TRÍPOLI
Kadafi virou bom moço. Quem acredita?
AFP

Coronel
Kadafi e os reféns libertados: em busca da paz |
Muamar Kadafi tornou-se um pária internacional por patrocinar
terroristas. Na semana passada, ele tomou um atalho na contramão
da própria biografia: pagou 6 milhões de dólares
para que guerrilheiros muçulmanos das Filipinas libertassem
seis reféns europeus e sul-africanos. E os exibiu em Trípoli,
como prova de sua boa vontade. Em 1999, o ditador já tinha
entregue para julgamento na Europa dois líbios acusados
de explodir um avião americano. Ao que parece, Kadafi cansou-se
do isolamento e quer fazer as pazes com o mundo. Mas como confiar
na versão bom-moço do ditador, que em 31 anos de
governo só cometeu desatinos?
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NOVA
YORK
Confissões de um assassino no domingo
à noite
O
fenômeno mais recente da televisão brasileira
e mundial os programas em que as grandes atrações
não são celebridades, mas gente comum, como
No Limite, da Globo atinge um patamar perigoso
neste mês, com a estréia de Confessions
(Confissões), numa emissora americana. O que
irá ao ar nas noites de domingo são confissões
reais feitas por assassinos nas delegacias de polícia.
O programa é da TV Court, que faz sucesso com a transmissão
de julgamentos. Os brasileiros não perdem por esperar.
Se for sucesso lá fora, logo poderá ser visto
também nas telinhas daqui.
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MOGADÍSCIO
Um presidente na baderna somali
A
Somália vivia uma situação inusitada: estava
sem governo havia nove anos. O poder era exercido pelos clãs,
que dividiram o território em pequenos feudos. Isso tudo
pode ter acabado na semana passada, com o desembarque em Mogadíscio
de um novo presidente da Somália, Abdikassim Salad Hassan.
Líder de uma milícia importante, ele foi escolhido
por representantes de vários clãs numa conferência
de paz realizada num país vizinho. Ninguém aposta
um xelim furado no sucesso do arranjo.
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Preço
do perdão
Os
fundos de compensação criados para indenizar
as vítimas do nazismo já somam mais de 10
bilhões de dólares.
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4,6
milhões de dólares
É
o valor que a Igreja Católica alemã
vai destinar ao fundo formado na semana passada. A
instituição resistiu, mas acabou por
assumir a responsabilidade pela escravização
de cerca de 1 500 pessoas.
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4,8
bilhões de dólares
É
o total do fundo criado em julho pelo governo, por
empresas alemãs e pela Igreja Protestante a
fim de compensar judeus e outras pessoas espoliadas
de seus bens e escravizadas durante a II Guerra.
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5
bilhões de dólares
É
o total destinado pela Suíça para colocar
uma pedra sobre um assunto polêmico: o dinheiro
deixado por judeus mortos no holocausto em que os
bancos suíços passaram a mão.
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