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VEJA
Edição 2011

6 de junho de 2007
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Cartas

"VEJA foi perfeita na apuração dos fatos.
Calheiros terá o mesmo destino de
Severino Cavalcanti."

Washington Luiz Lopes
Carangola, MG


Renan Calheiros

Renan Calheiros reclama seu direito à privacidade, que teria sido violado com a reportagem da revista VEJA. Quem quer privacidade não se torna homem público, pois sua vida espúria não pode ficar escondida em bancos suíços ou discursos sentimentalóides. Calheiros se faz de pecador arrependido por erros afetivos, faz confissões constritas no plenário, como se estivesse diante de um padre. Procura "confundir", evitando justificar sua maior culpa: a corrupção que emporcalha o país. E os mafiosos, comovidos à beira das lágrimas, fazem fila para abraçá-lo ("O senador e o lobista", 30 de maio).
Jurema Cappelletti
Rio de Janeiro, RJ

A pergunta que não quer calar: você conhece alguém que pague pensão judicial a ex-mulher e filho em dinheiro vivo, sem recibo? Deve ser caso único no mundo.
Claudio Juchem
São Paulo, SP

Depois das explicações de Renan Calheiros e da Mendes Junior, passei a acreditar em Papai Noel, cegonha e duendes. Que o governo Lula/PT seria sinônimo de bagunça, todo mundo sabia. Mas eu não imaginava que seria o de maior roubalheira da história. Já passei da fase de ter vergonha de ser brasileiro, hoje tenho raiva.
Antonio Vicente Neto
Santa Bárbara d'Oeste, SP

Um presidente do Senado, com a fortuna mensal que ganha, além das mordomias que o cargo lhe proporciona, deveria no mínimo ter coragem de se mostrar digno perante esses idiotas que somos nós. Votar não é assinar cheque em branco.
Alexandre C.S. Fuzer
Dois Córregos, SP

Renan Calheiros não é o primeiro político nem será o último a ser pego "pulando a cerca" e tendo a cara-de-pau de "confessá-lo" sentado na cadeira de presidente do Senado, como se esta fosse um escudo a protegê-lo. Ele tentou enrolar a opinião pública, dando uma de bom-moço que "fez mal" a uma "mocinha ingênua, coitadinha", mas que assumiu todos os ônus de seu erro. Porém, o advogado da jornalista-"vítima" entornou o caldo, demonstrando que o reconhecimento da paternidade e a definição de pensão alimentícia não foram tão amigáveis como o senador tentou passar para a mídia.
Francisco Gonçalves
Volta Redonda, RJ

A reportagem de capa "1 giga de corrupção" (30 de maio) nos transporta para uma reflexão sobre a importância da liberdade de imprensa em nosso país. Fatos ocorridos recentemente na Venezuela, que culminaram com o fechamento da RCTV pelo simples fato de o governo Chávez não concordar com o noticiário da emissora ou não ser beneficiado por ele, nos mostram quanto é importante viver em uma democracia.
Jadson Júlio Teixeira Freitas
Barão de Tromay, MA

O quadro atual parece romper em nós o fio da esperança. Nessa enxurrada contínua de escândalos, roubalheiras e desrespeito aos brasileiros, só nos resta entoar uma música de ontem que hoje deveria ser tocada em todas as rádios do Brasil: "Se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão..."
Mauro Xavier Biazi
Guarapuava, PR

Em 1982, o jornalista francês Patrick Meney escreveu o livro A Kleptocracia, em que apontava como a União Soviética vivia uma sociedade ilegal paralela, sem a qual a vida cotidiana seria intolerável. É surpreendente e lamentável termos chegado ao mesmo estado de coisas no Brasil, onde a "cleptocracia" viceja como erva daninha em todos os poderes do estado, trazendo consigo o cinismo, a mentira, o embuste e o engodo. É lamentável!
Pedro Couto
Rio de Janeiro, RJ

Como brasileiro educado por pessoas simples e humildes, mas mestres na arte do certo e do errado, lamento o exemplo que minha geração deixará. Sinto-me enojado com tamanha falta de respeito com a inteligência dos brasileiros e também no trato do bem público. Até quando aceitaremos essa vergonha?
Eduardo Chiconello
Santo André, SP



