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Edição 1985 . 6 de dezembro de 2006

Índice
Millôr
Claudio de Moura Castro
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Gente
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Cartas

 
"Pior do que a dor da solidão é saber que existem mulheres lindas, inteligentes, bem-sucedidas e solteiras por aí. Mas onde elas estão?"
Daniel Polcaro Pereira
Piumhi, MG

 

Casamento

VEJA acertou mais uma vez ao publicar a reportagem "A vida sem casamento" (29 de novembro). Tenho 30 anos, sou solteira, graduada, pós-graduada, leio muito, adoro viajar e sou independente financeiramente. O que eu quero num homem? Alguém parecido comigo. Um homem com idade próxima à minha, que tenha estudo, saiba conversar e seja independente. Na verdade, sei que um dia ele vai aparecer. Não vivo em função dessa busca. Mas o que incomoda mesmo é o preconceito da sociedade.
Vívian Desidério
Campos do Jordão, SP  

Muito boa a reportagem. Pesquisa cuidadosa, texto bem escrito. Só discordo do "maioria absoluta" do primeiro parágrafo. Tenho mais de 50 anos, nunca sonhei com casamento nem filhos; trabalho e namoro muito (sempre homens mais novos) e estou muito feliz!
Ana Luisa Oliveira
São Paulo, SP  

Pior que ficar sem casamento é saber que sua mãe sofre a pressão dos parentes. Tios, primos e irmãos questionam a coitada da minha mãe sobre quando eu, hoje com 36 anos, vou me casar. A resposta é simples e vai para todos os parentes e para toda a sociedade por intermédio de VEJA: arrumem um bom noivo para mim que eu me caso na semana que vem.
Monica Damião
Brasília, DF  

A mulher não quer um casamento, mas o casamento, ou seja, uma união que a satisfaça sexual e emocionalmente. É difícil? Com certeza. Mas quando se quer "o melhor" paga-se mais caro por ele, e o preço está sendo a solteirice.
Leia Ferreira dos Santos
Ceilândia, DF  

A reportagem soa como um balde de água fria para as mulheres que, apesar de viver a dificuldade de encontrar o príncipe encantado, continuam procurando por ele. Mulheres, acordem! Esse príncipe não existe. O preço de ficar só é o mesmo de estar com alguém. Façam suas opções. O importante é ser feliz!
Ana Rosa Tiberio Alvares
São Paulo, SP  

Pela última edição de VEJA devo comemorar, pois me casei há menos de dois meses. Sim, eu consegui, agarrei um homem! Agora, a minha nova preocupação, infelizmente, é mantê-lo comigo, já que as chances de arranjar outro diminuem diariamente, e não há nada pior do que a assustadora idéia de ter de explicar publicamente como adquiri a doença crônica da solteirice, e agüentar reportagens como essa.
Ana Beatriz de Carvalho Gomes
Por e-mail

A reportagem é interessante, e nós, mulheres, queremos nos casar, ter um companheiro. No meu caso, o que nunca me atraiu é a jornada dupla. Homem não se preocupa com as tarefas domésticas ou em cuidar dos filhos. No geral, casamento só é bom negócio para homens: roupa lavada, comidinha na mesa etc. A mulher geralmente vira empregada ou governanta.
Ana Maria da Silva
São Paulo, SP  

Nunca vi uma reportagem tão horrível, machista e preconceituosa. Fiquei abismada. A mulher solteira é tratada como uma desesperada em busca de uma tábua de salvação: um marido.
Telma Cristina Alves, 30 anos e solteira
Por e-mail  

VEJA elevou o status das solteiras. As mulheres modernas não têm mais tempo a perder, são mais exigentes e, diferentemente de suas mães, menos tolerantes. Os homens ainda não aprenderam a lidar com essas mulheres que, além de ser independentes, liberais, realizadas profissionalmente, não aceitam a antiga submissão. O resultado desse desencontro é o número cada vez maior de mulheres sem "o sonho da aliança na mão esquerda".
Mirna Machado

Atibaia, SP

 

Millôr

Confesso que cheguei a gargalhar com os três contos de Millôr em "Lula e as zelites" (29 de novembro). Só rindo muito para engolir esses sábios do PT. Sensacional! E fico a me perguntar como é que conseguimos viver tanto tempo sem esses companheiros?
Frederico Costa e Silva
São Luís, MA

 

