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Edição 1972 . 6 de setembro de 2006

Índice
Millôr
Lya Luft
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Gente
Auto-retrato
Artigo: Reinaldo Azevedo
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Gente

Tira daqui, desenha dali


J. R. Duran/Revista Trip
Lívia: longe da política, mas disposta a "mudar o mundo"

A mãe é senadora, o pai é ex-ministro e candidato a deputado federal. Distante das disputas eleitorais, Lívia, 22 anos, filha de Ciro e Patrícia Gomes, empolga o eleitorado em trajes sumários e poses "sensuais, mas não sexy", como ressalta, na edição deste mês da revista Trip. "Herdei tudo da minha mãe. Acho que só a boca é do meu pai", avalia Lívia, preguiçosa assumida que, em matéria de exercício, só faz "levantamento de cheeseburger". Além de tirar, ela também desenha roupas – está no 3º ano de um curso de moda em São Paulo no qual pretende exercitar sua veia revolucionária: "Vai ser o meu jeito de mudar o mundo".

 

Pesadelo em Hollywood


Divulgação
Szafir em cena de O Homem do Pesadelo: é trash, sim, mas tem falas

Para dar o primeiro passo rumo a Hollywood vale tudo – inclusive fazer filme de terror no estilo mais trash possível, daqueles em que o cenário é isopor e a maquiagem provoca mais risadas do que calafrios. Exatamente assim é O Homem do Pesadelo, no qual Luciano Szafir, medo estampado na face respingada de sangue de mentira, fez sua estréia no cinema americano (no Brasil, deve entrar em cartaz em novembro). "É um filme B, não tem como negar. Mas foi uma boa experiência", acredita Szafir, que diz já ter convite para mais quatro papéis. "E meu personagem fala bastante", acrescenta, cutucando colegas menos loquazes.

 

ARMAÇÃO ILIMITADA

Diogo Pessoa


Condenado a prestar serviços
comunitários por agredir a mulher, Ingrid Saldanha, o ator Kadu Moliterno, 54 anos, rompeu o silêncio na semana passada numa longa entrevista em que fala em reconciliação e diz que Ingrid se arrepende de tê-lo processado. Ela desmente:

VOCÊS ESTÃO SE RECONCILIANDO?
De jeito nenhum. Eu o tenho como pai dos meus filhos. Como homem, ele morreu para mim.

NA ENTREVISTA, ELE DIZ QUE SÓ BATEU EM VOCÊ AQUELA VEZ.
Mentira. Ele sempre foi agressivo. Aquela não foi a primeira, mas foi a vez em que eu mais sofri. É muita covardia, ele não assume que errou, que tem um problema.

VOCÊ SE ARREPENDEU DE PROCESSÁ-LO?
Não, foi uma lição que ele merecia. Eu sofria as agressões e ficava quieta. Agora ele sabe que não pode mexer comigo, eu não tenho mais medo.

 

Estranhas no ninho

Sucesso em outros países, a TV Record estréia em outubro o Troca de Famílias brasileiro, reality show em que duas mães passam sete dias uma na casa da outra, convivendo com (e ditando ordens a) marido e filhos alheios. Rosângela Vieira e Jaciara Figueiredo, estrelas de um dos seis episódios já gravados, contam suas impressões sobre a família emprestada:

Fotos divulgação/TV Globo

Rosângela, 51 anos, costureira, foi viver com o médico ortopedista Fábio e os três filhos do primeiro casamento de Jaciara num apartamento de quatro quartos em bairro nobre de São Paulo.

O marido: "É frio e tem um relacionamento forçado com os filhos da Jaciara. Gosta dela, mas não aceita que trabalhe fora. O 'doutorzinho' sai cedo para seus quatro empregos e só volta tarde da noite. Fala que é o 'provedor' e por isso não precisa fazer nada em casa. Dei umas broncas nele. Disse que seu casamento não vai durar se ele continuar com essas histórias".

Os filhos: "São três meninos levados, mas me dei bem com eles. Adoraram meu macarrão".

A empregada: "A Selma é uma chata de galocha. Não me deixava fazer nada. Não ficaria uma semana com ela".

A conclusão: "Eu me sentia solitária e estava doida para voltar para casa. Foi uma semana ruim. Chorei muitas vezes à noite".


Jaciara, 37 anos, ex-enfermeira e atual dona-de-casa, conviveu com o marido de Rosângela, Edson, vendedor ambulante de churrasquinho, as três filhas e os três netos em uma chácara em Brasília.

O marido: "Foi uma empatia imediata. Parecia que a gente era amigo de longa data. Eu não como carne vermelha e ele me recebeu com um belo assado de lagarto. Comi, mas depois disse que preferia frango, peixe e verduras. Ele gostou da idéia e passou a comprar esses alimentos".

As filhas: "A convivência foi ótima. As meninas são trabalhadoras e extremamente criativas. Elas me acharam zen e queriam saber de onde vinha a minha paz".

A empregada: "Tratei a Solange superbem. Não interferi em nada, não reclamei de nada. Ensinei que ela deveria grelhar a carne para reduzir o uso de óleo".

A conclusão: "Eu amei! Eles não têm computador em casa e eu não podia usar celular. Eu me desliguei e foi fantástico!".

 

Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Bel Moherdaui, Ronaldo França e Sandra Brasil

 
 
 
 
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