Operação Navalha

Fantásticas as operações da Polícia Federal ("1 giga de corrupção", 30 de maio). Bate aquele pinguinho de esperança que parece querer brotar em meio à desilusão com o cenário político nacional. Impõem-se, contudo, certas questões: por acaso os figurões vão ressarcir o erário? Terão de arcar, efetivamente, com as conseqüências de suas condutas criminosas, ou, uma vez mais, sairão impunes?
Adolfo José Francioli Celinski
Maringá, PR

No Brasil que já conseguiu desmoralizar o conceito de escândalo, chama atenção a maneira predatória como a construtora Gautama agia. Quando nós pensávamos que tínhamos visto tudo com Marcos Valério e seus mensaleiros, somos apresentados a Zuleido Veras. Zuleido Veras (budista?) contrariou uma máxima da política nacional: "o rouba, mas faz". O apetite da Gautama em pegar obras públicas e não fazê-las baseava-se em pagar gorjetas (propina é mais caro) e mimos a parlamentares, ministros e até governadores. Sempre se soube das relações incestuosas e promíscuas das empreiteiras com parlamentares e gestores públicos, mas o modus operandi do senhor Zuleido Veras é ilustrativo de como a corrupção no Brasil é cultural, apartidária, endêmica e epidêmica.
Luiz Thadeu Nunes e Silva
São Luís, MA

Com relação às reportagens "1 giga de corrupção" e "O senador e o lobista" (30 de maio de 2007), cabe esclarecer que: o Tribunal de Contas da União, pela unanimidade dos seus ministros, condenou a empresa Gautama ou fez determinações corretivas a órgãos públicos, em 89 decisões, referentes a sessenta processos de fiscalização, bem antes que a iniqüidade dos procedimentos adotados pela empresa fosse objeto de notícias nos jornais e nas revistas. Isso, em si, demonstra a repercussão e a correção ética dos julgamentos do TCU e a inequívoca vontade de acertar dos seus ministros. A presença de lobistas e interessados em julgamentos nas dependências do Tribunal, sobretudo em solenidades, é algo conatural a qualquer instituição democrática que admite a defesa de direitos. A independência do TCU manifestou-se plenamente no resultado dos seus julgamentos. Mesmo assim, a reportagem de VEJA parece querer imputar comportamentos desairosos ao procurador-geral e a um ex-ministro da Casa em relação a determinado processo. Ocorre que esse processo teve início graças à representação do próprio procurador-geral, que nele também ofereceu parecer desfavorável à Gautama. Além disso, levantar suspeitas com relação a pedidos de vista é desconhecer o que significa o ato processual, destinado antes ao esclarecimento do julgador sobre o processo que a qualquer outro objetivo. E o ministro que solicitou vista votou contra os interesses da empresa. De forma que, em vez de desmerecer a instituição e o trabalho sério realizado, levantando aspectos acessórios, que de forma nenhuma afetaram a ética e a substância das ações reiteradas do TCU, a reportagem deveria mencionar que nenhuma das várias práticas empreendidas pela empresa teve resultado positivo, a refletir a arraigada pretensão de seriedade de uma instituição mais que centenária que atua conforme a lei e os princípios da Constituição.
Walton Rodrigues
Presidente do TCU
Brasília, DF

VEJA, continue assim, corajosa, trazendo sempre a verdade, o que a tornou indispensável. A nação está podre, corrupta e em risco por causa da impunidade, que está inviabilizando o país. Nada funciona direito no Brasil. As reformas que um dia virão pouco adiantarão se o brasileiro não começar a agir honestamente.
Pedro Pereira

