VEJA Recomenda

Esta semana
Sumário
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

Colunas
Diogo Mainardi
Luiz Felipe de Alencastro
Sérgio Abranches
Roberto Pompeu de Toledo

Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Arc
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Para usar
VEJA Recomenda
Os mais vendidos

Arquivos VEJA
Para pesquisar nos arquivos da revista, digite uma ou mais palavras

Busca detalhada
Arquivo 1997-2000
Busca somente texto 96|97|98|99
Os mais vendidos
 

DVD

Warner Bros
Assassinos por Natureza, de Oliver Stone: clássico da controvérsia


Coleção Oliver Stone (Warner) – O diretor americano Oliver Stone é conhecido não só pelo conteúdo polêmico de seus filmes mas também pelos métodos obsessivos de trabalho – para cada minuto rodado que chega à tela, outro tanto é descartado na sala de montagem, muitas vezes na forma de seqüências inteiras, editadas e finalizadas. É esse o principal atrativo da coleção: ver tudo aquilo que ficou de fora de clássicos da controvérsia. Entre os quais, Assassinos por Natureza. Além das cenas extras, o disco traz um documentário sobre as reações iradas ao filme e uma entrevista curiosa, na qual Stone é obrigado a explicar quais eram suas intenções ao mostrar tanta violência (resposta: "Criticá-la"). Já JFK – A Pergunta que Não Quer Calar é apresentado na forma de "versão do diretor", com vários minutos adicionais incluídos. Completa a coleção Entre o Céu e a Terra, último capítulo da trilogia do cineasta sobre a Guerra do Vietnã.

 

LIVROS

Gatão Apaixonado, de Tim O'Brien (tradução de Paulo Reis; Rocco; 324 páginas; 38 reais) – Não se deixe enganar pelo título. Ele faz pensar num romance apelativo de Harold Robbins, mas esse livro tem mais a ver com a obra de um grande escritor como Vladimir Nabokov. O personagem central é Thomas Chippering, um acadêmico ególatra que tenta estragar o novo casamento da ex-mulher – ela não agüentava mais seu jeitão autoritário e o trocou por um magnata da Flórida. À beira da loucura, o tal "gatão" vive momentos angustiantes, outros engraçadíssimos, e conduz o leitor por um território de obsessão e truques lingüísticos. Veterano da Guerra do Vietnã, Tim O'Brien tornou-se famoso pela contundência com que recriou ficcionalmente suas experiências no campo de batalha. O resultado foram livros como The Things They Carried, que lhe renderam alguns dos principais prêmios literários dos Estados Unidos.

Exercícios de Admiração – Ensaios e Perfis, de E.M. Cioran (tradução de José Thomaz Brum; Rocco; 129 páginas; 18,50 reais) – A crítica, dizia o irlandês Oscar Wilde, é a única forma civilizada de autobiografia. Muito provavelmente o filósofo E.M. Cioran concordava com essa idéia. Dedicados a autores como Paul Valéry, Jorge Luis Borges, Scott Fitzgerald e Samuel Beckett, os dezesseis textos desse volume contêm observações literárias penetrantes, mas também permitem que Cioran exponha todo o ceticismo, o desengano e a acidez de sua visão de mundo. Festejado como um dos maiores prosadores da língua francesa na segunda metade do século XX, o filósofo (que nasceu na Romênia, mas escolheu escrever na língua de Flaubert e Balzac) tem um texto luminoso. Não raro, ele condensa seu pensamento em aforismos provocadores como este: "Para um autor, é um verdadeiro desastre ser compreendido".

