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Edição 1972 . 6 de setembro de 2006

Índice
Millôr
Lya Luft
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Gente
Auto-retrato
Artigo: Reinaldo Azevedo
Veja.com
Veja essa
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

"A doçura foi posta à prova
com a denúncia dos malefícios desse inebriante veneno:
o açúcar."

Mara Narciso
Montes Claros, MG

Açúcar

Chega de negar as evidências. O consumo exagerado de alimento rico em açúcar vem contribuindo muito para o aumento mundial de doenças como a obesidade e o diabetes. Nos Estados Unidos, por exemplo, o consumo médio de açúcar por pessoa era inferior a 1 quilo por ano nos primórdios da colonização. A partir da segunda metade do século XX esse consumo explodiu, chegando na década de 90 ao incrível patamar de 68 quilos por pessoa por ano, ou seja, 185 gramas por dia ("Açúcar – o perigo branco", 30 de agosto).
Benedito Borges
Médico gastroenterologista e cirurgião da obesidade
Cuiabá, MT

Foi maravilhosa a explanação em forma de perguntas e respostas sobre o açúcar, o grande vilão. Mesmo não integrando o grupo de risco (diabéticos e obesos), eu me senti reconfortada com as questões abordadas. Nós, seres humanos, precisamos dosar as coisas. Sejam elas físicas, sejam psicológicas. Cortar os excessos já na mamadeira. Precisamos controlar os excessos na alimentação, no cigarro, na droga, na vida sexual, no trabalho, na lamentação e na euforia.
Ana Marisa de Oliveira Costa
Psicóloga
Dourados, MS

Como mãe, médica e auxiliar da Sociedade Brasileira de Medicina Estética – Ambulatório de Obesidade – e leitora de VEJA, muito me entristece ter todo esse conhecimento citado na revista e, na prática, enfrentar dificuldade em aplicar os ensinamentos. Diariamente, ao fazer a merenda das crianças, lido com o problema de não encontrar nas prateleiras dos supermercados produtos farináceos integrais. Dificilmente se acha um biscoito integral doce ou salgado nas gôndolas comuns.
Keila Rachel Costa de Azevedo
Rio de Janeiro, RJ

Como portadora de moléstia causada diretamente pelo uso abusivo do açúcar, sinto-me gratificada pela excelente reportagem de VEJA, em que o assunto nos é apresentado com competência e informações úteis de que poderei tirar proveito. Esclarecimentos que nunca me foram dados com tanta profundidade por nenhum médico.
Edna Rodrigues de Andrade
São Gabriel, ES

De fato, o açúcar é rico em calorias sem valor nutricional. No entanto, o grande vilão da nutrição é uma alimentação desequilibrada, com excesso e ausência de nutrientes essenciais.
Luana Giannotti
Nutricionista
Por e-mail

O erro de igualar sacarose (açúcar), pãozinho francês, maçã e cenoura segundo suas cargas glicêmicas consiste em que esses alimentos possuem diferentes índices glicêmicos, ou seja, possuem diferentes velocidades de aumento da glicemia após a ingestão e, portanto, diferentes respostas de secreção de insulina pelo pâncreas. O enfoque que deve ser dado aos "açúcares" da dieta não é apenas quanto à sua quantidade total ou proporcional à sua contribuição na dieta (carga glicêmica). O importante atualmente é a sua qualidade, já que diferentes tipos produzem diferentes respostas glicêmicas (índice glicêmico).
Fernanda Beraldo Michelazzo
Nutricionista mestre e doutoranda do departamento de alimentos e nutrição experimental da Faculdade de Ciências Farmacêuticas/USP
São João da Boa Vista, SP

Açúcar não pode. Sal também não. Fumar, nem pensar. Gordura mata. Álcool faz mal e sexo só com proteção. Que chato, não?
Oscar Roberto Jr.
São Paulo, SP

 

Luiz Antonio Fleury

Em razão de matéria publicada na última edição de VEJA, sob o título "A alucinação de Botucatu" (30 de agosto), reafirmo que não possuo fazendas nem naquele nem em outro município. Esclareço também que todos os meus bens móveis e imóveis se encontram devidamente declarados à Receita Federal.
Luiz Antonio Fleury
Deputado federal (PTB-SP)
Brasília, DF

Colocar no mesmo nível os episódios citados é um desrespeito à nossa cidade. O episódio de Varginha teve sua existência comprovada por altos especialistas no assunto, tanto locais quanto nacionais e internacionais. O ET de Varginha realmente existiu. Sua memória está definitivamente consagrada por uma estátua em praça pública, mostrando todas as suas características.
Murilo Pereira Coelho
Médico e agropecuarista
Varginha, MG

