Edição 1874 . 6 de outubro de 2004

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Especial
A vida sem fio

Os novos equipamentos eletrônicos que
estão a caminho das lojas se parecem em
um ponto: intercomunicam-se por meio de
ondas, sem o uso de cabos e fios. O impacto
dessa inovação tecnológica está apenas
começando a ser sentido agora


Carlos Rydlewski

 
Story Board Hector Gomez

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Mudam os personagens e os produtos, mas o sentido da anedota do escritor Luis Fernando Verissimo é o mesmo. Um menino pergunta ao avô: "É verdade que quando o senhor era pequeno não havia televisão?". O avô responde que sim, e o menino devolve: "Então onde é que você jogava videogame?". A piada mostra o fosso tecnológico entre as gerações. O número de produtos e inovações criados entre 1950 e 2000 foi maior do que o de todos os lançados até o começo da década de 50. Mudanças de paradigmas tecnológicos não se dão mais em várias gerações, mas em questão de anos – e, nos redutos de vanguarda da revolução digital, até no intervalo de poucos meses. Na década de 80, houve a popularização dos computadores pessoais. Os anos seguintes colocaram 800 milhões de pessoas numa rede chamada internet e transformaram o celular em produto de massa. O salto atual se resume em livrar os usuários de aparelhos eletroeletrônicos dos fios e cabos que invadiram os lares e os escritórios. É o começo da era da portabilidade e da mobilidade, dentro e fora de casa.

Sem a limitação dos fios, já é possível conectar o notebook à internet em um número crescente de aeroportos e restaurantes. Nas casas, o PC não precisa mais ficar junto à impressora porque os aparelhos se comunicam entre si. Nas lojas de eletrodomésticos, aparelhos de som, câmeras fotográficas e até porta-retratos digitais são vendidos com tecnologias sem fio wi-fi ou Bluetooth, expressões que há menos de um ano soavam estranhas e agora são comuns nas conversas dos jovens e adolescentes e nos anúncios de celulares e até de carros. Essa revolução começou com a popularização do celular. Agora ela invadiu o ambiente de trabalho e a vida privada.

 
Fotos Fabiano Accorsi
Médica da Faculdade de Medicina da USP simula exame de paciente (acima., ao fundo) equipada com câmera e microfone sem fio. Em outra sala, uma junta médica acompanha o atendimento

Nem o mais otimista dos defensores da telefonia celular poderia prever a rapidez com que o aparelho se tornou parte do dia-a-dia de brasileiros de todas as classes sociais. No país inteiro, o número de linhas de celular soma 57 milhões. Ao todo, são cerca de 32 milhões de usuários ativos, vários deles com mais de um aparelho. No mundo, há 1,5 bilhão de celulares. Na Suécia, já existem mais telefones desse tipo do que habitantes, pois as pessoas costumam ter um para o trabalho e outro para uso particular. A febre não dá mostras de que vá ceder tão cedo. A partir de perguntas formuladas por VEJA, a pesquisa CNT/Sensus revelou que 23 milhões de brasileiros pretendem comprar o primeiro celular nos próximos meses. Quem já tem quer trocar por um modelo mais moderno e dotado das novas tecnologias. Pelas projeções da mesma pesquisa, cerca de 10 milhões de brasileiros que usam celular planejam aposentar seu aparelho e ir às lojas em busca de um novo. Entre os que já possuem telefone desse tipo, 15% sonham com um modelo menor, enquanto 8% desejam que o novo aparelho seja equipado com uma câmera fotográfica digital. No Brasil, troca-se de celular a cada um ano e oito meses. No Japão, a mudança é feita, em média, a cada oito meses.

O certo é que conversar se tornou apenas mais uma das características de um telefone celular. Como fazer ligações telefônicas passou a ser também apenas mais uma das possibilidades oferecidas por computadores de bolso e palmtops, a variedade dos aparelhos não pára de crescer. Esses híbridos digitais são batizados de smartphones – ou telefones inteligentes. Por enquanto, eles detêm a participação de apenas 5% no mercado mundial de telefonia móvel. Muitos especialistas vêem nos smartphones o futuro dos computadores. Outros enxergam nos notebooks o futuro dos telefones celulares. Quem está certo? Ambos. Muito em breve será quase impossível dizer o que é um celular metido a computador ou um computador convencido de que é um celular. Na verdade, tanto faz. O que menos conta na revolução digital dos portáteis sem fio é a nomenclatura.

