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VEJA
Edição 1994

7 de fevereiro de 2007
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Cartas

"Os políticos estão cumprindo a profecia
de Rui Barbosa, fazendo os brasileiros
sentir vergonha de ser honestos."

Renzo Sansoni
Uberlândia, MG


A classe política

Li, contristado e envergonhado, a reportagem "Desonestos, insensíveis e mentirosos" (31 de janeiro), sobre o nosso desmoralizado Parlamento. Na minha mocidade, muitas vezes fui à Câmara e ao Senado, ainda no Rio de Janeiro, ver figuras estelares como Carlos Lacerda, Vieira de Mello, Bilac Pinto, Pedro Aleixo, Célio Borja, Afonso Arinos e tantos outros esgrimir oratórias candentes, mas num clima civilizado e ordeiro. Lembro-me bem de que havia um microfone de apartes, em que o aparteador questionava quem estivesse com a palavra na tribuna. E o que se vê agora? Todos em pé, conversando, rindo, lendo ostensivamente jornais, tudo desrespeitosamente.
Ayrton Gonçalves
Rio de Janeiro, RJ

A pesquisa VEJA/Ibope retrata fielmente o que nós, brasileiros, pensamos sobre os nossos políticos. São em sua grande maioria homens que envergonham a classe. Cobrem de lama o Congresso Nacional, não têm amor à pátria nem respeito ao povo brasileiro.
Josélia Broggio

Vitória, ES

A foto da Assembléia Constituinte de 1934 – todos ordeiramente sentados – me fez lembrar um amigo, alto executivo de uma multinacional radicado há muitos anos no Brasil. Em tom entre o sério e o jocoso, ele me disse certa vez que metade dos problemas brasileiros está no fato de os deputados não se sentarem quando em assembléias. Certamente cometeu um exagero, mas chega a ser irritante o descaso de suas excelências para com os colegas e a mesa. De pé e reunida em grupelhos, a grande maioria fala ao telefone, conversa, gargalha, provavelmente conta piadas, faz de tudo, menos prestar atenção ao colega que ocupa a tribuna.
Jorge dos Santos

Rio de Janeiro, RJ

A sujeira na política nacional só poderá ser varrida pela inteligência e pelo bom senso dos brasileiros ao escolher seus próximos candidatos.
Emilson de Azevedo Cruz

Cachoeiro de Itapemirim, ES

É preciso reavaliar as afirmações que sugerem que o desempenho dos parlamentares pode ser medido pelo número de projetos por eles iniciados ou apreciados. Quantidade não é sinônimo de qualidade e Poder Legislativo não é linha de montagem.
Luís Rodrigo de Andrade
Chefe das comissões permanentes da Câmara Municipal
Taubaté, SP

O resultado da pesquisa VEJA/Ibope diz que grande parte do eleitorado vê o político como "desonesto, mentiroso etc.", mas a maioria votou em corruptos e cínicos. Em vez de protestar e se vingar nas urnas com votos nulos, o eleitor endossou o próprio prejuízo e sofrimento.
José Renato de Miranda
Teresópolis, RJ

Sou estudante e já consigo perceber as conseqüências da desonestidade dos políticos para com o país. São essas informações que fazem a sociedade brasileira refletir, levando em consideração a interferência desses fatores no desenvolvimento.
Izabela Mariane Garcia Santana, 14 anos
Janaúba, MG

Votei pela primeira vez na última eleição, pois acredito que essa seja a melhor maneira de participar da vida democrática do país. Mas a cada dia fico mais triste com os políticos brasileiros. Tem salvação o Brasil com esses representantes que nós mesmos escolhemos?
Frederico Costa e Silva, 17 anos
São Luís, MA

A fotografia da página 53, da Assembléia Constituinte de 1934, que registra a presença da primeira congressista brasileira, Carlota Pereira de Queirós, é realmente muito interessante. Naquele oceano masculino de sóbrios ternos e gravatas, todos os demais congressistas olhando atentos para o orador, ela destaca-se, com seu elegante vestido e chapéu brancos, como a única a encarar a objetiva do fotógrafo. Alguns leitores poderão ter achado o fato sintomático, generalizar esse possível desinteresse feminino por coisas mais sérias. Mas, apesar de acusado freqüentemente de machista em conversas domésticas, tenho de reconhecer, e o faço com prazer, que nossas atuais deputadas representam o que há de melhor no Congresso Nacional. Combativas, corretas, sensíveis aos reclamos e anseios da população, o Brasil estaria bem melhor se não fossem apenas 9% do total de nossos representantes. Fica o olhar lateral da citada e pioneira congressista brasileira como uma reação natural da faceirice feminina, atributo que certamente também apreciamos, e muito.
José J. de Magalhães Netto
Ubatuba, SP

