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Edição 1972 . 6 de setembro de 2006

Índice
Millôr
Lya Luft
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Gente
Auto-retrato
Artigo: Reinaldo Azevedo
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12 As viagens aéreas perdem o charme
Viajar de avião virou sinônimo de dissabores, atraso e até humilhações. Tudo em nome da segurança

Pilotos em cabines seladas, policiais armados a bordo, talheres de plástico, revistas e, agora, um golpe na bagagem de mão: até batons são confiscados, numa barafunda de novas regras. A síntese dessa perturbação é a obrigação de tirar os sapatos – norma que nasceu em dezembro de 2001, quando um inglês foi preso com bombas nos calçados.

 

13 Não me mandem seus "fatigados e pobres"...
O número de vistos de entrada concedidos
pelos Estados Unidos caiu 25%

A burocracia e o rigor no exame de documentos para obtenção de vistos nas embaixadas se intensificaram. Uma modalidade de visto – o de trânsito – foi criada. Está mais difícil entrar nos Estados Unidos para fazer turismo, estudar ou realizar negócios. O número de concessões para brasileiros caiu 30%.

 

14 Os chips contra o terror
Até 2010, todos os países deverão adotar documentos de viagem com leitura digital

Vigiar a entrada e a saída de pessoas tornou-se prioritário para a segurança nacional. Em quarenta países, os passaportes já ganharam um chip para evitar falsificações. Até 2010, todos os países deverão ter documentos com leitura digital.

 

15 Videoconferências ganham força
Um meio eficaz de evitar viagens aéreas, as reuniões remotas nunca foram tão populares

O medo das viagens de avião impulsionou as videoconferências. Em 2000, foram vendidos 81.951 equipamentos para esses encontros tecnológicos a distância, segundo a empresa Seal Telecom. Em 2005, foram 136.200.

 

16 O americano intranqüilo
Grandes viajantes, os americanos vivem às voltas com
alertas de segurança dados por suas embaixadas

Viajar pelo mundo tornou-se uma aventura para muitos americanos. Vítimas preferenciais dos terroristas, muitos se dizem canadenses para evitar ser alvos. A página de internet do Departamento de Defesa americano que traz boletins diários sobre como está a segurança da Argélia ao Zimbábue bate recordes de visualização.

 

17 O Big Brother aconteceu
Câmeras seguem os passos dos cidadãos
e identificam ações suspeitas

Em todo o mundo, equipamentos de vigilância foram instalados em locais de grande concentração de pessoas. No metrô londrino, palco de um atentado que fez 56 vítimas em 2005, 6.000 câmeras vigiam os transeuntes.

 

Pedro Rubens

ANTES
Os talheres de metal usados por passageiros da American Airlines: armas perigosas?

DEPOIS
Garfos e facas de plástico substituíram os talheres de metal até na primeira classe

 

18 A corrida para pôr fim à era do petróleo
Acelerou-se a busca por novos combustíveis que possam neutralizar o poder dos xeques

O Oriente Médio detém dois terços das reservas do combustível no mundo. O planeta é movido a petróleo. Por isso, intensificaram-se em todo o mundo as pesquisas de combustíveis alternativos. Etanol no Brasil, eletricidade nos Estados Unidos e hidrogênio na Alemanha. Quando o petróleo voltar a ser apenas um barro escuro cheirando a enxofre, o Oriente Médio sairá de cena.

 

19 Reacende-se a febre do ouro
O metal voltou a ser visto como lastro econômico
seguro para países e empresas

Antes dos atentados de 11 de setembro, 1 onça troy de ouro – medida internacional equivalente a 31 gramas – custava 275 dólares na Bolsa de Nova York. Hoje, a cotação mínima é de 620 dólares. Trata-se de um fenômeno recorrente na história: a busca pelo metal sobe em períodos de guerra ou de colapso econômico.

 

20 Ficou dura a vida dos doleiros
A vigilância sobre as finanças internacionais do terror praticamente acabou com as remessas clandestinas de dólares

O esforço para asfixiar economicamente os terroristas teve impacto sobre as transferências internacionais de moeda. Uma nova legislação baixada pelos americanos após os atentados ampliou as penas para remessas de recursos clandestinas. Do ponto de vista jurídico, hoje os bancos são cúmplices dos clientes corruptos.

 

21 Explode a inflação de custos
Despesas com segurança das empresas globais passam a ser um de seus maiores custos

Companhias passaram a gastar mais para contratar profissionais e proteger seus sistemas de dados. Uma pesquisa realizada com 331 empresas americanas mostrou que o gasto com segurança aumentou 4% nos dois anos que se seguiram ao 11 de Setembro.

 

Jae Hong/AP
Jeff Mitchell/Getty Images

ANTES
As pessoas podiam levar produtos de higiene pessoal, tocador de MP3, laptop, livros e bebidas para dentro do avião

DEPOIS
Em aeroportos ingleses, até itens como creme dental foram banidos. Em alguns casos, só entram documentos em sacos plásticos

22 Tudo o que se move é perigoso
Medidas de segurança rígidas inviabilizaram ou encareceram o comércio mundial de muitos produtos

Os Estados Unidos mudaram seus protocolos de importação e exportação. Exportações de tecnologia são monitoradas com vistas à segurança nacional. Importações de alimentos, só de empresas cadastradas. Portos do mundo inteiro tiveram de aprimorar sua inspeção de mercadorias. O Brasil já gastou 100 milhões de reais nesse processo.

 

 
 
 
 
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