 
Claudio Rossi
Faculdade em Ribeirão Preto usa lousa virtual e mantém "tablets" conectados remotamente

O que mais conta? A facilidade com que eles permitem a troca de informações digitais em volume e velocidade altos. Silenciosamente, crescem no Brasil os lugares que são varridos por ondas eletromagnéticas prontas a permitir que computadores, celulares, palmtops e notebooks se conectem em alta velocidade com a internet em ligações sem fio. Essas redes locais de alta velocidade sem fio são chamadas de wi-fi. O raio de ação delas chega a algumas dezenas de metros, dependendo da arquitetura do recinto onde estão instaladas. Elas estão se tornando onipresentes no Brasil e no mundo. Os especialistas deram-lhes o nome em inglês de hotspot.

Em julho de 2003, eles eram 45. Atualmente, são cerca de 790. A alavanca desse crescimento deu-se com a entrada da Telefônica no mercado. A empresa investiu 10 milhões de reais e instalou numa só tacada 440 hotspots em 25 cidades do Estado de São Paulo. Até o fim do ano, promete criar outros 60 pontos de acesso. No Brasil, os hotspots estão presentes no lobby de hotéis, em restaurantes, bares, cafés, centros de convenções e até no Maracanã, no Rio de Janeiro.

 
Fabiano Accorsi
Cópias de filmes são transmitidas via satélite para 27 salas de cinema em São Paulo, Rio e Brasília

Em outras partes do mundo, o ritmo é ainda mais frenético. Estudos das consultorias Pyramid e Gartner indicam que no fim deste ano serão 80.000 pontos em todo o planeta para um público de 30 milhões de pessoas, o equivalente à população do Canadá. A conexão sem fio invadiu até mesmo os aviões. Em algumas aeronaves da Boeing, os passageiros já podem aproveitar o tempo de vôo para acessar a internet de seus assentos com os próprios computadores. Tudo sem fio. Em todo o mundo, três quartos dos clientes das companhias aéreas que viajam a trabalho carregam um notebook. Até 2006, a previsão é que nove de cada dez computadores portáteis devam sair das fábricas equipados com a tecnologia wi-fi.

Muitos freqüentadores de cinema de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro devem desconhecer que são usuários de um tipo de tecnologia sem fio chamada de KinoCast, um sistema que permite a distribuição de filmes via satélite. No Brasil, 27 salas exibem fitas transmitidas em formato digital via satélite. Esse sistema possibilita o gerenciamento remoto das sessões e uma redução de custos de distribuição da ordem de 1.500 dólares por rolo de filme.

 
Divulgação
Carrinho de supermercado que soma os preços dos produtos e os transmite por ondas à caixa registradora

No Curso Oswaldo Cruz (COC), instituição de ensino em Ribeirão Preto, no interior paulista, que conta com 11.500 alunos da pré-escola até as turmas de MBA, a equipe de técnicos em informática desenvolveu uma classe virtual com a ajuda da tecnologia sem fio. O sistema, em fase experimental, inclui uma lousa digital que funciona como uma tela de computador. Os estudantes acompanham tudo simultaneamente em computador portátil conhecido pelo nome de tablet, que permite que se escreva na própria tela. O conteúdo de toda a aula é gravado e fica disponível. "A grande vantagem do ambiente sem fio é que as máquinas podem ser usadas com a mesma mobilidade e a mesma praticidade de verdadeiros cadernos on-line. Com uma diferença: os recursos são incomparavelmente maiores", explica Gustavo Hubaide, diretor de informática do colégio.

