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Cartas
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"Os políticos
estão cumprindo a profecia
de Rui Barbosa, fazendo os brasileiros
sentir vergonha de ser honestos."
Renzo Sansoni
Uberlândia, MG |
A classe política
Li, contristado
e envergonhado, a reportagem "Desonestos, insensíveis
e mentirosos" (31 de janeiro), sobre o nosso desmoralizado
Parlamento. Na minha mocidade, muitas vezes fui à Câmara
e ao Senado, ainda no Rio de Janeiro, ver figuras estelares
como Carlos Lacerda, Vieira de Mello, Bilac Pinto, Pedro Aleixo,
Célio Borja, Afonso Arinos e tantos outros esgrimir
oratórias candentes, mas num clima civilizado e ordeiro.
Lembro-me bem de que havia um microfone de apartes, em que
o aparteador questionava quem estivesse com a palavra na tribuna.
E o que se vê agora? Todos em pé, conversando,
rindo, lendo ostensivamente jornais, tudo desrespeitosamente.
Ayrton Gonçalves
Rio de Janeiro, RJ
A pesquisa VEJA/Ibope
retrata fielmente o que nós, brasileiros, pensamos
sobre os nossos políticos. São em sua grande
maioria homens que envergonham a classe. Cobrem de lama o
Congresso Nacional, não têm amor à pátria
nem respeito ao povo brasileiro.
Josélia Broggio
Vitória, ES
A foto da Assembléia
Constituinte de 1934 todos ordeiramente sentados
me fez lembrar um amigo, alto executivo de uma multinacional
radicado há muitos anos no Brasil. Em tom entre o sério
e o jocoso, ele me disse certa vez que metade dos problemas
brasileiros está no fato de os deputados não
se sentarem quando em assembléias. Certamente cometeu
um exagero, mas chega a ser irritante o descaso de suas excelências
para com os colegas e a mesa. De pé e reunida em grupelhos,
a grande maioria fala ao telefone, conversa, gargalha, provavelmente
conta piadas, faz de tudo, menos prestar atenção
ao colega que ocupa a tribuna.
Jorge dos Santos
Rio de Janeiro, RJ
A sujeira na política
nacional só poderá ser varrida pela inteligência
e pelo bom senso dos brasileiros ao escolher seus próximos
candidatos.
Emilson de Azevedo Cruz
Cachoeiro de Itapemirim, ES
É preciso
reavaliar as afirmações que sugerem que o desempenho
dos parlamentares pode ser medido pelo número de projetos
por eles iniciados ou apreciados. Quantidade não é
sinônimo de qualidade e Poder Legislativo não
é linha de montagem.
Luís Rodrigo
de Andrade
Chefe das comissões permanentes
da Câmara Municipal
Taubaté, SP
O resultado da pesquisa
VEJA/Ibope diz que grande parte do eleitorado vê o político
como "desonesto, mentiroso etc.", mas a maioria votou em corruptos
e cínicos. Em vez de protestar e se vingar nas urnas
com votos nulos, o eleitor endossou o próprio prejuízo
e sofrimento.
José Renato de Miranda
Teresópolis, RJ
Sou estudante e
já consigo perceber as conseqüências da
desonestidade dos políticos para com o país.
São essas informações que fazem a sociedade
brasileira refletir, levando em consideração
a interferência desses fatores no desenvolvimento.
Izabela Mariane Garcia Santana,
14 anos
Janaúba, MG
Votei pela primeira
vez na última eleição, pois acredito
que essa seja a melhor maneira de participar da vida democrática
do país. Mas a cada dia fico mais triste com os políticos
brasileiros. Tem salvação o Brasil com esses
representantes que nós mesmos escolhemos?