Florianópolis, SC



O reino da baderna

O vandalismo que tomou conta do país, passando o poder dos governantes para os meliantes, tem um único motivo, conhecido de todos os brasileiros: a certeza da impunidade. De que adiantam essas prisões todas de mensaleiros a navalhistas, de invasores de fazenda de pesquisa (com posterior destruição de vinte anos de pesquisa), Congresso Nacional, USP, hidrelétrica de Tucuruí, se após as prisões vêm as solturas e a impunidade contínua? Lastimável. A única coisa que o presidente Lula sabe fazer é aparecer na TV e dizer: "Tudo vai ser apurado, doa a quem doer!". Só dói no nosso bolso, considerando que a conta somos nós, contribuintes, que pagamos ("A lei, ora a lei...", 30 de maio).
Valdecy Freitas
Salvador, BA

VEJA rasga o verbo e mostra de maneira honesta e surpreendente as inconseqüentes badernas que ocorrem neste país. Acredito piamente que essas insanas manifestações são o resultado de um governo fraco e despreparado, que muitas vezes veio a público fazer média e pequenos elogios a grupos baderneiros como o MST e sindicalistas também despreparados. Provavelmente essa ligação que o governo Lula tem com esses grupos é o resultado de sua ideologia.
Carlos Alexandre de Morais
Taubaté, SP

O Judiciário critica a investigação da polícia, organizações de direitos humanos condenam o cerco às favelas em busca de traficantes, estudantes lutam contra a transparência na prestação de contas, baderneiros destroem o patrimônio público, enquanto nada é capaz de mobilizar a sociedade no combate à corrupção e à violência que castigam os cidadãos honestos que pagam seus impostos. Já ouvi que a melhor saída para o brasileiro é o aeroporto, mas hoje, com o caos aéreo, é melhor sair de ônibus, para o Paraguai.
Sebastião Soares Pinho Junior
Curitiba, PR



Gustavo Ioschpe

O artigo "O deboche dos privilegiados da USP" (30 de maio), de Gustavo Ioschpe, traz à tona a desalentadora realidade do movimento estudantil do Brasil como formador de novas lideranças políticas, tão necessárias para a renovação de nossas abaladas instituições. De um lado, uma minoria de rebeldes sem causa, sem opinião própria e manipulados pela "companheirada". Em outros tempos, por muito menos, os estudantes já teriam feito protestos, greves e manifestações mil contra os escândalos que assolam o país. Há quinze anos, estavam de cara pintada contra um presidente que, perto do atual, era aprendiz de feiticeiro. Agora, em compensação, brincam de revolução adotando os mesmos métodos truculentos dos membros do MST, lutando contra sabe-se lá o quê, a mando de sabe-se lá quem, e impondo seu ponto de vista por meio de um assembleísmo sindical, sem um mínimo de representatividade. São uns dinossauros que não sabem que estão extintos.
Simon Podolsky Sala
Araraquara, SP

Apóio o governador Serra no cumprimento de seu papel de administrador ao enfrentar e resistir às pressões de um "grupelho de 300 estudantes desmiolados que são filhinhos de papai" e dos "funcionários corporativistas". Todos um "bando de brucutus" que são os mais afortunados do país. O que podemos esperar desses brucutus após a conclusão do seu curso? Será que o próprio MST ainda vai querê-los?
Viviane Piccinini

Joinville, SC

Gustavo Ioschpe foi brilhante ao mostrar o lado "negro e obscuro" daqueles que podem pagar por aquilo com que a maioria da população não pode sequer sonhar. Aos privilegiados só importam mais privilégios.
Lincoln Mendonça Ferreira
Presidente Prudente, SP

É completamente oportunista, absurda e insana a movimentação de alguns estudantes da USP, causando uma verdadeira balbúrdia. O que temos visto na TV são imagens de estudantes regados a cerveja e jogos de truco. Essa é a "luta por ideais"? Onde estão a seriedade, o respeito, o foco do movimento? Há vários problemas que poderiam ser resolvidos com a ajuda dos alunos em mutirões, mas em vez disso eles preferem organizar festinhas regadas a bebidas, drogas, sexo, rock'n'roll e adrenalina e deteriorar ainda mais um patrimônio público.
Anna Celico

