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Cartas
 | "A
doçura foi posta à prova com a denúncia dos malefícios desse inebriante veneno:
o açúcar." Mara Narciso Montes
Claros, MG | Açúcar
Chega de negar as evidências.
O consumo exagerado de alimento rico em açúcar vem contribuindo
muito para o aumento mundial de doenças como a obesidade e o diabetes.
Nos Estados Unidos, por exemplo, o consumo médio de açúcar
por pessoa era inferior a 1 quilo por ano nos primórdios da colonização.
A partir da segunda metade do século XX esse consumo explodiu, chegando
na década de 90 ao incrível patamar de 68 quilos por pessoa por
ano, ou seja, 185 gramas por dia ("Açúcar o perigo branco",
30 de agosto). Benedito Borges Médico gastroenterologista
e cirurgião da obesidade Cuiabá, MT
Foi maravilhosa a explanação em forma de perguntas e respostas sobre
o açúcar, o grande vilão. Mesmo não integrando o grupo
de risco (diabéticos e obesos), eu me senti reconfortada com as questões
abordadas. Nós, seres humanos, precisamos dosar as coisas. Sejam elas físicas,
sejam psicológicas. Cortar os excessos já na mamadeira. Precisamos
controlar os excessos na alimentação, no cigarro, na droga, na vida
sexual, no trabalho, na lamentação e na euforia. Ana Marisa
de Oliveira Costa Psicóloga Dourados, MS
Como mãe, médica e auxiliar da Sociedade Brasileira de Medicina
Estética Ambulatório de Obesidade e leitora de VEJA,
muito me entristece ter todo esse conhecimento citado na revista e, na prática,
enfrentar dificuldade em aplicar os ensinamentos. Diariamente, ao fazer a merenda
das crianças, lido com o problema de não encontrar nas prateleiras
dos supermercados produtos farináceos integrais. Dificilmente se acha um
biscoito integral doce ou salgado nas gôndolas comuns. Keila Rachel
Costa de Azevedo Rio de Janeiro, RJ
Como portadora de moléstia causada diretamente pelo uso abusivo do açúcar,
sinto-me gratificada pela excelente reportagem de VEJA, em que o assunto nos é
apresentado com competência e informações úteis de
que poderei tirar proveito. Esclarecimentos que nunca me foram dados com tanta
profundidade por nenhum médico. Edna Rodrigues de Andrade
São Gabriel, ES De fato, o
açúcar é rico em calorias sem valor nutricional. No entanto,
o grande vilão da nutrição é uma alimentação
desequilibrada, com excesso e ausência de nutrientes essenciais. Luana
Giannotti Nutricionista Por e-mail
O erro de igualar sacarose (açúcar), pãozinho francês,
maçã e cenoura segundo suas cargas glicêmicas consiste em
que esses alimentos possuem diferentes índices glicêmicos, ou seja,
possuem diferentes velocidades de aumento da glicemia após a ingestão
e, portanto, diferentes respostas de secreção de insulina pelo pâncreas.
O enfoque que deve ser dado aos "açúcares" da dieta não é
apenas quanto à sua quantidade total ou proporcional à sua contribuição
na dieta (carga glicêmica). O importante atualmente é a sua qualidade,
já que diferentes tipos produzem diferentes respostas glicêmicas
(índice glicêmico). Fernanda Beraldo Michelazzo Nutricionista
mestre e doutoranda do departamento de alimentos e nutrição experimental
da Faculdade de Ciências Farmacêuticas/USP São João
da Boa Vista, SP Açúcar
não pode. Sal também não. Fumar, nem pensar. Gordura mata.
Álcool faz mal e sexo só com proteção. Que chato,
não? Oscar Roberto Jr. São Paulo, SP
Luiz Antonio Fleury
Em razão de matéria publicada na última edição
de VEJA, sob o título "A alucinação de Botucatu" (30 de agosto),
reafirmo que não possuo fazendas nem naquele nem em outro município.
