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Como a diplomacia brasileira está reagindo

O Brasil diz não

Ao reunir em Brasília os presidentes
de onze países vizinhos, FHC dá o
primeiro passo para a construção de um
bloco sul-americano que poderá confrontar
a hegemonia americana no continente

 
AP/Eraldo Peres
Presidentes sul-americanos em Brasília: primeiro encontro da história

Depois de décadas de vacilação, durante as quais deu as costas aos seus vizinhos, o Brasil está ocupando o posto de país líder da América do Sul. O coroamento dessa intenção de liderar, que vem se estabelecendo há algum tempo, consolidou-se na quinta-feira passada com o desembarque em Brasília dos onze presidentes sul-americanos para um encontro de trabalho com duração de dois dias. Os chefes de Estado atenderam a um convite pessoal feito pelo presidente Fernando Henrique Cardoso por meio de uma carta que, de tão diplomática, mais parecia a convocação para um chá acadêmico. O tom do convite reflete o conhecimento que a diplomacia brasileira reúne hoje sobre os vizinhos. A preocupação era afastar-se o mais possível das maneiras imperiais que os líderes incontestes costumam ter e que, no caso, poderiam ser desastrosas. O corpo diplomático brasileiro estabeleceu uma agenda muito amena, com almoços e jantares festivos e uma pauta de conversações genéricas. Por trás das boas maneiras, discutiu-se a integração regional, a democracia no sub-continente, narcotráfico e guerrilha. Mais: os participantes do encontro sentem que, juntos, terão melhores condições de enfrentar o poder dos Estados Unidos na negociação do bloco comercial das Américas (Alca). Nada foi dito no encontro que pudesse estabelecer qualquer superioridade brasileira sobre os vizinhos, mas estava evidente para todos os participantes que o Brasil está assumindo a condição de líder regional.

O roteiro dessa trama foi previsto pelo Departamento de Estado americano. O melhor arranjo, para os Estados Unidos, seria um Brasil com forte liderança regional mas automaticamente alinhado com os interesses americanos. O pior seria uma América do Sul politicamente esfacelada por disputas entre os vizinhos. Está se desenhando o cenário intermediário. "O Brasil atingiu um grau de influência internacional e regional inédito em sua história. O país é hoje o porta-voz do mundo em desenvolvimento com assento também em fóruns importantes do Primeiro Mundo", diz Anthony Harrington, embaixador americano no Brasil. Nenhum outro diplomata de peso colocara antes a questão de forma mais clara. O Brasil está, efetivamente, flexionando seus músculos em encontros internacionais. A guerra campal na famosa reunião da Organização Mundial do Comércio, realizada em Seattle, nos Estados Unidos, em dezembro passado, não foi o único evento notável do encontro. Nele o Brasil, pela primeira vez, tomou a frente da Índia e do Egito como representante dos interesses comuns dos países em desenvolvimento.

Num surpreendente surto de afirmação, o Brasil tem dito sonoros nãos aos Estados Unidos. Há três semanas, ao receber a visita da secretária de Estado dos EUA, Madeleine Albright, o chanceler brasileiro, Luiz Felipe Lampreia, aproveitou para exigir que os Estados Unidos abandonem sua política protecionista que prejudica a venda de produtos brasileiros aos americanos. Lampreia disse a Albright que o Brasil aceita o cronograma da Alca, que os EUA desejam ver funcionando a partir de 2005, desde que as barreiras protecionistas sejam desativadas antes. "Queremos um acordo de livre comércio completamente sem barreiras tarifárias ou não tarifárias, de forma que o Brasil possa ter acesso sem empecilhos ao mercado americano", reivindicou o chanceler. Antes, o Brasil havia rechaçado a tentativa americana de estabelecer sanções contra Alberto Fujimori no âmbito da Organização dos Estados Americanos (OEA), com base nas suspeitas de fraude na reeleição do presidente peruano. O Brasil considerou a atitude americana inadequada e prometeu abordar a questão do desenvolvimento da democracia no Peru em conversas com Fujimori.


Antonio Milena
Manobra do Exército brasileiro na fronteira: defesa contra invasões


Mais recentemente, quando o presidente venezuelano Hugo Chávez decidiu visitar Saddam Hussein, presidente do Iraque, seu colega produtor de petróleo, os americanos protestaram. O Brasil calou-se e entendeu-se com a Venezuela sobre a questão. Também não prosperaram as tentativas americanas, falando em nome da comunidade internacional, de obrigar o Brasil a pressionar o Uruguai, acusado de ser um paraíso fiscal disfarçado. Na semana passada, numa manifestação do mesmo gênero, porém mais agressiva, o presidente Fernando Henrique Cardoso matou no nascedouro as tentativas americanas de envolver diretamente o Brasil no combate ao narcotráfico na vizinha Colômbia. "Não vamos mandar tropas nem vamos aceitar coordenação, muito menos a subordinação de nossas forças armadas ou policiais a potências estrangeiras, sejam elas quais forem", disse FHC no encerramento do encontro dos presidentes. Não há outro destinatário possível para esse não. Ele é direcionado aos Estados Unidos e ao Plano Colômbia, a bilionária ajuda militar americana ao país com o objetivo de combater o narcotráfico. O Brasil ainda não é a França, cuja política externa é automaticamente desalinhada com todas as posições dos EUA, mas está tendo atitudes surpreendentes para uma nação de tão pouca relevância no comércio, na indústria e nas finanças internacionais.