 

PAC

Não posso deixar de manifestar meu desapontamento com o Programa de Aceleração do Crescimento. Trata-se de mero marketing! Se o governo realmente deseja acelerar a economia, a receita é bem simples: 1) reduzir tributos e encargos; 2) reduzir juros; 3) cortar os gastos da máquina administrativa. Do restante, o próprio povo brasileiro cuida. Parabéns pelo contínuo esforço de nos proporcionar excelentes reportagens ("O governo dá sua cartada", 31 de janeiro)!
Giorgio Lazzaro
São Bernardo do Campo, SP

Será o PAC mais uma onomatopéia? Será uma espécie de viagra para o impotente espetáculo do crescimento? Outro Programa de Aporrinhação ao Cidadão? Isolemos na madeira: pac-pac-pac!
Ricolas Mejatovic

Brasília, DF

Com as "tetas" públicas cada vez maiores devido ao aumento da carga tributária, o presidente criou o PAC – Plano de Aleitamento dos Companheiros. Ou seria o Plano de Acobertamento de Companheiros? Do PT é a única coisa a esperar.
José J.P. Colledan
Porto Velho, RO

O PAC é um plano econômico marqueteiro criado para ocultar a falta de um plano econômico de crescimento verdadeiro.
Jean Rene Valença
Aracaju, SE

 

Câmara dos Deputados

A reportagem "O esquema está operante" (17 de janeiro) insinua que Paulo Maluf faz parte de uma possível banda podre da Câmara dos Deputados na legislatura que começa em fevereiro. Não há razão para isso. Em 39 anos de vida pública, não há nenhuma condenação contra o ex-prefeito de São Paulo; apesar de todas as falsas acusações que lhe fizeram, nada foi provado. Cito apenas dois exemplos que são muito emblemáticos de acusações alardeadas contra Maluf e que nunca foram provadas: Paulo Maluf foi absolvido, no Supremo Tribunal Federal, das acusações que lhe faziam de que seria irregular a entrega de carros aos campeões mundiais da Seleção Brasileira de Futebol de 1970, feita por meio de lei aprovada pela Câmara Municipal. No rumoroso caso do "frangogate", alardeado ao máximo na mídia pelo Ministério Público, Maluf ganhou na Justiça, pois os promotores nada conseguiram provar sobre aquilo que diziam e ainda foram condenados a pagar as custas do processo.
Adilson Laranjeira
Assessor de imprensa de Paulo Maluf
São Paulo, SP

 

Delfim Netto

A entrevista do senhor Delfim Netto nas páginas amarelas (31 de janeiro) mostrou que um dos pontos de convergência entre ele e o presidente Lula é a convicção de que cabe ao Estado equalizar as oportunidades, isto é, que as pessoas comecem a competir tendo tido as mesmas oportunidades de educação e saúde. Concordando com essa assertiva, não podemos aceitar que o financiamento de tal política seja proveniente da alta carga de impostos que sobrecarrega a classe média. De qualquer maneira, a entrevista mostrou um homem que merece o respeito dos brasileiros.
José Elias Aiex Neto
Foz do Iguaçu, PR

VEJA prestou mais um grande serviço ao Brasil ao entrevistar o ex-ministro Delfim Netto e publicar suas atuais idéias. O país pôde conhecer que tipo de gente faz a cabeça de nosso presidente, no caso o homem que como czar da economia nos tempos da ditadura mergulhou o Brasil em um endividamento externo irresponsável e, entre outras pérolas do pensamento econômico, declarou que "dívida não se paga, se rola" e prefixou a inflação. Agora, enquanto a população que trabalha e gera riquezas é submetida a uma carga tributária sufocante, que só serve para sustentar abusos e os mais diversos tipos de desvio e desperdício de dinheiro público, o ex-ministro convenceu o presidente de que é impossível fazer cortes de despesas no Brasil sem ferir direitos. Não é de estranhar que Lula adore ouvir isso e Delfim diga que o presidente deixará seu cargo consagrado como "estadista". Afinal, como já se dizia nos tempos de Roma, asinus asinum fricat.
Gilberto Geraldo Garbi
Curitiba, PR