Esclareço também que todos os meus bens móveis e imóveis
se encontram devidamente declarados à Receita Federal. Luiz Antonio
Fleury Deputado federal (PTB-SP) Brasília, DF
Colocar no mesmo nível os episódios citados é um desrespeito
à nossa cidade. O episódio de Varginha teve sua existência
comprovada por altos especialistas no assunto, tanto locais quanto nacionais e
internacionais. O ET de Varginha realmente existiu. Sua memória está
definitivamente consagrada por uma estátua em praça pública,
mostrando todas as suas características. Murilo Pereira Coelho
Médico e agropecuarista Varginha, MG
Newton Cardoso Parabéns a
VEJA pelo brilhante trabalho jornalístico ao oxigenar a memória
dos brasileiros mostrando em suas páginas a triste biografia política
de homens como Newton Cardoso, em Minas Gerais ("O nebuloso Newtão", 30
de agosto). Os políticos corruptos confirmam o adágio de que "o
criminoso sempre volta ao local do crime". Que tal uma desapropriação
dos bens do senhor Newton Cardoso com base nas suas declarações
à Justiça Eleitoral? Sálvio Gonçalves
Alfenas, MG Só há uma
explicação para o PT estar de braços dados com o Newtão:
"Um gambá cheira outro". Silvia Ivo de Figueiredo Belo Horizonte,
MG Campanha
fria Preocupante a indiferença
do povo brasileiro para com as eleições. A mobilização
faz-se necessária neste momento, para que possamos expurgar do poder mensaleiros,
sanguessugas e outras espécies perigosas ("Cadê a campanha?", 30
de agosto). Helaine Póvoa Brasília, DF
Profundamente desanimador é perceber, em campanhas eleitorais, que um voto
consciente tem sua representatividade esmagada por milhares de votos conquistados
por meio de programas assistencialistas do governo, além dos conhecidos
métodos utilizados por políticos para cooptar eleitores numa sociedade
em sua maioria desinformada. Nunca o termo "curral eleitoral" foi tão apropriado.
Como cidadão percebo outros com a mesma dúvida: afinal, o que vale
um voto consciente neste país? Rogério Luis Battistini
Curitiba, PR Já na edição
1.963 de VEJA, nas páginas amarelas, a entrevistada Maria Sylvia de Carvalho
Franco afirmou que Alckmin foi escolhido para perder. Todos os fatos levam a essa
conclusão. Então, quer dizer que a eleição já
está decidida? É cruel pensar que você vai às urnas
para um resultado já pre-determinado. Até onde vai a astúcia
de quem está no poder? Até quando o povo brasileiro vai se sujeitar
a essa canalhice? Solange Mutton Por e-mail
A cobertura das eleições 2006 está impecável. Para
reforçar isso, gostaria de comentar o artigo sobre o "desânimo" do
atual processo eleitoral. Ele demonstra um inequívoco amadurecimento do
processo político em nosso país. A herança do populismo político
fez a associação de que política só se faz com "triunfos
romanos", ou seja, cheia de forma, mas sem conteúdo. Por isso, imagino
que as restrições do TSE e do Congresso para as eleições
deste ano foram bem-vindas. Mais razão e menos paixão. Mais objetividade
e menos demagogia populista. Quanto mais fria a política, melhor. Marcelo
Brito Barros Brasília, DF
Internet VEJA presta mais um favor
à jovem democracia brasileira. Ao divulgar sites que fiscalizam os candidatos,
oferece ao eleitor ferramentas para ajudar a decidir em quem não votar
("Siga o candidato", 30 de agosto). Em um país de eleitores desinformados
ou de memória curta, arquivos sobre a vida e a carreira nebulosa de seus
agentes políticos são muito bem-vindos. João Luiz
Teixeira Santos Vitória, ES
Vampiros VEJA não poderia
ter expressado de melhor forma a faceta dos sanguessugas ("Briga de sangue", 30
de agosto). O semblante do senhor Delúbio Soares na foto publicada não
deixa dúvida quanto a sua índole. Em realidade, mais parece uma
besta vinda do além e deveras sedenta de sangue. Quanto ao ilustríssimo
senhor ex-ministro Humberto Costa, mais parece ter saído da última
folha da saudosa revista O Cruzeiro travestido do nosso célebre
Amigo da Onça. A forma como estão dispostas as fotos sugere que
o senhor Delúbio esteja indagando ao ilustríssimo: "O que é
isso, companheiro?". Jorge Martins Rio Claro, SP
Viagens presidenciais
Ao ler a reportagem "Um Lula como nunca se viu" (30 de agosto), entendi o porquê
de o presidente usar metáforas futebolísticas. Seu palavreado usual
é o de torcedor nos estádios de futebol a praguejar contra o juiz
que deixou de dar um pênalti a favor de seu time. A propósito de
metáforas futebolísticas, a equipe, que já teve o "capitão"
expulso, acredita que o que interessa é ganhar com gol roubado e à
custa de comprar juiz, bandeirinhas e federações. Cláudio
Eustáquio Duarte Belo Horizonte, MG
Gostaria de indagar ao nosso deslumbrado presidente se a toalha que faltou, e
que tanto o irritou, era para limpar a lama que o cerca. Pobre Brasil. Luis
Carlos de Assis São Paulo, SP
Plutão Que sirva de exemplo
aos nossos nobres deputados a atitude da União Astronômica Internacional
de cassar e rebaixar Plutão com voto aberto, sem medo das represálias
e manifestações de astrólogos (Datas, 30 de agosto).