O tema mais explosivo entre os chefes de Estado que atenderam o convite de Fernando Henrique na semana passada foi justamente o Plano Colômbia. Em primeiro lugar porque se trata de uma guerra de verdade. Quase metade do território da Colômbia está em mãos de narcotraficantes, guerrilheiros marxistas e milícias paramilitares de extrema direita. A guerrilha esquerdista das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) dá proteção aos narcotraficantes e recebe em troca algo como 4 bilhões de dólares por ano para financiar suas atividades no interior do país. Para desatar esse nó, os colombianos pediram ajuda militar e financeira aos Estados Unidos. Por fim, houve a coincidência de que a ajuda dos EUA chegou justamente no momento em que os presidentes estavam tomando o avião para o Brasil. Numa rápida viagem a Cartagena, cidade litorânea da Colômbia, o presidente americano Bill Clinton desembarcou com um cheque de 1,3 bilhão de dólares. As forças colombianas vão receber dos Estados Unidos sessenta helicópteros de combate, 800 assessores militares e talvez um general-de-brigada para supervisionar as operações bélicas. Clinton, esperto como a águia, cuidou de desarmar os espíritos em seu discurso em Bogotá. "Isso não é o Vietnã. O objetivo é ampliar a capacidade do governo colombiano para combater os narcotraficantes e chegar a uma solução pacífica para a guerra civil", disse o presidente americano.


AP/Ricardo Mazalan
Guerrilheiros colombianos: controle sobre 40% do território do país


O governo brasileiro vê o Plano Colômbia com outros olhos. Para os brasileiros, aquilo tem cara e cheiro de lamaçal vietnamita. O Itamaraty tem aproveitado as crises dos vizinhos para deixar claro os limites de tolerância brasileiros, no que diz respeito à ingerência americana na região. "Não emprestaremos nossas bases da fronteira para ações militares americanas ou colombianas", disse Luiz Felipe Lampreia, ministro das Relações Exteriores do Brasil. O governo brasileiro teme que guerrilheiros colombianos, narcotraficantes e também os militares que eventualmente os perseguirão entrem no Brasil através da selva. A idéia é instalar um paredão militar que impeça o transbordamento do conflito colombiano para território brasileiro. Brasília vai apressar a transferência de batalhões do Exército do sul para a região amazônica por onde se estendem os quase 2.000 quilômetros de fronteira com a Colômbia. O projeto é dobrar de 20.000 para 40.000 o efetivo do Exército brasileiro na região. Além disso, há o temor de que se utilize um fungo geneticamente modificado para matar as plantações de coca. O fungo existe, já foi testado e assusta. "Ele pode contaminar os rios brasileiros", disse o general Alberto Cardoso, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência.

Na sexta-feira, depois de ler o comunicado conjunto dos chefes de Estado reunidos em Brasília, o embaixador Harrington estava mais aliviado. "Não vi o encontro como uma reunião de oposição aos Estados Unidos. Ao contrário, a reafirmação de compromisso com a democracia, com a paz na Colômbia e com o livre mercado é boa para todos no continente", disse Harrington a VEJA. "O presidente Fernando Henrique, em particular, pode sentir-se muito orgulhoso da reafirmação de sua liderança."


AP/Pablo Martinez Monsivais
O presidente americano Bill Clinton na Colômbia, na semana passada: ajuda financeira e militar contra o narcotráfico


A América do Sul é uma colcha de retalhos com as costuras esgarçadas por tensões e conflitos dramáticos. Embora tenha sido colonizada por Portugal e Espanha – países ibéricos de culturas semelhantes –, é composta de nações com história, tradição e pretensões discordantes. Ao Chile, país que exporta salmão e frutas e importa carros e computadores, interessa vitalmente o comércio preferencial com os Estados Unidos. A Venezuela, membro da Opep, quer o barril de petróleo na casa dos 30 dólares – o que pode prostrar os vizinhos, todos dependentes do combustível. Havia, portanto, o risco de que a reunião de doze políticos poderosos e ambiciosos pudesse acabar com a obtenção de resultados contrários ao objetivo inicial. No entanto, por alguma razão insondável, todos parecem ter percebido a importância do encontro. "Os governos da América do Sul mostraram ter-se dado conta de que precisam se unir para tratar de questões que afetam a vida de todos e para fazer o melhor uso possível dos recursos que compartilham", diz o ministro Lampreia.

