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Edição 2011

6 de junho de 2007
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Praticamente campeã moral

Andrew Winning/Reuters
Darren Decker/AFP
Natália e Riyo fazem demonstração do choque cultural: a brasileira ficou em segundo e a japonesa ganhou

Foi praticamente um choque de culturas. Mas a mineira Natália Guimarães, 22 anos, 90 de busto ("Nem um pingo de silicone"), 60 de cintura e 93 de quadris, nem sequer tem registro dos tempos das polegadas a mais – ou perfeitamente no lugar, segundo a ótica – e enfrenta com elegância a perda da coroa de Miss Universo para a japonesa Riyo Mori. "É assim mesmo: às vezes ganha latina, às vezes européia, às vezes oriental", diz. Até o biquíni, tão contrário às práticas nacionais, ela releva: "Achei lindo, mas enorme. Parecia que eu estava de cueca". Estudante de arquitetura, simpática e mais bonita ainda em pessoa, Natália valoriza o segundo lugar. "Recebi convites de agências de modelo, um representante da Victoria's Secret disse que está de olho em mim e o patrocinador, Donald Trump, agendou uma reunião", enumera.

 

Olhos puxados e muito fôlego

Otavio Dias de Oliveira
Lissah: do Rouge para Saigon

Olhando bem no fundo de seus olhos amendoados, é possível ver traços da ascendência japonesa. Foi o toque oriental que alavancou Lissah Martins para o papel principal, como a vietnamita Kim, na adaptação brasileira do musical Miss Saigon . É uma tremenda reviravolta na vida da paranaense de 23 anos. Dos concursos de karaokê, a jovem cantora passou a animar bailes de formatura até emplacar com o grupo Rouge, no qual ficou conhecida como Patricia Lissah. Desaparecida com o grupo de vida curta, ressurgiu na seleção para o musical. "Espero que vejam que sou boa de verdade", diz Lissah, que era acusada de cantar com playback e agora lapida o fôlego em sete horas de ensaio por dia.

 

Vinte e quatro anos de ausência

William Fernando Martinez/AP
García Márquez, com Mercedes: volta a Aracataca

Muitos anos depois (e que sejam muitos mesmo), o escritor Gabriel García Márquez haverá de se recordar daquele dia remoto em que havia borboletas amarelas pintadas no trem. E em que ele, com seu horror a solenidades, mostrou a língua aos fotógrafos. Não que tenha havido muito espaço para cerimônias na volta de Gabo, aos 80 anos, à cidade de Aracataca, a inspiradora da prodigiosa Macondo. Em companhia da mulher, Mercedes, e debaixo de um calor de romance de realismo mágico, o escritor colombiano foi aclamado e apalpado pela massa. Fazia 24 anos que ele não ia à cidade natal, pela conta oficial. Pela lenda, de vez em quando ele aparece por lá, disfarçado, sem nenhuma nuvem de borboletas.

 

Exclusivo em dose dupla

Luciana Prezia/divulgação
gação
Wanessa com Buaiz, e Christina na festa: questão de linguagem

O casamento teve festança, lista quilométrica de convidados famosos e, o mais importante, noivos com os olhos refulgindo de paixão verdadeira. Mas, como o ser humano não resiste a uma fofoca, o que mais se comentou no pós-núpcias da cantora Wanessa Camargo com o empresário Marcus Buaiz foi a enorme semelhança entre o vestido da noiva – feito sob medida pelo brasileiro Francisco Costa, da Calvin Klein – e o que a atriz americana Christina Ricci usou numa festa de gala pouco antes. Três estilistas ouvidos por VEJA batem o martelo: são iguais. Em nota oficial (provavelmente a primeira do gênero), Costa diz que o vestido de Wanessa "é único" e "foi desenhado dentro da linguagem apresentada em fevereiro na passarela".

 

E agora, Caetano, merece uma música?

J. R. Duran/Revista Trip
Luana faz pose: aos 30, de tirar o fôlego

Quem quiser pode começar contando as tatuagens: uma, duas... Chega-se a seis, caso o interessado não se distraia pelo caminho. Já o número de polêmicas é muito, muito maior. A última teve Caetano Veloso, uma música que ela jurava ter inspirado, um desmentido (dele) e um desaforo envolvendo bananas de pijamas (dela, claro). A fonte de inspiração que Caetano perdeu pode ser conferida na próxima revista Trip: aos 30 anos, a atriz Luana Piovani continua a tirar o fôlego da platéia. Quanto à paciência... bem, Luana com a palavra: "O Brasil tem tantos problemas e as pessoas se preocupam com o que eu digo. As pessoas vivem como num circo, fingindo ser outra coisa, não estão acostumadas com sinceridade".

 

Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Laura Ming, Silvia Rogar e Suzana Villaverde

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