Edição 1874 . 6 de outubro de 2004

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
Sérgio Abranches
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas


"A reportagem mostrou como a competência aliada à tecnologia é capaz de promover uma mudança no panorama rural do país."
Raphael de Andrade Siqueira
Recife, PE

Agronegócio

A foto de capa da edição 1.873 ("A civilização do campo", 29 de setembro) mostra o sincronismo entre as modernas máquinas nas linhas de colheita e plantio, fazendo um perfeito contraste com o anacronismo em tempos passados, em que a mecanização era rudimentar. Época em que o crédito agrícola não estava disponível na fase do plantio e, quando saía, era em valores insuficientes. Mais uma vez o produtor brasileiro mostra sua determinação, conquistando a primeira colocação na produção agrícola de diversas culturas, competindo, sem nenhuma grande ajuda, com produtores mundiais com fartura de subsídios.
Luiz Carlos Perillo
Goiânia, GO

É por meio de reportagens como essa que a gente se orgulha de ser brasileiro; saber que existem pessoas que têm criatividade para alavancar a produção brasileira. VEJA só não enfatizou que o exemplo também já é seguido nos cerrados do Piauí e do Maranhão, pois há municípios como Bom Jesus e Uruçuí, no Piauí, que também são pólos promissores do agronegócio da soja.
Antonio Marcos Gonçalves de Oliveira
Teresina, PI

Cumprimento VEJA por ter mostrado a seus leitores, em uma reportagem clara e objetiva, o crescimento do agronegócio brasileiro. Mas, ao destacar na matéria apenas os exemplos de produtores bem-sucedidos, a revista não mostrou o lado triste do agronegócio: os pequenos produtores que foram praticamente "expulsos" de suas terras para dar lugar aos grandes proprietários. Faltou dizer também que o crescimento dessas fronteiras agrícolas no Centro-Oeste praticamente dizimou o cerrado brasileiro.
Neuton Luiz Ramos de Melo
Formoso do Araguaia, TO

Em nenhuma linha do trecho publicado vi refletida alguma preocupação com os temores que o avanço do agronegócio e mais particularmente das lavouras da soja vem despertando em Mato Grosso. O governador Blairo Maggi representa, claramente, a ponta-de-lança de um dos dois projetos de desenvolvimento que, atualmente, se enfrentam em nossa região. De um lado, estão os sojicultores, como o senhor Maggi, interessados apenas em inflar os números de sua produção, sem se importar com os cataclismos que a expansão dessa lavoura provoca nos biomas do cerrado e da Floresta Amazônica e com as conseqüências nefastas da monocultura que, historicamente, penalizaram a economia brasileira.
Senadora Serys
Slhessarenko (PT-MT)

Brasília, DF

 

Millôr

Ah, Millôr, quanta memória, fazendo fantasias e cócegas na consciência do povo brasileiro ("Decisões decididas", 29 de setembro). Você aparece para (i)lustrar as páginas de VEJA, recapitulando, como só você sabe fazê-lo, os grandes momentos da exótica e rica história de um Brasil que evolui. Até a próxima edição!
Juridisse Miranda Gabriel
Moulin de Saudrupt, França

Millôr, como sempre, oferece o máximo de inteligência e humor que algum leitor pode desejar. Obrigada a VEJA por nos premiar com sua volta.
Mila Dessaune
Cachoeiro de Itapemirim, ES

 

Jerome Groopman

Gostaria de cumprimentar o doutor Jerome Groopman e a revista VEJA e agradecer-lhes a excelente entrevista ("O remédio da esperança", 29 de setembro). Tenho câncer de ovário há quase dez anos, passei por todas as fases da doença e nunca tentei negá-la. Nunca tentei esconder o câncer de mim mesma ou de outras pessoas. Pelo contrário, tornei o fato público, até porque durante boa parte deste tempo que convivo com a doença exerci o cargo de secretária de Estado da Criança e Assuntos da Família do Paraná (1995 a 2002). A luta foi e continua sendo muito difícil. Hoje, mais do que nunca, tenho certeza de que nenhum médico tem o direito de nos tirar o "remédio da esperança". Recarreguei diversas vezes minha vida com esse remédio, injetado por mim mesma, por intermédio de minha família, amigos e, principalmente, meus médicos, que, sempre antes das sessões de quimioterapia, me aplicam doses de esperança.
Fani Lerner
Curitiba, PR

 

Stephen Kanitz

Havia muito tempo não me emocionava tanto quanto no instante em que li o artigo "O contrato de casamento" (29 de setembro). Concordo integralmente com cada linha do magistral texto de Kanitz. O casamento é um longo processo de aprendizado para os cônjuges, baseado em algumas premissas: respeito e carinho mútuos, disponibilidade para o diálogo, confiança recíproca e, principalmente, capacidade de usar cada rusga, cada desavença e cada disputa para aprender com os próprios erros e, assim, tornar o casamento ainda mais sólido.
Rodrigo do Amaral Souza
Brasília, DF

