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Lauro Jardim

 


"I have a dream..."
(Paulo Maluf, que continua sonhando com a municipalização da segurança pública, citando em inglês o líder negro Martin Luther King)

 

JUSTIÇA

Projac na berlinda

Na segunda-feira, os olhos da família Marinho, dona da Globo, estarão 100% voltados para o Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro. Será julgada a ação popular que exige a devolução, com juros e correção monetária, de um empréstimo feito em 1991 pela Caixa Econômica Federal (CEF) à Globo, no valor de 37 milhões de dólares. O dinheiro serviu para a construção do Projac, o megaestúdio onde são gravadas as novelas e os programas da emissora. A CEF é acusada de ter feito uma operação fora da rotina, dando juros de mãe para filho, entre outras camaradagens. A Globo e a CEF foram derrotadas na primeira instância.

 

POLÍTICA

Mosca azul

Que literatura que nada. O ex-presidente José Sarney gasta cada vez mais tempo pensando em suceder ACM na presidência do Congresso no início do ano que vem.

Novo berço

O governador Garotinho, novamente às turras com o cacique Leonel Brizola, vai jurar até o fim dos tempos que não sai do PDT. Mas, como seguro morreu de velho, já articulou seu desembarque no PSB.

 

TELEFONIA CELULAR

Uma facilidade a menos

Está com os dias contados a sopa daqueles que usam os celulares para atividades ilegais – os pré-pagos, por exemplo, são os preferidos dos traficantes. A Anatel, depois de um pedido da Polícia Federal, vai obrigar as operadoras a se capacitar para que as escutas telefônicas legais possam ser realizadas. Hoje, com o equipamento disponível, é missão impossível.

 

MINISTÉRIO PÚBLICO

O super Luiz Francisco

O procurador Luiz Francisco de Souza, do Ministério Público em Brasília, virou uma espécie de paladino da probidade. Mas tem alguns malandros que querem se aproveitar de sua fama. Um advogado de uma daquelas distribuidoras de combustíveis notoriamente sonegadoras de impostos mandou recentemente uma carta ao diretor-geral da ANP, David Zylbersztajn. No pé da correspondência, avisou: estava encaminhando seu pleito ao "Ministério Público, na pessoa do procurador Luiz Francisco de Souza".

 

ECONOMIA

A todo o vapor

O ex-presidente do BNDES Andrea Calabi dedica-se neste momento a assessorar a venda de uma grande empresa brasileira para uma multinacional.

Ainda não foi desta vez

Antes de chamar Ilan Goldfajn para ser diretor de Política Econômica do Banco Central, no lugar de Sérgio Werlang, Armínio Fraga tentou levar uma estrela internacional para sua equipe. Convidou o economista carioca radicado nos Estados Unidos José Alexandre Scheinkman, o acadêmico brasileiro de maior projeção no exterior. Mas Scheinkman achou o cargo pouca areia para seu talento.

 

INTERNACIONAL

Torcida francesa

Fora da América do Sul, a repercussão mais vigorosa do encontro dos presidentes da região, ocorrido na semana passada em Brasília, se deu na França. A imprensa francesa se esbaldou, destacando a liderança brasileira. Por trás da fanfarra, uma eterna obsessão francesa: balizar o poder dos Estados Unidos. A França regozija-se quando qualquer país se antepõe à idéia da liderança hegemônica dos EUA. E torce para que o Brasil faça na América do Sul o mesmo papel que ela tenta exercer na Europa.

 

TELEVISÃO

Sem tanta adrenalina

Em janeiro, o Ibope começa a medir a audiência dos canais por assinatura. Mas nem pensa em botar o medidor on-line, como faz com a televisão aberta. Os resultados sairão dois dias depois.

 

CONSUMO

Bolha de sucesso

O Ariel, lançado no ano passado debaixo de um milionário investimento para desbancar o Omo, não está fazendo tanta espuma quanto antes. A última medição do Ibope mostra que nos últimos três meses sua participação de mercado caiu de 7% para 4,4%. O Omo detém 51%. Para se ter uma idéia do que isso representa: cada pontinho nesse mercado corresponde a 14 milhões de reais de faturamento por ano.

 

 

A capital da preguiça

Bruno Veiga/Strana

Rio de Janeiro: vida mansa?

Os baianos sempre foram vítimas de gozações por sua suposta índole preguiçosa. Agora, o Rio de Janeiro surrupiou o troféu indolência, pelo menos no imaginário popular. Numa pesquisa nacional recém-concluída, a MCI quis saber: "Qual é o Estado em que mais se trabalha?" O Rio foi citado por apenas 1% dos brasileiros, enquanto a Bahia foi lembrada por 3%. Na ponta, nenhuma surpresa. Deu São Paulo, com 51%. Em tempo: um levantamento com base nos dados do IBGE mostra que no Rio e em São Paulo se trabalha o mesmo número de horas mensais.

 

 

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