Caos aéreo

É irônico ver como a incapacidade do governo para solucionar o problema dos atrasos nos vôos tornou uma viagem de avião mais demorada que de carro. É triste perceber que "atraso" e "Brasil" estão sempre associados ("Como desatar os nós da aviação", 29 de novembro).
Marcus de Medeiros Matsushita
Marília, SP

Não bastassem o stress e o perigo de trafegar em nossas rodovias sob a tutela da União, já que a segurança maior de trafegabilidade se encontra nas rodovias privatizadas, temos de pedir a proteção divina sempre que embarcamos em um vôo pelo país, esperando que nada de ruim nos aconteça. Ficamos à mercê da inoperância desse governo que acabou de se reeleger por medidas populistas que norteiam seu programa.
Gundolf Butzke
Timbó, SC

 

Trânsito

Sobre o uso do bafômetro em veículos, há equívocos. Na verdade não foi o Contran que adotou "uma medida inusitada no início do mês", como afirmado. Foi uma lei federal do início de 2006 (Lei nº 11 275, de 8/2/2006) que alterou o art. 276 do Código de Trânsito Brasileiro, permitindo ao agente autuar por embriaguez o motorista que tenha sintomas da influência etílica mas se negue ao exame bafométrico. E mais, foi um avanço, pois antes bastava se negar ao exame, alegando direito constitucional de não ser obrigado a produzir prova contra si mesmo ("Soprou, travou", 29 de novembro).
Rogério Ribas
Juiz de direito da 2ª Vara de Delitos de Trânsito
Curitiba, PR

A lei combate a impunidade decorrente da recusa do motorista de se submeter aos testes de alcoolemia. Nesse caso, passou a ser admitida, por exemplo, a prova testemunhal. Saliente-se, ainda, que a resolução fortalece a fé pública necessária a qualquer autoridade policial. A nova lei tornou mais rigoroso o Código de Trânsito Brasileiro e já produz resultados positivos, que, a propósito, mereceriam a atenção de VEJA.
Beto Albuquerque
Deputado federal, autor da Lei nº 11 275
Brasília, DF

 

Dossiêgate

Com relação ao dossiêgate, o cinismo dos envolvidos deve-se à tradicional certeza da impunidade. Com a oposição incompetente e comprometida que habita o Congresso, só se pode esperar que tudo termine em pizza ("Só falta dizer que era miragem", 29 de novembro).
Elizio Nilo Caliman
Brasília, DF

 

Oposição

Talvez não seja uma façanha tão grande obter o apoio do PMDB. É impressionante a postura desses políticos. Parecem cachorros famintos, que correm para onde há mais comida, sem se importar com o que "pensam" e com o que "pregam" nas campanhas pré-eleitorais ("Onde está a oposição?", 29 de novembro).
Luiz Eduardo Silva Daniele
São Paulo, SP

Pelo andar da carruagem, quem vai governar o país no segundo mandato do presidente Lula será mesmo o PMDB. Com uma bancada majoritária na Câmara e no Senado, o partido terá todos os ingredientes para sua política de poder. Lula se mete com essas hienas da política brasileira e depois não sabe de nada.
Julio Rodrigues Correia
Manaus, AM

 

Diogo Mainardi

Quando Diogo nos esclarece que o papel da Petrobras é lubrificar a imprensa não com óleo, mas com reais, está deixando cada vez mais claro que é preciso privatizar a Petrobras e antes do fim do ano. Imaginou o Lula usando nossa estatal para tentar injetar dinheiro até para reeleger o Evo Morales daqui a três anos ("A imprensa lubrificada", 29 de novembro)?
Rodrigo Bulla
Joinville, SC

 

David Rockefeller

Gostaria de cumprimentar VEJA pela excelente entrevista com o banqueiro e filantropo David Rockefeller (Amarelas, 29 de novembro). Quisera fosse possível "contaminar" a mente dos nossos governantes com um pouco do pensamento lúcido e visionário do senhor Rockefeller. Como ele próprio disse, "os fundamentos para uma expansão econômica parecem estar todos no lugar certo". É verdade. O problema é que o senhor Luiz Inácio Lula da Silva está no lugar errado.
Rodrigo de Melo Martins
Penápolis, SP

 

