|
|
Cartas
 |
"Pior do que a dor da solidão
é saber que existem mulheres lindas, inteligentes, bem-sucedidas
e solteiras por aí. Mas onde elas estão?"
Daniel Polcaro Pereira
Piumhi, MG |
Casamento
VEJA acertou mais uma vez ao
publicar a reportagem "A vida sem casamento" (29 de novembro). Tenho
30 anos, sou solteira, graduada, pós-graduada, leio muito,
adoro viajar e sou independente financeiramente. O que eu quero
num homem? Alguém parecido comigo. Um homem com idade próxima
à minha, que tenha estudo, saiba conversar e seja independente.
Na verdade, sei que um dia ele vai aparecer. Não vivo em
função dessa busca. Mas o que incomoda mesmo é
o preconceito da sociedade.
Vívian Desidério
Campos do Jordão, SP
Muito boa a reportagem. Pesquisa
cuidadosa, texto bem escrito. Só discordo do "maioria absoluta"
do primeiro parágrafo. Tenho mais de 50 anos, nunca sonhei
com casamento nem filhos; trabalho e namoro muito (sempre homens
mais novos) e estou muito feliz!
Ana Luisa Oliveira
São Paulo, SP
Pior que ficar sem casamento
é saber que sua mãe sofre a pressão dos parentes.
Tios, primos e irmãos questionam a coitada da minha mãe
sobre quando eu, hoje com 36 anos, vou me casar. A resposta é
simples e vai para todos os parentes e para toda a sociedade por
intermédio de VEJA: arrumem um bom noivo para mim que eu
me caso na semana que vem.
Monica Damião
Brasília, DF
A mulher não quer um casamento,
mas o casamento, ou seja, uma união que a satisfaça
sexual e emocionalmente. É difícil? Com certeza. Mas
quando se quer "o melhor" paga-se mais caro por ele, e o preço
está sendo a solteirice.
Leia Ferreira dos Santos
Ceilândia, DF
A reportagem soa como um balde
de água fria para as mulheres que, apesar de viver a dificuldade
de encontrar o príncipe encantado, continuam procurando por
ele. Mulheres, acordem! Esse príncipe não existe.
O preço de ficar só é o mesmo de estar com
alguém. Façam suas opções. O importante
é ser feliz!
Ana Rosa Tiberio Alvares
São Paulo, SP
Pela última edição
de VEJA devo comemorar, pois me casei há menos de dois meses.
Sim, eu consegui, agarrei um homem! Agora, a minha nova preocupação,
infelizmente, é mantê-lo comigo, já que as chances
de arranjar outro diminuem diariamente, e não há nada
pior do que a assustadora idéia de ter de explicar publicamente
como adquiri a doença crônica da solteirice, e agüentar
reportagens como essa.
Ana Beatriz de Carvalho Gomes
Por e-mail
A reportagem é interessante,
e nós, mulheres, queremos nos casar, ter um companheiro.
No meu caso, o que nunca me atraiu é a jornada dupla. Homem
não se preocupa com as tarefas domésticas ou em cuidar
dos filhos. No geral, casamento só é bom negócio
para homens: roupa lavada, comidinha na mesa etc. A mulher geralmente
vira empregada ou governanta.
Ana Maria da Silva
São Paulo, SP
Nunca vi uma reportagem tão
horrível, machista e preconceituosa. Fiquei abismada. A mulher
solteira é tratada como uma desesperada em busca de uma tábua
de salvação: um marido.
Telma Cristina Alves, 30 anos e solteira
Por e-mail
VEJA elevou o status das solteiras.
As mulheres modernas não têm mais tempo a perder, são
mais exigentes e, diferentemente de suas mães, menos tolerantes.
Os homens ainda não aprenderam a lidar com essas mulheres
que, além de ser independentes, liberais, realizadas profissionalmente,
não aceitam a antiga submissão. O resultado desse
desencontro é o número cada vez maior de mulheres
sem "o sonho da aliança na mão esquerda".
Mirna Machado
Atibaia, SP
Millôr
Confesso que cheguei a gargalhar
com os três contos de Millôr em "Lula e as zelites"
(29 de novembro). Só rindo muito para engolir esses sábios
do PT. Sensacional! E fico a me perguntar como é que conseguimos
viver tanto tempo sem esses companheiros?
Frederico Costa e Silva
São Luís, MA
Caos aéreo
É irônico ver como
a incapacidade do governo para solucionar o problema dos atrasos
nos vôos tornou uma viagem de avião mais demorada que
de carro. É triste perceber que "atraso" e "Brasil" estão
sempre associados ("Como desatar os nós da aviação",
29 de novembro).