São Paulo, SP



Luiz Francisco de Souza

É lamentável a atuação do procurador Luiz Francisco de Souza. Muito bem atribuído o título de Torquemada. Acho que a punição dada pelo Conselho Nacional do Ministério Público foi muito branda, pois o procurador, além de conhecer a dogmática jurídica, tem a obrigação de cumpri-la de forma exemplar, em vez de utilizar seu cargo público para promover devaneios maldosos e perseguição política ("A condenação do Torquemada", 30 de maio).
Pedro Jorge Cavalcante Teixeira
Recife, PE



Carta ao leitor

Caros, a hora de tirar a carga dos impostos das classes que pagam a conta do Brasil é agora ("A hora é agora", Carta ao leitor, 30 de maio)! Na verdade, acho que a hora já passou, mas esforço-me para acreditar que este governo dirá: "Nunca na história deste país os trabalhadores e as empresas trabalharam somente um ou dois meses por ano para financiar a máquina pública...". Governantes, surpreendam o povo brasileiro...
Giles Balbinotti

Curitiba, PR



Dubai

Cumprimento VEJA pela excelente reportagem "O reino encantado" (30 de maio). A linha do horizonte de Dubai me faz pensar no Planeta Mongo, de Flash Gordon, das revistas em quadrinhos da minha infância. O edifício futurista em construção Burj Dubai, que já se encontra no 126º andar dos previstos 165 e terá 800 metros de altura (bem mais alto que o Corcovado), está para este século assim como a Pirâmide de Quéops estava há 4.600 anos. Dubai é a ficção científica tornada realidade!
Francisco Souto Neto
Curitiba, PR

Sou assinante de VEJA. Orgulho-me de ser leitora e poder ser beneficiada com tantas novidades. Diogo Schelp teve muita felicidade ao escrever sobre "O reino encantado", referindo-se a Dubai. Tenho uma irmã que lá reside. Estive ali há dois anos e vou voltar. Sei que ao chegar encontrarei tudo diferente. Dubai tem uma construção civil muito rápida, moderna e rica.
Anacarla Lins
Recife, PE

Tive a oportunidade de visitar Dubai em fevereiro deste ano e pude comprovar a ineficiência de nosso país em promover nossas belezas naturais. Como um país tão pequeno, com clima desértico, pode receber a mesma quantidade de turistas que o Brasil? Basta boa vontade às autoridades brasileiras para divulgar e facilitar o acesso às nossas praias, cataratas etc. Infelizmente, lá fora só conhecem o samba e Pelé!
Marco Antonio Certo
São Paulo, SP



Gary Knell

Eu não conhecia o programa infantil Vila Sésamo, mas me envolvi muito ao saber que há uma preocupação em atender às culturas diversas sem querer massificá-las, ou seja, o seriado é dirigido por um americano (Amarelas, 30 de maio), tem dimensão mundial, no entanto não tem intenção de "americanizar" os pequeninos, como ocorre nos demais programas.
Maria Jeane Domingos da Silva
Nova Cruz, RN

Meus filhos, nascidos em 1973 e 1974, iniciaram a vida assistindo ao Vila Sésamo. Tiveram sorte. Agora, a TV Record ("Furo na grade", 30 de maio), na busca de audiência, relança o Pica-Pau, o maior mau-caráter da face da terra. Vai rivalizar com a TV Globo, que tem, n'A Turma do Didi, a apresentação de um pica-pau espertalhão autêntico com direito a piscadelas maliciosas e oportunistas.
José Eustáquio dos Reis

Brasília, DF

Felizmente há pessoas como o senhor Gary Knell, que, por meio de um projeto pioneiro, desenvolve educação em locais tão distintos, acreditando no potencial do futuro: as crianças. Com uma ferramenta de massa, como a televisão, consegue penetrar em todos os níveis da sociedade com uma linguagem adequada à realidade de cada região. É a tecnologia sendo utilizada em favor do bem comum.
Silmar Lacerda Soares
Jaru, RO



