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Cartas
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"A
reportagem mostrou como a competência aliada à tecnologia
é capaz de promover uma mudança no panorama rural do país."
Raphael
de Andrade Siqueira
Recife,
PE
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Agronegócio
A foto de capa da edição 1.873
("A civilização do campo", 29 de setembro) mostra
o sincronismo entre as modernas máquinas nas linhas de colheita
e plantio, fazendo um perfeito contraste com o anacronismo em tempos
passados, em que a mecanização era rudimentar. Época
em que o crédito agrícola não estava disponível
na fase do plantio e, quando saía, era em valores insuficientes.
Mais uma vez o produtor brasileiro mostra sua determinação,
conquistando a primeira colocação na produção
agrícola de diversas culturas, competindo, sem nenhuma grande
ajuda, com produtores mundiais com fartura de subsídios.
Luiz Carlos Perillo
Goiânia, GO
É por meio de reportagens como essa
que a gente se orgulha de ser brasileiro; saber que existem pessoas
que têm criatividade para alavancar a produção
brasileira. VEJA só não enfatizou que o exemplo também
já é seguido nos cerrados do Piauí e do Maranhão,
pois há municípios como Bom Jesus e Uruçuí,
no Piauí, que também são pólos promissores
do agronegócio da soja.
Antonio Marcos Gonçalves de Oliveira
Teresina, PI
Cumprimento VEJA por ter mostrado a seus leitores,
em uma reportagem clara e objetiva, o crescimento do agronegócio
brasileiro. Mas, ao destacar na matéria apenas os exemplos
de produtores bem-sucedidos, a revista não mostrou o lado
triste do agronegócio: os pequenos produtores que foram praticamente
"expulsos" de suas terras para dar lugar aos grandes proprietários.
Faltou dizer também que o crescimento dessas fronteiras agrícolas
no Centro-Oeste praticamente dizimou o cerrado brasileiro.
Neuton Luiz Ramos de Melo
Formoso do Araguaia, TO
Em nenhuma linha do trecho publicado vi refletida
alguma preocupação com os temores que o avanço
do agronegócio e mais particularmente das lavouras da soja
vem despertando em Mato Grosso. O governador Blairo Maggi representa,
claramente, a ponta-de-lança de um dos dois projetos de desenvolvimento
que, atualmente, se enfrentam em nossa região. De um lado,
estão os sojicultores, como o senhor Maggi, interessados
apenas em inflar os números de sua produção,
sem se importar com os cataclismos que a expansão dessa lavoura
provoca nos biomas do cerrado e da Floresta Amazônica e com
as conseqüências nefastas da monocultura que, historicamente,
penalizaram a economia brasileira.
Senadora Serys
Slhessarenko (PT-MT)
Brasília, DF
Millôr
Ah, Millôr, quanta memória, fazendo
fantasias e cócegas na consciência do povo brasileiro
("Decisões decididas", 29 de setembro). Você aparece
para (i)lustrar as páginas de VEJA, recapitulando, como só
você sabe fazê-lo, os grandes momentos da exótica
e rica história de um Brasil que evolui. Até a próxima
edição!
Juridisse Miranda Gabriel
Moulin de Saudrupt, França
Millôr, como sempre, oferece o máximo
de inteligência e humor que algum leitor pode desejar. Obrigada
a VEJA por nos premiar com sua volta.
Mila Dessaune
Cachoeiro de Itapemirim, ES
Jerome Groopman
Gostaria de cumprimentar o doutor Jerome Groopman
e a revista VEJA e agradecer-lhes a excelente entrevista ("O remédio
da esperança", 29 de setembro). Tenho câncer de ovário
há quase dez anos, passei por todas as fases da doença
e nunca tentei negá-la. Nunca tentei esconder o câncer
de mim mesma ou de outras pessoas. Pelo contrário, tornei
o fato público, até porque durante boa parte deste
tempo que convivo com a doença exerci o cargo de secretária
de Estado da Criança e Assuntos da Família do Paraná
(1995 a 2002). A luta foi e continua sendo muito difícil.
Hoje, mais do que nunca, tenho certeza de que nenhum médico
tem o direito de nos tirar o "remédio da esperança".
Recarreguei diversas vezes minha vida com esse remédio, injetado
por mim mesma, por intermédio de minha família, amigos
e, principalmente, meus médicos, que, sempre antes das sessões
de quimioterapia, me aplicam doses de esperança.
Fani Lerner
Curitiba, PR
Stephen Kanitz
Havia muito tempo não me emocionava
tanto quanto no instante em que li o artigo "O contrato de casamento"
(29 de setembro). Concordo integralmente com cada linha do magistral
texto de Kanitz. O casamento é um longo processo de aprendizado
para os cônjuges, baseado em algumas premissas: respeito e
carinho mútuos, disponibilidade para o diálogo, confiança
recíproca e, principalmente, capacidade de usar cada rusga,
cada desavença e cada disputa para aprender com os próprios
erros e, assim, tornar o casamento ainda mais sólido.
