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6 de junho de 2007
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Beleza
Creme que compensa

Estudo confirma a eficácia do retinol no rejuvenescimento
da pele desgastada pelo tempo


Silvia Rogar

A pele antes e depois de 24 semanas de retinol: bem mais hidratada, elástica e com menos riscos de feridas, comuns no caso dos idosos

O bisturi ainda é o meio eficaz de dar férias prolongadas às rugas, mas há uma boa notícia para quem quer distância de cirurgias. Um estudo publicado duas semanas atrás nos Estados Unidos, feito pela Universidade de Michigan, constatou que o retinol, a molécula de vitamina A, tem o mesmo efeito positivo sobre a aparência da pele. A pesquisa mostrou que o uso prolongado da substância pode reduzir alguns dos efeitos da idade sobre a epiderme. Até então, trabalhos científicos indicavam apenas sua capacidade de suavizar estragos decorrentes da exposição ao sol, o fotoenvelhecimento. A nova pesquisa confirmou o que muitos dermatologistas já haviam notado em seu consultório. O amparo acadêmico deve dar novo ânimo à indústria cosmética que fabrica produtos tendo como base o retinol.

Os pesquisadores acompanharam por seis meses um grupo de 36 americanos com mais de 80 anos. Três vezes por semana, os pacientes cobriram a superfície interna de um braço com uma camada de creme com 0,4% de concentração de retinol. No outro braço, para efeito de comparação, os pacientes usaram uma loção que não continha nenhuma substância ativa. No fim de seis meses, as duas áreas foram confrontadas. A pele de ambos os braços foi submetida a uma análise bioquímica e uma avaliação clínica feita pelos médicos. A região tratada com retinol mostrou-se mais hidratada e suas rugas foram atenuadas. A produção de colágeno, fibra que dá sustentação à pele, aumentou duas vezes e meia. Além de melhorar a aparência, o efeito deixou a pele menos suscetível às feridas que comumente aparecem na epiderme dos idosos. Sewon Kang, coordenador da pesquisa, disse a VEJA: "Agora, podemos dizer com segurança que o retinol é mesmo uma arma contra o envelhecimento não apenas da pele do rosto, mas do corpo todo, incluindo partes menos afetadas pelo sol".

O retinol começou a ser utilizado duas décadas atrás, indicado para o tratamento da acne. Logo, médicos e pacientes perceberam que, além de combater as espinhas, a substância deixava a pele mais bonita e jovem. Na década de 90 surgiram os primeiros cremes contendo a substância em formulação específica para produzir os efeitos benéficos sobre a aparência da tez. Nos Estados Unidos, três centenas de cosméticos à base de retinol foram lançados desde 2003. Os produtos disponíveis no Brasil têm uma concentração de retinol menor do que a que foi utilizada no experimento americano. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) limita a 0,3% o teor da substância em cosméticos vendidos nas farmácias brasileiras. Cremes com maior concentração só podem ser comercializados sob receita médica. Diz Denise Steiner, coordenadora do departamento de cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia: "Em concentração mais baixa, os efeitos positivos também são reduzidos".

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