A entrevista remete diretamente ao oportunismo do jurista Carl Schmitt, que, ao perceber a ascensão do nazismo na Alemanha, se converteu rapidamente ao autoritarismo com o artigo "O führer protege o direito", sobre o discurso de Adolf Hitler no Reichstag, em 13 de julho de 1934. Qualquer semelhança do discurso atual de Delfim Netto com a ratificação do poder petista ou do presidente da República não deve ser mera coincidência.
José Cláudio Marques Barboza Jr.
Rio de Janeiro, RJ

Se eu tivesse sido abduzido por um ET em 1974 e voltasse hoje, acharia estar ainda em algum planeta alienígena. Nunca imaginaria que o senhor Delfim Netto, aquele mesmo que manipulou os índices de inflação, que serviu à ditadura militar quebrando e endividando o país, fosse hoje defender as políticas assistencialistas do nosso presidente e até Karl Marx. Ou é desespero pelo fato de não ter sido reeleito deputado federal e, portanto, ter perdido a "boquinha", ou é campanha para ser o próximo membro da equipe econômica do atual governo. Para o bem do país e de nós todos, espero que seja a primeira hipótese!
Alex Zornig

São Paulo, SP

VEJA deixou de nos informar um importante detalhe sempre presente nas páginas amarelas: a idade do entrevistado. Não achar que o presidente da República deve se importar com a Previdência de seu país, mesmo deficitária há mais de dez anos e, no último, tendo chegado a 41 bilhões de reais, é conveniente para alguém com idade tão avançada que seria mais educado omitir.
Aristóteles Bezerra Madruga
Miami, Flórida, Estados Unidos

Muito compreensível a posição do ex-ministro Delfim Netto em relação ao governo Lula: afinal de contas existem grandes possibilidades de o mesmo ser nomeado para algum cargo neste segundo mandato. Mas tentar nos convencer de que a intenção desse governo é diminuir a desigualdade não dá. Pelo contrário, o Bolsa Família é uma armadilha perigosa, um paliativo, uma medida eleitoreira que incentiva a acomodação dos beneficiados, estimula a vadiagem e perdeu seu principal objetivo (todo mundo sabe que o Bolsa Família é uma versão distorcida do Bolsa Escola, criado no governo FHC), que era manter as crianças na escola. Eu gostaria de saber o que foi feito até agora no atual governo pela saúde e pela educação dos brasileiros.
Adriana Vieira de Miranda Falcão
Recife, PE

Fui aluno no curso de pós-graduação da cadeira de ciências econômicas da USP em 1963 e acompanho com interesse a carreira desse brilhante economista e ex-ministro. Sem dúvida, nota-se que o ilustre ex-deputado caiu no gosto do presidente Lula. Os cafezinhos que os dois tomam entre grandes "papos" e a possibilidade de ser nomeado para um cargo no governo atual devem estar influenciando bastante as suas idéias. Em 1963, portanto 44 anos atrás, os seus ensinamentos eram outros, talvez um pouquinho menos marxistas e menos oportunistas, o que demonstra que, se a ciência econômica não é uma ciência exata, ela no mínimo é bem dinâmica.
Károly J. Gombert
Vinhedo, SP

 

A re-reeleição do Lula

A intenção de adotar a reeleição infinita no Brasil, nos moldes do caudilho Hugo Chávez, poderá fazer ruir as conquistas democráticas deste país. É sabido que a reeleição é uma deturpação do que se entende por República ("De olho em 2010", 31 de janeiro).
Cássio Filipe Albuquerque Silva
Santa Maria, RS

 

Fernando Gabeira

É com extremo espanto que li a declaração do senhor deputado federal Fernando Gabeira, publicada na seção Veja essa (31 de janeiro). Uma pessoa que se diz tão esclarecida, defensora da ética e da moralidade na política não poderia ter se mostrado mais alienada. Dizer que "em Brasília, se você sair à noite, terá de ir a lugares onde só tem lobista, p* e deputado" é de extremo mau gosto e descortesia com a população brasiliense. Já não basta o Brasil inteiro mandar um bando de calhordas para representá-los na nossa cidade e depois dizer que em Brasília só tem ladrão?
Cyntia Freitas Azevedo
Nova York, NY, EUA

Apesar de a maioria dos brasilienses se sentir ofendida com a frase do deputado Fernando Gabeira, eu não me sinto nem um pouco. Realmente aqui é infestado de lobistas e gente que se vende.
Ivan Gontijo
Brasília, DF

Para mim, o conceito de Gabeira passou de inteligente e honesto a ignorante e duvidoso com apenas uma frase.
Flávio Cadegiani
Brasília, DF