Rodrigo do Amaral Souza
Brasília, DF
Essa mensagem, vinda de alguém que
chegou aos trinta anos de casamento, representa uma lição
de vida importante para os jovens, principalmente para os que estão
se preparando para firmar um compromisso em breve. Gostei tanto
das idéias apresentadas no artigo que recomendei sua leitura
a vários amigos e alunos da universidade que estão
exatamente nessa situação.
Ricardo Miyashita
Rio de Janeiro, RJ
Música
Ao contrário do que foi escrito, vale
ressaltar a beleza, a originalidade e a riqueza das obras (do
Clube da Esquina), geradas no contexto de um pequeno-grande
mundo que é Minas Gerais, longe da grande mídia e
com o nobre propósito de encantar a quem gosta da boa música.
Talvez a grande mídia ainda prefira dar vida a Sandy e Júnior,
Bonde do Tigrão, DJ Marlboro, Serginho e Lacraia e outros
mais ("Vassalos da MPB", 29 de setembro).
José Geraldo Alvarenga
Júnior
Muriaé, MG
Fiquei um pouco (não muito) decepcionado
com a maneira desrespeitosa com que meu nome foi mencionado na matéria
"Vassalos da MPB". Gostaria de informar que estou gozando de plena
saúde física, psíquica e intelectual. Pressão
12 por 8, musculação, natação, aula
de canto, shows etc. Ando compondo com Tom Zé, Arnaldo Antunes,
Samuel Rosa, entre outros. Sinais vitais preservados, não
estou precisando de ninguém que me ressuscite. Elvis não
morreu! Quanto à expressão "velho (e bota velho nisso)",
estou me sentindo novo (e bota novo nisso)! Abraços para
todos os leitores de VEJA!
Lô Borges
Belo Horizonte, MG
Holofote
Sobre a nota "A mãe de todas as licitações",
da coluna Holofote (15 de setembro), em que sou citado devido a
minha atuação como relator do projeto de lei que trata
da inspeção técnica veicular (ITV), gostaria
de fazer alguns comentários. O projeto da ITV tramita há
mais de quatro anos na Câmara dos Deputados, ou seja, muito
antes de eu assumir um assento nesta Casa (fevereiro de 2003). E
mais, não sou eu quem quer aprovar o projeto, como afirma
o texto; ele foi pautado pelo presidente João Paulo, a pedido
do ministro das Cidades, Olívio Dutra. O projeto de iniciativa
da Comissão de Transporte e Vias Públicas já
passou por seis comissões e foi aprovado de forma quase unânime
em todas elas, inclusive na comissão especial da qual fui
o relator.
José Mentor
Deputado federal (PT-SP)
Brasília, DF
Medicina
Com relação à matéria
intitulada "Elas não desistem" (22 de setembro), esclarecemos
que o Lipostabil não possui registro na Anvisa. Dessa maneira,
não pode ser comercializado nem utilizado de forma injetável
(medicamento) ou tópica (cosmético). O uso da fosfatidilcolina
em cosméticos só está reconhecido como condicionante
da pele. Independentemente da substância a ser utilizada na
formulação, os produtos devem possuir comprovação
de eficácia e segurança; caso contrário, não
terão autorização para ser comercializados.
Josineire Melo Costa Sallum
Gerente-geral de cosméticos da Anvisa
Brasília, DF
Longevidade
Sobre a reportagem "Viver mais e melhor" (15
de setembro), a vacina contra pneumonia administrada em pessoas
mais velhas é a Pneumocócica 23 valente, cujo esquema
de aplicação recomendado é de uma dose e um
reforço após cinco anos (somente um), e não
a cada cinco anos, como foi publicado na matéria.
Cibele Cristina Lustre Paronetto
Médica do Centro de Referências de Imunobiológicos
Especiais da Universidade Federal de São Paulo
São Paulo, SP
Acordo político
VEJA, em sua edição da semana
passada, envolveu meu nome em um episódio que se poderia
chamar de reportagem obscura ("Os outros quinhentos...", 29 de setembro).
A história ali apontada é mentirosa e tece ilações
acerca de práticas políticas que jamais passaram perto
de minha biografia. Não bastassem as injúrias, calúnias
e infâmias que a revista assaca contra mim, o texto de VEJA
parece ter um propósito eleitoral imediato: serve ao adversário
do PT em Osasco, a maior cidade administrada pelo PSDB em todo o
país e onde o atual prefeito é candidato à
reeleição, tendo por vice em sua chapa um político
que integra o PSDC. O PSDC é a legenda de onde saem os falsos
ataques a mim e ao PT. É um episódio lastimável
e depõe contra o Estado Democrático de Direito, que
pressupõe uma imprensa livre e corajosa mas responsável
e transparente.
