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"O
que causa espanto é que a maior parte da incidência
da doença é decorrente do preconceito, da desinformação
e da estupidez."
Antônio
José dos A. Brito
Salvador, BA |
Câncer
Brilhante a reportagem "O que funciona contra o câncer"
(31 de janeiro). Tive um diagnóstico precoce de câncer
de mama (1994). Fiz uma quadrantectomia, axilectomia, radioterapia
e quimioterapia e cinco anos de rígido controle.
Hoje, faço parte da estatística de pacientes
curados completamente, portanto muito identificada com a
reportagem.
Edinalva Batista Magalhães
Recife,
PE
Às
vezes se torna difícil o acesso aos hospitais para
um diagnóstico precoce, devido à precariedade
da saúde pública, que deixa as pessoas em
longas filas à espera de um exame. Na rede privada
também há alguns obstáculos que impedem
a realização de certos exames preventivos.
Posso citar meu exemplo: embora eu seja contribuinte de
uma rede de saúde privada conceituada, fui impedida
de realizar um exame de prevenção de câncer
de mama sob o argumento de que não havia cobertura.
Só depois de muita canseira pude realizá-lo
mediante uma liminar na Justiça.
Evandra Zímerer Fornarolo
São
Paulo, SP
Sou urologista e acredito que a pobreza cultural associada
ao preconceito continua sendo a principal mantenedora do
índice de mortalidade dessa doença.
João Cleber
Jacobina,
BA
Harold
Bloom
Brilhante a entrevista com Harold Bloom (Amarelas, 31 de
janeiro). Trabalho com educação e cultura
e tenho lutado para conscientizar os pais e educadores da
importância dos livros, pesquisas e leitura. A informática
e a internet passam informações, mas não
favorecem o raciocínio, que só adquirimos
por meio da leitura. Realmente estamos destruindo esse hábito.
Zelimar do Carmo Ferreti
Campinas,
SP
Fiquei admirada com a competência e a sensatez que
o famoso crítico literário apresentou em sua
entrevista a VEJA. A leitura é verdadeiramente o
mais certo caminho para a formação intelectual
e cultural. Ela não oferece uma opinião pronta,
mas força o indivíduo a formá-la.
Larissa
Kimie Yamamoto
rluyamamoto@uol.com.br
O
senhor Bloom está brigado com o mundo? O tom de pessimismo
e arrogância está presente em quase toda a
entrevista. Nunca se vendeu e se falou tanto em livros como
agora. As pessoas, ao contrário do que se esperava,
passaram a ler muito mais. Vida longa a J.K. Rowling e seu
Harry Potter!
Marcelo de Oliveira
Barretos,
SP
Vou ser concisa: apesar de já ser bem grandinha (37
anos), fiquei simplesmente en-can-ta-da com as histórias
do Harry Potter. Portanto, faço minhas as palavras
das mais de 400 pessoas que xingaram o senhor Harold Bloom
no Wall Street Journal.
Valquíria Maranha Borges
Franca,
SP
Globalização
Gostaria de parabenizá-los pela brilhante reportagem
"Uma guerra ideológica" (31 de janeiro). Acho muito
importante o esclarecimento de idéias que reportagens
como essa proporcionam aos leitores. Elas ajudam as pessoas
que não são especialistas em certos assuntos
a entender as questões e a não ser levadas
por idéias prontas, muitas vezes eivadas de dogmatismo
e sofismas.
Fidelis Antonio Fantin Junior
fidelisfantin@uol.com.br
Entendo que a globalização, as novas tecnologias
e as mudanças rapidíssimas que ocorrem atualmente
geram novos problemas e novas oportunidades que exigem nova
maneira de pensar, novas idéias. Todos estão
usando os velhos paradigmas da radicalização.
Estamos na era da criatividade. Proponho um brainstorming
nacional, por meio de VEJA. Basta que cada pessoa encontre
a maior quantidade possível de respostas para a pergunta:
de que maneira poderemos criar mais riqueza e melhorar a
vida das pessoas? Cada resposta será uma nova idéia
a ser avaliada. Somente por um caminho criativo chegaremos
a uma solução inteligente para resolver problemas.
Antonio Carlos Teixeira da Silva
São
Paulo, SP
Trata-se de análise crítica sobre os eventos
ocorridos no Brasil e na Suíça, que refletem
os acontecimentos no atual momento da globalização
e a disposição de pessoas ou grupos na busca
de soluções para as desigualdades sociais.
Observamos que há consciência (em vários
níveis) sobre o papel de cada um na responsabilidade
social que temos. O texto é informativo e importante,
devendo ser utilizado também em discussões
acadêmicas, aumentando a digestão e a assimilação
de fenômenos contemporâneos por parte de nossos
jovens, que em muito podem contribuir para a melhoria do
planeta.
