De olho vivo
Dificuldades
na visão devem
ser detectadas cedo
Angela
Nunes
Pedro Rubens
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Em
cada cinco crianças no Brasil, uma sofre de problemas na
vista, como miopia, hipermetropia, astigmatismo, estrabismo, conjuntivites
e malformação congênita. Segundo o Conselho
Brasileiro de Oftalmologia, quando são descobertos e tratados
ainda na infância, 90% desses males podem ser corrigidos ou
amenizados, evitando maiores prejuízos à visão
e ao desenvolvimento socioeducacional. "Os pais têm de estar
muito atentos aos sintomas, pois, ao contrário do adulto
e do adolescente, que logo percebem que não estão
enxergando bem, a criança não tem noção
do que está acontecendo", explica a oftalmologista Carla
Renata de Barros, do Instituto Helen Keller do Brasil. Os distúrbios
da visão afetam diretamente o aprendizado e o relacionamento
na escola. As tarefas que exigem esforço visual tornam-se
penosas e, em alguns casos, impossíveis. Sem falar no impacto
sobre a personalidade da criança. O míope, por exemplo,
como não enxerga bem de longe, pode tornar-se mais introvertido
e tímido, descartando brincadeiras que forçam a visão
a distância ou exigem rapidez de movimentos. Por outro lado,
no caso de não ver bem de perto (hipermetropia) ou de enxergar
as imagens com pouca nitidez (astigmatismo), o garoto tende a se
afastar da leitura e de atividades manuais e muitas vezes se torna
indisciplinado na escola. Os especialistas aconselham que se façam
três exames, o primeiro no recém-nascido, que pode
detectar as deficiências mais graves e raras. Entre os 4 e
os 7 anos, época do segundo exame, é possível
tratar a maioria dos casos de estrabismo. A terceira visita ao oftalmologista
deve ser feita entre os 11 e os 15 anos.
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