Publicada fora do contexto da longa resposta que dei à revista Playboy (fevereiro de 2007), minha frase pareceu desrespeitosa e ofensiva às pessoas que vivem e trabalham em Brasília. Não é nem jamais foi minha intenção associar o cotidiano da cidade aos escândalos políticos que acontecem na esfera do poder. Espero que a entrevista completa esclareça o conteúdo de minhas declarações.
Fernando Gabeira
Deputado federal (PV-RJ)
Brasília, DF

 

Hugo Chávez

Cumprimento VEJA pela qualidade e sensatez da reportagem "O coronel agora é censor" (31 de janeiro). Novamente o psiquiátrico Hugo Chávez arma a tenda do seu circo de baboseiras e desmandos absurdos. Exercendo seu terceiro mandato, o caudilho intruso agora investe na retórica do "socialismo do século XXI", um indigesto conjunto de "normas" que inclui partido único, presidente vitalício e poderes para governar por decreto. E, ao que parece, inclui também a petulante ousadia de intrometer-se em questões de nosso país.
Kelmo Oliveira Bernardes
Feira de Santana, BA

Muito boa a matéria publicada na edição 1 993, sobre os desmandos do coronel venezuelano em sua última visita ao Brasil. Que o presidente venezuelano Hugo Chávez tem pretensões de se transformar em novo líder do continente muita gente já sabia, mas daí a querer censurar a nossa imprensa já é demais. Realmente, a liberdade de imprensa em nosso país é um valor enraizado e conquistado a duras penas, depois de duas décadas de ditadura.
Valmir Grein
Balneário Camboriú, SC

 

Radar

Acho um contra-senso do governo federal lançar pacotes na área social quando mal consegue manter os programas em andamento. Sou assistente social e estou trabalhando em um município no Programa PAIF/CRAS, e desde dezembro não há repasses. Estamos sem receber. Não foram feitos o último repasse de 2006 nem o primeiro de 2007. Ligamos para o Ministério do Desenvolvimento Social e ninguém nos deu uma informação consistente. O que sei é que estamos trabalhando sem receber e sem saber a quem recorrer.
Ivanice Maria da Costa Ramos
Por e-mail

 

Câmara dos Deputados

Não fui, de forma alguma, investigado pela CPMI dos Correios, como afirma a reportagem "A terceira via tem rosto" (24 de janeiro). O que realmente ocorreu é que meu nome foi incluído na lista de representações enviadas ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados baseado na citação mentirosa e irresponsável de um parlamentar que foi banido da vida pública. Naquele momento, o Conselho de Ética já realizava as averiguações relacionadas à denúncia contra mim, as quais se comprovou mais tarde não terem nenhum fundamento.
Sandro Mabel
Deputado federal (PL-GO)
Brasília, DF

 

Clint Eastwood

Esperamos que o esplêndido Clint Eastwood puxe pela sua mãe e viva muito. De preferência sem senilidade, para que nós, amantes da sétima arte, possamos ser agraciados mais e mais vezes com as obras desse gênio do cinema atual ("As duas vidas de Clint Eastwood", 31 de janeiro).
Alexandre Wilson Silvestre Lopes
São Luís, MA

O sucesso do velho "caubói" se resume em dois princípios: a experiência da idade e do perfeccionismo e a falta de ganância (que todo produtor procura antes de finalizar um longa-metragem). Comecei a acompanhar o senhor "rugas majestosas" assistindo aos filmes de "Dirty" Harry, e meu fascínio foi aumentando com fitas como Heartbreak Ridge (aqui não importa a ordem cronológica) e, por fim, Million Dollar Baby. Eastwood é o cara mais cool da atualidade! Parabéns pela primorosa reportagem!
Estefânio Nunes
Salto, SP

O governo japonês lamenta a publicação das fotos como sendo do Exército japonês, sob o título "Os verdadeiros imperdoáveis", na revista VEJA datada de 31 de janeiro. É extremamente lamentável que essa renomada revista publique considerações baseadas em fotos cuja veracidade não pode ser comprovada, pois não fornece a informação básica do local onde foram tiradas. Em relação aos trechos "tenacidade da recusa do Japão oficial em enfrentar a própria história" e "mais do que reconstruir o país e transformá-lo num prodigioso sucesso econômico, o maior feito da história recente do Japão foi enterrar esse passado tenebroso", primeiramente esclarecemos que, em relação às questões do passado, o governo japonês tem manifestado, até os dias atuais e de inúmeras formas, a sua retratação e o seu pedido de desculpas. A nossa nação está profundamente arrependida por ter ocasionado, no passado, sofrimentos e dificuldades imensuráveis às pessoas da Ásia. E, com base nesse profundo arrependimento, por mais de sessenta anos vem defendendo a administração da liberdade e da democracia, dos direitos humanos básicos e da justiça, como uma nação livre e democrática; e, por meio da contribuição para a paz mundial, tem demonstrado o sincero arrependimento com atitudes reais, o que será mantido para sempre. Portanto, afirmar que o Japão "se recusa oficialmente a enfrentar a própria história" é desconsiderar unilateralmente as atitudes acima mencionadas, o que é lamentável.
Masuo Nishibayashi
Cônsul-geral do Consulado-Geral do Japão em São Paulo