Frederico Costa e Silva, 17
anos
São Luís, MA
A fotografia da
página 53, da Assembléia Constituinte de 1934,
que registra a presença da primeira congressista brasileira,
Carlota Pereira de Queirós, é realmente muito
interessante. Naquele oceano masculino de sóbrios ternos
e gravatas, todos os demais congressistas olhando atentos
para o orador, ela destaca-se, com seu elegante vestido e
chapéu brancos, como a única a encarar a objetiva
do fotógrafo. Alguns leitores poderão ter achado
o fato sintomático, generalizar esse possível
desinteresse feminino por coisas mais sérias. Mas,
apesar de acusado freqüentemente de machista em conversas
domésticas, tenho de reconhecer, e o faço com
prazer, que nossas atuais deputadas representam o que há
de melhor no Congresso Nacional. Combativas, corretas, sensíveis
aos reclamos e anseios da população, o Brasil
estaria bem melhor se não fossem apenas 9% do total
de nossos representantes. Fica o olhar lateral da citada e
pioneira congressista brasileira como uma reação
natural da faceirice feminina, atributo que certamente também
apreciamos, e muito.
José J. de Magalhães
Netto
Ubatuba, SP
PAC
Não posso
deixar de manifestar meu desapontamento com o Programa de
Aceleração do Crescimento. Trata-se de mero
marketing! Se o governo realmente deseja acelerar a economia,
a receita é bem simples: 1) reduzir tributos e encargos;
2) reduzir juros; 3) cortar os gastos da máquina administrativa.
Do restante, o próprio povo brasileiro cuida. Parabéns
pelo contínuo esforço de nos proporcionar excelentes
reportagens ("O governo dá sua cartada", 31 de janeiro)!
Giorgio Lazzaro
São Bernardo do Campo,
SP
Será o PAC
mais uma onomatopéia? Será uma espécie
de viagra para o impotente espetáculo do crescimento?
Outro Programa de Aporrinhação ao Cidadão?
Isolemos na madeira: pac-pac-pac!
Ricolas Mejatovic
Brasília, DF
Com as "tetas" públicas
cada vez maiores devido ao aumento da carga tributária,
o presidente criou o PAC Plano de Aleitamento dos Companheiros.
Ou seria o Plano de Acobertamento de Companheiros? Do PT é
a única coisa a esperar.
José J.P. Colledan
Porto Velho, RO
O PAC é
um plano econômico marqueteiro criado para ocultar a
falta de um plano econômico de crescimento verdadeiro.
Jean Rene Valença
Aracaju, SE
Câmara
dos Deputados
A reportagem "O
esquema está operante" (17 de janeiro) insinua que
Paulo Maluf faz parte de uma possível banda podre da
Câmara dos Deputados na legislatura que começa
em fevereiro. Não há razão para isso.
Em 39 anos de vida pública, não há nenhuma
condenação contra o ex-prefeito de São
Paulo; apesar de todas as falsas acusações que
lhe fizeram, nada foi provado. Cito apenas dois exemplos que
são muito emblemáticos de acusações
alardeadas contra Maluf e que nunca foram provadas: Paulo
Maluf foi absolvido, no Supremo Tribunal Federal, das acusações
que lhe faziam de que seria irregular a entrega de carros
aos campeões mundiais da Seleção Brasileira
de Futebol de 1970, feita por meio de lei aprovada pela Câmara
Municipal. No rumoroso caso do "frangogate", alardeado ao
máximo na mídia pelo Ministério Público,
Maluf ganhou na Justiça, pois os promotores nada conseguiram
provar sobre aquilo que diziam e ainda foram condenados a
pagar as custas do processo.
Adilson Laranjeira
Assessor de imprensa de Paulo
Maluf
São Paulo, SP
Delfim Netto
A entrevista do
senhor Delfim Netto nas páginas amarelas (31 de janeiro)
mostrou que um dos pontos de convergência entre ele
e o presidente Lula é a convicção de
que cabe ao Estado equalizar as oportunidades, isto é,
que as pessoas comecem a competir tendo tido as mesmas oportunidades
de educação e saúde. Concordando com
essa assertiva, não podemos aceitar que o financiamento
de tal política seja proveniente da alta carga de impostos
que sobrecarrega a classe média. De qualquer maneira,
a entrevista mostrou um homem que merece o respeito dos brasileiros.