Na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), o emprego de tecnologias que dispensam cabos poderá salvar vidas. Um aparelho que integra câmera e microfone está sendo utilizado na transmissão de dados sem fio para computadores e telões. Isso permite que juntas médicas ou grupos de estudantes acompanhem entrevistas com pacientes, exames clínicos e até mesmo cirurgias. "No futuro, podemos imaginar esse tipo de ferramenta sendo empregado em atendimentos de emergência em prontos-socorros ou mesmo em resgates na rua. Nesses casos, um profissional ou equipes teriam condições de prestar atendimento a distância", diz o professor Chao Lung Wen, coordenador da disciplina de telemedicina.

No Japão e na Coréia do Sul, a telefonia celular do dia-a-dia já é feita majoritariamente por aparelhos de terceira geração – ou 3G. Eles oferecem transmissão de dados em alta velocidade. Isso significa que, com o celular 3G, o usuário pode assistir a programas de TV ou navegar em alta velocidade na internet – transmitindo e recebendo som e imagem com qualidade de cinema. Em Tóquio, dois em cada dez telefones móveis já estão conectados por banda larga à internet. Eles funcionam como cartões de débito e são usados para pagar contas. Recebem informações sobre a chegada de ônibus e permitem a disputa de jogos eletrônicos em rede.

A Samsung anunciou, no começo deste ano, que lançará na Ásia um telefone que capta sinais de satélite e transmite quarenta canais de TV. Um levantamento realizado com garotos e garotas sul-coreanos em escolas de ensino fundamental mostrou que metade desejava um celular como presente no Dia das Crianças – 20% queriam um cachorro e 10%, um computador. Na Itália, foi feita recentemente uma pesquisa com 300 pessoas para medir o nível de dependência do celular. Os voluntários foram impedidos de usar o aparelho durante quinze dias. Um grupo de psicólogos acompanhou os trabalhos e estudou as reações. Apenas 30% dos voluntários não sentiram nenhuma falta do celular. De cada dez, sete disseram que "não conseguem viver" sem o telefone.

A tecnologia sem fio está em muitos supermercados da Europa – e em alguns poucos no Brasil. Carrinhos computadorizados permitem que os clientes somem os valores das compras na velocidade com que vão tirando os produtos das prateleiras, enquanto os preços vão sendo transmitidos instantaneamente para a caixa registradora. No Brasil, carros estão saindo de fábrica equipados com o sistema Bluetooth, que faz chamadas por comando de voz, o que facilita a vida de quem dirige e conversa ao telefone ao mesmo tempo. Mesmo os mais reticentes em relação a novas tecnologias (os que não conseguem pilotar nem mesmo o controle remoto da televisão) dificilmente terão como escapar do avanço da revolução sem fio. É provável que em pouco tempo a piada do avô e do neto comece com a seguinte pergunta: "Vô, é verdade que quando o senhor era criança os celulares não passavam filmes nem programas de televisão?".

 

O CELULAR AINDA É A VEDETE DA TECNOLOGIA

32 milhões de brasileiros têm telefone celular

10 milhões de consumidores pretendem trocar o aparelho por um mais moderno

23 milhões de pessoas querem comprar o primeiro celular

 

Dos que pretendem trocar o telefone

4,5% estudaram até a 4ª série do ensino fundamental

8,1% estudaram da 5ª à 8ª série do ensino fundamental

15,1% ingressaram no ensino médio

21,2% têm curso superior completo ou incompleto

Projeções feitas com base em pesquisa CNT/Sensus, entre 21 e 23 de setembro de 2004. Foram feitas 2 000 entrevistas domiciliares com população de 16 anos ou mais, em 24 Estados das cinco regiões

 

