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VEJA
Recomenda
CINEMA
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Peter
Pan: nova versão do
clássico se
sai bem na comparação com as
anteriores
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Peter
Pan (Estados Unidos, 2003. Censura
livre. Estréia em circuito nacional nesta sexta-feira)
A célebre história infantil do escocês J.M.
Barrie (1860-1937) que veio ao mundo na forma de uma peça
teatral, em 1904 ganhou duas adaptações de
sucesso no cinema. Uma delas foi o desenho animado da Disney, de
1953, que se tornou um clássico. A outra foi o filme Hook,
dirigido por Steven Spielberg nos
anos 90. O novo Peter Pan, do
australiano P.J. Hogan (de O Casamento
do Meu Melhor Amigo), não
faz feio perto de ambos. Trata-se de uma versão fiel à
fábula original do herói que nunca se torna adulto
mas com ritmo acelerado, para agradar às crianças
dos tempos atuais. Os atores Jeremy Sumpter e Rachel Hurd-Wood funcionam
bem nos respectivos papéis do herói Peter Pan e da
garota Wendy que certa noite é levada, junto com seus
irmãos, para uma aventura na Terra do Nunca. O inglês
Jason Isaacs, que aparece duplamente na pele do pai de Wendy e do
Capitão Gancho, também brilha. As cenas finais no
convés do navio de Gancho são um show de efeitos visuais.
Assista
ao trailer.
LIVRO
Um
Lugar entre os Vivos, de Jean-Pierre
Gattégno (tradução de André Viana e
Antonio Carlos Viana; Companhia das Letras; 290 páginas;
36 reais) O francês Jean-Pierre Gattégno é
um professor de literatura que em 1992 estreou com sucesso como
autor de romances policiais. Em seu primeiro trabalho, Neutralidade
Suspeita, ele falava sobre um psicanalista
que sai a campo para investigar um crime. Publicado na França
em 2001, Um Lugar entre os Vivos também
tem um mote original. O romancista Ernest Ripper está num
bar parisiense dando retoques em seus escritos quando surge uma
visita inesperada. Um sujeito se apresenta como sendo o estrangulador
de mulheres que está em todas as manchetes e lhe faz uma
proposta: quer que Ernest escreva suas memórias. Assim começa
uma trama que foge aos lugares-comuns. Leia
trechos do livro.
CDs
Uma
História do Samba, Monarco (Rob Digital) Autor
de sucessos gravados por Zeca Pagodinho e Beth Carvalho, entre outros
sambistas, em abril de 2001 o cantor e compositor Monarco foi convidado
por uma gravadora japonesa para registrar alguns clássicos
do samba, juntamente com três composições inéditas.
O resultado foi este CD, que agora chega ao Brasil. Parte do disco,
do qual participaram instrumentistas de primeiro time, serve para
demonstrar um fato quase esquecido: a influência do maxixe
no samba. Mas faixas como Aquarela Brasileira (do compositor
Silas de Oliveira) também deixam claro por que Monarco é
tido como uma das melhores vozes do gênero.
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| Nelly:
raízes portuguesas |
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Folklore,
Nelly Furtado (Universal) Autora do hit I'm Like
a Bird, a cantora canadense Nelly Furtado optou pela ousadia.
Em vez de repetir a fórmula pop de seu CD de estréia,
pôs suas raízes portuguesas os pais dela nasceram
na Ilha de Açores a serviço de sua música.
Não se trata, no entanto, de um disco de world music. As
sonoridades portuguesas surgem apenas "para dar um clima", no uso
de banjos e bandolins, nas frases em português encaixadas
em certas canções e no modo de Nelly cantar
que às vezes se aproxima da melancolia do fado. Algumas faixas
revelam um flerte com a música brasileira. É o caso
de Fresh Off the Boat e de Island of Wonder, em que
Nelly faz dueto com Caetano Veloso. Mas ela não deixou o
pop inteiramente de lado, como revela a canção The
Grass Is Green. Ouça
Powerless.
Kill
Bill, vários intérpretes (Warner) Nos
anos 90, o cineasta americano Quentin Tarantino reinventou a maneira
de compilar trilhas sonoras cinematográficas. Em filmes que
não contavam com trilha original, a estratégia-padrão
consistia em reunir um punhado de canções com bom
potencial radiofônico e ponto final. Em filmes como Pulp
Fiction, Tarantino optou pelo caminho "difícil". Cada
canção ajudaria a definir um personagem. Além
disso, no disco elas seriam entrecortadas por falas extraídas
do roteiro, que assumiam o papel de vinhetas. Kill Bill,
a mais recente produção do diretor, narra a história
de uma assassina profissional, perita em artes marciais, que desperta
de um longo período de coma para se vingar do ex-noivo. A
seleção tem baladas lúgubres como Bang Bang:
My Baby Shot Me Down, de Nancy Sinatra, música negra
e uma seleção de pop japonês de primeira linha.
TELEVISÃO
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Rugrats:
fase "aborrescente"
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Os
Rugrats Crescidos (Estréia na segunda-feira 5, às
17h, no Nickelodeon) Em 2001, o canal Nickelodeon conseguiu
uma audiência recorde nos Estados Unidos ao apresentar um
especial em que os personagens do desenho animado Rugrats
ou Os Anjinhos, como ficou conhecido na televisão
aberta brasileira se transformam em adolescentes graças
a uma máquina do tempo improvisada, feita com um aparelho
de karaokê. O sucesso foi tamanho que o canal agora lança
uma série com o mesmo mote. Se Tommy, Chuckie, Angélica
e companhia já aprontavam quando eram pequenos, na fase "aborrescente"
eles causam ainda mais confusão: vão a shows de rock,
infernizam os professores e por aí afora. No episódio
que abre a série, o tímido Chuckie decide que já
está na idade de ser mais durão e galanteador.
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Arrested:
família disfuncional
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Arrested
Development (Estréia no domingo 11, às 21h,
na Fox) Michael Bluth, protagonista desse novo seriado cômico
americano, tem um carma: ele é o único ser normal
de sua família, um clã em que ninguém é
afeito ao trabalho. Seu irmão Buster é cartógrafo
e especialista em rituais indígenas, mas é ocioso
porque enfrenta a síndrome de pânico. A irmã
Lindsay se dedica a uma atividade sem fins lucrativos: é
líder de um barulhento grupo anticircuncisão. Outro
irmão, Gob, é um mágico frustrado, que perde
sua licença depois de usar seus truques para dar sumiço
no pai, quando este está sendo caçado pela polícia
por fraude contábil. Os Bluths são, em suma, aquilo
que os americanos chamam de família "disfuncional". A série
usa do tema não para fazer crítica social ou coisa
que o valha: seus produtores estão interessados apenas em
fazer rir. E fazem, com a maior competência.
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