O trapalhão
1 Sem alarde, o caso do trapalhão
Mangabeira Unger está entregue ao Conselho de Ética
do governo. Ele foi aconselhado a agir assim pelos patrocinadores
de sua escolha como futuro ministro da Secretaria Especial
de Ações de Longo Prazo (Sealopra). O confuso
Mangabeira, como se sabe, queria tomar posse tendo ainda relações
de trabalho com a Brasil Telecom, o que é, obviamente,
proibido. Só que ele nada avisara ao governo.
O
trapalhão 2 Na véspera de a
imprensa divulgar que ele estava processando a Brasil Telecom,
o tumultuado Mangabeira ligou para o Planalto e disse justamente
o contrário: que estava surpreso de estar sendo processado
pela BrT. Ninguém entendeu nada.
O
trapalhão 3 A chance de o complicado
Mangabeira ser ministro é hoje próxima a zero.
Sorte de Lula. Sorte do Brasil. Azar dos humoristas.
Eu
quero é nomear Os escândalos da
Gautama e de Renan Calheiros tiveram o condão de parar
com a farra de nomeações para o segundo escalão.
Parou tudo. Inclusive a pressão da base governista.
Mas os políticos estão indóceis.
Relacionamento entre poderes
Fabio Pozzebom/ABR
e Niels Andreas/AE
Mendes e Tarso: diálogo
duro por causa da PF
O ministro do STF
Gilmar Mendes telefonou na semana passada para Tarso
Genro. Foi uma conversa de primeiro escalão de
dois poderes das mais pesadas de que se tem notícia.
Furioso, Mendes reclamou da atuação da
PF, que vazou extra-oficialmente o seu nome como um
dos beneficiários dos presentinhos da Gautama
informação falsa, ressalte-se.
As respostas de Tarso foram igualmente duras.
SENADO
Amigo
é para essas coisas José Sarney foi
o único político que durante o fim de semana
passado ajudou Renan Calheiros a redigir o discurso lido na
segunda-feira no Senado. Fez várias sugestões
que foram incorporadas ao texto final.
ELEIÇÕES
2008
Marta
e Alckmin O Ibope acaba de fechar
uma pesquisa sobre a disputa do ano que vem para a prefeitura
de São Paulo. Deu Geraldo Alckmin e Marta Suplicy,
empatados, na cabeça: 35% das intenções
de voto para cada um deles. O prefeito Gilberto Kassab não
chegou aos dois dígitos.
ECONOMIA
O
shopping, a bolsa
e o bilhão A oferta pública
inicial de ações (IPO) do grupo Multiplan, coordenada
por Credit Suisse, Bradesco e UBS Pactual, será de
1 bilhão de reais. O Multiplan é dono de nove
shopping centers e administra outros cinco no Brasil.
A
Philips compra... A Philips anuncia nos
próximos dias uma nova aquisição: uma
empresa brasileira fabricante de produtos para a área
da saúde. Hoje, além de eletroeletrônicos
em Manaus, a empresa holandesa fabrica lâmpadas em São
Paulo e utilidades domésticas e reatores em Minas Gerais.
...e
fica onde
está A propósito dos
eletroeletrônicos, o presidente da Philips, Paulo Zottolo,
passou a semana passada na Holanda. Bateu o martelo com a
matriz pela manutenção da fábrica de
Manaus, ameaçada por problemas de competitividade por
causa de incentivos fiscais dados à concorrente LG.
De novo na cadeia, quinze
anos depois
Marco Antonio Teixeira/Ag.
O Globo
Edir Macedo: martírio
revivido para um livro
Na quinta-feira
retrasada, dia 24, completaram-se quinze anos da prisão
de Edir Macedo, acusado, então, de "charlatanismo,
curandeirismo e crimes de estelionato" contra os fiéis
da Igreja Universal. Onde estava naquele dia o bispo-chefe
da Universal e dono da Record? Na mesma cela de uma
delegacia de São Paulo onde ficou por duas semanas
até que um habeas corpus impetrado por
Márcio Thomaz Bastos o tirou de lá. Especialista
intuitivo em marketing, Macedo resolveu reviver seu
martírio para a biografia que Douglas Tavolaro,
diretor de jornalismo da Record, está escrevendo.
BRASIL
Vai
ficando... Mais uma vez a Petrobras
decidiu estender o contrato que tem com três agências
de publicidade Duda, Quê e F/Nazca. Agora, foi
prorrogado até o fim do ano. O contrato inicial, de
dois anos, foi feito em 2003. Foi renovado sem licitação.
Acabou em dezembro passado e já foi estendido três
vezes por causa de problemas da estatal com o TCU. A Petrobras
investe 250 milhões de reais por ano em propaganda.
Interesses
republicanos Aliás, é
notável o interesse do senador Romero Jucá na
licitação para a contratação de
agências de publicidade para os Correios. E olha que
não tem agência de Roraima, estado do senador,
de olho no negócio.
600
000 diálogos
É evidente
que a obrigação de um advogado é buscar
meios para absolver o seu cliente. Alguns, no entanto, exageram
na cara-de-pau. Como, por exemplo, o advogado que defende
um desembargador fluminense encrencado na Operação
Hurricane. Ele acaba de solicitar ao STJ algo muito simples:
que o tribunal disponibilize para ele a degravação
de todo o material grampeado pela PF. Ressalte-se que o advogado
já possuía os trechos em que o seu cliente estava
implicado. Mas ele quer tudo. Bem, a PF gravou quase 600 000
diálogos. Feitas as contas, a degravação
de tudo levaria 41 anos. O que ele quer está na cara:
retardar (e como) o processo do seu cliente.
Onde mora o
perigo A Companhia Docas do Estado de
São Paulo está se armando. Abriu licitação
para a compra de alguns itens para o dia-a-dia da estatal.
Entre eles: 150 pistolas, dez espingardas e 5 500 cartuchos
de munição, além de 230 coletes à
prova de balas.
VINHO
O
pinot noir cresce Não se sabe se
é efeito do filme Sideways, mas nunca antes
no Brasil se tomou tanto pinot noir, o vinho da cepa favorita
do personagem vivido na trama por Paul Giamatti. Há
cinco anos, a produção de vinhos dessa uva pela
Miolo a principal fabricante de vinhos finos do país
não ultrapassava as 20 000 garrafas por ano.
Para 2007, a meta da empresa é produzir 90 000 garrafas
exclusivamente dessa casta. Para efeitos de comparação,
a produção de vinhos cabernet sauvignon, os
mais populares, é de 100 000 garrafas por ano.