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Os atletas brasileiros que,
atrás do sonho olímpico,
"Formamos a dupla por causa do sonho olímpico. O Brasil é um celeiro de feras no vôlei de praia feminino e fica difícil conseguir uma vaga", conta Andrezza. A pedido do presidente da federação de vôlei da Geórgia, Renato e Jorge adotaram os codinomes "Geor" e "Gia", como passaram a ser conhecidos no circuito mundial. O mesmo aconteceu com Cristine e Andrezza, que ganharam as alcunhas de "Saka" e "Rtvelo". O vôlei de praia não é o único esporte que contará com brasileiros representando outro país. Os irmãos cariocas Kiko e Felipe Perrone jogarão pela seleção espanhola de pólo aquático. Na troca de países pelos atletas, mui-tas vezes o dinheiro fala mais alto que o sonho olímpico. Nações do Oriente Médio como Catar e Barein usam seus petrodólares para atrair corredores africanos de elite principalmente quenianos, etíopes, nigerianos e marroquinos. Os bônus oferecidos a eles por desempenho podem atingir centenas de milhares de dólares. A China, por sua vez, é grande exportadora de jogadores de tênis de mesa. A federação chinesa desse esporte conta com nada menos de 10 milhões de associados. Na Olimpíada, haverá jogadores chineses de tênis de mesa disputando partidas por países tão diferentes quanto Espanha, Argentina e República Dominicana.
Nem sempre os atletas adotados por outro país passam a residir nele. Renato e Jorge, a dupla de vôlei de praia brasileira que concorre pela Geórgia, só esteve por lá uma vez, em abril, e ficou apenas dois dias. Já Cristine e Andrezza, embora sejam cidadãs georgianas, nunca puseram os pés no país. Com a troca de nacionalidade de atletas, não será estranho se nos pódios de Pequim o ganhador de uma medalha ficar em silêncio quando for executado o seu hino nacional ele pode nunca tê-lo ouvido.
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