Roberto Boris Bogutchi Betim, MG
Veja essa Já que o senhor
Wagner Tiso diz não se preocupar com nenhum tipo de ética, gostaria
de saber se ele autografaria um disco pirata de suas músicas (Veja essa,
30 de agosto). Maria Eleonora Bemvindo Rio de Janeiro, RJ William
Ury Gostaria de expressar minha satisfação
profunda pelas páginas amarelas da revista VEJA, sempre muito esclarecedoras.
As feitas por Diogo Schelp, que trazem idéias otimistas e generosas de
William Ury ("O inferno somos nós", 30 de agosto), foram verdadeiro presente
para quem procura por uma prova de que a humanidade está em processo de
melhoria e que devemos ter esperança. Moritoshi
Hiramine Olinda, PE
Células-tronco
Quando eu comecei a defender as pesquisas com células-tronco embrionárias
(CTE), há cinco anos, já argumentava que era possível retirar
uma célula de um embrião sem destruí-lo. Só não
sabíamos ainda como derivar uma linhagem de CTE de uma única célula.
A conquista da Advanced Cell Technology, publicada na semana passada, mostrando
que isso já é factível, só foi possível graças
à possibilidade de manipular embriões humanos. As pesquisas com
CTE também estão nos ensinando como fazer células-tronco
adultas formar diferentes tecidos, o que será o futuro da terapia celular.
Ironicamente, as pesquisas com embriões descartados, tão combatidas
por alguns grupos, nos permitirão alcançar os dois objetivos almejados
por todos: tratar inúmeras doenças e lesões e não
destruir embriões humanos ("Fim da polêmica", 30 de agosto).
Mayana Zatz Diretora
do Centro de Estudos do Genoma Humano Pró-reitora
de pesquisas da USP São Paulo, SP
Urânio
A propósito da nota "Enriquecimento com urânio" (Radar, 23 de agosto),
esclarecemos que o referido contrato de obras de infra-estrutura relativas ao
projeto de enriquecimento de urânio da INB, um dos projetos tecnológicos
da vanguarda em execução no país, vem sendo auditado de forma
periódica pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pelo Tribunal
de Contas da União (TCU) desde 2001, sem ter apresentado irregularidades
na sua condução. O contrato foi assinado em dezembro de 2001, com
valor inicial de 23,7 milhões de reais, e deveria ser executado em dezessete
meses, e não em cinco anos, conforme ocorreu. Os acréscimos foram
provocados basicamente pelo adiamento do início das obras, visando a adequar
o contrato a requisitos exigidos pelo próprio TCU, pelas prorrogações
do prazo de execução decorrentes de contingenciamento orçamentário
e pelos reajustes anuais previstos. Cabe ressaltar também que o acórdão
do TCU apenas menciona a necessidade de esclarecimentos adicionais quanto aos
preços relativos ao contrato, enfatizando que não foram constatados
indícios de irregularidades. Gabriela
Marchesin Chefe da assessoria de comunicação
Indústrias Nucleares do Brasil (INB) Rio
de Janeiro, RJ
Turfe Ao lado dos jóqueis brasileiros
que estão fazendo o maior sucesso no exterior ("Montados no dinheiro",
30 de agosto), temos ainda excelentes treinadores. É o caso de Paulo Henrique
Lobo, paulista que vive há seis anos na Califórnia e já ganhou
com animais também brasileiros páreos da maior importância,
como o Kentucky Oaks, Alabama Estakes, Carter Handicap, com bolsas acumuladas
de 4 milhões de dólares. Foi o primeiro sul-americano a conquistar
o Kentucky Oaks. Romeu Batista Freitas São
José dos Campos, SP
Cão Discordo da reportagem
"Maluco e irresistível" (30 de agosto) quando diz que o rottweiler é
um cão de briga (no item Neuroticismo) e discordo também do comentário
de que seja agressivo (no item Sociabilidade). Sou proprietário de um rottweiler
que tem sido criado com o propósito de ser um cão de companhia e
venho tendo sucesso nesse quesito. Rudine Antes
Por e-mail Eu
e minha família convivemos com cães da raça rottweiler há
mais de dez anos, e todos que tivemos sempre demonstraram enorme afeto, docilidade
e fidelidade com as pessoas que lhes foram próximas. Carlos
Roberto Bernardo Santos Guanambi, BA
China
O governo do Japão lamenta a publicação da foto como sendo
do Exército japonês sob o título "Orgulho ceifado", no especial
sobre a China da edição de VEJA datada de 9 de agosto. É
lamentável que uma foto como essa, cuja veracidade não pode ser
certificada por meio de informações básicas, como nome do
fotógrafo ou do local, seja veiculada como um fato verdadeiro por esta
renomada revista. Masuo Nishibayashi Cônsul-geral
Consulado-Geral do Japão São
Paulo, SP Roberto
Pompeu de Toledo Uma perfeição
a análise feita pelo sempre ótimo Roberto Pompeu de Toledo em seu
ensaio "Uma riqueza que escapa do Brasil" (30 de agosto). Há muitos anos,
quando falo de futebol sempre faço essa mesma comparação
com o nosso café, nosso ouro, nossa borracha. Elcio
José Sartor Curitiba, PR Diogo
Mainardi Lendo sua coluna ("O mensalão
das artes", 30 de agosto) percebi que a lei de Gerson está em alta. Todos
só querem levar vantagem. Tanto faz serem artistas, políticos ou
membros do PCC. Vera Lucia Jader Pandini
Brasília, DF A
propósito da coluna do senhor Mainardi, vamos e venhamos, houve certa injustiça.