Arquitetura

Apesar de criticada devido a sua frieza, a arquitetura minimalista consegue captar a atenção de todos, dando continuidade à arquitetura vanguardista da Bauhaus em todo o mundo, algo que nem mesmo os nazistas conseguiram impedir. Além de John Pawson, um grande nome da arquitetura minimalista é o brasileiro Isay Weinfeld. Parabéns à revista VEJA e à jornalista Leoleli Camargo pela excelente reportagem ("O mínimo é o máximo", 22 de novembro).
André Beaton Lenza
São Paulo, SP

 

Livros

A reportagem "Padre, matuto e magnata" (29 de novembro) afirma que a povoação espanhola de Vila Rica do Espírito Santo estava localizada no atual estado de Mato Grosso. Na verdade, estava localizada no atual município de Fênix, no norte do Paraná.
Jorge M. Dias
Borrazópolis, PR

 

CORREÇÕES: Ao contrário do que informou a reportagem "O mínimo é o máximo" (22 de novembro), quem traçou um círculo perfeito a mão livre foi Giotto, e não Michelangelo. A filmadora GSC-R60, da Toshiba, ainda não está disponível no mercado nacional. O valor do produto é em dólares e não em reais, como foi publicado em "Amadoras eram as avós" (especial Natal Digital, dezembro de 2006). O instrumento utilizado por Amyr Klink para observar o céu era um sextante, e não um astrolábio (Guia, 29 de novembro). Na edição especial VEJA Fortaleza – O Melhor da Cidade (dezembro de 2006), a indicação do jurado Bernard Twardy para melhor restaurante francês foi para o Chez Patrick, e não para o Dragão do Mar, como foi publicado na pág. 102. O vídeo do clipe da música Around the World, do duo francês Daft Punk, foi dirigido por Michel Gondry, e não por Spike Jonze (VEJA Recomenda, 15 de novembro).

 

 

MAIS UM RECORDE DE MAINARDI

O artigo "Mino Carta, o grande" (22 de novembro), do colunista Diogo Mainardi, é o mais comentado pelos leitores na história de VEJA. Foram 507 cartas enviadas à redação. Confira os dez artigos que mais mexeram com os leitores na história da revista:

1 "Mino Carta, o grande" (Diogo Mainardi, 22 de novembro de 2006): 507 cartas  

2 "O hino só atrapalha" (Diogo Mainardi, 12 de junho de 2002): 492 cartas  

3 "Fora, Romário" (Diogo Mainardi, 27 de fevereiro de 2002): 316 cartas

4 "Férias? Nem pensar" (Stephen Kanitz/Ponto de vista, 30 de janeiro de 2002): 307 cartas  

5 "Estou ficando rico" (Diogo Mainardi, 18 de maio de 2005): 274 cartas  

6 "Um estranho no ninho" (Diogo Mainardi, 23 de fevereiro de 2000): 257 cartas  

7 "Família em primeiro lugar" (Stephen Kanitz/Ponto de vista, 20 de fevereiro de 2002): 251 cartas  

8 "Isso é que é racismo" (André Petry, 27 de abril de 2005): 232 cartas  

9 "Meu pequeno búlgaro" (Diogo Mainardi, 9 de maio de 2001): 227 cartas  

10 "O pior é melhor" (Diogo Mainardi, 28 de janeiro de 2004): 224 cartas

 

CLINTON, FHC E O SIVAM


A edição passada de VEJA publicou uma carta do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre a reportagem "Alguém quer comprar?" (22 de novembro). O leitor Koichi Hayashida ficou intrigado, e com razão. "FHC nega o fato de que Bill Clinton teria telefonado a ele para falar sobre o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), alegando que esse negócio foi fechado no governo Itamar Franco. VEJA não contestou a carta de FHC. VEJA então inventou a matéria publicada sem verificar os fatos?", perguntou Koichi. Na verdade, VEJA publicou o esclarecimento do ex-presidente porque cometeu uma imprecisão na reportagem. VEJA publicou que Clinton telefonara a FHC fazendo lobby junto ao governo brasileiro por ocasião da licitação que beneficiou a empresa Raytheon para a construção do Sivam. FHC escreveu a VEJA dizendo que a licitação aconteceu no governo Itamar, e que portanto Clinton não poderia tê-lo pressionado por ocasião da licitação. Clinton realmente fez lobby junto ao governo brasileiro, mas por ocasião da homologação da licitação que a Raytheon vencera, já no governo FHC. Na reportagem "Desmentido, engano e desculpa – FHC nega e depois lembra conversa com Clinton" (14 de fevereiro de 1996), VEJA contou a história toda.

 
 
 
 
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