Natália e Riyo fazem
demonstração do choque cultural: a brasileira ficou em
segundo e a japonesa ganhou
Foi praticamente
um choque de culturas. Mas a mineira Natália Guimarães,
22 anos, 90 de busto ("Nem um pingo de silicone"), 60
de cintura e 93 de quadris, nem sequer tem registro dos tempos
das polegadas a mais ou perfeitamente no lugar, segundo
a ótica e enfrenta com elegância a perda
da coroa de Miss Universo para a japonesa Riyo Mori.
"É assim mesmo: às vezes ganha latina, às
vezes européia, às vezes oriental", diz. Até
o biquíni, tão contrário às práticas
nacionais, ela releva: "Achei lindo, mas enorme. Parecia que
eu estava de cueca". Estudante de arquitetura, simpática
e mais bonita ainda em pessoa, Natália valoriza o segundo
lugar. "Recebi convites de agências de modelo, um representante
da Victoria's Secret disse que está de olho em mim
e o patrocinador, Donald Trump, agendou uma reunião",
enumera.
Olhos puxados
e muito fôlego
Otavio Dias de Oliveira
Lissah: do Rouge para Saigon
Olhando bem no fundo
de seus olhos amendoados, é possível ver traços
da ascendência japonesa. Foi o toque oriental que alavancou
Lissah Martins para o papel principal, como a vietnamita
Kim, na adaptação brasileira do musical Miss
Saigon . É uma tremenda reviravolta na vida da
paranaense de 23 anos. Dos concursos de karaokê, a jovem
cantora passou a animar bailes de formatura até emplacar
com o grupo Rouge, no qual ficou conhecida como Patricia Lissah.
Desaparecida com o grupo de vida curta, ressurgiu na seleção
para o musical. "Espero que vejam que sou boa de verdade",
diz Lissah, que era acusada de cantar com playback e agora
lapida o fôlego em sete horas de ensaio por dia.
Vinte e quatro
anos de ausência
William Fernando Martinez/AP
García Márquez, com Mercedes:
volta a Aracataca
Muitos anos depois
(e que sejam muitos mesmo), o escritor Gabriel García
Márquez haverá de se recordar daquele dia
remoto em que havia borboletas amarelas pintadas no trem.
E em que ele, com seu horror a solenidades, mostrou a língua
aos fotógrafos. Não que tenha havido muito espaço
para cerimônias na volta de Gabo, aos 80 anos, à
cidade de Aracataca, a inspiradora da prodigiosa Macondo.
Em companhia da mulher, Mercedes, e debaixo de um calor
de romance de realismo mágico, o escritor colombiano
foi aclamado e apalpado pela massa. Fazia 24 anos que ele
não ia à cidade natal, pela conta oficial. Pela
lenda, de vez em quando ele aparece por lá, disfarçado,
sem nenhuma nuvem de borboletas.
Exclusivo em
dose dupla
Luciana Prezia/divulgação
gação
Wanessa com Buaiz,
e Christina na festa: questão de linguagem
O casamento teve
festança, lista quilométrica de convidados famosos
e, o mais importante, noivos com os olhos refulgindo de paixão
verdadeira. Mas, como o ser humano não resiste a uma
fofoca, o que mais se comentou no pós-núpcias
da cantora Wanessa Camargo com o empresário
Marcus Buaiz foi a enorme semelhança entre o vestido
da noiva feito sob medida pelo brasileiro Francisco
Costa, da Calvin Klein e o que a atriz americana Christina
Ricci usou numa festa de gala pouco antes. Três
estilistas ouvidos por VEJA batem o martelo: são iguais.
Em nota oficial (provavelmente a primeira do gênero),
Costa diz que o vestido de Wanessa "é único"
e "foi desenhado dentro da linguagem apresentada em fevereiro
na passarela".
E agora, Caetano,
merece uma música?
J. R. Duran/Revista Trip
Luana faz pose: aos 30, de tirar
o fôlego
Quem quiser pode
começar contando as tatuagens: uma, duas... Chega-se
a seis, caso o interessado não se distraia pelo caminho.
Já o número de polêmicas é muito,
muito maior. A última teve Caetano Veloso, uma música
que ela jurava ter inspirado, um desmentido (dele) e um desaforo
envolvendo bananas de pijamas (dela, claro). A fonte de inspiração
que Caetano perdeu pode ser conferida na próxima revista
Trip: aos 30 anos, a atriz Luana Piovani continua
a tirar o fôlego da platéia. Quanto à
paciência... bem, Luana com a palavra: "O Brasil tem
tantos problemas e as pessoas se preocupam com o que eu digo.
As pessoas vivem como num circo, fingindo ser outra coisa,
não estão acostumadas com sinceridade".
Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Laura Ming, Silvia Rogar e Suzana Villaverde