O pano de fundo de todo o rapapé é costurar alianças comerciais regionais fortes que resultem num bloco econômico sul-americano. "A construção da América do Sul não representa uma opção pelo fechamento da região em si mesma", disse FHC em seu discurso de boas-vindas. O objetivo é sentar-se com os americanos com mais poder de fogo quando chegar a hora, inevitável, de se delinear a Alca, a ambiciosa arquitetura comercial com que os Estados Unidos esperam unir as três Américas, do Alasca à Patagônia. A Alca pode vir a ser a maior zona de livre comércio do planeta, com uma população total de 800 milhões de almas e um mercado de mais de 10 trilhões de dólares. O mundo anda se organizando de forma diferente. Já não são tribos ou nações que se relacionam política e economicamente. Mas grandes blocos, verdadeiras fortalezas, que se enfrentam na arena global. Nesse novo ambiente, um Uruguai ou uma Bolívia podem ser tragados. Até o Mercosul, o bloco que reúne Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e, mais informalmente, Chile e Bolívia, é raquítico. "O momento é estratégico. Os líderes da América do Sul precisam ter a sensibilidade de perceber que a união de suas forças trará mais vantagens para todos do que desvantagens para cada país, individualmente. Eles se aliam agora ou nunca mais", diz Gilberto Dupas, coordenador da área de assuntos internacionais do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo.


AP/Victoria Arocho
O candidato republicano à Presidência, George W. Bush: "O Brasil é tão importante para os americanos quanto a China"


As pretensões de liderança do Brasil afloraram em boa hora. Os dois candidatos à Presidência nas próximas eleições americanas também já reconheceram, em discursos públicos, a importância do Brasil dentro da América Latina e no cenário internacional. "As relações comerciais com o Brasil são tão importantes quanto as que os americanos mantêm com a China", disse George W. Bush, o candidato republicano, em Miami, no último domingo 27. "Nosso futuro não pode se separar do futuro da América Latina." O adversário de Bush, atual vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, não ficou atrás. "Precisamos nos aproximar dos parceiros latino-americanos", disse o candidato. Gore, ecologista de carteirinha, tem fixação pela Amazônia. Há alguns anos passou duas noites na selva sob chuva numa tenda de náilon ao lado de pesquisadores brasileiros e americanos. Ficou fascinado. "Se eleito, ele vai pressionar muito o Brasil para aceitar um amplo plano de preservação da Amazônia em troca de créditos e perdão da dívida", diz um alto diplomata americano sediado em Washington.

Historicamente, a posição americana com relação à América do Sul sempre vagou em algum ponto entre o desconhecimento e o desinteresse. Henry Kissinger, secretário de Estado no governo Richard Nixon, já disse que a América do Sul parece uma "adaga cravada num bloco de gelo, a Antártica" – ou seja, um nada. A estratégia americana em relação aos países ao sul do continente sempre foi a de dividir ou comandar, como faz na Organização dos Estados Americanos. Qualquer aglomeração, no quintal latino-americano, era percebida como ameaça de confronto, e combatida. "Os americanos não acreditam na capacidade de autonomia de seus vizinhos latinos. Têm uma psicologia paternalista que é herança do século passado e isso não muda facilmente", diz o historiador Thomas Skidmore, brasilianista que dirige o Centro de Estudos Latino-Americanos da Brown University, na cidade de Providence, Rhode Island. "O momento é bom para o Brasil mostrar sua independência."


AP/Gregory Bull
O mexicano Fox: ficou de fora da reunião em Brasília, mas mandou um observador. Ele também está de olho nos movimentos do Brasil


Bom momento por quê? Os diplomatas dizem que a América do Sul se tornou uma adaga incômoda. É o berço de problemas que falam diretamente às preocupações do eleitor americano, como o narcotráfico e a devastação da Amazônia, tida como pulmão do planeta. Além disso, a comunidade hispânica cresceu de tal forma nos Estados Unidos que as questões que dizem respeito aos países do continente ao sul do Rio Grande passaram a ter peso eleitoral nas eleições. A maturidade do processo de globalização da economia também aumenta o foco dos interesses sobre a América do Sul. A região sempre foi muito pobre para atrair algum interesse genuíno, que não fosse meramente predatório ou extrativista. Ainda é pobre. Juntos, os países sul-americanos respondem por apenas 3% do comércio mundial. Somadas, as bolsas de valores da região não atingem 2% do volume total de ações negociadas num dia qualquer no mundo. Por outro lado, a região tem um enorme potencial de consumo. Num mundo em franca expansão econômica e sem contratempos ou crises no horizonte, a América do Sul passa a ser uma excelente aposta. A demanda reprimida da região é atraente demais para ser desprezada pelas grandes corporações mundiais. Muitos analistas acham que não existe razão para que o potencial evidente do Brasil não se realize num curto espaço de tempo também nos demais países sul-americanos.