O ilustre cantor e compositor Zeca Pagodinho poderia apoiar outro candidato que
não fosse colega de confraria? Maria
Helena da S. Leite São Paulo, SP
Caro Diogo Mainardi, é um direito que os artistas têm
de se manifestar favoráveis a Lula. Sob essa perspectiva, faço valer
meu direito de jamais assistir a alguma novela, peça ou comprar produtos
anunciados pelo ator José de Abreu; nem comprar CDs ou ir a shows de Zeca
Pagodinho, Alcione, Fernanda Abreu, Jorge Mautner, Gilberto Gil, entre outros Rodrigo
Soares Santos Itatiba, SP
Depois de várias semanas meio borocoxô, sensacional sua coluna desse
domingo! Vários e sérios jornalistas escreveram sobre o encontro
de artistas e intelectuais com Lula. Mas Diogo escreve de forma nua, cínica
e magistral. Um soco forte no estômago vazio. É o máximo!
Não sei o que será de nós, população produtiva
deste país, com o próximo governo do PT. Mas sei que, sem uma imprensa
lúcida, não passaremos! Só ela nos resta! Espero continuar
sempre grata a esta revista! Cláudia
Zuppani Goiânia, GO
Luiz Antonio Fleury 2
Em país de contratos de gaveta e de empresas com controle societário
dissimulado, será mesmo alucinação a propalada "fortuna imobiliária"
de Fleury? Já que está aberto o revival defensório, que tal
dar uma atençãozinha ao mano Lilico, aquele dos negócios
especiais, lojas e shoppings? Afinal, são imóveis, mas urbanos.
Edson Dourado Matos Por
e-mail CORREÇÃO:
A reportagem "Reféns do assistencialismo" (16 de agosto) informou que
cada máquina de costura do programa Costurando Cidadania e Confeccionando
Oportunidades, em curso na cidade de Serrano do Maranhão, custaria 7 000
reais. Na realidade, esse é o custo global das nove máquinas de
costura.
| UMA EXPLICAÇÃO TÉCNICA
Na
reportagem "Um mundo onde o tempo voa" (23 de agosto), sobre logística,
foi dito que o aeroporto opera no "limite do vórtice gerado pelas turbinas".
O leitor Felipe Diniz, aluno de aviação civil da Universidade Anhembi
Morumbi, em São Paulo, corrige: "Na verdade, o vórtice (turbilhonamento
do ar) é causado pela diferença de pressão entre o extradorso
(parte de cima da asa) e o intradorso (parte inferior da asa). O ar tende a fluir
com velocidade da parte de menor pressão (embaixo) para a de maior pressão
(em cima). Como a aeronave está em movimento, cria-se um turbilhonamento".
Portanto, não são as turbinas que causam o vórtice, mas as
asas. | |
| PRÊMIO
JABUTI Sobre a nota publicada em Datas (16
de agosto) a respeito da 48ª edição do Prêmio Jabuti
de Literatura, o leitor Fernando Nobre, coordenador da unidade de hipertensão
do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, achou injusta a divulgação
dos vencedores de apenas quatro das dezenove categorias que concorreram ao prêmio.
Com razão, pois ele é autor do livro Tratado de Cardiologia
Socesp, em parceria com Carlos Serrano Junior, considerado o melhor livro
de ciências naturais e ciências da saúde naquela premiação.
"Trata-se de obra inédita no país, com 1 850 páginas ricamente
ilustradas, com mais de 300 colaboradores das principais instituições
médicas do estado de São Paulo voltadas para a assistência,
a pesquisa e o ensino da cardiologia", ressalta. A relação de todos
os ganhadores encontra-se no site da Câmara Brasileira do Livro (www.cbl.org.br).
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