Marcus de Medeiros Matsushita
Marília, SP
Não bastassem o stress
e o perigo de trafegar em nossas rodovias sob a tutela da União,
já que a segurança maior de trafegabilidade se encontra
nas rodovias privatizadas, temos de pedir a proteção
divina sempre que embarcamos em um vôo pelo país, esperando
que nada de ruim nos aconteça. Ficamos à mercê
da inoperância desse governo que acabou de se reeleger por
medidas populistas que norteiam seu programa.
Gundolf Butzke
Timbó, SC
Trânsito
Sobre o uso do bafômetro
em veículos, há equívocos. Na verdade não
foi o Contran que adotou "uma medida inusitada no início
do mês", como afirmado. Foi uma lei federal do início
de 2006 (Lei nº 11 275, de 8/2/2006) que alterou o art. 276
do Código de Trânsito Brasileiro, permitindo ao agente
autuar por embriaguez o motorista que tenha sintomas da influência
etílica mas se negue ao exame bafométrico. E mais,
foi um avanço, pois antes bastava se negar ao exame, alegando
direito constitucional de não ser obrigado a produzir prova
contra si mesmo ("Soprou, travou", 29 de novembro).
Rogério Ribas
Juiz de direito da 2ª Vara de Delitos de Trânsito
Curitiba, PR
A lei combate a impunidade decorrente
da recusa do motorista de se submeter aos testes de alcoolemia.
Nesse caso, passou a ser admitida, por exemplo, a prova testemunhal.
Saliente-se, ainda, que a resolução fortalece a fé
pública necessária a qualquer autoridade policial.
A nova lei tornou mais rigoroso o Código de Trânsito
Brasileiro e já produz resultados positivos, que, a propósito,
mereceriam a atenção de VEJA.
Beto Albuquerque
Deputado federal, autor da Lei nº 11 275
Brasília, DF
Dossiêgate
Com relação ao
dossiêgate, o cinismo dos envolvidos deve-se à tradicional
certeza da impunidade. Com a oposição incompetente
e comprometida que habita o Congresso, só se pode esperar
que tudo termine em pizza ("Só falta dizer que era miragem",
29 de novembro).
Elizio Nilo Caliman
Brasília, DF
Oposição
Talvez não seja uma façanha
tão grande obter o apoio do PMDB. É impressionante
a postura desses políticos. Parecem cachorros famintos, que
correm para onde há mais comida, sem se importar com o que
"pensam" e com o que "pregam" nas campanhas pré-eleitorais
("Onde está a oposição?", 29 de novembro).
Luiz Eduardo Silva Daniele
São Paulo, SP
Pelo andar da carruagem, quem
vai governar o país no segundo mandato do presidente Lula
será mesmo o PMDB. Com uma bancada majoritária na
Câmara e no Senado, o partido terá todos os ingredientes
para sua política de poder. Lula se mete com essas hienas
da política brasileira e depois não sabe de nada.
Julio Rodrigues Correia
Manaus, AM
Diogo Mainardi
Quando Diogo nos esclarece que
o papel da Petrobras é lubrificar a imprensa não com
óleo, mas com reais, está deixando cada vez mais claro
que é preciso privatizar a Petrobras e antes do fim do ano.
Imaginou o Lula usando nossa estatal para tentar injetar dinheiro
até para reeleger o Evo Morales daqui a três anos ("A
imprensa lubrificada", 29 de novembro)?
Rodrigo Bulla
Joinville, SC
David Rockefeller
Gostaria de cumprimentar VEJA
pela excelente entrevista com o banqueiro e filantropo David Rockefeller
(Amarelas, 29 de novembro). Quisera fosse possível "contaminar"
a mente dos nossos governantes com um pouco do pensamento lúcido
e visionário do senhor Rockefeller. Como ele próprio
disse, "os fundamentos para uma expansão econômica
parecem estar todos no lugar certo". É verdade. O problema
é que o senhor Luiz Inácio Lula da Silva está
no lugar errado.
Rodrigo de Melo Martins
Penápolis, SP
Arquitetura
Apesar de criticada devido a
sua frieza, a arquitetura minimalista consegue captar a atenção
de todos, dando continuidade à arquitetura vanguardista da
Bauhaus em todo o mundo, algo que nem mesmo os nazistas conseguiram
impedir. Além de John Pawson, um grande nome da arquitetura
minimalista é o brasileiro Isay Weinfeld. Parabéns
à revista VEJA e à jornalista Leoleli Camargo pela
excelente reportagem ("O mínimo é o máximo",
22 de novembro).