Se realmente quiser assumir a função de líder na América do Sul, o Brasil terá de pagar um preço. Nessa condição, acabará por ter assento no Conselho de Segurança da ONU. Isso significa o seguinte. Não será mais possível, para o país, fingir-se de morto quando o mundo deparar com uma crise de peso. Terá de dar sua opinião e quem sabe até alinhar suas Forças Armadas com as dos países que vão para o campo de batalha. Foi o Conselho que determinou a eclosão da Guerra do Golfo e a repressão armada aos embates no Kosovo e na Bósnia.

Cerzir os entendimentos entre os países sul-americanos custará um bocado de organização. "O brasileiro abusa de sua capacidade de improvisação. Terá de aprender a negociar e a promover um trabalho integrado, de governo e empresários", diz Roberto Teixeira da Costa, presidente do Conselho de Empresários da América Latina. Custará também bastante dinheiro. Para ganhar a simpatia e a confiança dos vizinhos, o Brasil terá de abrir seu mercado a produtos da região e patrocinar investimentos nas áreas mais pobres. A balança de pagamentos do país, certamente, sentirá o tranco. Suas relações comerciais e diplomáticas com outros países também serão afetadas. Uma mostra disso foi a reação do presidente eleito do México, Vicente Fox, quando soube que não havia sido chamado para o encontro em Brasília. "Gostaria de ter sido convidado. Nossa situação geográfica na América do Norte de forma alguma nos impede de ter uma relação intensa com a América Latina", disse Fox, dias antes da reunião em Brasília. Para evitar constrangimentos, os diplomatas brasileiros enviaram ao México um convite para que o país mandasse um observador ao Brasil, o que efetivamente ocorreu. É ótimo sinal de sucesso do nascente bloco sul-americano o fato de Fox querer fazer parte do time.

 

 

Política externa ciclotímica

 
Irmo Celso
Figueiredo na Guiné-Bissau, em 1983: opção preferencial pelos africanos

A política externa brasileira nunca foi tão fácil de ser entendida por aliados e adversários quanto agora. O país quer ser líder sul-americano desde que essa pretensão seja aceita pelos vizinhos. Historicamente, o Brasil sempre emitiu sinais erráticos para o exterior. O governo militar pendulou ao sabor da Guerra Fria, indo do alinhamento total com os Estados Unidos nos anos 60 a uma política dúbia durante os governos dos generais Ernesto Geisel e seu sucessor, João Figueiredo. Geisel esfriou as relações com os Estados Unidos porque o governo americano dizia que havia tortura no Brasil – ao mesmo tempo que selava alianças e acordos de colaboração nuclear com a Alemanha. Figueiredo foi convencido por sua diplomacia de que o caminho natural do Brasil seria aproximar-se da África. Ambas as políticas não tinham uma lógica fácil de ser entendida e não levaram a lugar algum. Com o apeamento dos militares do poder em 1985, a Nova República acalentou a idéia de que o Brasil deveria ser o carro-chefe dos pobres. O mantra da época sustentava que era melhor tentar ser "o primeiro país do Terceiro Mundo, e não o último do Primeiro Mundo". Sem ambições de progresso econômico e modernidade, o país acabou não sendo uma coisa nem outra.

Abaixo, algumas das visões que orientaram a relação do Brasil com o mundo no passado.

Com a proclamação da República, em 1889, o Brasil aproximou-se dos Estados Unidos, principal consumidor de seus produtos agrícolas. Em 1907, na segunda Conferência de Haia, o jurista Rui Barbosa, fez uma proposta ousada: defendeu a idéia da igualdade das nações.

Durante a I Guerra Mundial, o Brasil permaneceu neutro até 1917, quando submarinos alemães atacaram navios de bandeira nacional. A partir daí, o Brasil passou a ser o único país sul-americano a aliar-se aos Estados Unidos na guerra.

No governo de Getúlio Vargas, eclodiu a II Grande Guerra. O Estado Novo tinha muitas afinidades com o fascismo. Mas em 1944, pressionado pelos americanos, o Brasil mandou tropas à Itália e permitiu a instalação de bases militares aliadas no Nordeste. Em troca, recebeu dólares para construir a Siderúrgica de Volta Redonda. Vargas queria uma cadeira no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), mas não conseguiu.

Juscelino Kubitschek estreitou ainda mais as relações com os EUA. Criou a Operação Pan-Americana, uma aliança que deveria servir para superar o subdesenvolvimento.

 

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