Raquel da Silva Pereira
São
Paulo, SP
Claudio
de Moura Castro
Magnífico e oportuno o artigo "Exportação
sem pesquisa?", de Claudio de Moura Castro (Ponto de vista,
31 de janeiro). O investimento em pesquisa, desde que feito
de forma racional, apresenta retorno certo. As empresas
mais competitivas têm seu departamento de pesquisa
e desenvolvimento, que hoje não necessita de grandes
estruturas físicas nem de pessoal. A pesquisa cooperada,
com os atuais meios de rápida comunicação,
permite que se realizem grandes trabalhos utilizando uma
rede de instituições colaboradoras.
Solon Cordeiro de Araujo
São
Joaquim da Barra, SP
Faço doutorado na Universidade Federal do Paraná,
com experimentos na Embrapa Soja, em Londrina. Trabalho
na área de entomologia, mais precisamente com resistência
de genótipos de soja a pragas. Gostaria muito de
cumprimentar Claudio de Moura Castro pelo seu ponto de vista.
Faltam recursos e mais créditos para a pesquisa no
Brasil.
Giorla Piubelli
giorla@cnpso.embrapa.br
Educação
O que mais me impressiona ao analisar o valor gasto pelo
Estado para sustentar a USP é constatar que essa
elite que se forma na universidade não se sente nem
um pouco em dívida com o contribuinte, que a sustentou.
Se é impossível mudar a lei que proporciona
essa injustiça, por que não obrigar seus estudantes
a participar de serviços comunitários, sem
os quais eles não se formariam? Moro em Miami e meu
filho de 12 anos, que estuda numa escola privada (uma das
mais caras da cidade), não se forma se não
prestar pelo menos três serviços comunitários
por ano. Ele já ficou um sábado inteiro limpando
a praia e ontem passou a tarde num asilo lendo para os velhos.
Um projeto que não necessita um tostão de
verba. Talvez por isso não interesse a ninguém
implantá-lo no Brasil ("Conta para economizar 500
milhões de reais", 31 de janeiro).
Cecilia Finotti
Miami,
Flórida
Televisão
Gostaria de felicitá-los pela reportagem "A moça
que 'sastifaz'" (31 de janeiro). Nela é mostrada
de forma clara a incompetência de Luciana Gimenez,
nova apresentadora do programa Superpop, que é
exibido pela Rede TV!. Francamente, não consigo entender
como a emissora, por mais modesta que seja, coloca à
frente de um programa uma pessoa que não conhece
o idioma pátrio.
Ricardo G.
São
Paulo, SP
Pantanal
Foi com enorme satisfação que li a reportagem
"A vez do Pantanal é agora" (31 de janeiro). Além
de informativa, não deixa que pairem dúvidas
sobre a riqueza da biodiversidade que existe no Pantanal.
A pedido do governo brasileiro, o Pantanal foi declarado
pela Unesco Reserva da Biosfera, o que acarretará
a elaboração de um plano participativo de
planejamento para a região visando à conservação
de sua biodiversidade, ao desenvolvimento sustentável
da região e à obtenção e divulgação
de conhecimento e informação científicos.
José Sarney Filho
Ministro
do Meio Ambiente
Brasília, DF
Quero
cumprimentar os jornalistas Ricardo Villela e Liége
Fuentes pela excelente reportagem. Como filho de Corumbá
e do Pantanal sul-mato-grossense, eu me senti positivamente
estimulado a continuar a luta pela conservação
da vitalidade e diversidade da região. Conseguimos
aprovar na Comissão de Meio Ambiente da Câmara
dos Deputados uma audiência pública para tratar
da situação do Rio Taquari, talvez o desastre
ecológico mais grave de nosso Estado.
Manoel Vitório
Deputado
federal
dep.manoelvitorio@camara.gov.br
Música
A reportagem "Ao vivo, mas não muito" (31 de janeiro)
foi muito bem escrita, mas Rita Lee não precisa provar
mais nada a ninguém. Ela fez parte do núcleo
do melhor grupo de rock brazuca e já tem seu lugar
no olimpo da música pop. Já os "artistas"
e as duplinhas citadas que usam o artifício do Pro
Tools o fazem para mascarar a total falta de talento. E
pensar que antigamente era preciso saber cantar para gravar
um disco.
Marco Antônio Ribeiro
Manaus,
AM
Simplesmente adorei a reportagem sobre o uso de playback.
Percebi muito bem que Sandy & Junior o fizeram no Rock
in Rio 3. Fiquei indignada porque falaram poucas e boas
de Britney por causa do playback. Não defendo a americana,
mas temos de ser justos: se Britney decepcionou seus fãs,
Sandy também.
Daniele Bozza, 16 anos
Bauru,
SP
Veja
essa
Em primeiro lugar, gostaria de parabenizá-los pela
excelente coletânea de frases publicada toda semana
na revista VEJA. É justamente por causa do imenso
público e respeito adquiridos pelo veículo
que me senti à vontade para tentar conter o avanço
de uma mentira que galgou a imprensa nos últimos
dias. Eu nunca disse a frase publicada na semana passada
(pág. 32) por VEJA: "Prima não é
parente". Compreendo que ela foi recortada de outros veículos,
mas asseguro que se trata de um absurdo, originário
de um comportamento, no mínimo, suspeito de um repórter
do Paraná (Veja essa, 31 de janeiro).