André Beaton Lenza
São Paulo, SP
Livros
A reportagem "Padre, matuto e
magnata" (29 de novembro) afirma que a povoação espanhola
de Vila Rica do Espírito Santo estava localizada no atual
estado de Mato Grosso. Na verdade, estava localizada no atual município
de Fênix, no norte do Paraná.
Jorge M. Dias
Borrazópolis, PR
CORREÇÕES:
Ao contrário do que informou a reportagem "O mínimo
é o máximo" (22 de novembro), quem traçou um
círculo perfeito a mão livre foi Giotto, e não
Michelangelo.
A filmadora GSC-R60, da Toshiba, ainda não está
disponível no mercado nacional. O valor do produto é
em dólares e não em reais, como foi publicado em "Amadoras
eram as avós" (especial Natal Digital, dezembro de
2006).
O instrumento utilizado por Amyr Klink para observar o céu
era um sextante, e não um astrolábio (Guia, 29 de
novembro).
Na edição especial VEJA Fortaleza O
Melhor da Cidade (dezembro de 2006), a indicação
do jurado Bernard Twardy para melhor restaurante francês foi
para o Chez Patrick, e não para o Dragão do Mar, como
foi publicado na pág. 102.
O vídeo do clipe da música Around the World,
do duo francês Daft Punk, foi dirigido por Michel Gondry,
e não por Spike Jonze (VEJA Recomenda, 15 de novembro).
|
MAIS UM RECORDE DE
MAINARDI
O
artigo "Mino Carta, o grande" (22 de novembro),
do colunista Diogo Mainardi, é o mais comentado
pelos leitores na história de VEJA. Foram
507 cartas enviadas à redação.
Confira os dez artigos que mais mexeram com os leitores
na história da revista:
1 "Mino Carta,
o grande" (Diogo Mainardi, 22 de novembro de 2006):
507 cartas
2 "O hino
só atrapalha" (Diogo Mainardi, 12 de junho de
2002): 492 cartas
3 "Fora, Romário"
(Diogo Mainardi, 27 de fevereiro de 2002): 316
cartas
4 "Férias?
Nem pensar" (Stephen Kanitz/Ponto de vista, 30 de janeiro
de 2002): 307 cartas
5 "Estou ficando
rico" (Diogo Mainardi, 18 de maio de 2005): 274
cartas
6 "Um estranho
no ninho" (Diogo Mainardi, 23 de fevereiro de 2000):
257 cartas
7 "Família
em primeiro lugar" (Stephen Kanitz/Ponto de vista, 20
de fevereiro de 2002): 251 cartas
8 "Isso é
que é racismo" (André Petry, 27 de abril
de 2005): 232 cartas
9 "Meu pequeno
búlgaro" (Diogo Mainardi, 9 de maio de 2001):
227 cartas
10 "O pior
é melhor" (Diogo Mainardi, 28 de janeiro de 2004):
224 cartas
|
|
|
CLINTON, FHC E O
SIVAM
A edição passada
de VEJA publicou uma carta do ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso sobre a reportagem "Alguém quer
comprar?" (22 de novembro). O leitor Koichi Hayashida
ficou intrigado, e com razão. "FHC nega o fato
de que Bill Clinton teria telefonado a ele para falar
sobre o Sistema de Vigilância da Amazônia
(Sivam), alegando que esse negócio foi fechado
no governo Itamar Franco. VEJA não contestou
a carta de FHC. VEJA então inventou a matéria
publicada sem verificar os fatos?", perguntou Koichi.
Na verdade, VEJA publicou o esclarecimento do ex-presidente
porque cometeu uma imprecisão na reportagem.
VEJA publicou que Clinton telefonara a FHC fazendo lobby
junto ao governo brasileiro por ocasião da licitação
que beneficiou a empresa Raytheon para a construção
do Sivam. FHC escreveu a VEJA dizendo que a licitação
aconteceu no governo Itamar, e que portanto Clinton
não poderia tê-lo pressionado por ocasião
da licitação. Clinton realmente fez lobby
junto ao governo brasileiro, mas por ocasião
da homologação da licitação
que a Raytheon vencera, já no governo FHC. Na
reportagem "Desmentido, engano e desculpa FHC
nega e depois lembra conversa com Clinton" (14 de fevereiro
de 1996), VEJA contou a história toda.
|
|
|