José Elias Aiex
Neto
Foz do Iguaçu, PR
VEJA prestou mais
um grande serviço ao Brasil ao entrevistar o ex-ministro
Delfim Netto e publicar suas atuais idéias. O país
pôde conhecer que tipo de gente faz a cabeça
de nosso presidente, no caso o homem que como czar da economia
nos tempos da ditadura mergulhou o Brasil em um endividamento
externo irresponsável e, entre outras pérolas
do pensamento econômico, declarou que "dívida
não se paga, se rola" e prefixou a inflação.
Agora, enquanto a população que trabalha e gera
riquezas é submetida a uma carga tributária
sufocante, que só serve para sustentar abusos e os
mais diversos tipos de desvio e desperdício de dinheiro
público, o ex-ministro convenceu o presidente de que
é impossível fazer cortes de despesas no Brasil
sem ferir direitos. Não é de estranhar que Lula
adore ouvir isso e Delfim diga que o presidente deixará
seu cargo consagrado como "estadista". Afinal, como já
se dizia nos tempos de Roma, asinus asinum fricat.
Gilberto Geraldo Garbi
Curitiba, PR
A entrevista remete
diretamente ao oportunismo do jurista Carl Schmitt, que, ao
perceber a ascensão do nazismo na Alemanha, se converteu
rapidamente ao autoritarismo com o artigo "O führer protege
o direito", sobre o discurso de Adolf Hitler no Reichstag,
em 13 de julho de 1934. Qualquer semelhança do discurso
atual de Delfim Netto com a ratificação do poder
petista ou do presidente da República não deve
ser mera coincidência.
José Cláudio
Marques Barboza Jr.
Rio de Janeiro, RJ
Se eu tivesse sido
abduzido por um ET em 1974 e voltasse hoje, acharia estar
ainda em algum planeta alienígena. Nunca imaginaria
que o senhor Delfim Netto, aquele mesmo que manipulou os índices
de inflação, que serviu à ditadura militar
quebrando e endividando o país, fosse hoje defender
as políticas assistencialistas do nosso presidente
e até Karl Marx. Ou é desespero pelo fato de
não ter sido reeleito deputado federal e, portanto,
ter perdido a "boquinha", ou é campanha para ser o
próximo membro da equipe econômica do atual governo.
Para o bem do país e de nós todos, espero que
seja a primeira hipótese!
Alex Zornig
São Paulo, SP
VEJA deixou de nos
informar um importante detalhe sempre presente nas páginas
amarelas: a idade do entrevistado. Não achar que o
presidente da República deve se importar com a Previdência
de seu país, mesmo deficitária há mais
de dez anos e, no último, tendo chegado a 41 bilhões
de reais, é conveniente para alguém com idade
tão avançada que seria mais educado omitir.
Aristóteles Bezerra
Madruga
Miami, Flórida, Estados
Unidos
Muito compreensível
a posição do ex-ministro Delfim Netto em relação
ao governo Lula: afinal de contas existem grandes possibilidades
de o mesmo ser nomeado para algum cargo neste segundo mandato.
Mas tentar nos convencer de que a intenção desse
governo é diminuir a desigualdade não dá.
Pelo contrário, o Bolsa Família é uma
armadilha perigosa, um paliativo, uma medida eleitoreira que
incentiva a acomodação dos beneficiados, estimula
a vadiagem e perdeu seu principal objetivo (todo mundo sabe
que o Bolsa Família é uma versão distorcida
do Bolsa Escola, criado no governo FHC), que era manter as
crianças na escola. Eu gostaria de saber o que foi
feito até agora no atual governo pela saúde
e pela educação dos brasileiros.