Péricles de Holleben Mello
Prefeito
Ponta Grossa, PR
Gustavo
Franco
Excelente o artigo "Convergência", de Gustavo Franco
(Em foco, 31 de janeiro). Seguindo seu raciocínio,
traz-nos certo alívio pensar que caso a oposição
vença as próximas eleições será
muito difícil para ela praticar um "governo para
o social" desfazendo-se das conquistas obtidas nestes últimos
anos no campo das privatizações, abertura
comercial e controle da inflação. Acredito
que Inglaterra e Alemanha sejam exemplos típicos
dessa tese.
Marco Aurélio de A. Costa
São
Paulo, SP
Roberto
Pompeu de Toledo
A habilidade do autor de "O circo de todos os desatinos"
permitiu que populares atrações circenses
servissem de modelo para transmitir uma visão panorâmica,
clara, profunda dessas nossas agruras sociais e políticas.
Permitam-me comparar o senhor Toledo ao legendário
arqueiro Guilherme Tell. Suas flechas são palavras
contundentes, lançadas com arte e propriedade em
"alvos" que precisam ser atingidos. Que esse seu espetáculo
continue (Ensaio, 31 de janeiro).
Lúcia Pedroso da Cruz
Campinas,
SP
CORREÇÕES:
A
nova versão do endereço da OESP Mídia
(www.listasoesp.com.br)
já está no ar, diferentemente do que publicou
a coluna Hipertexto (31 de janeiro).
.Moritz
Leuenberger é presidente da Suíça,
e não vice, como foi publicado na reportagem "Uma
guerra ideológica" (31 de janeiro).
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O
país da beleza
A
reportagem "Fábrica de misses" (13 de dezembro
de 2000) dizia que a Venezuela é o país
campeão em número de misses Universo.
O leitor Marcos Hirakawa, de São Paulo, contesta
a afirmação e informa que os Estados
Unidos são os campeões. "São
sete títulos, contra quatro da Venezuela",
diz Hirakawa. Os Estados Unidos ganharam o primeiro
título em 1954, com Miriam Stevenson, que venceu
a brasileira Martha Rocha. Depois, voltou a vencer
com Carol Morris (1956), Linda Bement (1960), Sylvia
Hitchcock (1967), Shawn Weatherly (1980), Chelsi Smith
(1995) e Brook Lee (1997). A Venezuela, por sua vez,
conquistou o primeiro lugar em 1979, com Maritza Sayalero.
Depois vieram Irene Saez (1981), Barbara Palacios
(1986) e Alicia Machado (1996).
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Boa
sorte, Flávio
Há
algumas semanas, Flávio Natael Rezende, de
Guaxupé, Minas Gerais, que sofre de Aids, escreveu
para o marcianinho Arc contando as dificuldades que
vem enfrentando. "Ninguém me dá emprego.
Quem sabe em Marte eu consiga, você pode me
ajudar?", dizia. Ele teve sua carta publicada na edição
de 24 de janeiro. Depois disso, alguma coisa mudou.
Além de várias mensagens de outros leitores
solidários com sua situação,
Flávio recebeu também uma oferta de
emprego. "Tive uma proposta legal de um empresário
sem preconceito nem medo de contratar um profissional
que luta contra uma doença que não tem
cura", escreve agora o leitor dando as boas novas.
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A
farsa da anistia
Na
reportagem "Um caso de terror" (13 de setembro de
2000), VEJA adiantou que o funcionário da Anistia
Internacional em São Paulo, José Eduardo
Bernardes da Silva, que se dizia vítima de
terroristas, podia estar envolvendo as autoridades
em uma farsa. Essa hipótese foi confirmada
na semana passada, depois que peritos do Instituto
de Criminalística de São Paulo concluíram
por meio de testes de caligrafia que
ele próprio é o autor das cartas-bombas
enviadas em setembro do ano passado para sua casa
e para o presidente de uma entidade de defesa dos
homossexuais. Era dele também a caligrafia
das cartas ameaçadoras enviadas na mesma época
às comissões de direitos humanos e à
Secretaria de Segurança do Estado. A correspondência
era supostamente assinada pelos "Skinheads" e os pacotes
das bombas eram decorados com a suástica e
frases ofensivas aos homossexuais. Ouvido por VEJA
na ocasião da reportagem, José Eduardo
disse que no dia em que a bomba a ele endereçada
foi postada numa agência dos Correios, no bairro
de Pinheiros, em São Paulo, ele se encontrava
em Parati, no litoral sul fluminense. VEJA descobriu
que José Eduardo deixara a pousada de Parati
um dia antes.
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