Dom Marcelo Goldstein

Com todo o respeito, após conhecimento da publicação da nota na seção Datas (11 de abril), eu me sinto na obrigação de tecer alguns esclarecimentos. Sou bispo fundador da Igreja Católica Apostólica Tradicional no Brasil (ICATB). A denominação correta da minha igreja é Igreja Católica Apostólica Tradicional no Brasil, conforme minha Sucessão Apostólica do papa Leão XIII. Nossa principal diferença com relação aos cristãos romanos é a hierarquia, ou seja, o comando de nossa igreja não está nas mãos do papa, mas nas de vários arcebispos e bispos, legitimamente sagrados. A Igreja Católica Apostólica Tradicional no Brasil se mantém fiel à fé, à ordem e ao culto da Antiga Igreja Cristã, conforme o ensino e a tradição dos Apóstolos de Cristo, e nada tem a ver com a Igreja Católica Brasileira. Assim, conclui-se que não sou adepto da realização de casamentos sucessivos, como afirmado; apenas dou uma segunda chance às pessoas que já contraíram núpcias anteriormente, sejam elas famosas ou não.
Dom Marcelo Goldstein
Bispo da Igreja Católica Apostólica Tradicional no Brasil
São Paulo, SP



VEJA Especial Mulher

Achei muito interessante e de bom gosto a edição VEJA Especial Mulher (junho de 2007), principalmente a reportagem "10 coisas para ter antes de morrer". VEJA novamente nos brindou com um excelente presente. Parabéns pelo trabalho.
Marcos Cesar Mattedi
Eunápolis, BA

Excelente a reportagem sobre a saúde da voz, intitulada "Para falar macio". Aproveito a oportunidade para complementar que, em pesquisa que concluí recentemente, comparando a voz de professores e de não professores, acima de 65 anos de idade, entre outros resultados obtidos, a prática de atividade física regular também mostrou efeitos benéficos na voz. Além disso, para aqueles cuja voz já envelheceu, a fonoaudiologia pode auxiliar, e muito, como verifico em meu consultório, onde pacientes com mais de 90 anos, em conseqüência da melhora da voz, redescobrem prazeres como conversar demoradamente por telefone ou cantarolar suas músicas preferidas.
Deborah Gampel
Fonoaudióloga em São Paulo e mestre em gerontologia pela PUC-SP
São Paulo, SP

Interessante a edição especial VEJA Mulher, com reportagens esclarecedoras e atuais, mostrando, principalmente a quem viaja com freqüência, novidades para comprar. Apenas achei as últimas páginas desnecessárias ("10 coisas para ter antes de morrer"). Poderiam ter aproveitado melhor o espaço. Há tantas coisas que uma mulher contemporânea gostaria de saber e sobre as quais gostaria de ser informada.
Rosiclér Bondan

Novo Hamburgo, RS

Muito bom o Especial Mulher, não fosse pela gafe cometida no artigo das páginas 72 e 74, sobre o estímulo ao uso de pele de animais ("Guia para montar a mala perfeita"). Como a edição especial levanta questões a respeito de futuro e tendências sobre comportamento – diz que a moda é "um estilo de vida, não apenas uma estética" e também fala do "consumo consciente" –, deveria saber a que tipo de sofrimento os animais são submetidos para a obtenção de sua pele. Para mais informações acessem www.furisdead.com.
Cristina Bandiera

Campinas, SP



Roberto Pompeu de Toledo

Foi com um sopro de esperança que li o ensaio "O ministro e a Zeca Feira" (30 de maio), escrito por Roberto Pompeu de Toledo, pois percebi que não estou sozinha na minha indignação em relação à propaganda de cerveja neste país. Como se não bastasse a associação "cerveja + mulher jovem e bonita + falta de cérebro", agora querem diminuir também os dias úteis, pois acredito que, se o cidadão começar a beber em plena quarta-feira, dificilmente terá uma quinta e sexta produtivas (isso se conseguir manter o emprego, claro). Obrigada pelo alerta mais do que necessário!
Luciana Miliauskas Fernandes
São Bernardo do Campo, SP

A campanha iniciada pelo doutor Temporão, ministro da Saúde, pela limitação da propaganda e da disponibilidade das bebidas alcoólicas indica a seriedade e a honestidade desse cidadão.
Augusto Fajardo
Presidente da Sociedade Brasileira de Nutrição & Qualidade de Vida
Por e-mail