Adriana Vieira de Miranda Falcão
Recife, PE
Fui aluno no curso
de pós-graduação da cadeira de ciências
econômicas da USP em 1963 e acompanho com interesse
a carreira desse brilhante economista e ex-ministro. Sem dúvida,
nota-se que o ilustre ex-deputado caiu no gosto do presidente
Lula. Os cafezinhos que os dois tomam entre grandes "papos"
e a possibilidade de ser nomeado para um cargo no governo
atual devem estar influenciando bastante as suas idéias.
Em 1963, portanto 44 anos atrás, os seus ensinamentos
eram outros, talvez um pouquinho menos marxistas e menos oportunistas,
o que demonstra que, se a ciência econômica não
é uma ciência exata, ela no mínimo é
bem dinâmica.
Károly J. Gombert
Vinhedo, SP
A re-reeleição
do Lula
A intenção
de adotar a reeleição infinita no Brasil, nos
moldes do caudilho Hugo Chávez, poderá fazer
ruir as conquistas democráticas deste país.
É sabido que a reeleição é uma
deturpação do que se entende por República
("De olho em 2010", 31 de janeiro).
Cássio Filipe
Albuquerque Silva
Santa Maria, RS
Fernando Gabeira
É com extremo
espanto que li a declaração do senhor deputado
federal Fernando Gabeira, publicada na seção
Veja essa (31 de janeiro). Uma pessoa que se diz tão
esclarecida, defensora da ética e da moralidade na
política não poderia ter se mostrado mais alienada.
Dizer que "em Brasília, se você sair à
noite, terá de ir a lugares onde só tem lobista,
p* e deputado" é de extremo mau gosto e descortesia
com a população brasiliense. Já não
basta o Brasil inteiro mandar um bando de calhordas para representá-los
na nossa cidade e depois dizer que em Brasília só
tem ladrão?
Cyntia Freitas Azevedo
Nova York, NY, EUA
Apesar de a maioria
dos brasilienses se sentir ofendida com a frase do deputado
Fernando Gabeira, eu não me sinto nem um pouco. Realmente
aqui é infestado de lobistas e gente que se vende.
Ivan Gontijo
Brasília, DF
Para mim, o conceito
de Gabeira passou de inteligente e honesto a ignorante e duvidoso
com apenas uma frase.
Flávio Cadegiani
Brasília, DF
Publicada fora do
contexto da longa resposta que dei à revista Playboy
(fevereiro de 2007), minha frase pareceu desrespeitosa e ofensiva
às pessoas que vivem e trabalham em Brasília.
Não é nem jamais foi minha intenção
associar o cotidiano da cidade aos escândalos políticos
que acontecem na esfera do poder. Espero que a entrevista
completa esclareça o conteúdo de minhas declarações.
Fernando Gabeira
Deputado federal (PV-RJ)
Brasília, DF
Hugo Chávez
Cumprimento VEJA
pela qualidade e sensatez da reportagem "O coronel agora é
censor" (31 de janeiro). Novamente o psiquiátrico Hugo
Chávez arma a tenda do seu circo de baboseiras e desmandos
absurdos. Exercendo seu terceiro mandato, o caudilho intruso
agora investe na retórica do "socialismo do século
XXI", um indigesto conjunto de "normas" que inclui partido
único, presidente vitalício e poderes para governar
por decreto. E, ao que parece, inclui também a petulante
ousadia de intrometer-se em questões de nosso país.
Kelmo Oliveira Bernardes
Feira de Santana, BA
Muito boa a matéria
publicada na edição 1 993, sobre os desmandos
do coronel venezuelano em sua última visita ao Brasil.
Que o presidente venezuelano Hugo Chávez tem pretensões
de se transformar em novo líder do continente muita
gente já sabia, mas daí a querer censurar a
nossa imprensa já é demais. Realmente, a liberdade
de imprensa em nosso país é um valor enraizado
e conquistado a duras penas, depois de duas décadas
de ditadura.
