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Edição 1985 . 6 de dezembro de 2006

Índice
Millôr
Claudio de Moura Castro
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
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Datas
Gente
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Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)

• GOVERNO

Em tratamento
Ainda neste mês, o vice-presidente José Alencar fará sessões de quimioterapia, em São Paulo, na seqüência do tratamento a que vem se submetendo.

 

• CÂMARA

Contra ou a favor?
José Dirceu tem circulado em Brasília articulando a candidatura de Arlindo Chinaglia para a presidência da Câmara. Embora Lula já tenha se manifestado publicamente em favor da reeleição de Aldo Rebelo, na base aliada sempre bate a dúvida: Dirceu atua com a anuência de Lula ou contra ele?

 

O Brasil visto lá de fora


Ed Ferreira/AE
Lula: os investidores internacionais estão moderadamente otimistas

O ano deve fechar novamente com um crescimento medíocre do PIB, abaixo de 3%, mas no exterior ainda existe otimismo em relação à economia brasileira. Depois de duas semanas fazendo palestras para investidores em Paris, Lisboa, Nova York, Madri e Genebra, o cientista político Murillo de Aragão notou que o Brasil "desperta interesse e desconfiança" ao mesmo tempo. A lista das preocupações é longa – e conhecida. Entre elas, o aumento do gasto público e do assistencialismo, a ausência de reformas constitucionais, a demora na implantação das PPPs e a qualidade do marco regulatório. Em compensação, os investidores crêem que a economia internacional vai continuar positiva para o Brasil e que a queda da taxa de juro e os investimentos em habitação e infra-estrutura podem promover um crescimento do país próximo dos 4% em 2007. E, de modo geral, não acreditam que Lula adote práticas "chavistas" nem que arruinará os fundamentos do Plano Real – que assim seja.

 

• GENTE

Garoto de ouro
O recém-lançado DVD do documentário Entreatos, de João Moreira Salles, que narra a campanha de Lula em 2002, tem em seus créditos finais uma curiosidade histórica. Lá, aparece como o responsável pelo "som direto adicional" um certo Fábio Luís Lula da Silva. Era, então, um talento desconhecido. Hoje, é nacionalmente conhecido como Lulinha, o meteoro que no curto período de um mandato se transformou num próspero empresário de comunicação.

 

• INTERNACIONAL

Enrolando a língua 1
No resumo que a CIA mantém sobre o Brasil em sua página na internet, informa-se a certa altura que por aqui se falam quatro idiomas: "português (oficial), espanhol, inglês e francês". Para fazerem uma afirmação dessas, os diligentes agentes americanos não devem ter saído do hotel...

Enrolando a língua 2
O site diz ainda que há 560.000 praticantes de "vodu e bantu". Das duas, uma: ou os bravos homens de inteligência da CIA sabem mais do Brasil do que os brasileiros ou precisam voltar para as aulas de geografia.

 

• BRASIL

Gado zero
O Ibama prepara para 2007 uma série de operações contra o uso de áreas de preservação ambiental do país como pasto gratuito por criadores de gado. São produtores que compram os bois mas, em vez de alugar fazendas para engordá-los, preferem invadir terrenos da União. O Ibama estima hoje que existam mais de 30.000 cabeças de gado nessa situação.

 

• ECONOMIA

De olho em nós
Os estrangeiros estão interessados em nós – e isso é uma boa notícia. De todas as aberturas de capitais na bolsa que ocorreram neste ano, 72% do capital subscrito vem lá de fora.

Casas a rodo
Um dos setores em que as boas notícias viraram regra é o mercado imobiliário. Um exemplo – entre tantos outros: em 2004, o total de imóveis lançados na Bahia equivalia a 300 milhões de reais. A projeção para 2007 aponta para 2 bilhões de reais.

O novo eldorado
A propósito, o crédito imobiliário é visto como a mina de ouro do mercado financeiro para os próximos dez anos. É onde os bancos estão planejando lucrar como lucraram com os juros altos da última década.

 

Uma viagem inesperada


Tasso Marcelo/AE
Teixeira: espectador singular de uma guerra

Sem alarde, Ricardo Teixeira viajou para a Suíça na semana passada para reunir-se com o alto comando da Fifa. Uma viagem, tudo indica, não prevista e inadiável. Por causa dela, Teixeira não participará da cerimônia de premiação dos melhores jogadores do ano, que será realizada na segunda-feira, no Rio de Janeiro, numa promoção da própria CBF (João Havelange o representará na festa). O que levou Teixeira à Suíça? A Copa de 2014 no Brasil e a guerra Globo-Record. A megaproposta da Record pela exclusividade das Copas de 2010 e 2014 e o nervosismo da Globo diante dela estão no centro das conversas. A emissora do bispo Macedo vai oferecer 180 milhões de dólares por Copa, o dobro do que pagou a emissora dos Marinho em 2006.

 

 

• MÚSICA

Rico gosta é de funk
Em outubro, os brasileiros fizeram quase 3 milhões de downloads de mídias diversas (sons, imagens e jogos) em seus aparelhos celulares. Desses, 60% são arquivos de música. Curiosidade: entre os usuários de aparelhos mais baratos (de até 300 reais), o primeiro lugar das canções mais baixadas ficou com a americana Kelly Clarkson, com o hit Because of You. Já entre os celulares mais caros (de 1.000 reais para cima), a música que mais fez sucesso foi, veja só, Ela Só Pensa em Beijar, de MC Leozinho.

 

• RÁDIO

Mix no Rio
A rádio Mix, da família Di Gênio, líder de audiência em São Paulo entre as FMs, começa a sua expansão. Associou-se à empresa Dial (controlada por Alexandre Accioly, entre outros) e em janeiro estréia no Rio de Janeiro. E a rádio Paradiso, hoje presente somente no Rio e pertencente a Dial, passa a ser transmitida também em São Paulo.

 

• TELEVISÃO

Os bilhões da Globo
O ano chega ao fim e a Rede Globo projeta um faturamento 13% maior que o do ano passado. Em números, ou melhor, em bilhões, isso significa 5,9 bilhões de reais.

 

DO RADAR ON-LINE

www.veja.com.br/radaronline



Neils Andreas/AE


"Não tenho mais ereção sexual. O câncer de próstata me alivia da homossexualidade. É uma faxina de atitudes."

"O Lula não tem capacidade para ser presidente do Brasil. É como se eu, que tenho a pretensão de saber algumas coisas, me arvorasse a ser cirurgião."

O racha entre os sócios João Paulo Diniz e Rogério Fasano, sobre como conduzir sua sociedade no grupo Fasano, vinha sendo tratado aos sussurros, nos corredores de uma das mais sofisticadas redes de hotéis e restaurantes do Brasil. Soube primeiro do assunto quem, na quarta-feira da semana passada, acessou o Radar On-Line, a versão eletrônica da coluna editada por Lauro Jardim, e leu as duas notas sobre o rompimento. Os jornais noticiaram a separação dois dias depois. Os sócios tinham estilos inteiramente distintos. Diniz, herdeiro do grupo Pão de Açúcar, tocava o negócio de olho nos números. E os arregalava diante do que considerava extravagâncias de Fasano, um defensor incondicional da qualidade.

 

Com Jan Theophilo. Colaborou Ronaldo França

 


 
 
 
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