 

Newton Cardoso

Parabéns a VEJA pelo brilhante trabalho jornalístico ao oxigenar a memória dos brasileiros mostrando em suas páginas a triste biografia política de homens como Newton Cardoso, em Minas Gerais ("O nebuloso Newtão", 30 de agosto). Os políticos corruptos confirmam o adágio de que "o criminoso sempre volta ao local do crime". Que tal uma desapropriação dos bens do senhor Newton Cardoso com base nas suas declarações à Justiça Eleitoral?
Sálvio Gonçalves
Alfenas, MG

Só há uma explicação para o PT estar de braços dados com o Newtão: "Um gambá cheira outro".
Silvia Ivo de Figueiredo
Belo Horizonte, MG

 

Campanha fria

Preocupante a indiferença do povo brasileiro para com as eleições. A mobilização faz-se necessária neste momento, para que possamos expurgar do poder mensaleiros, sanguessugas e outras espécies perigosas ("Cadê a campanha?", 30 de agosto).
Helaine Póvoa
Brasília, DF

Profundamente desanimador é perceber, em campanhas eleitorais, que um voto consciente tem sua representatividade esmagada por milhares de votos conquistados por meio de programas assistencialistas do governo, além dos conhecidos métodos utilizados por políticos para cooptar eleitores numa sociedade em sua maioria desinformada. Nunca o termo "curral eleitoral" foi tão apropriado. Como cidadão percebo outros com a mesma dúvida: afinal, o que vale um voto consciente neste país?
Rogério Luis Battistini
Curitiba, PR

Já na edição 1.963 de VEJA, nas páginas amarelas, a entrevistada Maria Sylvia de Carvalho Franco afirmou que Alckmin foi escolhido para perder. Todos os fatos levam a essa conclusão. Então, quer dizer que a eleição já está decidida? É cruel pensar que você vai às urnas para um resultado já pre-determinado. Até onde vai a astúcia de quem está no poder? Até quando o povo brasileiro vai se sujeitar a essa canalhice?
Solange Mutton
Por e-mail

A cobertura das eleições 2006 está impecável. Para reforçar isso, gostaria de comentar o artigo sobre o "desânimo" do atual processo eleitoral. Ele demonstra um inequívoco amadurecimento do processo político em nosso país. A herança do populismo político fez a associação de que política só se faz com "triunfos romanos", ou seja, cheia de forma, mas sem conteúdo. Por isso, imagino que as restrições do TSE e do Congresso para as eleições deste ano foram bem-vindas. Mais razão e menos paixão. Mais objetividade e menos demagogia populista. Quanto mais fria a política, melhor.
Marcelo Brito Barros
Brasília, DF

 

Internet

VEJA presta mais um favor à jovem democracia brasileira. Ao divulgar sites que fiscalizam os candidatos, oferece ao eleitor ferramentas para ajudar a decidir em quem não votar ("Siga o candidato", 30 de agosto). Em um país de eleitores desinformados ou de memória curta, arquivos sobre a vida e a carreira nebulosa de seus agentes políticos são muito bem-vindos.
João Luiz Teixeira Santos
Vitória, ES

 

Vampiros

VEJA não poderia ter expressado de melhor forma a faceta dos sanguessugas ("Briga de sangue", 30 de agosto). O semblante do senhor Delúbio Soares na foto publicada não deixa dúvida quanto a sua índole. Em realidade, mais parece uma besta vinda do além e deveras sedenta de sangue. Quanto ao ilustríssimo senhor ex-ministro Humberto Costa, mais parece ter saído da última folha da saudosa revista O Cruzeiro travestido do nosso célebre Amigo da Onça. A forma como estão dispostas as fotos sugere que o senhor Delúbio esteja indagando ao ilustríssimo: "O que é isso, companheiro?".
Jorge Martins
Rio Claro, SP

 

Viagens presidenciais

Ao ler a reportagem "Um Lula como nunca se viu" (30 de agosto), entendi o porquê de o presidente usar metáforas futebolísticas. Seu palavreado usual é o de torcedor nos estádios de futebol a praguejar contra o juiz que deixou de dar um pênalti a favor de seu time. A propósito de metáforas futebolísticas, a equipe, que já teve o "capitão" expulso, acredita que o que interessa é ganhar com gol roubado e à custa de comprar juiz, bandeirinhas e federações.
Cláudio Eustáquio Duarte
Belo Horizonte, MG

Gostaria de indagar ao nosso deslumbrado presidente se a toalha que faltou, e que tanto o irritou, era para limpar a lama que o cerca. Pobre Brasil.
Luis Carlos de Assis
São Paulo, SP

 