Muito adequado o comentário de Roberto Pompeu de Toledo. O uso e o abuso de bebidas alcoólicas no Brasil ultrapassam qualquer limite de bom senso. Há ocasiões em que os "borrachos" disputam quanto conseguem beber e ainda conduzir seu automóvel. Bizarro!
Deborah Maristela Biermann
Berna, Suíça



Ambiente

Parabéns pela reportagem "Design abissal" (30 de maio). Esse tema desperta grande interesse tanto no público em geral quanto nos especialistas. O Projeto Tamar está construindo um banco de imagens sobre esses animais que vivem entre 300 e 1 500 metros de profundidade. O assunto terá um espaço especial nos nossos centros de visitantes, que incluirá exemplares vivos na água gelada.
Guy Marcovaldi

Coordenador nacional do Projeto Tamar ­ Ibama
Praia do Forte, BA



Diogo Mainardi

A obsessão de denegrir reputações conduziu o colunista Diogo Mainardi a propor a paralisação do PAC ("O PAC tem de parar", 30 de maio). Segundo ele, o programa "tem de parar imediatamente", pois, se "uma empreiteira de fundo de quintal (a Gautama) faz um estrago tão grande, imagine o que pode ocorrer nos maiores projetos". Ao contrário do que afirma o colunista, operações como Navalha, Furacão, Sanguessuga e outras, que têm sido conduzidas com competência pela Polícia Federal, com o apoio do Ministério Público e do Poder Judiciário, servem para proteger não apenas o PAC, mas todos os investimentos públicos. Sinalizam o fim da impunidade. São ações que demonstram à sociedade que este governo não compactua com o assalto ao Erário. O programa não vai parar. O PAC incomoda apenas aqueles que torcem pelo fracasso do país.
Dilma Rousseff
Ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República
Brasília, DF



Cálcio para crianças

A introdução do cálcio deveria ser tão importante quanto o ato de dormir. O que se vê são consultórios de fisioterapia abarrotados de pessoas com problemas de osteoporose. As empresas e a mídia deveriam divulgar exaustivamente o uso desse mineral, evitando assim que nossos adolescentes (o nosso futuro) quebrem no meio do caminho ("Cadê o cálcio que estava aqui?", 30 de maio).
Solange Griebeler
Jaraguá do Sul, SC



Televisão

Muito boa a reportagem "Ser ou não ser teatral" (30 de maio), com o diretor Ulisses Cruz, que vem fazendo um ótimo trabalho assinando a novela Eterna Magia, que, já na estréia, mostrou que tem fôlego para fazer sucesso. Carlos Manga imprimiu uma estética belíssima, valorizando as lindas paisagens irlandesas e o visual dos atores. O consagrado escritor Paulo Coelho está se saindo muito bem como ator. Irene Ravache e Malu Mader roubaram a cena e deixaram claro que defenderão com brilhantismo seu papel. Com amores impossíveis e odiados vilões, o primeiro texto-solo da novelista Elizabeth Jhin conta com todos os ingredientes do clássico folhetim, e isso é o que prende a atenção do telespectador.
Marcos Gagliasso
Presidente do Instituto Brasileiro de Dramaturgia
Santos Dumont, MG



Líbano

O noticiário dos últimos dias me deixou preocupado: novos conflitos no Líbano, com a suspeita de reviver a tragédia da guerra civil, que arrasou aquele país durante quinze anos (1975-1990). Uma gigantesca reconstrução ocorreu na gestão do então primeiro-ministro Rafic Hariri, e Beirute voltou a ter seu esplendor. Hariri foi assassinado em 2005, no primeiro atentado dentre os que vitimaram políticos e jornalistas, cujo grande pecado era defender a soberania do seu país. Agora, outro grupo armado está enfrentando o Exército libanês. Por que não deixam o Líbano em paz ("Eles querem afundar o Líbano", 30 de maio)?
Carlos Abumrad
São Paulo, SP



