Panorama
Holofote
Felipe Patury
O fim do bloquinho
Gervasio Baptista/ABR
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O bloquinho, formado há dois anos por PDT, PSB e PCdoB,
deve implodir em duas semanas. A cúpula do PDT está
decidida a romper o acordo com os demais partidos e abandonar
a candidatura do deputado Aldo Rebelo à presidência
da Câmara. Pretende aderir à campanha do peemedebista
Michel Temer, que concorre ao mesmo cargo com o apoio do PT.
A operação foi engendrada pelo ministro do Trabalho,
Carlos Lupi, presidente licenciado do PDT, e é
o primeiro passo para que a agremiação troque
o socialista Ciro Gomes pela petista Dilma Rousseff na campanha
à Presidência da República em 2010.
A estratégia
das loiras
Divulgação
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Todas as previsões indicam que a economia crescerá
menos em 2009 e derrubará o consumo de cerveja. Os
fabricantes da bebida, porém, acham que podem driblar
a crise investindo em produtos premium. O empresário
Mozart Rodrigues, da St. Gallen, é um dos mais
otimistas. Em 2008, ele conseguiu aumentar em 30% as vendas
da marca fluminense Therezópolis. Acredita que pode
dobrá-las neste ano, focando as classes de renda mais
alta. Uma das suas estratégias para incrementar as
vendas é lançar uma garrafa de 330 mililitros
da cerveja, que hoje só vem em recipientes de 600 mililitros.
A esperança
da oposição
Divulgação
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Um trabalho encomendado pelos democratas ao sociólogo
Antonio Lavareda, da MCI, encheu a oposição
de esperança. Ele apontou três fatores que devem
ajudar a turma a voltar para o Palácio do Planalto.
O primeiro deles é a dificuldade de um partido vencer
três eleições consecutivas, seja qual
for a latitude. Nos Estados Unidos, isso só ocorreu
uma vez depois da II Guerra Mundial. Foi em 1989, quando George
Bush pai sucedeu a Ronald Reagan. Para Lavareda, o PT pode
encontrar ainda outro obstáculo para se manter no poder:
a tendência de mudança ideológica na América
Latina como um todo. Por último, a crise econômica
mundial também deve contribuir para a vitória
da oposição.
Mal na fita
Manoel Marques
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A Justiça Eleitoral recebeu a cópia de uma fita
em que um dos secretários do prefeito de Camaçari,
Luiz Carlos Caetano, do PT, promete pagar 30.000 reais
a um líder comunitário em troca de votos para
o chefe. Falando em nome do prefeito, o secretário
revela que já havia fechado negócios semelhantes.
Não é a primeira vez que o prefeito, tratado
pelo governador Jaques Wagner como herdeiro político,
se encrenca com gravações. Em 2007, ele foi
preso pela Polícia Federal depois de ser flagrado combinando
licitações com o empresário Zuleido Veras,
apontado como líder de uma quadrilha que fraudava licitações.
Lailson Santos
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O pesadelo do PT paulista
Nas vésperas
da eleição municipal, o tucano Geraldo
Alckmin discutiu com o governador de Pernambuco,
Eduardo Campos, a possibilidade de ingressar no PSB.
Agora, é o PSB que assedia Alckmin. Os socialistas
gostariam de tê-lo como candidato a governador
em São Paulo. O tucano respondeu que não
cogita deixar o PSDB. Mas sua eventual mudança
assombra o PT. A direção estadual do partido
acredita que ficará fora do segundo turno da
eleição para o Palácio dos Bandeirantes,
caso Alckmin entre na disputa via PSB.
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Com reportagem de Raquel Salgado