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12 As viagens aéreas perdem o charme Viajar
de avião virou sinônimo de dissabores, atraso e até humilhações.
Tudo em nome da segurança Pilotos em
cabines seladas, policiais armados a bordo, talheres de plástico, revistas
e, agora, um golpe na bagagem de mão: até batons são confiscados,
numa barafunda de novas regras. A síntese dessa perturbação
é a obrigação de tirar os sapatos norma que nasceu
em dezembro de 2001, quando um inglês foi preso com bombas nos calçados.
13 Não me mandem seus "fatigados e
pobres"... O número de vistos de entrada
concedidos pelos Estados Unidos caiu 25% A
burocracia e o rigor no exame de documentos para obtenção de vistos
nas embaixadas se intensificaram. Uma modalidade de visto o de trânsito
foi criada. Está mais difícil entrar nos Estados Unidos para
fazer turismo, estudar ou realizar negócios. O número de concessões
para brasileiros caiu 30%. 14 Os chips contra
o terror Até 2010, todos os países
deverão adotar documentos de viagem com leitura digital Vigiar
a entrada e a saída de pessoas tornou-se prioritário para a segurança
nacional. Em quarenta países, os passaportes já ganharam um chip
para evitar falsificações. Até 2010, todos os países
deverão ter documentos com leitura digital. 15
Videoconferências ganham força Um
meio eficaz de evitar viagens aéreas, as reuniões remotas nunca
foram tão populares O medo das viagens
de avião impulsionou as videoconferências. Em 2000, foram vendidos
81.951 equipamentos para esses encontros tecnológicos a distância,
segundo a empresa Seal Telecom. Em 2005, foram 136.200. 16
O americano intranqüilo Grandes viajantes,
os americanos vivem às voltas com alertas de segurança dados
por suas embaixadas Viajar pelo mundo tornou-se
uma aventura para muitos americanos. Vítimas preferenciais dos terroristas,
muitos se dizem canadenses para evitar ser alvos. A página de internet
do Departamento de Defesa americano que traz boletins diários sobre como
está a segurança da Argélia ao Zimbábue bate recordes
de visualização. 17 O Big
Brother aconteceu Câmeras seguem os passos
dos cidadãos e identificam ações suspeitas Em
todo o mundo, equipamentos de vigilância foram instalados em locais de grande
concentração de pessoas. No metrô londrino, palco de um atentado
que fez 56 vítimas em 2005, 6.000 câmeras vigiam os transeuntes.
Pedro
Rubens
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Os talheres de metal usados por passageiros da American Airlines: armas perigosas?
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Garfos e facas de plástico substituíram os talheres de metal até na primeira classe
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18 A corrida para pôr
fim à era do petróleo Acelerou-se
a busca por novos combustíveis que possam neutralizar o poder dos xeques
O Oriente Médio detém dois terços
das reservas do combustível no mundo. O planeta é movido a petróleo.
Por isso, intensificaram-se em todo o mundo as pesquisas de combustíveis
alternativos. Etanol no Brasil, eletricidade nos Estados Unidos e hidrogênio
na Alemanha. Quando o petróleo voltar a ser apenas um barro escuro cheirando
a enxofre, o Oriente Médio sairá de cena. 19
Reacende-se a febre do ouro O metal voltou a
ser visto como lastro econômico seguro para países e empresas
Antes dos atentados de 11 de setembro, 1 onça
troy de ouro medida internacional equivalente a 31 gramas custava
275 dólares na Bolsa de Nova York. Hoje, a cotação mínima
é de 620 dólares. Trata-se de um fenômeno recorrente na história:
a busca pelo metal sobe em períodos de guerra ou de colapso econômico.
20 Ficou dura a vida dos doleiros A
vigilância sobre as finanças internacionais do terror praticamente
acabou com as remessas clandestinas de dólares O
esforço para asfixiar economicamente os terroristas teve impacto sobre
as transferências internacionais de moeda. Uma nova legislação
baixada pelos americanos após os atentados ampliou as penas para remessas
de recursos clandestinas. Do ponto de vista jurídico, hoje os bancos são
cúmplices dos clientes corruptos. 21
Explode a inflação de custos Despesas
com segurança das empresas globais passam a ser um de seus maiores custos
Companhias passaram a gastar mais para contratar
profissionais e proteger seus sistemas de dados. Uma pesquisa realizada com 331
empresas americanas mostrou que o gasto com segurança aumentou 4% nos dois
anos que se seguiram ao 11 de Setembro. Jae
Hong/AP
 | Jeff
Mitchell/Getty Images
 | ANTES
As pessoas podiam levar produtos de higiene pessoal, tocador de MP3, laptop, livros
e bebidas para dentro do avião | DEPOIS
Em aeroportos ingleses, até itens como creme dental foram banidos. Em alguns casos,
só entram documentos em sacos plásticos |
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Tudo o que se move é perigoso Medidas
de segurança rígidas inviabilizaram ou encareceram o comércio
mundial de muitos produtos Os Estados Unidos
mudaram seus protocolos de importação e exportação.
Exportações de tecnologia são monitoradas com vistas à
segurança nacional. Importações de alimentos, só de
empresas cadastradas. Portos do mundo inteiro tiveram de aprimorar sua inspeção
de mercadorias. O Brasil já gastou 100 milhões de reais nesse processo.
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