Adrian Jaoude

Uma revista séria como "nossa" VEJA (digo nossa porque a considero um patrimônio nacional) não pode abrir mão também de ser divertida. Foi o que aconteceu na entrevista "'Sou educado e sensível'" (30 de maio). Confesso que quase morri de rir ao ler as respostas do ilustre atleta Adrian Jaoude e refletir sobre elas. O homem vive em outro mundo. Espero que nos Jogos Pan-Americanos ele não faça tantas baboseiras como na entrevista. Uma coisa é certa: pessoa mais "sensível" do que ele não pode existir.
Humberto Luiz Rocco
Por e-mail



Gente

Gosto muito da seção Gente. Com certeza, para apreciar o estado das celebridades, homens, mulheres e crianças deste planeta que lutam pela sobrevivência com garra. Mas foi crueldade o trocadilho da idade do Festival de Cannes com os mais de 60 de La Deneuve ou de La Cardinale, quando o próprio festival se confunde com elas, divas inesquecíveis ("Aos 60, em forma", Gente, 30 de maio).
Marina Fleury Rosa

Goiânia, GO

Catherine Deneuve continua sendo uma linda mulher, agora de uma rara beleza madura, sem falar na classe e na elegância eternas. Sinceramente, Chiara não chega nem perto, mesmo se comparada à mãe com a mesma idade.
Maria Conceição Villela
Salvador, BA



Óculos escuros

A matéria "Procurados... por vulgaridade" (30 de maio) dá exemplos de aficionados de óculos escuros wrap-around. Apesar da originalidade, VEJA deve tomar cuidado, pois pode ser alvo de processos movidos pelo grupo Disney contra a revista por fazer comparações entre os Irmãos Metralha e os outros membros do grupo. Convenhamos que os personagens da Disney são mais engraçados e, ao que parece, mais honestos.
Wellington de Souza Borges
Uberlândia, MG



Operação Navalha 2

Na edição 2010 da revista VEJA ("1 giga de corrupção", 30 de maio), afirma-se, na página 54, que utilizei avião fretado pago pelo empresário Zuleido Veras. Em meu discurso no plenário do Senado Federal, em 21 de maio passado, restou inequívoco e incontestável que eu efetuei o pagamento, com recursos próprios, conforme ampla documentação por mim apresentada e que se encontra publicada em meu site (www.delcidio.com.br).
Delcídio Amaral
Senador da República (PT-MS)
Brasília, DF

No tocante à afirmação contida na reportagem "1 giga de corrupção": "Kibe, que àquela altura já abastecera inclusive a PF sobre a roubalheira da Gautama", como advogado do senhor Latif Abud, afirmo que meu cliente jamais compareceu à Polícia Federal para prestar qualquer informação sobre seus antigos sócios da empresa Gautama.
José Luis Oliveira Lima
Advogado
São Paulo, SP



Datas

Na edição 2010 de VEJA, na seção Datas (30 de maio), foi registrado o nome Sport Club Recife. O correto é Sport Club do Recife. O 1,8 milhão de torcedores do Leão do Norte agradece.
Itamar de Barros Souto
Recife, PE

CORREÇÕES: no quadro "Negociatas às claras", da reportagem "1 giga de corrupção" (30 de maio), Adylson Motta aparece como ministro do TCU no dia 29 de agosto do ano passado. A informação é equivocada. Adylson Motta, como informado corretamente no corpo da reportagem, aposentou-se em agosto de 2006. Ao contrário do publicado em VEJA Brasília (abril de 2007), os sanduíches brutus e galo de briga, da rede Giraffas, custam 6,40 reais cada um.