Cioran: ceticismo e provocação

 

DISCO

All Things Must Pass, George Harrison (EMI Music) – Lançado originalmente em 1970, esse disco foi uma resposta ao estilo ditatorial com o qual John Lennon e Paul McCartney comandavam os Beatles. Harrison reuniu em três LPs composições suas que haviam sido rejeitadas pela dupla. O material é excelente. Há gemas como My Sweet Lord, parcerias com Bob Dylan e ótimos trabalhos de guitarra. A reedição caprichada traz cinco faixas bônus e um encarte que revela a presença de convidados de peso – entre eles o guitarrista Eric Clapton e o baterista Phil Collins, no frescor dos 19 anos. O ex-guitarrista dos Beatles jamais conseguiu superar a boa performance mostrada nesse seu primeiro disco-solo.

 

TELEVISÃO

Ciclo Otto Preminger (a partir de terça-feira, sempre à 0h, no Film & Arts) – Embora seja mais lembrado pelo clássico Anatomia de um Crime, o austríaco Otto Preminger (1906-1986) teve outros grandes momentos em sua carreira. Logo na abertura desse ciclo, o documentário Anatomia de um Cineasta desvenda um pouco de sua vida e estilo. Preminger ganhou fama de autoritário nos sets de filmagem. Apesar disso, passou à história como um criador sem medo de quebrar tabus. Foi assim ao colocar Frank Sinatra na pele de um viciado em heroína em O Homem do Braço de Ouro. Ou ao abordar a homossexualidade no centro do poder americano, em Tempestade sobre Washington. O ciclo se fecha no dia 15, com o drama de espionagem O Fator Humano, último filme do cineasta.

 

OS MAIS VENDIDOS – CRÍTICA

Não deixa de ser inesperado que um livro como Os Templários (tradução de Marcos José da Cunha; Imago; 366 páginas; 40 reais), do historiador inglês Piers Paul Read, tenha atingido o terceiro lugar na lista de mais vendidos de VEJA. Pois não se trata de mais um romance histórico, cheio de ação e personagens misteriosos, e sim de um estudo sóbrio, muito bem fundamentado. Seu tema é a ordem militar-religiosa mais enigmática da Idade Média. Recorrente na ficção, abordada nas obras do romancista escocês Walter Scott, do compositor alemão Richard Wagner, do semiólogo Umberto Eco e até do cineasta Steven Spielberg, a história dos templários ainda não tinha sido contada de maneira tão didática.

Armados até os dentes, uniformizados e versados nas Escrituras, os templários eram monges guerreiros europeus que se instalaram no Oriente na época das Cruzadas, entre os séculos XII e XIV. Seu objetivo primordial era garantir a hegemonia cristã na Jerusalém ocupada. Read, também autor do livro que deu origem ao filme Vivos, sobre um desastre aéreo na Cordilheira dos Andes, apresenta de forma minuciosa os protagonistas da ordem e dá a medida de seu papel na política do período. Chega a conclusões polêmicas, como a de que a derrota dos templários marca a passagem da fé cristã para a órbita dos interesses dos Estados nacionais. Além disso, o livro serve como um excelente guia para os não-iniciados em história da religião. É uma grata surpresa que o mercado tenha dito amém.

Flávio Moura

 

Fontes: São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila, Nobel, Siciliano; Rio: Saraiva, Laselva, Sodiler, Siciliano; Porto Alegre: Saraiva, Livraria Ed. Porto Alegre, Sulina, Siciliano; Brasília: Sodiler, Siciliano, Saraiva, Leitura; Maceió: Sodiler; Recife: Sodiler, Saraiva; Natal: Sodiler; Florianópolis: Siciliano; Goiânia: Siciliano; Fortaleza: Siciliano, Laselva; Salvador: Siciliano; Curitiba: Livraria Curitiba, Siciliano, Saraiva; Belo Horizonte: Leitura, Siciliano.

 

Copyright 2001
Editora Abril S.A.
  VEJA on-line | Veja São Paulo | Veja Rio | Veja Curitiba
Veja BH | Veja Fortaleza | Veja Porto Alegre | Veja Recife
Edições especiais | Especiais on-line | Estação Veja
Arquivos | Próxima VEJA | Fale conosco