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Surge um novo vilão global Osama bin Laden
se junta a Hitler, Stalin e Mao no panteão dos assassinos em massa
Antes conhecido apenas por especialistas militares,
o saudita tornou-se estampa de camiseta, máscara de Carnaval e até
substantivo: "bin laden" hoje é sinônimo de radical (e, no inglês,
de metralhadora e de um tipo potente de droga). Entre os radicais muçulmanos,
o fundador da Al Qaeda tem a imagem oposta: a de herói. Paul
Richards/AFP
 | Tim
Sloan/AFP
 | ANTES
Bush horas antes dos atentados, um presidente sem causa | DEPOIS
O "presidente da guerra" corre com mutilado da campanha |
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Bush entrou para a história De um presidente
perdido em pequenas coisas, ele se tornou polêmico nas grandes Figura
apática até o 11 de Setembro, George W. Bush respondeu de maneira
enérgica aos ataques terroristas. Ao comandar os Estados Unidos na invasão
unilateral do Iraque, ficará na história como um líder militar.
Lee
Balterman/Time&Life Pictures/Getty Images
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Gali Tibbbon/AFP
 | ANTES
Hillary Clinton nos tempos de estudante (à esq.), em 1969, quando
organizava protestos contra a guerra no Vietnã | DEPOIS
A senadora Clinton no Muro das Lamentações, em Israel, no ano passado.
Para viabilizar candidatura à Presidência, ela teve de se especializar
em defesa e armas |
3 Hillary
Clinton virou belicista A senadora democrata, símbolo
do pacifismo, tornou-se especialista em defesa para ser candidata viável
à Presidência Hillary protestou
contra a Guerra do Vietnã e, como primeira-dama, defendeu a criação
do Estado palestino. Provável candidata em 2008, vestiu a personagem da
especialista em defesa. Os americanos querem um presidente capaz de protegê-los,
e Hillary deve concorrer com Condoleezza Rice, atual secretária de Estado,
cujo nome é sinônimo de segurança. 4
Os gastos militares voltam aos tempos da Guerra Fria O
orçamento de defesa americano bateu perto de 440 bilhões de
dólares. É mais que nos tempos da URSS Nem
na Guerra Fria os gastos americanos foram tão grandes quanto nesta era
de combate ao terror. O orçamento reservado para o Departamento de Defesa
em 2007 é de 439 bilhões de dólares, 48% mais do que em 2001.
Com outros itens embutidos na legislação, ele pode somar 580 bilhões.
Esses gastos se voltam para a tecnologia: o número de soldados americanos
é hoje um terço menor do que uma década atrás.
5 Religião na trincheira Matar
e morrer em nome de Deus virou lugar-comum A
moda macabra do mártir muçulmano ganhou impulso em 1982, quando
um membro da milícia Hezbollah matou 75 pessoas num ataque suicida a um
prédio do Exército israelense. Calcula-se que apenas o Hezbollah
tenha gerado 1 200 mártires entre 1982 e 1998, e hoje também mulheres
e crianças se suicidam sempre com a idéia de lutar por Alá
e chegar ao paraíso. 6 Choca-se
um novo "ovo da serpente" A Espanha, a
Inglaterra e a França descobrem que em seus bairros muçulmanos se
gestam ódio e bombas Atualmente, 15 milhões
de muçulmanos vivem na Europa. O desafio monumental do continente é
integrá-los. O perfil dos terroristas do metrô de Londres, que abriga
cerca de 1,8 milhão de muçulmanos, é típico: deslocados
entre a cultura dos pais e a do país onde vivem, os descendentes de imigrantes
são presa fácil dos especialistas em moldar fanáticos. Cerca
de 19% dos muçulmanos britânicos dizem "respeitar" Osama bin Laden.
7 A banalização da morte
violenta O número de mortos em ataques
terroristas aumentou cerca de 1 000% em relação à década
passada Em 2005, o terror fez 8 359 vítimas,
dez vezes mais que a média da década de 90. Essa escalada enterra
a esperança de um período de relativa paz no mundo, que o fim da
Guerra Fria parecia prometer. 8 Armados
no Parlamento Uma inovação
no Oriente Médio: grupos terroristas elegem bancadas políticas
O Hamas venceu as eleições deste ano na Palestina. Em 2005, o Hezbollah
elegeu 23 dos 128 deputados do Líbano. A Irmandade Muçulmana obteve
quase 20% das cadeiras do Parlamento egípcio. Com a radicalização
na região, os grupos terroristas conquistaram espaço político
sem ter de se desfazer de seus braços armados. 9
O medo vem pelo correio Cartas com anthrax fizeram
com que o modo de manipular correspondências mudasse no mundo inteiro
No ataque bioterrorista mais conhecido, cartas com o bacilo provocaram cinco mortes
nos Estados Unidos, após o 11 de Setembro. Mas bastou para que as empresas
se prevenissem contra o contágio. No Brasil, funcionários dos Correios
usam luvas para manusear a correspondência. 10
Terroristas são eles Insurgentes
históricos como o IRA e o ETA apressaram-se em depor armas para não
se igualar aos islamitas Os irlandeses e os
bascos logo concluíram que era mau negócio ser confundido com a
Al Qaeda e trocaram oficialmente a violência pela negociação.
Os separatistas bascos do ETA não matam ninguém há quase
três anos. 11 Terrorismo de poltrona
A internet tornou-se uma incubadeira de sites que ensinam a fazer bombas em casa
Em 1997, a Universidade de Haifa, em Israel,
fez uma contagem de sites ligados a organizações terroristas. Encontrou
doze. Na última pesquisa, foram 4 300: a internet tornou-se o principal
meio para compartilhar informações, recrutar e distribuir manuais
de terror. 
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