TOMADAS E PLUGS

Ao ler a reportagem "Para desligar o circuito do vício" (23 de maio), o leitor Henrique O. Pimentel, do Rio de Janeiro, levantou um problemão: "A página inicial da reportagem mostra uma tomada de três pinos, que não é padrão brasileiro, mas deveria ser. Os jornais desta semana publicaram reportagens sobre a adoção de um novo padrão de tomada (e plugues) para o Brasil (NBR 14136), completamente diferente desse mostrado na revista. Explicam que existem mais de dez tipos de tomada em uso no Brasil e que era preciso padronizá-los. Só que, em vez de adotar um dos tipos em uso, preferiu-se criar um completamente novo. Serão, portanto, mais de onze tipos de tomada em uso no Brasil, obviamente". Pimentel levanta alguns inconvenientes causados pela tentativa de padronização com a adoção do novo modelo: as tomadas e os plugues ficarão mais caros 15% a 20%; haverá uma eternização de adaptadores, já que muita gente vai se recusar a gastar dinheiro atualizando as instalações domésticas; se houver dificuldade de adaptação, as pessoas vão recorrer às gambiarras, tornando o sistema ainda mais inseguro. Mais informações sobre a padronização e o calendário com os passos para a adoção do novo sistema podem ser obtidas no site do Inmetro: http://www.inmetro.gov.br/rtac/pdf/RTAC000875.pdf.



DESIGN E NATUREZA

Márcio Rocha, professor do curso de design gráfico da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás, escreve para comentar o uso do termo design. Depois de ler a reportagem "Design abissal" (31 de maio), ele escreveu à redação: "Normalmente, a palavra design tem sido utilizada de forma errônea em todas as instâncias para se referir somente à aparência externa ou à estética (hair design, cake design, body design, flower design), quando na verdade ela pressupõe uma prática complexa que define o ato de projetar. Design se refere ao processo, ao projeto e ao conceito, não ao resultado". Deixando de lado outros usos do termo (como ocorre na teoria do design inteligente, que defende a existência de uma inteligência criadora do universo e da vida), ele observa que "um ser vivo não pode ser considerado um produto, assim o termo design não deve ser atribuído a uma ação deliberada da natureza, uma vez que não é possível fazer design, ou seja, projetar, sem a metodologia que orienta o projeto e sem a consciência de estar projetando". Do Dicionário Aurélio: "Design: concepção de um projeto ou modelo; planejamento (1). O produto desse planejamento (2)". Na reportagem, a expressão foi utilizada de modo figurado, embora os defensores da idéia do design inteligente sustentem que por trás de cada ser vivo há uma inteligência superior planejando, projetando e criando. Mas essa é outra história. O tema design foi tratado em VEJA nas reportagens "Design – O poder do belo" (capa da edição de 26 de maio de 2004) e "O dia-a-dia mais bonito" (22 de março de 2006).



A OCUPAÇÃO DA REITORIA DA USP

Gabriel Mário Rodrigues, presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras, está espantado com o impasse gerado pela ocupação da reitoria da Universidade de São Paulo por estudantes. "No início do movimento ainda havia um assunto claro para ser discutido, mas logo perdeu seu sentido e, hoje, assistimos a uma triste radicalização e intransigência estudantil", diz ele. Para o presidente da Abmes, o impasse só chegará ao fim quando "para cada reivindicação dos estudantes existir uma série de direitos e deveres para todos os envolvidos". Ele alinha as condições que deveriam ser dadas para um acordo com o estudantado rebelde como forma de contrapartida destes para a sociedade que banca seu estudo.

• A concessão de mais verba para educação deve estar atrelada ao compromisso de trabalho voluntário permanente durante a graduação e dois anos após a conclusão dos respectivos cursos.

• A concessão das moradias estudantis deve estar ligada a regras de ocupação baseada em desempenho acadêmico.

• O jubilamento deve ser aplicado para os alunos que não concluem os cursos nos prazos regimentais, que perderiam automaticamente o direito a moradia gratuita e teriam sua vaga transferida a outro na lista de espera.

• É justa a contratação de novos professores, desde que seguindo regras claras para atividades em sala de aula e controle de produtividade docente, cruzando dados sobre dedicação à docência e à pesquisa.

"Como a produtividade científica não é controlada, ficamos com o discurso vazio, em que uma parte dos professores não ministra aulas nem efetua publicações relevantes para o avanço da ciência. Para o fim do impasse é necessário atualizar as práticas de gestão, abolindo o radicalismo e buscando o diálogo por meio da definição de obrigações claras atreladas aos direitos", afirma Rodrigues.

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