Valmir Grein
Balneário Camboriú,
SC
Radar
Acho um contra-senso
do governo federal lançar pacotes na área social
quando mal consegue manter os programas em andamento. Sou
assistente social e estou trabalhando em um município
no Programa PAIF/CRAS, e desde dezembro não há
repasses. Estamos sem receber. Não foram feitos o último
repasse de 2006 nem o primeiro de 2007. Ligamos para o Ministério
do Desenvolvimento Social e ninguém nos deu uma informação
consistente. O que sei é que estamos trabalhando sem
receber e sem saber a quem recorrer.
Ivanice Maria da Costa
Ramos
Por e-mail
Câmara
dos Deputados
Não fui,
de forma alguma, investigado pela CPMI dos Correios, como
afirma a reportagem "A terceira via tem rosto" (24 de janeiro).
O que realmente ocorreu é que meu nome foi incluído
na lista de representações enviadas ao Conselho
de Ética da Câmara dos Deputados baseado na citação
mentirosa e irresponsável de um parlamentar que foi
banido da vida pública. Naquele momento, o Conselho
de Ética já realizava as averiguações
relacionadas à denúncia contra mim, as quais
se comprovou mais tarde não terem nenhum fundamento.
Sandro Mabel
Deputado federal (PL-GO)
Brasília, DF
Clint Eastwood
Esperamos que o
esplêndido Clint Eastwood puxe pela sua mãe e
viva muito. De preferência sem senilidade, para que
nós, amantes da sétima arte, possamos ser agraciados
mais e mais vezes com as obras desse gênio do cinema
atual ("As duas vidas de Clint Eastwood", 31 de janeiro).
Alexandre Wilson Silvestre
Lopes
São Luís, MA
O sucesso do velho
"caubói" se resume em dois princípios: a experiência
da idade e do perfeccionismo e a falta de ganância (que
todo produtor procura antes de finalizar um longa-metragem).
Comecei a acompanhar o senhor "rugas majestosas" assistindo
aos filmes de "Dirty" Harry, e meu fascínio foi aumentando
com fitas como Heartbreak Ridge (aqui não importa
a ordem cronológica) e, por fim, Million Dollar
Baby. Eastwood é o cara mais cool da atualidade!
Parabéns pela primorosa reportagem!
Estefânio Nunes
Salto, SP
O governo japonês
lamenta a publicação das fotos como sendo do
Exército japonês, sob o título "Os verdadeiros
imperdoáveis", na revista VEJA datada de 31 de janeiro.
É extremamente lamentável que essa renomada
revista publique considerações baseadas em fotos
cuja veracidade não pode ser comprovada, pois não
fornece a informação básica do local
onde foram tiradas. Em relação aos trechos "tenacidade
da recusa do Japão oficial em enfrentar a própria
história" e "mais do que reconstruir o país
e transformá-lo num prodigioso sucesso econômico,
o maior feito da história recente do Japão foi
enterrar esse passado tenebroso", primeiramente esclarecemos
que, em relação às questões do
passado, o governo japonês tem manifestado, até
os dias atuais e de inúmeras formas, a sua retratação
e o seu pedido de desculpas. A nossa nação está
profundamente arrependida por ter ocasionado, no passado,
sofrimentos e dificuldades imensuráveis às pessoas
da Ásia. E, com base nesse profundo arrependimento,
por mais de sessenta anos vem defendendo a administração
da liberdade e da democracia, dos direitos humanos básicos
e da justiça, como uma nação livre e
democrática; e, por meio da contribuição
para a paz mundial, tem demonstrado o sincero arrependimento
com atitudes reais, o que será mantido para sempre.
Portanto, afirmar que o Japão "se recusa oficialmente
a enfrentar a própria história" é desconsiderar
unilateralmente as atitudes acima mencionadas, o que é
lamentável.
Masuo Nishibayashi
Cônsul-geral do Consulado-Geral
do Japão em São
Paulo
Diogo Mainardi
Muito interessante
o artigo de Mainardi retratando o empobrecimento de certos
desenhos animados. Vale lembrar que não só os
desenhos são responsáveis pelo barateamento
intelectual do nosso tempo, mas também os inúmeros
programas de televisão que invadem nosso lar todos
os dias ("Os cães de gravata", 31 de janeiro).