Plutão

Que sirva de exemplo aos nossos nobres deputados a atitude da União Astronômica Internacional de cassar e rebaixar Plutão com voto aberto, sem medo das represálias e manifestações de astrólogos (Datas, 30 de agosto).
Roberto Boris Bogutchi
Betim, MG

 

Veja essa

Já que o senhor Wagner Tiso diz não se preocupar com nenhum tipo de ética, gostaria de saber se ele autografaria um disco pirata de suas músicas (Veja essa, 30 de agosto).
Maria Eleonora Bemvindo
Rio de Janeiro, RJ

 

William Ury

Gostaria de expressar minha satisfação profunda pelas páginas amarelas da revista VEJA, sempre muito esclarecedoras. As feitas por Diogo Schelp, que trazem idéias otimistas e generosas de William Ury ("O inferno somos nós", 30 de agosto), foram verdadeiro presente para quem procura por uma prova de que a humanidade está em processo de melhoria e que devemos ter esperança.
Moritoshi Hiramine
Olinda, PE

 

Células-tronco

Quando eu comecei a defender as pesquisas com células-tronco embrionárias (CTE), há cinco anos, já argumentava que era possível retirar uma célula de um embrião sem destruí-lo. Só não sabíamos ainda como derivar uma linhagem de CTE de uma única célula. A conquista da Advanced Cell Technology, publicada na semana passada, mostrando que isso já é factível, só foi possível graças à possibilidade de manipular embriões humanos. As pesquisas com CTE também estão nos ensinando como fazer células-tronco adultas formar diferentes tecidos, o que será o futuro da terapia celular. Ironicamente, as pesquisas com embriões descartados, tão combatidas por alguns grupos, nos permitirão alcançar os dois objetivos almejados por todos: tratar inúmeras doenças e lesões e não destruir embriões humanos ("Fim da polêmica", 30 de agosto).
Mayana Zatz
Diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano
Pró-reitora de pesquisas da USP
São Paulo, SP

 

Urânio

A propósito da nota "Enriquecimento com urânio" (Radar, 23 de agosto), esclarecemos que o referido contrato de obras de infra-estrutura relativas ao projeto de enriquecimento de urânio da INB, um dos projetos tecnológicos da vanguarda em execução no país, vem sendo auditado de forma periódica pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pelo Tribunal de Contas da União (TCU) desde 2001, sem ter apresentado irregularidades na sua condução. O contrato foi assinado em dezembro de 2001, com valor inicial de 23,7 milhões de reais, e deveria ser executado em dezessete meses, e não em cinco anos, conforme ocorreu. Os acréscimos foram provocados basicamente pelo adiamento do início das obras, visando a adequar o contrato a requisitos exigidos pelo próprio TCU, pelas prorrogações do prazo de execução decorrentes de contingenciamento orçamentário e pelos reajustes anuais previstos. Cabe ressaltar também que o acórdão do TCU apenas menciona a necessidade de esclarecimentos adicionais quanto aos preços relativos ao contrato, enfatizando que não foram constatados indícios de irregularidades.
Gabriela Marchesin
Chefe da assessoria de comunicação Indústrias Nucleares do Brasil (INB)
Rio de Janeiro, RJ

 

Turfe

Ao lado dos jóqueis brasileiros que estão fazendo o maior sucesso no exterior ("Montados no dinheiro", 30 de agosto), temos ainda excelentes treinadores. É o caso de Paulo Henrique Lobo, paulista que vive há seis anos na Califórnia e já ganhou com animais também brasileiros páreos da maior importância, como o Kentucky Oaks, Alabama Estakes, Carter Handicap, com bolsas acumuladas de 4 milhões de dólares. Foi o primeiro sul-americano a conquistar o Kentucky Oaks.
Romeu Batista Freitas
São José dos Campos, SP

 

Cão

Discordo da reportagem "Maluco e irresistível" (30 de agosto) quando diz que o rottweiler é um cão de briga (no item Neuroticismo) e discordo também do comentário de que seja agressivo (no item Sociabilidade). Sou proprietário de um rottweiler que tem sido criado com o propósito de ser um cão de companhia e venho tendo sucesso nesse quesito.
Rudine Antes
Por e-mail

Eu e minha família convivemos com cães da raça rottweiler há mais de dez anos, e todos que tivemos sempre demonstraram enorme afeto, docilidade e fidelidade com as pessoas que lhes foram próximas.
Carlos Roberto Bernardo Santos
Guanambi, BA

 

