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DVD
Warner Bros
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| Assassinos
por Natureza, de Oliver Stone: clássico da controvérsia
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Coleção
Oliver Stone (Warner)
O diretor americano Oliver Stone é conhecido
não só pelo conteúdo polêmico
de seus filmes mas também pelos métodos obsessivos
de trabalho para cada minuto rodado que chega à
tela, outro tanto é descartado na sala de montagem,
muitas vezes na forma de seqüências inteiras,
editadas e finalizadas. É esse o principal atrativo
da coleção: ver tudo aquilo que ficou de fora
de clássicos da controvérsia. Entre os quais,
Assassinos por Natureza.
Além das cenas extras, o disco traz um documentário
sobre as reações iradas ao filme e uma entrevista
curiosa, na qual Stone é obrigado a explicar quais
eram suas intenções ao mostrar tanta violência
(resposta: "Criticá-la"). Já JFK
A Pergunta que Não Quer Calar
é apresentado na forma de "versão do diretor",
com vários minutos adicionais incluídos. Completa
a coleção Entre
o Céu e a Terra, último
capítulo da trilogia do cineasta sobre a Guerra do
Vietnã.
LIVROS
Gatão
Apaixonado, de Tim O'Brien
(tradução de Paulo Reis; Rocco; 324 páginas;
38 reais) Não se deixe enganar pelo título.
Ele faz pensar num romance apelativo de Harold Robbins,
mas esse livro tem mais a ver com a obra de um grande escritor
como Vladimir Nabokov. O personagem central é Thomas
Chippering, um acadêmico ególatra que tenta
estragar o novo casamento da ex-mulher ela não
agüentava mais seu jeitão autoritário
e o trocou por um magnata da Flórida. À beira
da loucura, o tal "gatão" vive momentos angustiantes,
outros engraçadíssimos, e conduz o leitor
por um território de obsessão e truques lingüísticos.
Veterano da Guerra do Vietnã, Tim O'Brien tornou-se
famoso pela contundência com que recriou ficcionalmente
suas experiências no campo de batalha. O resultado
foram livros como The Things
They Carried, que lhe renderam
alguns dos principais prêmios literários dos
Estados Unidos.
Exercícios
de Admiração Ensaios e Perfis,
de E.M. Cioran (tradução de José Thomaz
Brum; Rocco; 129 páginas; 18,50 reais) A crítica,
dizia o irlandês Oscar Wilde, é a única
forma civilizada de autobiografia. Muito provavelmente o
filósofo E.M. Cioran concordava com essa idéia.
Dedicados a autores como Paul Valéry, Jorge Luis
Borges, Scott Fitzgerald e Samuel Beckett, os dezesseis
textos desse volume contêm observações
literárias penetrantes, mas também permitem
que Cioran exponha todo o ceticismo, o desengano e a acidez
de sua visão de mundo. Festejado como um dos maiores
prosadores da língua francesa na segunda metade do
século XX, o filósofo (que nasceu na Romênia,
mas escolheu escrever na língua de Flaubert e Balzac)
tem um texto luminoso. Não raro, ele condensa seu
pensamento em aforismos provocadores como este: "Para um
autor, é um verdadeiro desastre ser compreendido".
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| Cioran:
ceticismo e provocação |
DISCO
All
Things Must Pass, George
Harrison (EMI Music) Lançado originalmente em
1970, esse disco foi uma resposta ao estilo ditatorial com
o qual John Lennon e Paul McCartney comandavam os Beatles.
Harrison reuniu em três LPs composições
suas que haviam sido rejeitadas pela dupla. O material é
excelente. Há gemas como My
Sweet Lord, parcerias com Bob
Dylan e ótimos trabalhos de guitarra. A reedição
caprichada traz cinco faixas bônus e um encarte que
revela a presença de convidados de peso entre
eles o guitarrista Eric Clapton e o baterista Phil Collins,
no frescor dos 19 anos. O ex-guitarrista dos Beatles jamais
conseguiu superar a boa performance mostrada nesse seu primeiro
disco-solo.
TELEVISÃO
Ciclo
Otto Preminger (a partir
de terça-feira, sempre à 0h, no Film & Arts)
Embora seja mais lembrado pelo clássico Anatomia
de um Crime, o austríaco
Otto Preminger (1906-1986) teve outros grandes momentos em
sua carreira. Logo na abertura desse ciclo, o documentário
Anatomia de um Cineasta desvenda
um pouco de sua vida e estilo. Preminger ganhou fama de autoritário
nos sets de filmagem. Apesar disso, passou à história
como um criador sem medo de quebrar tabus. Foi assim ao colocar
Frank Sinatra na pele de um viciado em heroína em O
Homem do Braço de Ouro. Ou
ao abordar a homossexualidade no centro do poder americano,
em Tempestade sobre Washington.
O ciclo se fecha no dia 15,
com o drama de espionagem O
Fator Humano, último
filme do cineasta.
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OS
MAIS VENDIDOS
CRÍTICA
Não
deixa de ser inesperado que um livro como Os
Templários
(tradução de Marcos José da Cunha;
Imago; 366 páginas; 40 reais), do historiador
inglês Piers Paul Read, tenha atingido o terceiro
lugar na lista de mais vendidos de VEJA. Pois não
se trata de mais um romance histórico, cheio
de ação e personagens misteriosos, e
sim de um estudo sóbrio, muito bem fundamentado.
Seu tema é a ordem militar-religiosa mais enigmática
da Idade Média. Recorrente na ficção,
abordada nas obras do romancista escocês Walter
Scott, do compositor alemão Richard Wagner,
do semiólogo Umberto Eco e até do cineasta
Steven Spielberg, a história dos templários
ainda não tinha sido contada de maneira tão
didática.
Armados
até os dentes, uniformizados e versados nas
Escrituras, os templários eram monges guerreiros
europeus que se instalaram no Oriente na época
das Cruzadas, entre os séculos XII e XIV. Seu
objetivo primordial era garantir a hegemonia cristã
na Jerusalém ocupada. Read, também autor
do livro que deu origem ao filme Vivos,
sobre um desastre aéreo na Cordilheira dos
Andes, apresenta de forma minuciosa os protagonistas
da ordem e dá a medida de seu papel na política
do período. Chega a conclusões polêmicas,
como a de que a derrota dos templários marca
a passagem da fé cristã para a órbita
dos interesses dos Estados nacionais. Além
disso, o livro serve como um excelente guia para os
não-iniciados em história da religião.
É uma grata surpresa que o mercado tenha dito
amém.
Flávio
Moura
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Fontes:
São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila,
Nobel, Siciliano; Rio: Saraiva, Laselva, Sodiler, Siciliano;
Porto Alegre: Saraiva, Livraria Ed. Porto Alegre, Sulina,
Siciliano; Brasília: Sodiler, Siciliano, Saraiva, Leitura;
Maceió: Sodiler; Recife: Sodiler, Saraiva; Natal: Sodiler;
Florianópolis: Siciliano; Goiânia: Siciliano;
Fortaleza: Siciliano, Laselva; Salvador: Siciliano; Curitiba:
Livraria Curitiba, Siciliano, Saraiva; Belo Horizonte: Leitura,
Siciliano.
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