A INTERNET CORTA A CONTA DO TELEFONE

A tecnologia conhecida como voz sobre protocolo da internet ou voz sobre IP (VoIP, na sigla em inglês) começa a virar pelo avesso o universo das empresas de telefonia. Essa tecnologia permite que duas ou mais pessoas (no modo teleconferência) conversem entre si usando PCs equipados com microfones e alto-falantes. A voz viaja de um PC a outro pela internet como se fosse um e-mail ou um arquivo qualquer. O resultado é uma economia significativa nas contas telefônicas. Até mesmo telefones convencionais e celulares podem ser equipados para trabalhar em VoIP na internet. No Brasil, os canais de TV por assinatura estão prontos para entrar nesse filão. O serviço VoIP da Ajato (da TVA, a qual pertence ao Grupo Abril, que publica VEJA) começa a funcionar em outubro. A NET promete ingressar no mercado ainda no primeiro semestre de 2005. A Embratel chegou a anunciar que seu serviço estaria disponível aos usuários em setembro, mas ainda não começou a atuar nesse segmento. Os preços variam, mas entre as ofertas mais populares, como a do serviço Skype (www.skype.com), há pacotes de uma hora de ligação internacional por 1 euro (cerca de 3,50 reais). Na média, uma ligação internacional por telefonia convencional sai por pelo menos 44 reais.

 

A FICÇÃO CIENTÍFICA COMO FONTE DE INSPIRAÇÃO

 
Celular adaptado a aparelho que projeta teclado virtual: telefone vira computador

No mês passado, soldados americanos no Iraque começaram a se comunicar com a ajuda do Vocera, um equipamento muito semelhante ao utilizado pelo Sr. Spock, personagem da série de TV Jornada nas Estrelas (Star Trek). A tripulação da fictícia Enterprise usava uma espécie de distintivo pregado ao uniforme que também servia para a comunicação, no mesmo estilo do aparelho desenvolvido pela Vocera Communications, uma empresa de Cupertino, na Califórnia. Mesmo com pouco tempo de aplicação, já é possível dizer que essa tecnologia pode servir tanto para matar quanto para salvar vidas. Cerca de oitenta instituições americanas, a maioria hospitais, também fazem parte do projeto de experimentação do Vocera.

 
Exército dos EUA usa comunicador inspirado no Spock de Jornada nas Estrelas

Outras tecnologias inspiradas na ficção científica estão prestes a se tornar realidade no cotidiano das pessoas. A alemã Siemens vem desenvolvendo um aparelho que projeta a imagem de um teclado virtual sobre qualquer superfície plana. O invento funciona como um teclado convencional. Basta tocar as teclas de luz. Esse avanço será fundamental na transformação de celulares em computadores operacionais. Futurologia? Nem tanto. A empresa já marcou o lançamento do produto para o ano que vem.

 

A TENTAÇÃO DAS REDES DOMÉSTICAS

 
Diminuir o número de fios e cabos nas residências se tornou uma realidade

Livrar-se do entulho de cabos espalhados pela casa já não é um sonho. Computadores, impressoras e mouses equipados com a tecnologia Bluetooth se comunicam entre si sem fio em um raio de 10 metros. Aparelhos de som de última geração permitem que o usuário busque no computador arquivos de músicas digitais e ouça suas baladas prediletas. Com o auxílio de um dispositivo conhecido como ponto de acesso (access point, em inglês), PCs equipados com a tecnologia wi-fi conectam-se à internet sem a necessidade de fios. Para os usuários de notebooks, o ponto de acesso, que envia dados por meio de ondas eletromagnéticas, permite navegar pela internet de qualquer lugar da casa. Mesmo muitos computadores e notebooks que saíram de fábrica sem o wi-fi podem ser habilitados com cartões. À medida que os eletrodomésticos forem sendo equipados com tecnologias sem fio, será possível gerenciá-los a distância com a ajuda da internet. A previsão é que isso aconteça em larga escala em cerca de três anos. Mas há limites, como admite Craig Barrett, presidente mundial da Intel, um entusiasta das novas tecnologias. Disse Barrett a VEJA: "É pouco provável que tenhamos todos os equipamentos da cozinha conectados".

 

GLOSSÁRIO

O setor de comunicações é pródigo em siglas e expressões técnicas que ganharam as ruas e hoje são corriqueiras. Abaixo, o significado de algumas das mais comuns:

BLUETOOTH
Permite alcance máximo de 10 metros entre dispositivos como celulares, PCs, impressoras, teclados, mouses e fones de ouvido, que se comunicam sem fio. O termo é a tradução para o inglês do sobrenome de Harald Blatand, rei dinamarquês que viveu no século X e unificou a Dinamarca e a Noruega. Como o rei, o Bluetooth une.
 