Célia Moraes
dos Santos
Monte Santo, BA
É estranho
Diogo Mainardi não ter gostado dos desenhos da Hanna-Barbera.
Eram desenhos engraçados e criativos. Eu era fã
direto e via todos os dias. Mas acho que posso dizer o que
aconteceu: Diogo nunca pediu ajuda a Mutley, implicava com
o Tião Gavião e não chegou a se casar
com a Penélope Charmosa. Diogo, fique amigo do Salsicha
e do Scooby Doo. Talvez sua vida melhore.
Otávio José
Carvalho Duarte
Porto Alegre, RS
Acredito que a juventude
e a infância do século XXI estão muito
piores do que a de Mainardi. Afinal, as crianças dos
anos 60 e 70 viam desenhos, nos anos 80 e 90 foram as apresentadoras
loiras e agora as crianças assistem a Rebelde.
A decadência dos programas infantis está evidente.
Você ainda leu Montaigne, elas talvez nunca saibam quem
foi ele.
Jéssica Rodrigues
Lopes, 16 anos
Avaré, SP
Veja essa
Se Angelina Jolie
se sente incomodada por abraços, carinhos e choro,
eu temo pela vida emocional (e física) de seus filhos.
Não há como escapar dessas coisas quando se
tem filhos. Além disso, ela é embaixadora da
boa vontade das Nações Unidas (Veja essa, 31
de janeiro).
Kathleen R. Goldsmith
Killing
São Paulo, SP
Livros
Ao informar que
Ron Goldman foi à casa de Nicole Simpson para levar
"uns copos" usados pela mãe de Nicole ("A confissão,
enfim", 24 de janeiro), VEJA errou na tradução
do inglês para o português da expressão
"a pair of glasses". De fato, a mãe de Nicole esqueceu
seus óculos no restaurante, e não "uns copos".
Débora Kornin
Gabardo
Curitiba, PR
CORREÇÃO:
Alexandre Rossi é zootecnista, e não
zootécnico, como informou a reportagem "Amigos até
que a morte nos separe" (24 de janeiro).
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A LINGUAGEM DE DEUS
Na entrevista concedida
a VEJA (Amarelas, 24 de janeiro de 2007), o biólogo
americano Francis Collins explicou por que é
possível conciliar a visão científica
com a religiosa e despertou grande interesse dos leitores.
Alguns escreveram para a redação em busca
de mais informações sobre seu livro The
Language of God, recém-lançado nos
Estados Unidos. A versão em português da
obra será lançada no Brasil em março
próximo pela Editora Gente (http://www.editoragente.com.br/),
com o título A Linguagem de Deus.
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BODAS DE BRILHANTE
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| Isalino e Elvira com os
filhos, netos, bisnetos e trinetos: 75 anos de casados
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A reportagem "Os
novos códigos da separação" (24
de janeiro) mostrou que o número de divórcios
no Brasil aumentou 52% nos últimos dez anos,
contra um crescimento de 14% da população,
segundo uma pesquisa do IBGE divulgada no fim de 2006.
Outra matéria de VEJA, "A vida sem casamento"
(29 de novembro de 2006), mostrou que nunca houve tantas
solteiras. Num mundo em que o casamento está
em baixa, o leitor Avay Miranda, 69 anos, advogado em
Brasília (DF), escreveu para contar que, se todos
fossem iguais a seus pais (Isalino Miranda Costa e Elvira
Miranda, de Taiobeiras, Minas Gerais), as coisas seriam
muito diferentes. "Eles estão comemorando bodas
de brilhante, coisa rara para os casais brasileiros.
Meu pai fez 95 anos em dezembro último. Minha
mãe completará 95 em abril. Eles se casaram
no dia 31 de janeiro de 1932", diz o filho. O casal
tem onze filhos, 28 netos, 26 bisnetos e três
trinetos.
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