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Edição 2011

6 de junho de 2007
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Tecnologia
O laser que apaga tatuagens

A grande promessa dos raios ultracurtos,
tão rápidos que não esquentam a pele


Carlos Rydlewski

 
Richard Morgenstein
A máquina da Raydiance: novas aplicações em 2007


As tatuagens estão na moda, e ao menos uma pequenina se tornou adorno quase obrigatório entre os jovens. O problema é que elas são para sempre. A remoção desses desenhos, mesmo quando realizada com técnicas avançadas, deixa vestígios. Pelo menos é assim agora. Uma esperança de tratamento eficiente, capaz de apagar o mais relutante traço de tinta, surgiu com o desenvolvimento de novas aplicações de um tipo específico de laser. Não se trata do raio convencional, que emite um feixe contínuo de luz, mas do que os técnicos chamam de pulsos ultracurtos (USP, na sigla em inglês) de laser. Eles são tão rápidos que podem durar milésimos de bilionésimos de segundo. Essa velocidade não permite a condução de calor. Os jatos de energia nem sequer esquentam a superfície da pele. Tal peculiaridade não apenas torna os pulsos ultracurtos eficazes para a remoção de tatuagens, como também permite a realização de cirurgias mais precisas, com menor risco de seqüelas. Há várias outras aplicações para a tecnologia: englobam desde a pesquisa em biologia molecular até a localização de armas atômicas (veja quadro ao lado).

Os pulsos ultracurtos de laser são conhecidos desde o fim da década de 70. O uso prático desse recurso nunca se tornou viável pelo custo altíssimo, pela dificuldade de manipulá-lo – restrita a um punhado de PhDs – e pelo grande tamanho das máquinas de laboratório. A Raydiance, uma empresa da Flórida, tem planos de mudar isso. Uma entre meia dúzia de empresas que conseguiram reduzir os emissores de USP ao tamanho de máquinas de lavar roupa, ela foi a que empacotou a tecnologia de maneira mais simples e econômica. No ano passado, a Raydiance enviou um protótipo de equipamento de laser ultracurto para ser analisado pelo FDA, a agência regulatória americana. Avaliações da máquina também estão sendo realizadas em universidades, centros de pesquisa de empresas e hospitais, bem como na Marinha e no Exército americanos. "Com essas análises, vamos confirmar novos usos e desenvolver outras aplicações para a tecnologia. Elas devem estar disponíveis no máximo até o próximo ano", disse a VEJA Scott Davison, presidente da Raydiance.

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