China

O governo do Japão lamenta a publicação da foto como sendo do Exército japonês sob o título "Orgulho ceifado", no especial sobre a China da edição de VEJA datada de 9 de agosto. É lamentável que uma foto como essa, cuja veracidade não pode ser certificada por meio de informações básicas, como nome do fotógrafo ou do local, seja veiculada como um fato verdadeiro por esta renomada revista.
Masuo Nishibayashi

Cônsul-geral Consulado-Geral do Japão
São Paulo, SP

 

Roberto Pompeu de Toledo

Uma perfeição a análise feita pelo sempre ótimo Roberto Pompeu de Toledo em seu ensaio "Uma riqueza que escapa do Brasil" (30 de agosto). Há muitos anos, quando falo de futebol sempre faço essa mesma comparação com o nosso café, nosso ouro, nossa borracha.
Elcio José Sartor
Curitiba, PR

 

Diogo Mainardi

Lendo sua coluna ("O mensalão das artes", 30 de agosto) percebi que a lei de Gerson está em alta. Todos só querem levar vantagem. Tanto faz serem artistas, políticos ou membros do PCC.
Vera Lucia Jader Pandini
Brasília, DF

A propósito da coluna do senhor Mainardi, vamos e venhamos, houve certa injustiça. O ilustre cantor e compositor Zeca Pagodinho poderia apoiar outro candidato que não fosse colega de confraria?
Maria Helena da S. Leite
São Paulo, SP

Caro Diogo Mainardi, é um direito que os artistas têm de se manifestar favoráveis a Lula. Sob essa perspectiva, faço valer meu direito de jamais assistir a alguma novela, peça ou comprar produtos anunciados pelo ator José de Abreu; nem comprar CDs ou ir a shows de Zeca Pagodinho, Alcione, Fernanda Abreu, Jorge Mautner, Gilberto Gil, entre outros
Rodrigo Soares Santos
Itatiba, SP

Depois de várias semanas meio borocoxô, sensacional sua coluna desse domingo! Vários e sérios jornalistas escreveram sobre o encontro de artistas e intelectuais com Lula. Mas Diogo escreve de forma nua, cínica e magistral. Um soco forte no estômago vazio. É o máximo! Não sei o que será de nós, população produtiva deste país, com o próximo governo do PT. Mas sei que, sem uma imprensa lúcida, não passaremos! Só ela nos resta! Espero continuar sempre grata a esta revista!
Cláudia Zuppani
Goiânia, GO

 

Luiz Antonio Fleury 2

Em país de contratos de gaveta e de empresas com controle societário dissimulado, será mesmo alucinação a propalada "fortuna imobiliária" de Fleury? Já que está aberto o revival defensório, que tal dar uma atençãozinha ao mano Lilico, aquele dos negócios especiais, lojas e shoppings? Afinal, são imóveis, mas urbanos.
Edson Dourado Matos
Por e-mail

 

CORREÇÃO: A reportagem "Reféns do assistencialismo" (16 de agosto) informou que cada máquina de costura do programa Costurando Cidadania e Confeccionando Oportunidades, em curso na cidade de Serrano do Maranhão, custaria 7 000 reais. Na realidade, esse é o custo global das nove máquinas de costura.

 

 

UMA EXPLICAÇÃO TÉCNICA

Na reportagem "Um mundo onde o tempo voa" (23 de agosto), sobre logística, foi dito que o aeroporto opera no "limite do vórtice gerado pelas turbinas". O leitor Felipe Diniz, aluno de aviação civil da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, corrige: "Na verdade, o vórtice (turbilhonamento do ar) é causado pela diferença de pressão entre o extradorso (parte de cima da asa) e o intradorso (parte inferior da asa). O ar tende a fluir com velocidade da parte de menor pressão (embaixo) para a de maior pressão (em cima). Como a aeronave está em movimento, cria-se um turbilhonamento". Portanto, não são as turbinas que causam o vórtice, mas as asas.

 

PRÊMIO JABUTI


Sobre a nota publicada em Datas (16 de agosto) a respeito da 48ª edição do Prêmio Jabuti de Literatura, o leitor Fernando Nobre, coordenador da unidade de hipertensão do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, achou injusta a divulgação dos vencedores de apenas quatro das dezenove categorias que concorreram ao prêmio. Com razão, pois ele é autor do livro Tratado de Cardiologia – Socesp, em parceria com Carlos Serrano Junior, considerado o melhor livro de ciências naturais e ciências da saúde naquela premiação. "Trata-se de obra inédita no país, com 1 850 páginas ricamente ilustradas, com mais de 300 colaboradores das principais instituições médicas do estado de São Paulo voltadas para a assistência, a pesquisa e o ensino da cardiologia", ressalta. A relação de todos os ganhadores encontra-se no site da Câmara Brasileira do Livro (www.cbl.org.br).

 
 
 
 
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