 

Diogo Mainardi

Muito interessante o artigo de Mainardi retratando o empobrecimento de certos desenhos animados. Vale lembrar que não só os desenhos são responsáveis pelo barateamento intelectual do nosso tempo, mas também os inúmeros programas de televisão que invadem nosso lar todos os dias ("Os cães de gravata", 31 de janeiro).
Célia Moraes dos Santos
Monte Santo, BA

É estranho Diogo Mainardi não ter gostado dos desenhos da Hanna-Barbera. Eram desenhos engraçados e criativos. Eu era fã direto e via todos os dias. Mas acho que posso dizer o que aconteceu: Diogo nunca pediu ajuda a Mutley, implicava com o Tião Gavião e não chegou a se casar com a Penélope Charmosa. Diogo, fique amigo do Salsicha e do Scooby Doo. Talvez sua vida melhore.
Otávio José Carvalho Duarte
Porto Alegre, RS

Acredito que a juventude e a infância do século XXI estão muito piores do que a de Mainardi. Afinal, as crianças dos anos 60 e 70 viam desenhos, nos anos 80 e 90 foram as apresentadoras loiras e agora as crianças assistem a Rebelde. A decadência dos programas infantis está evidente. Você ainda leu Montaigne, elas talvez nunca saibam quem foi ele.
Jéssica Rodrigues Lopes, 16 anos
Avaré, SP

 

Veja essa

Se Angelina Jolie se sente incomodada por abraços, carinhos e choro, eu temo pela vida emocional (e física) de seus filhos. Não há como escapar dessas coisas quando se tem filhos. Além disso, ela é embaixadora da boa vontade das Nações Unidas (Veja essa, 31 de janeiro).
Kathleen R. Goldsmith Killing
São Paulo, SP

 

Livros

Ao informar que Ron Goldman foi à casa de Nicole Simpson para levar "uns copos" usados pela mãe de Nicole ("A confissão, enfim", 24 de janeiro), VEJA errou na tradução do inglês para o português da expressão "a pair of glasses". De fato, a mãe de Nicole esqueceu seus óculos no restaurante, e não "uns copos".
Débora Kornin Gabardo

Curitiba, PR

 

CORREÇÃO: Alexandre Rossi é zootecnista, e não zootécnico, como informou a reportagem "Amigos até que a morte nos separe" (24 de janeiro).

 

 

A LINGUAGEM DE DEUS

Na entrevista concedida a VEJA (Amarelas, 24 de janeiro de 2007), o biólogo americano Francis Collins explicou por que é possível conciliar a visão científica com a religiosa e despertou grande interesse dos leitores. Alguns escreveram para a redação em busca de mais informações sobre seu livro The Language of God, recém-lançado nos Estados Unidos. A versão em português da obra será lançada no Brasil em março próximo pela Editora Gente (http://www.editoragente.com.br/), com o título A Linguagem de Deus.



BODAS DE BRILHANTE

 
Isalino e Elvira com os filhos, netos, bisnetos e trinetos: 75 anos de casados

A reportagem "Os novos códigos da separação" (24 de janeiro) mostrou que o número de divórcios no Brasil aumentou 52% nos últimos dez anos, contra um crescimento de 14% da população, segundo uma pesquisa do IBGE divulgada no fim de 2006. Outra matéria de VEJA, "A vida sem casamento" (29 de novembro de 2006), mostrou que nunca houve tantas solteiras. Num mundo em que o casamento está em baixa, o leitor Avay Miranda, 69 anos, advogado em Brasília (DF), escreveu para contar que, se todos fossem iguais a seus pais (Isalino Miranda Costa e Elvira Miranda, de Taiobeiras, Minas Gerais), as coisas seriam muito diferentes. "Eles estão comemorando bodas de brilhante, coisa rara para os casais brasileiros. Meu pai fez 95 anos em dezembro último. Minha mãe completará 95 em abril. Eles se casaram no dia 31 de janeiro de 1932", diz o filho. O casal tem onze filhos, 28 netos, 26 bisnetos e três trinetos.

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