WI-FI
Wireless fidelity (fidelidade sem fio) é o nome da tecnologia, numa referência ao som hi-fi (alta fidelidade). Permite a conexão sem fio de internet de banda larga em até 50 metros. No Brasil, há cerca de 790 pontos de wi-fi em hotéis, aeroportos e restaurantes, onde é possível acessar a internet com laptops e palms.

WIMAX
Evolução do wi-fi. Tem alcance de até 50 quilômetros. A fase de testes na região de Campinas, no interior de São Paulo, começa este mês.
 

TDMA
A mais popular tecnologia de celulares no Brasil, com cerca de 24,7 milhões de usuários – 43,5% do total.
 

CDMA
Permite que um número maior de pessoas fale ao mesmo tempo numa determinada rede de celulares. É mais comum nos Estados Unidos. No Brasil, tem 16,9 milhões de usuários (29,7% do total).
 

GSM
A tecnologia de celulares mais popular na Europa. No mundo, tem 1,1 bilhão de usuários, 72% do total. No Brasil, são 26%.
 

3G
A próxima geração de celulares brasileiros usará essa tecnologia, que permite transmissão e recepção de sons e imagens com qualidade de cinema. Japão e Coréia do Sul já a usam. Está em testes no Brasil.

 

O QUE VEM POR AÍ...

Os aparelhos que aparecem aqui foram selecionados com base nas tendências tecnológicas que acabam de chegar às lojas brasileiras ou que estarão disponíveis no mercado em breve. A lista não é um ranking. Os itens apresentados nas próximas páginas não são os únicos em sua categoria

 
Divulgação
Paulo Vitale

• BLUETOOTH
O Motorola V3 representa uma tendência de aparelhos delgados, com câmera digital com zoom de quatro posições. Chega ao Brasil em novembro. O fone de ouvido usa tecnologia Bluetooth e se conecta sem fio ao aparelho.

Fotos divulgação
• TUDO EM UM
O Palm Treo 600, um smartphone, encarna a geração de computadores de mão que são também telefone celular, tocador de MP3 e câmera fotográfica digital.

 
• SEM FIO
A Concord Eye-Q Go Wireless é uma câmera digital que se liga ao computador ou à impressora em conexão sem fio.

 
• SUPERCOMPACTO
O iMac G5, da Apple, confirma a tendência de computadores em que todos os periféricos se interconectam sem fio, com monitor de cristal líquido e CPU embutida.

 
• TAMANHO MÉDIO
O Vaio TR3AP3, da Sony, representa a sobrevivência dos portáteis maiores que os palms e menores que os antigos laptops. Conecta-se sem fio à internet e tem câmera.

 
• GAMES SEM FIO
O PlayStation Portable traz a tecnologia sem fio para os games. Ele independe de um televisor para funcionar.

 

• MEMÓRIA DIGITAL
O Image Frame, da Nokia, é digital e tem memória para cinqüenta imagens. O aparelho recebe o arquivo diretamente de celulares.

 

• TOQUE NA TELA
O Stylistic, da Fujitsu, é o caderno da era digital, conceito criado pela Microsoft, que pode ser controlado por toques na tela.

 

• ESQUEÇA O CD
O Sound Blaster Wireless Music, da Creative, recebe os arquivos enviados pelo computador por conexão sem fio pela tecnologia wi-fi e reproduz música gravada em formatos digitais, como MP3.

 

• DOIS FORNOS
O modelo 76LX, da Electrolux, não faz parte da revolução sem fio, mas representa uma forte tendência: tem duplo forno e não deixa passar cheiro ou sabor entre seus dois compartimentos.

 

• COZINHA À VISTA
A geladeira KG39MT90, da Siemens, é interligada a um televisor de 15 polegadas com controle remoto. É um dos expoentes da tendência de integração dos eletrodomésticos.
 
 
 
 
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