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Edição 1 776 - 6 de novembro de 2002
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OLHOS

De olho nas lentes

Elas aposentam os óculos, mas
não o oftalmologista

As lentes de contato descartáveis fazem tanto sucesso nos Estados Unidos que o Food and Drug Administration, a agência americana que controla remédios e alimentos, divulgou um alerta sobre os riscos do uso indiscriminado. "Há pessoas que não podem usar lentes, seja por deformação na curvatura da córnea, seja por ter um filme lacrimal insuficiente para lubrificar as lentes", explica o presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, Carlos Fernando Ferreira. Mesmo as corretivas devem ser receitadas por um oftalmologista. Confira abaixo o custo de algumas das lentes mais utilizadas.

 

FUMO

Para ficar livre do cigarro

Há várias armas para quem pretende largar
o vício. O melhor é combinar duas ou mais


Eduardo Pozella


P
esquisas indicam que 78% dos fumantes gostariam de parar com o vício. A maioria não consegue por dois motivos: dependência e hábito. A nicotina faz aumentar no cérebro os níveis de dopamina, um neurotransmissor que dá a sensação de bem-estar. Isso resulta em dependência química. Além disso, fumar é um hábito arraigado no dia-a-dia do fumante. Sem o cigarro, a pessoa sente falta de um complemento na hora das refeições, das bebidas e até nos momentos de lazer. Para largá-lo, é preciso aliar planejamento e força de vontade. Por exemplo: quem marca uma data para fumar o último cigarro deve escolher um período menos conturbado no trabalho e em casa, de modo a controlar melhor a ansiedade. É necessário preparar-se para o mal-estar, que dura algumas semanas. A pessoa que pára de fumar tende a engordar porque come mais para superar a ansiedade e porque seu metabolismo fica mais lento. "Para não passar por crises simultâneas, pode-se programar uma reeducação alimentar e exercícios aeróbicos algumas semanas antes de largar o vício", diz Ciro Kirchenchtejn, pneumologista do HelpFumo do Hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo. O pior que pode acontecer numa tentativa bem-sucedida é comemorar a abstinência com algumas tragadinhas. Bastam poucas baforadas para que o cérebro retome as reações de dependência. Existem várias alternativas de tratamento. Às vezes é preciso combinar duas ou mais soluções, como os repositores de nicotina somados a medicamentos à base de bupropiona. Confira no fichário algumas das principais armas contra o cigarro.

 
 



Veja também
Dos arquivos de VEJA
Reportagem de 17/4/2002: "A química
do vício"
Reportagem de 14/8/2002: o perfil da dependência
Reportagem de 16/2/2000: o fumo entre os adolescentes
Teste: Avalie o seu grau de dependência do cigarro

 

Colaborou Tatiana Schibuola

 

   
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