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Só um empréstimo?

O mote do livro que ganhou
o Booker Prize é uma história
do gaúcho Moacyr Scliar

 
Reuters

O canadense Martel, autor de Life of Pi: ele ainda é arrogante

Nenhum prêmio literário causa tanto frisson quanto o Booker Prize, da Inglaterra. A cada uma de suas edições, há bolsas de apostas, fofocas na imprensa e muita polêmica. Na premiação deste ano, a discussão interessa até mesmo aos brasileiros. Isso porque o canadense Yann Martel, que há duas semanas ganhou o Booker pelo livro Life of Pi (A Vida de Pi), usou uma história escrita pelo gaúcho Moacyr Scliar como mote de sua obra. Trata-se de O Jaguar no Escaler, uma das três narrativas contidas em Max e os Felinos (L&PM), lançado no país em 1981 e em 1990 nos Estados Unidos. Martel tem dito que seu interesse foi despertado por uma resenha do livro publicada no suplemento literário do jornal The New York Times quando a tradução americana chegou às livrarias. A resenha seria negativa e levaria a assinatura do escritor John Updike. Dos arquivos completos do periódico para o ano de 1990, contudo, só consta uma crítica – positiva – assinada por Herbert Mitgung. Seja como for, a história não saiu da cabeça de Martel por anos. "Como uma premissa tão brilhante pôde ser arruinada por um escritor inferior? Oh, quanto essa história renderia em minhas mãos", lamentava-se ele, segundo confessa num artigo em que explica como escreveu Life of Pi, a obra que acaba de lhe render o equivalente a 285 000 reais. Não deixa de ser curioso que um escritor incapaz de ter idéias próprias se refira dessa forma arrogante a Moacyr Scliar, um autor que ele nem sequer teria lido.

A tal premissa é a seguinte: depois de um naufrágio, uma pessoa se vê presa num pequeno barco em companhia de uma fera. O que explica a presença do bicho em alto-mar é o fato de que o navio, antes de soçobrar, transportava os animais de um zoológico. O protagonista do livro de Martel é um garoto indiano que viaja da Índia para a América junto com sua família. Divide seu barco com um tigre. No caso de Scliar, trata-se de um judeu alemão que foge da Europa ocupada pelos nazistas, durante a II Guerra Mundial, e tem em sua companhia um jaguar.

 
Liane Neves

Moacyr Scliar: "Por enquanto, não estou indignado"

O empréstimo realizado por Martel levanta uma questão delicada. Recursos como o pastiche, a citação e a paródia são bastante comuns na ficção contemporânea. Estabelecer o ponto em que eles deixam de ser legítimos e se transformam em plágio é uma tarefa complicada. Não se pode dizer que Martel agiu na surdina para "surrupiar" a idéia do brasileiro. Numa nota introdutória ao seu livro, ele dá crédito a Scliar, e não se tem furtado a mencionar seu nome em entrevistas – nem sempre de maneira elegante, como dá para perceber. Scliar acha que empréstimos literários são mais justificáveis quando a obra original é bem conhecida e, de preferência, escrita há um bom tempo. Mas, como ainda não leu Life of Pi, não quer emitir uma opinião definitiva. "Por enquanto, não estou indignado. Vou aguardar mais informações para ver se é o caso de tomar alguma medida", diz Scliar.

   
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