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Está faltando silicone

Fornecedores não dão conta de atender à
demanda de próteses para aumentar os seios

Aida Veiga

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Os homens reclamam do excesso de "plástico" e juram que não gostam. As mulheres, quando comentam o resultado nas outras, despejam críticas e venenos. Isso da boca para fora. Entre as paredes das clínicas de cirurgia plástica, as moças estão fazendo fila para maximizar os seios com próteses de silicone. A procura é tamanha que já provocou um resultado inevitavelmente fadado a arrancar risinhos irônicos: começa a faltar silicone no mercado. O alarme soou primeiro na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, que mantém uma lista atualizada de fornecedores e para a qual médicos de todo o país recorreram quando se viram em perigo. "Não é um surto ou calamidade, mas tem gente precisando atrasar cirurgias por até dez dias", relata o presidente da entidade, Luiz Carlos Garcia. As cirurgias de aumento dos seios vêm explodindo nos últimos anos, empurradas pelas artistas que fazem e mostram com grande publicidade. Em 1998, 10.000 mulheres foram, como se diz no jargão do clubinho, siliconadas. No ano passado, o número pulou para 15.000. A expectativa para 2000 é de mais de 20.000. "Apesar de termos um bom estoque, chegamos a desmarcar uma cirurgia por falta de silicone", confirma a médica Ana Helena Patrus, dona da estreladíssima clínica Santé, de São Paulo, onde, entre famosas e nem tanto, o número de mulheres turbinadas chega a cinqüenta por mês.

Clínicas tradicionais, como a de Ivo Pitanguy, no Rio de Janeiro, quase zeraram seu estoque de próteses de silicone, que custam de 1.500 a 3 000 reais, dependendo da qualidade do material. "De julho para cá, a procura dobrou. Não são só as novas clientes. Tem muitas antigas que querem aumentar ainda mais os seios", conta Pitanguy. "Também cresceu muito o número de adolescentes que se candidatam à cirurgia", diz o médico mineiro Carlos Eduardo Leão, que estabeleceu um limite: faz o implante de prótese apenas quatro anos depois da primeira menstruação. A preferência nacional é pela prótese de 175 mililitros, mais do que suficientes para fazer o sutiã pular de 42 para 44 e os seios adquirirem o formato bem arredondado que as implantadas cobiçam. Marinheiras de primeira cirurgia, como Xuxa (150 mililitros), são mais comedidas. Quem repete a dose extrapola, como Luma de Oliveira (270) e Vera Fischer (225), ambas ostentando agora vanguarda mais plastificada que a da campeoníssima Joana Prado, a Feiticeira (alegados 220 mililitros).

Os fornecedores correm para atender à demanda. Líder do mercado, a carioca Silimed, única fabricante nacional e terceira no ranking mundial, dobrou sua produção nos últimos cinco anos, chegando aos 12.000 pares de próteses por ano. A importadora Connexion está comemorando o resultado de novembro: 500 pares, contra a média de cinqüenta por mês, há dois anos. O aquecimento do mercado estético já atingiu também o Botox, substância injetada para amenizar vincos e rugas na testa e em torno dos olhos. A Allergan, produtora exclusiva da toxina botulínica, informa que em novembro bateu todos os seus recordes de venda. "O Botox e o silicone fazem sucesso porque o efeito é imediato – na festa seguinte, todos percebem a diferença", diz o gerente de marketing Carlos Alberto José. É tanto o movimento que o léxico se amplia e já se fala em mulher siliconada, botocada e lipada (de lipoaspiração).

 

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