Essa mensagem, vinda de alguém que chegou aos trinta anos de casamento, representa uma lição de vida importante para os jovens, principalmente para os que estão se preparando para firmar um compromisso em breve. Gostei tanto das idéias apresentadas no artigo que recomendei sua leitura a vários amigos e alunos da universidade que estão exatamente nessa situação.
Ricardo Miyashita
Rio de Janeiro, RJ

 

Música

Ao contrário do que foi escrito, vale ressaltar a beleza, a originalidade e a riqueza das obras (do Clube da Esquina), geradas no contexto de um pequeno-grande mundo que é Minas Gerais, longe da grande mídia e com o nobre propósito de encantar a quem gosta da boa música. Talvez a grande mídia ainda prefira dar vida a Sandy e Júnior, Bonde do Tigrão, DJ Marlboro, Serginho e Lacraia e outros mais ("Vassalos da MPB", 29 de setembro).
José Geraldo Alvarenga Júnior
Muriaé, MG

Fiquei um pouco (não muito) decepcionado com a maneira desrespeitosa com que meu nome foi mencionado na matéria "Vassalos da MPB". Gostaria de informar que estou gozando de plena saúde física, psíquica e intelectual. Pressão 12 por 8, musculação, natação, aula de canto, shows etc. Ando compondo com Tom Zé, Arnaldo Antunes, Samuel Rosa, entre outros. Sinais vitais preservados, não estou precisando de ninguém que me ressuscite. Elvis não morreu! Quanto à expressão "velho (e bota velho nisso)", estou me sentindo novo (e bota novo nisso)! Abraços para todos os leitores de VEJA!
Lô Borges
Belo Horizonte, MG

 

Holofote

Sobre a nota "A mãe de todas as licitações", da coluna Holofote (15 de setembro), em que sou citado devido a minha atuação como relator do projeto de lei que trata da inspeção técnica veicular (ITV), gostaria de fazer alguns comentários. O projeto da ITV tramita há mais de quatro anos na Câmara dos Deputados, ou seja, muito antes de eu assumir um assento nesta Casa (fevereiro de 2003). E mais, não sou eu quem quer aprovar o projeto, como afirma o texto; ele foi pautado pelo presidente João Paulo, a pedido do ministro das Cidades, Olívio Dutra. O projeto de iniciativa da Comissão de Transporte e Vias Públicas já passou por seis comissões e foi aprovado de forma quase unânime em todas elas, inclusive na comissão especial da qual fui o relator.
José Mentor
Deputado federal (PT-SP)
Brasília, DF

 

Medicina

Com relação à matéria intitulada "Elas não desistem" (22 de setembro), esclarecemos que o Lipostabil não possui registro na Anvisa. Dessa maneira, não pode ser comercializado nem utilizado de forma injetável (medicamento) ou tópica (cosmético). O uso da fosfatidilcolina em cosméticos só está reconhecido como condicionante da pele. Independentemente da substância a ser utilizada na formulação, os produtos devem possuir comprovação de eficácia e segurança; caso contrário, não terão autorização para ser comercializados.
Josineire Melo Costa Sallum
Gerente-geral de cosméticos da Anvisa
Brasília, DF

 

Longevidade

Sobre a reportagem "Viver mais e melhor" (15 de setembro), a vacina contra pneumonia administrada em pessoas mais velhas é a Pneumocócica 23 valente, cujo esquema de aplicação recomendado é de uma dose e um reforço após cinco anos (somente um), e não a cada cinco anos, como foi publicado na matéria.
Cibele Cristina Lustre Paronetto
Médica do Centro de Referências de Imunobiológicos Especiais da Universidade Federal de São Paulo
São Paulo, SP

 

Acordo político

VEJA, em sua edição da semana passada, envolveu meu nome em um episódio que se poderia chamar de reportagem obscura ("Os outros quinhentos...", 29 de setembro). A história ali apontada é mentirosa e tece ilações acerca de práticas políticas que jamais passaram perto de minha biografia. Não bastassem as injúrias, calúnias e infâmias que a revista assaca contra mim, o texto de VEJA parece ter um propósito eleitoral imediato: serve ao adversário do PT em Osasco, a maior cidade administrada pelo PSDB em todo o país e onde o atual prefeito é candidato à reeleição, tendo por vice em sua chapa um político que integra o PSDC. O PSDC é a legenda de onde saem os falsos ataques a mim e ao PT. É um episódio lastimável e depõe contra o Estado Democrático de Direito, que pressupõe uma imprensa livre e corajosa – mas responsável e transparente.
João Paulo Cunha
Presidente da Câmara dos Deputados
Brasília, DF

