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Um crime horroroso

Marceneiro matava com requintes
de crueldade

Crimes de estupro seguido de homicídio provocam altas doses de revolta e horror. Ainda mais quando envolvem crianças. Na semana passada, a população do Recife foi apresentada a um assassino que atingiu o topo na escala da barbaridade. Em pelo menos três ocasiões, o marceneiro Severino da Silva, 42 anos, retalhou crianças depois de obrigá-las a fazer sexo com ele. Os crimes foram descobertos da pior forma possível. Pela mãe de uma das vítimas. A dona-de-casa Maria das Dores Belchior achou que seu filho, Bruno, de 11 anos, estava demorando demais para voltar da rua na noite de terça-feira. Um vizinho contou que viu o garoto entrando na casa do marceneiro, até então conhecido apenas como um pacato evangélico que gostava de receber crianças. Maria foi bater na casa de Severino. Ele custou a atender e saiu correndo ao abrir a porta. Acabou preso por policiais de um posto próximo.

No interior da casa, o cenário era assustador. Na sala, havia uma bacia de sangue, pedaços de camisa e um saco plástico com o crânio de Bruno. No banheiro, pingos de sangue e fios de cabelo. Por todos os lados, pedaços de pele e massa encefálica. O marceneiro matara Bruno com golpes de faca na barriga e no pescoço. Depois, cortou o corpo com uma serra e jogou os pedaços na fossa no banheiro. O crânio foi colocado no saco plástico porque não coube na fossa. Durante o retalhamento, conforme contou a VEJA, Severino chegou a tentar comer um pedaço da coxa do garoto. Mas ficou enjoado com o cheiro de sangue. Depois de preso, confessou ter matado outras duas crianças da mesma maneira. As ossadas foram encontradas enterradas em outra casa, onde morava até dois anos atrás. Também foi localizado um caderno com o nome de vários meninos do bairro. A polícia investiga para descobrir eventuais novas vítimas.

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