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Do Leitor
Fertilidade no Brasil A diminuição
da taxa de natalidade no país se deve, sobretudo, aos avanços da
medicina reprodutiva, com todo o seu arsenal para evitar a concepção,
e também ao planejamento familiar. Porém, isso ainda é pouco.
Nas classes menos favorecidas, o acesso ao planejamento familiar é incipiente,
seja por desconhecimento dos métodos contraceptivos, seja por uma falta
de presença do estado. Essa presença do estado deve ser dada na
reformulação da saúde, visando sempre a uma medicina preventiva,
seja ela em postos de saúde, seja nos programas de saúde da família,
que são peças-chave para o acompanhamento de quem deseja evitar
a gravidez. Entre os adolescentes, principalmente, a gravidez precoce preocupa,
e só com políticas sérias de saúde preventiva podemos
orientar os jovens a utilizar de forma inteligente todos os métodos contraceptivos
("Poucos e bons", 30 de julho). Há
pelo menos cinco anos que os conhecimentos demográficos disponíveis
nos dão conta da diminuição das taxas de fertilidade e de
natalidade no Brasil. Esse fenômeno é bem mais acentuado no sul do
país. Hoje, no Rio Grande do Sul a taxa de fertilidade é inferior
a 1,5 filho por casal. No entanto, quando uma informação desse teor
aparece na mídia e se torna de conhecimento público, é porque
chegou com atraso de vários anos. Num
oceano de más notícias sobre o meio ambiente, surge um dado alentador:
a tendência de queda da fertilidade na população brasileira.
Mas até o momento não existe sinal real de desenvolvimento sustentável,
tanto em âmbito nacional quanto global. Essa notícia, porém,
nos dá alguma esperança. Resta agora frear a escalada do consumo,
para que o planeta consiga finalmente se curar da atual e gravíssima "humanose"
que tanto mal lhe está fazendo.
VEJA de cara nova
A
partir da edição 2 071, VEJA apresenta um novo projeto gráfico
aos seus leitores. Embevecido pelo novo formato da revista, fiquei feliz em verificar
que a linha editorial continua a mesma. Parabéns por mais essa bela
novidade e pela preservação do que é bom na revista, seu
conteúdo. Foi
uma agradável surpresa receber a última edição de
VEJA "de cara nova", que tornou sua leitura um deleite. A equipe de
redação que idealizou e executou o projeto está de parabéns,
bem como nós, os leitores de VEJA. O
novo visual proporciona uma leitura objetiva e agradável. Os investimentos
demonstram a preocupação de VEJA em nos proporcionar sempre ótimas
reportagens com qualidade gráfica. Oxalá
todas as caras novas que se nos apresentam fossem tão agradáveis
quanto a nova cara de VEJA. Que estranheza gostosa! Parabéns pelas mudanças
visuais na revista! A evolução
gráfica de VEJA é diretamente proporcional à involução
da minha capacidade de visão. Obrigada por pensar nos leitores mais "antigos".
Leitor
de VEJA desde o número 1, em 1968, ainda me lembro do anúncio de
lançamento deste semanário feito pelo dinâmico fundador da
Editora Abril, Victor Civita. De lá para cá, foram quarenta anos
de sucesso e de crescimento desta que veio a ser a maior revista semanal de informação
do Brasil, copiada pelas concorrentes, mas insuperável, além de
insubstituível e necessária. A leitura ficou mais ágil, as
páginas mais arejadas e, principalmente, sem prejuízo do conteúdo. Se
já era gostoso ler VEJA, agora ficou melhor ainda. Está mais arejada,
e essa tipologia especialmente desenvolvida para a revista tornou-se menos cansativa
e mais prazerosa de ler. Sou
assinante de VEJA há mais de 25 anos e cumprimento-os pela excelente apresentação
do novo layout desta importante revista. Sou fã incondicional de VEJA,
por sua capacidade de produzir sempre reportagens honestas e também de
se atualizar, se renovar, se modernizar e atingir a satisfação de
seus leitores. O
novo projeto gráfico está sensacional, bastante organizado e com
uma boa fonte (tipográfica) para a leitura transcorrer melhor. Sou bastante
atarefado e, em certas situações, o único tempo que tenho
para a leitura é no ônibus, e a "tremedeira", juntamente
com uma letra pequena, não ajudava muito. A revista está mais gostosa
de ler, mais acessível e completamente repaginada. Toda a equipe de VEJA
está de parabéns. A
seção Panorama ficou bem saborosa, inclusive porque Datas foi para
onde realmente devia. Única ressalva: sugiro que os subtítulos/olhos
sejam num tom de cinza mais escuro. Dependendo da luz do ambiente, senti dificuldade
de leitura. Tenho boa visão e não uso óculos. Mas comemorem
muito, pois o resultado é dos melhores. E o principal, sem tirar a
identidade e o compromisso de VEJA. Parabéns! Com
o devido respeito à equipe que trabalhou na modernização
do novo visual de VEJA, como assinante não precisarei de tempo para me
acostumar com sua nova cara, pois a reprovei de pronto em seu contexto geral.
Sua concepção de diagramação encaminha a leitura à
exaustão visual, principalmente ao utilizar o tipo Times Roman. Apesar
disso, continuarei leal a sua qualidade e a sua transparência jornalística. Nota
1 000 para o diretor de arte Carlos Neri e sua equipe. VEJA ficou mais gostosa
de folhear e, principalmente, de ler. As letras ficaram maiores, dão mais
nitidez. A terceira idade agradece, afinal somos o futuro do novo mercado consumidor.
Diogo Mainardi ("O efeito da paternidade",
30 de julho).
Claudio de Moura Castro O artigo "Meu
reino por uma tomada" (30 de julho) é o relato fiel do calvário
pelo qual passamos nos aeroportos brasileiros. Só me resta acrescentar
que os "dirigentes" da Infraero não durariam quinze dias numa
empresa privada. Essa turma do serviço público, que arruma emprego
graças ao "QI", sabe onde amarra o burro.
Reinaldo Azevedo O ensaio "A bolacha
na telinha e a nossa liberdade" (30 de julho), de Reinaldo Azevedo, abriu-me
os olhos para as reais intenções do governo em limitar a publicidade
de produtos considerados nocivos aos consumidores. A proposta governamental, além
de partir do pressuposto de que a população não sabe escolher
o que é melhor para a própria saúde, visa manter os meios
de comunicação dependentes do capital estatal. Isso explica por
que medidas que ferem a liberdade de mercado têm a adesão de tantos
políticos, incluindo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
Otavio Mesquita Apesar de me achar "bonitinho"
(rs...), eu quis dizer: "Não sou escravo da beleza" (em geral)
em vez de "Não sou escravo da minha beleza" (Holofote, 9 de julho).
Correções: O programa 15 Minutos, da MTV Brasil, estreou em março, e não em maio ("Bagunça no quarto", 23 de julho). A reportagem "Clichê com arte" (23 de julho), sobre o filme Era uma Vez..., informou que "os garotos que viriam a se tornar Zezé Di Camargo e Luciano cantam numa rodoviária para ganhar uns trocados". Na verdade, os garotos eram Mirosmar (Zezé Di Camargo) e Emival (o irmão que morreu no acidente de carro). Quem viria a se tornar "Luciano" é o irmão mais novo, Welson.
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