 

Ministérios

Em relação à reportagem "Sentados em cima do cofre" (12 de setembro), informo que, segundo a planilha de Acompanhamento da Execução Orçamentária – disponível no site do Ministério do Planejamento (www.fazenda.gov.br) –, o Ministério das Cidades já empenhou do orçamento liberado pela Fazenda 90,63%. Além disso, na última sexta-feira o jornal Estadão publicou que a média de realização orçamentária do atual governo está acima da média dos últimos anos anteriores à posse do governo Lula, e o Ministério das Cidades é o que apresenta o melhor desempenho. Para investimentos, que são o objeto da matéria, embora não seja dito, o valor liberado pela equipe econômica para o Ministério das Cidades não é de 1,1 bilhão de reais, como dito na reportagem, mas 655 milhões (valores de agosto). Desse valor, o Mcidades já empenhou 594 milhões até o fim de agosto. O texto afirma que o Ministério das Cidades tem uma estrutura mais parecida com a de um sindicato e sua composição obedeceu às tendências nacionais ou regionais do PT. A montagem das secretarias obedeceu à qualificação profissional e acadêmica, além da experiência administrativa anterior dos ocupantes dos cargos principais. A leviandade com que a matéria trata os profissionais que trabalham no Mcidades beira a falta de respeito e demonstra o desconhecimento dos currículos dos secretários nacionais. Para não deixar nenhuma dúvida, os currículos estão expostos no site do Mcidades (www.cidades.gov.br). No site também está disponível relatório sobre as realizações do Mcidades em dezoito meses de governo.
Ermínia Maricato
Ministra em exercício das Cidades
Brasília, DF

 

Fé na educação

Como as faculdades de outras áreas, a FTU submeteu-se a um processo no MEC em que teve seu Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) aprovado e suas instalações e corpo docente devidamente avaliados por especialistas desse ministério. Nesse PDI consta o orçamento de cinco anos da instituição, especificando origem e destino de recursos. O MEC e o Inep fiscalizam continuamente o desenvolvimento dessas instituições e prestam contas à sociedade. Opiniões obscurecidas pelo materialismo cético à parte, queremos saudar a iniciativa de todos que legitimamente procuram aproximar o sagrado do saber acadêmico ("Fé na educação", 29 de setembro).
Roger T. Soares
Diretor da Faculdade de Teologia Umbandista
São Paulo, SP

É verdade que, no caso específico da Fate-BH, temos por missão a formação de pastores bem preparados. Isso não exclui nossa busca por uma formação ética evangélica que coloque o ser humano acima de qualquer negócio. É verdade que muitas dessas instituições são mantidas por associações ligadas a igrejas evangélicas. O que não quer dizer que elas sejam mais um instrumento de enriquecimento dessas, uma "mina de ouro".
Sidney de Moraes Sanches
Diretor da Faculdade Evangélica de Teologia de Belo Horizonte
Belo Horizonte, MG

 

Marketing religioso

Diante da parcialidade dos meios de comunicação brasileiros, VEJA se destaca por não ignorar o avanço nem o impacto das igrejas evangélicas em células, que não é resumido a um dado de crescimento estatístico, mas a uma transformação qualitativa nos âmbitos pessoais, familiares e sociais, que mudará a cara do Brasil. Parabéns a VEJA ("Em nome do marketing", 29 de setembro).
Adriana Januário
Líder de célula da Comunidade Cristã
Ribeirão Preto, SP

 

CORREÇÕES: O ator Kevin Spacey é americano, e não inglês (Veja essa, 29 de setembro). Péricles (495 a.C.-429 a.C.) era ateniense, e não romano (Cartas, 29 de setembro). A foto do Porto de Santos publicada na reportagem "Uma idéia que pode dar certo" (8 de setembro) é de Manoel F.F. Souza.

 

 

A rainha da soja

A reportagem "A civilização do campo" (29 de setembro), que retratou os protagonistas da revolução do agronegócio brasileiro, foi complementada na edição on-line de VEJA por um alentado perfil de Johanna Döbereiner, a pesquisadora de origem checa responsável pelo desenvolvimento da técnica que ajudou o Brasil a se tornar um dos maiores produtores de soja do mundo. Se fosse preciso escolher um nome a quem atribuir o sucesso da cultura da soja, esse nome seria Johanna Döbereiner. Por essa razão, VEJA resolveu homenageá-la. Além de uma galeria de fotos de Johanna, os leitores poderão saber mais sobre sua vida e obra, seus projetos e o impacto de suas descobertas na agricultura em particular e na economia em geral.

EXCLUSIVO ON-LINE
Perfil: Johanna Döbereiner

 
 
 
 
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