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O
crime compensa
Apesar de lúgubre, o seriado C.S.I.
é
um sucesso. Já tem até filhote
Marcelo
Marthe
Quando
o seriado C.S.I.: Crime Scene Investigation estreou nos Estados
Unidos, há dois anos, pouca gente apostou suas fichas nele. O programa
parecia fadado ao fracasso, pois não tinha nenhum astro no elenco
e abordava um tema lúgubre: as aventuras de uma equipe de legistas
da polícia de Las Vegas, com todas as cenas de autópsia
a que se tem direito. Mas aconteceu o inverso. Hoje, C.S.I. é
o maior sucesso da televisão americana, à frente de pesos-pesados
como Friends. No Brasil, está entre as dez atrações
do gênero mais vistas na TV paga. A prova definitiva de que o crime
na tela compensa é que um filhote do programa se tornou uma das
sensações da atual temporada americana e é
o principal destaque dentre os quinze novos seriados que estréiam
nos canais brasileiros nas próximas duas semanas. C.S.I.: Miami,
que será exibido a partir desta sexta-feira pela Sony, tem
elenco e cenário diferentes do original, mas seu argumento é
idêntico: uma equipe de peritos soluciona aqueles casos intrincados,
valendo-se dos recursos científicos mais avançados. No primeiro
episódio, eles investigam um acidente aéreo ocorrido na
região pantanosa dos Everglades. O mistério é resolvido
com base em análises de balística e testes de DNA aplicados
nos pedaços de corpos das vítimas.
O sucesso de C.S.I.: Miami tem um gostinho de volta por cima para
seu protagonista, o ator David Caruso. Nos anos 90, o astro ruivo foi
catapultado à fama pelo seriado Nova York contra o Crime.
Ao abandonar o programa bem no meio de uma temporada, com o objetivo de
investir em sua carreira no cinema, Caruso despertou a ira dos produtores.
Sofreu um boicote geral e dali em diante só amargou fiascos. "Num
dia eu era um astro. No outro, nenhum produtor atendia a meus telefonemas",
contou Caruso a VEJA. A julgar pela experiência de outro seriado
criminal bem-sucedido, C.S.I. ainda pode ter potencial para gerar
muitos empregos para atores desempregados. Exibido no Brasil pelos canais
USA e Sony, Lei e Ordem está há doze anos no ar e
virou uma espécie de franchising. Já deu origem a três
filhotes de mesmo nome, cada qual com um enfoque temático
um deles, por exemplo, trata só de crimes sexuais. Como ocorre
naquele caso, as duas versões de C.S.I. estão indo
ao ar simultaneamente. É como se houvesse duas novelas Esperança,
uma ambientada em São Paulo e outra no Rio de Janeiro, sendo
transmitidas ao mesmo tempo.
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