Os mais antigos

Tribo africana é descendente
direta dos primeiros humanos

Depois de séculos de perseguição levada a cabo pelos colonizadores europeus e de dura competição com outras tribos africanas, os khoisans foram arrancados do ostracismo dos rincões da África austral. Um estudo conduzido por geneticistas do Instituto Sul-Africano de Pesquisa Médica, na Cidade do Cabo, encontrou evidências de que eles podem ser os descendentes mais próximos dos primeiros homens que habitaram a Terra. Os khoisans retêm em seu código genético elementos que remontam a ancestrais de mais de 100.000 anos, enquanto as populações modernas da Europa e da Ásia têm genes surgidos há, no máximo, 60.000 anos. "É mais uma prova de que o homem moderno nasceu na África e daqui se espalhou para o resto do mundo", disse a geneticista Himla Soodyall, uma das autoras do estudo.

Para chegar até genes tão remotos, os pesquisadores analisaram o conteúdo genético de uma parte da célula chamada mitocôndria, transmitida por linhagem materna. Por meio dessa estrutura celular é possível calcular a idade da mais antiga antepassada comum de toda uma população. No caso dos khoisans, esses cálculos chegam a 120.000 anos. A data obtida pelos geneticistas coincide com recentes pesquisas paleantropológicas. Esqueletos e marcas de pegadas presumivelmente de homens modernos de até 100.000 anos foram encontrados na África do Sul. Os khoisans já foram intensamente estudados, mas em virtude de sua cultura. Eles são um dos derradeiros povos ainda a viver da coleta e da caça, como na Pré-História.

 
 

 




Copyright © 1999, Abril S.A.

Abril On-Line