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Edição 2094

7 de janeiro de 2009
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Felipe Patury


O fim do bloquinho

Gervasio Baptista/ABR


O bloquinho, formado há dois anos por PDT, PSB e PCdoB, deve implodir em duas semanas. A cúpula do PDT está decidida a romper o acordo com os demais partidos e abandonar a candidatura do deputado Aldo Rebelo à presidência da Câmara. Pretende aderir à campanha do peemedebista Michel Temer, que concorre ao mesmo cargo com o apoio do PT. A operação foi engendrada pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, presidente licenciado do PDT, e é o primeiro passo para que a agremiação troque o socialista Ciro Gomes pela petista Dilma Rousseff na campanha à Presidência da República em 2010.

 

A estratégia das loiras

Divulgação


Todas as previsões indicam que a economia crescerá menos em 2009 e derrubará o consumo de cerveja. Os fabricantes da bebida, porém, acham que podem driblar a crise investindo em produtos premium. O empresário Mozart Rodrigues, da St. Gallen, é um dos mais otimistas. Em 2008, ele conseguiu aumentar em 30% as vendas da marca fluminense Therezópolis. Acredita que pode dobrá-las neste ano, focando as classes de renda mais alta. Uma das suas estratégias para incrementar as vendas é lançar uma garrafa de 330 mililitros da cerveja, que hoje só vem em recipientes de 600 mililitros.

 

A esperança da oposição

Divulgação


Um trabalho encomendado pelos democratas ao sociólogo Antonio Lavareda, da MCI, encheu a oposição de esperança. Ele apontou três fatores que devem ajudar a turma a voltar para o Palácio do Planalto. O primeiro deles é a dificuldade de um partido vencer três eleições consecutivas, seja qual for a latitude. Nos Estados Unidos, isso só ocorreu uma vez depois da II Guerra Mundial. Foi em 1989, quando George Bush pai sucedeu a Ronald Reagan. Para Lavareda, o PT pode encontrar ainda outro obstáculo para se manter no poder: a tendência de mudança ideológica na América Latina como um todo. Por último, a crise econômica mundial também deve contribuir para a vitória da oposição.

 

Mal na fita

Manoel Marques


A Justiça Eleitoral recebeu a cópia de uma fita em que um dos secretários do prefeito de Camaçari, Luiz Carlos Caetano, do PT, promete pagar 30.000 reais a um líder comunitário em troca de votos para o chefe. Falando em nome do prefeito, o secretário revela que já havia fechado negócios semelhantes. Não é a primeira vez que o prefeito, tratado pelo governador Jaques Wagner como herdeiro político, se encrenca com gravações. Em 2007, ele foi preso pela Polícia Federal depois de ser flagrado combinando licitações com o empresário Zuleido Veras, apontado como líder de uma quadrilha que fraudava licitações.

 

 

Lailson Santos


O pesadelo do PT paulista

Nas vésperas da eleição municipal, o tucano Geraldo Alckmin discutiu com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, a possibilidade de ingressar no PSB. Agora, é o PSB que assedia Alckmin. Os socialistas gostariam de tê-lo como candidato a governador em São Paulo. O tucano respondeu que não cogita deixar o PSDB. Mas sua eventual mudança assombra o PT. A direção estadual do partido acredita que ficará fora do segundo turno da eleição para o Palácio dos Bandeirantes, caso Alckmin entre na disputa via PSB.


Com reportagem de Raquel Salgado



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