deu mais de uma semana antes, discretamente, em Juiz de Fora. Dia 2, em Belo Horizonte.

o bloqueio pela Napster do acesso dos internautas a cerca de 1 milhão de músicas com direitos autorais protegidos, a partir deste fim de semana. A decisão de impedir que os usuários do site continuem gravando músicas no formato MP3 foi tomada para tentar evitar uma ordem de fechamento. Dia 2, em San Francisco.

Decidida: a vacinação em massa da população de Minas Gerais contra a febre amarela. Desde o fim de janeiro, quando foram notificados os primeiros casos, pelo menos 22 pessoas apresentaram sintomas da doença, sendo que onze morreram, em sete municípios do Estado. Desde a semana retrasada mais de 1 milhão de vacinas já foram aplicadas. Outros 2 milhões de doses devem completar a imunização e evitar que a febre amarela silvestre se transforme em urbana, erradicada há quase seis décadas. Dia 1º, em Belo Horizonte.


AP
A prefeita Marta com o premiê Jospin: parcerias


Encontrou-se:
com o primeiro-ministro francês, Lionel Jospin, a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, durante viagem para estabelecer parcerias e acordos na área educacional e em outros setores. O Ministério da Educação da França contribuirá em programas de formação de professores para o ensino básico da rede municipal, no acesso a técnicas de avaliação curricular e no uso de computadores em escolas. Dia 28, em Paris.


Sergio Dutti
Sarney: operação


Operado:
o senador e ex-presidente José Sarney para a retirada da próstata. A cirurgia, que durou duas horas, ocorreu devido a um nódulo, detectado em exames de rotina que o ex-presidente realizou no mês passado. O tecido extraído foi encaminhado para biópsia, a fim de determinar o tipo do tumor e sua gravidade. Sarney passa bem e deve receber alta no início da semana. Dia 1º, em São Paulo.

 



A geneticista Mayana: prêmio


Premiada:
 pela Unesco a geneticista brasileira Mayana Zatz por seu papel no desenvolvimento da ciência. A pesquisadora tem um extenso trabalho em doenças hereditárias e mutações genéticas, além de ter participado do seqüenciamento da bactéria Xylella, no Projeto Genoma. Dia 28, em Paris.

 

 

 

 

 

Comboio mortal

AFP

O carrasco Brunner: nova condenação


O carrasco austríaco Alois Brunner era considerado pelo temido Adolf Eichmann, um dos chefes da Gestapo, como seu "melhor homem". Desaparecido há anos, ele foi condenado à revelia na sexta-feira, em Paris, à prisão perpétua pela deportação de 350 crianças judias que viviam na capital francesa, enviadas em um comboio para Auschwitz uma semana antes da liberação da cidade pelos aliados. Pelo menos 284 delas morreram nas câmaras de gás. Em 1952, Brunner refugiou-se em Damasco, com a proteção síria. Dois atentados, atribuídos a israelenses, por meio de carta-bomba, deixaram-no sem uma vista e lhe mutilaram as mãos. O ex-oficial já havia sido julgado por crimes contra a humanidade em outras duas ocasiões pela França, em 1953 e 1954, e condenado à morte.

 

 

Faxina na faxina étnica


AFP
Kordic e Cerkez: culpados


A vassoura voltou-se contra os varredores. Acusados de envolvimento na campanha de "faxina étnica" contra os muçulmanos durante a Guerra da Bósnia, no começo dos anos 90, os croatas Dario Kordic e Mario Cerkez foram condenados, no dia 26, por crimes contra a humanidade, em Haia, na Holanda. A decisão coube ao Tribunal Penal Internacional para crimes de guerra da Organização das Nações Unidas (ONU) para a ex-Iugoslávia, em processo que durou quase dois anos e ouviu 241 testemunhas das matanças promovidas pela autoproclamada República Croata da Herzego-Bósnia. Ex-vice-presidente do Estado autoproclamado, Kordic é o primeiro líder político a pegar uma pena, considerado culpado por autorizar as mortes e sentenciado a 25 anos de prisão. Cerkez era comandante militar e vai cumprir quinze anos por liderar ataques contra os vilarejos muçulmanos. Os promotores do caso, no entanto, não ficaram satisfeitos com as condenações, que consideram leves. O tribunal foi cauteloso ao rejeitar a acusação de que Kordic fosse um dos líderes da política de faxina étnica, pois julgou que a hierarquia de comando não era clara. Além deles, há outros 96 acusados publicamente, entre os quais 27 ainda não capturados, por suas ações na Guerra da Bósnia.

 

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