João Paulo Cunha
Presidente da Câmara dos Deputados
Brasília, DF
Ministérios
Em relação à reportagem
"Sentados em cima do cofre" (12 de setembro), informo que, segundo
a planilha de Acompanhamento da Execução Orçamentária
disponível no site do Ministério do Planejamento
(www.fazenda.gov.br)
, o Ministério das Cidades já empenhou do orçamento
liberado pela Fazenda 90,63%. Além disso, na última
sexta-feira o jornal Estadão publicou que a média
de realização orçamentária do atual
governo está acima da média dos últimos anos
anteriores à posse do governo Lula, e o Ministério
das Cidades é o que apresenta o melhor desempenho. Para investimentos,
que são o objeto da matéria, embora não seja
dito, o valor liberado pela equipe econômica para o Ministério
das Cidades não é de 1,1 bilhão de reais, como
dito na reportagem, mas 655 milhões (valores de agosto).
Desse valor, o Mcidades já empenhou 594 milhões até
o fim de agosto. O texto afirma que o Ministério das Cidades
tem uma estrutura mais parecida com a de um sindicato e sua composição
obedeceu às tendências nacionais ou regionais do PT.
A montagem das secretarias obedeceu à qualificação
profissional e acadêmica, além da experiência
administrativa anterior dos ocupantes dos cargos principais. A leviandade
com que a matéria trata os profissionais que trabalham no
Mcidades beira a falta de respeito e demonstra o desconhecimento
dos currículos dos secretários nacionais. Para não
deixar nenhuma dúvida, os currículos estão
expostos no site do Mcidades (www.cidades.gov.br).
No site também está disponível relatório
sobre as realizações do Mcidades em dezoito meses
de governo.
Ermínia Maricato
Ministra em exercício das Cidades
Brasília, DF
Fé na educação
Como as faculdades de outras áreas,
a FTU submeteu-se a um processo no MEC em que teve seu Plano de
Desenvolvimento Institucional (PDI) aprovado e suas instalações
e corpo docente devidamente avaliados por especialistas desse ministério.
Nesse PDI consta o orçamento de cinco anos da instituição,
especificando origem e destino de recursos. O MEC e o Inep fiscalizam
continuamente o desenvolvimento dessas instituições
e prestam contas à sociedade. Opiniões obscurecidas
pelo materialismo cético à parte, queremos saudar
a iniciativa de todos que legitimamente procuram aproximar o sagrado
do saber acadêmico ("Fé na educação",
29 de setembro).
Roger T. Soares
Diretor da Faculdade de Teologia Umbandista
São Paulo, SP
É verdade que, no caso específico
da Fate-BH, temos por missão a formação de
pastores bem preparados. Isso não exclui nossa busca por
uma formação ética evangélica que coloque
o ser humano acima de qualquer negócio. É verdade
que muitas dessas instituições são mantidas
por associações ligadas a igrejas evangélicas.
O que não quer dizer que elas sejam mais um instrumento de
enriquecimento dessas, uma "mina de ouro".
Sidney de Moraes Sanches
Diretor da Faculdade Evangélica
de Teologia de Belo Horizonte
Belo Horizonte, MG
Marketing religioso
Diante da parcialidade dos meios de comunicação
brasileiros, VEJA se destaca por não ignorar o avanço
nem o impacto das igrejas evangélicas em células,
que não é resumido a um dado de crescimento estatístico,
mas a uma transformação qualitativa nos âmbitos
pessoais, familiares e sociais, que mudará a cara do Brasil.
Parabéns a VEJA ("Em nome do marketing", 29 de setembro).
Adriana Januário
Líder de célula da Comunidade Cristã
Ribeirão Preto, SP
CORREÇÕES: O ator Kevin Spacey
é americano, e não inglês (Veja essa, 29 de
setembro).
Péricles (495 a.C.-429 a.C.) era ateniense, e não
romano (Cartas, 29 de setembro).
A foto do Porto de Santos publicada na reportagem "Uma idéia
que pode dar certo" (8 de setembro) é de Manoel F.F. Souza.
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A rainha da soja
A reportagem "A civilização
do campo" (29 de setembro), que retratou os protagonistas
da revolução do agronegócio brasileiro,
foi complementada na edição on-line
de VEJA por um alentado perfil de Johanna
Döbereiner, a pesquisadora de origem checa responsável
pelo desenvolvimento da técnica que ajudou o
Brasil a se tornar um dos maiores produtores de soja
do mundo. Se fosse preciso escolher um nome a quem atribuir
o sucesso da cultura da soja, esse nome seria Johanna
Döbereiner. Por essa razão, VEJA resolveu
homenageá-la. Além de uma galeria de fotos
de Johanna, os leitores poderão saber mais sobre
sua vida e obra, seus projetos e o impacto de suas descobertas
na agricultura em particular e na economia em geral.
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