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Gente O bruxinho não
é mais aquele
Divulgação
 | | Radcliffe
em Equus: com músculos e sem roupa |
Sabe
Harry Potter, o bruxo adolescente que as crianças amam? Pois o ator que
o encarna no cinema, Daniel Radcliffe, cresceu, fortaleceu-se (uma hora
de academia todo dia) e vai mostrar o resultado, milímetro a milímetro,
no teatro. Aos 17 anos, Radcliffe estréia neste mês em Equus,
no papel do cavalariço problemático na relação com
eqüinos e com a jovem Jill (Joanna Christie, 24) com quem contracena
sem roupa nenhuma. "Daniel quer mostrar que é um ator completo", diz sua
porta-voz. "Mas não pensa em deixar de ser Harry Potter." Até porque
o quinto filme da série estréia neste ano, o sexto ainda vai ser
filmado e o sétimo (e último) nem tem roteiro J.K. Rowling,
a autora, acaba de marcar o lançamento do livro para 21 de julho.
Celso
Junior/AE
 | | Manuela
na posse: em nome da causa, vale até salto 7 |
Vai
ser musa ou não vai?
Que sacrifícios
não se fazem em nome do comunismo. Para a gaúcha Manuela D'Ávila,
25 anos, eleita pelo PCdoB, valeu até um torturante salto 7, heroicamente
suportado durante as muitas horas da cerimônia de posse. Completavam o figurino
um romântico vestido azul-marinho com faixa branca na cintura e uma bolsinha
algo deslocada. Mas quem notaria isso quando se comparava Manuela à maioria
dos integrantes da Casa do Espan... quer dizer, Câmara dos Deputados? "Essa
história de musa não é para mim", é o mantra proferido
pela jovem deputada cada vez que seus encantos são mencionados. Ela também
jura não ter ouvido um único elogio, nem do companheiro, o estudante
Adriano de Oliveira, 32, que não vai mudar para Brasília. "Ninguém
se elege para sustentar familiar ou empregar parente", diz Manuela. Ninguém?
Basta conferir o sorriso
A história já corria na família e a semelhança é
visível o formato do rosto, um jeito de olhar , mas agora
ficou provado: o genealogista Domenico Savini traçou a árvore familiar
e proclamou que Natalia e Irina Strozzi são descendentes
de Lisa Gherardini, a Mona Lisa imortalizada por Leonardo da Vinci. Irina, 25
anos, economista, e Natalia, 30, atriz por ser descoberta, são filhas do
príncipe florentino Girolamo Guicciardini, dono de uma vinícola.
"Nossa vida não mudou, porque em Florença não se dá
muita importância a isso. Afinal, aqui todo mundo descende de alguém
relevante", disse a VEJA Natalia, sem nenhum traço de esnobismo. "Mas torço
para que ajude minha carreira."
Uma relação epistolar  | Susan
Walsh/AP
 | | Mara,
Veronica e Berlusconi: "Suplico que me perdoe" |
Isso
sim é briga de casal: travada em público, por personagens famosos,
e notícia no mundo inteiro. O motivo foi corriqueiro. O ex-primeiro-ministro
e magnata da mídia Silvio Berlusconi, 70, fez gracinhas em público
para Mara Carfagna, ex-dançarina e hoje deputada pelo seu partido.
Diferente foi a reação da patroa, Veronica Lario, 50 anos
muito bem plastificados, ex-atriz. "Considero esses comentários um ataque
a minha dignidade. Quero do marido e do político um pedido público
de desculpas, já que nenhum me foi transmitido em particular", exigiu em
carta mandada a um jornal e não qualquer jornal, mas o anti-berluscônico
La Repubblica. Foi prontamente atendida. "Guardo sua dignidade como um
tesouro no meu coração. Suplico que me perdoe", replicou ele, italianamente
dramático, em carta aberta. Capítulo encerrado, o casal voltou à
vidinha de sempre em casas separadas, vendo-se quase nunca.
Bala perdida
Mark
Mainz/Getty Images
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Cineasta
estreante, o americano Jason Kohn, 28 anos, levou o prêmio de melhor
documentário no festival Sundance, o mais importante do cinema independente,
com Manda Bala assim mesmo, em português, visto que o filme
trata dos laços entre corrupção e violência no Brasil.
Comparecem, em pessoa, o deputado Jader Barbalho (falando do célebre ranário
da família) e o cirurgião plástico Juarez Avelar (discorrendo
sobre a reconstituição de orelhas de seqüestrados). Ambos dizem
que não sabiam que seu testemunho ia dar no que deu. Kohn explica
OS
ENTREVISTADOS SABIAM COMO IA SER O DOCUMENTÁRIO? Nem eu sabia.
Minha primeira intenção foi fazer um retrato do Brasil com dois
personagens, o criador de rãs e o cirurgião plástico, duas
indústrias muito importantes aí. Com o tempo, o filme foi ganhando
outra dimensão. Viajei três vezes ao Brasil para o documentário.
Somando tudo, fiquei quase um ano e meio filmando. QUAL A SUA LIGAÇÃO
COM O BRASIL? Minha mãe é brasileira. Eu morei dois anos
em São Paulo e tenho lá alguns dos meus melhores amigos. Conheço
Rio de Janeiro, Fortaleza, Belém, Brasília. Até sambo um
pouquinho. DIZEM QUE VOCÊ PREFERE QUE O FILME NÃO SEJA
MOSTRADO AQUI. Isso não é verdade. Estou me esforçando
muito para que ele seja exibido. É o que eu mais quero. O que eu disse
é que não tinha certeza se teria permissão. E prefiro não
falar sobre isso, para não atrapalhar. OS PERSONAGENS NÃO
SABIAM DAS SUAS INTENÇÕES, A IMAGEM DO PAIS É NEGATIVA. VOCE
É O BORAT DO BRASIL? De jeito nenhum. Meu filme não é
uma comédia. É um documentário que tenta mostrar que a corrupção
é um crime violento. Eu acredito muito no Brasil, um país com grande
potencial e recursos naturais. | Editado por
Lizia Bydlowski. Colaboraram Bel Moherdaui, Laura Ming e Sandra Brasil |