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Edição 2072

6 de agosto de 2008
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SÁB|26|JUL|2008

Sorriso do lagarto
O ficcionista baiano João Ubaldo Ribeiro ganhou o Prêmio Camões, o mais importante da língua portuguesa. É a oitava vez que um brasileiro é agraciado com a premiação, que foi instituída em 1988 e é concedida ao conjunto da obra de um escritor.

 

TER|29|JUL|2008

O céu é o limite
Duas das maiores empresas aéreas da Europa, a inglesa British Airways e a Ibéria, da Espanha, anunciaram uma fusão avaliada em 8,4 bilhões de dólares. Juntas, elas formarão a terceira maior empresa de aviação da Europa, menor apenas que a Air France e a Lufthansa. O negócio poderá levar até um ano para ser concluído.

 

QUA|30|JUL|2008

Frango sem fundos
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), foi denunciado por crime contra o sistema financeiro. Segundo o Ministério Público, Jucá teria oferecido garantias fajutas a um empréstimo contraído no Banco da Amazônia pelo frigorífico Frangonorte, do qual foi sócio até 1996.

Norberto Duarte/AFP
Fernando Lugo
Foi dispensado da batina por Bento XVI para que pudesse tomar posse da Presidência
do Paraguai


Dispensado da batina

Em uma decisão sem precedentes históricos, o papa Bento XVI eximiu o bispo e presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, de suas obrigações clericais. Lugo corria o risco de ser impedido de tomar posse, já que a lei paraguaia proíbe sacerdotes de qualquer religião de assumir cargos políticos. Jamais um bispo católico havia recebido esse tipo de licença.

Pediu para sair
O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, anunciou a sua renúncia. Ele deixará o cargo em setembro, quando seu partido, Kadima, realizará eleições internas. Olmert perdeu sustentação depois que foi atingido por denúncias de corrupção. O chanceler corre o risco de ser indiciado por receber dinheiro ilícito. Sua decisão aliviou aliados e opositores.

 

 

Morreu

Eduardo Tavares
Athos Bulcão
Ele morreu deixando obra tão marcante para os interiores de Brasília quanto as de Oscar Niemeyer, Lucio Costa e Burle Marx para os exteriores


ATHOS BULCÃO, o artista plástico que foi para Brasília por dentro o que Oscar Niemeyer, Lucio Costa e Roberto Burle Marx foram para Brasília por fora. Apesar de ser o menos renomado dos quatro, teve um papel tão definidor quanto o deles. Athos Bulcão revestiu a arquitetura de Niemeyer. São dele os relevos do Teatro Nacional e os azulejos que revestem muitas das construções da capital, como a da Igrejinha Nossa Senhora de Fátima. Bulcão também é Brasília na intimidade. Suas obras ornamentam os interiores dos palácios do Itamaraty, da Alvorada e do Planalto e os salões da Câmara dos Deputados. Carioca, Bulcão abandonou o curso de medicina para se dedicar à arte. Conheceu Niemeyer em 1943, ano em que eles inauguraram sua longa parceria no Teatro Municipal de Belo Horizonte. O arquiteto deveria reformar o edifício e o artista, cobri-lo de azulejos. A obra nunca foi concluída. Bulcão amadureceu profissionalmente dois anos depois, no principal projeto de Niemeyer em Belo Horizonte, a Igreja da Pampulha. Ele transpôs para azulejos o painel sobre São Francisco de Assis que Cândido Portinari desenhara para adornar o local. Durante a execução, Portinari o instruiu sobre desenho, uso de cores e planejamento de obras. Essas lições marcaram sua obra posterior. Novamente convidado por Niemeyer, Bulcão integrou-se em 1958 ao projeto de construção de Brasília. Deixaria sua marca em mais de 180 obras exibidas na paisagem e nos interiores da capital. Dia 31, aos 90 anos, em decorrência da doença de Parkinson, em Brasília.

 



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