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Edição 1 703 - 6 de junho de 2001
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Noite em claro, boletim vermelho

Marcelo Zocchio


Seu filho está indo mal na escola? Que tal checar os hábitos dele na internet? Pesquisa conduzida na Universidade Estadual de Nova Jersey, EUA, aponta o que pode estar por trás do fraco desempenho de muitos universitários: descontrole e excesso de tempo na rede. Estudantes que relataram ter problemas nas atividades acadêmicas gastavam cinco vezes mais horas conectados do que a turma sem notas vermelhas. Muitos ficavam acordados até altas horas da noite, dormiam menos e faltavam às aulas. Tudo para trocar mensagens instantâneas e participar de salas de bate-papo.

 

Dinheiro sujo, mesmo

Sergio Amaral


Um estudo, apresentado em reunião da Sociedade Americana de Microbiologia, coletou e analisou 68 cédulas de 1 dólar. A maioria estava contaminada por bactérias que podem provocar infecções em pessoas hospitalizadas ou com baixa defesa imunológica. Cinco das cédulas tinham colônias de microrganismos patológicos como o Staphylococcus aureus, germe que responde pela maioria das infecções resistentes a antibióticos. Já que não se pode lavar o dinheiro (a não ser no sentido figurado), é melhor cuidar bem da higiene das mãos.

 

De bem com as bijuterias

 
Ciete Silvério

O uso de bijuterias e jóias ajuda a dar um realce no visual, mas quem sente irritação na pele, coceira ou chega até a ficar com pequenas bolhas d'água deve procurar um especialista. Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a alergia a metais como níquel, cobalto e cromo é mais corriqueira do que se imagina. Nem ouro e prata escapam, embora com incidência mais rara. Num estudo com 967 pessoas, 25% se mostraram suscetíveis a reações alérgicas desencadeadas pelo níquel. "Nas pessoas mais sensíveis, a insistência no uso pode provocar irritações em outras partes do corpo, não só no local de contato", alerta a dermatologista Susana Lu Chen Wu, do Grupo Brasileiro de Estudo do departamento especializado em alergias dermatológicas da SBD. A solução é identificar a sensibilidade a determinado material por meio de um teste com trinta substâncias. Se a alergia for somente ao níquel, por exemplo, pode-se optar por artefatos sem ele. Outro recurso é o emprego de reagentes para detectar se uma peça contém ou não o metal causador do problema.

 

De olho neles

Bia Albuquerque


Uma pesquisa do Instituto Sodexho em onze países, incluindo o Brasil, traçou o perfil dos hábitos alimentares de pessoas entre 5 e 17 anos de idade. Conclusão: a garotada cada vez mais só come o que lhe dá vontade. Nos anos 60, apenas 24,6% se enquadravam nessa categoria. Em 2000, essa turma foi para 86,4%, reflexo de uma atitude frouxa dos pais, segundo os especialistas.

 


BOA NOTÍCIA

Médico a distância

Testada e desenvolvida no Instituto do Coração de São Paulo, em parceria com a indústria Siemens, uma estação móvel de telemedicina poderá estar em breve disponível na rede hospitalar. Permite um diagnóstico mais rápido e dinâmico com um kit de computador, monitor e câmara de vídeo, que pode ser conectada ao Incor via internet, permitindo ao médico monitorar os sinais vitais do paciente a distância. "O aparelho aumenta as chances de detectar precocemente alguma alteração no quadro do indivíduo", diz o médico Umberto Tachinardi, do Incor.

 

MÁ NOTÍCIA

Risco de derrame

Mais uma na conta pesada do stress, esse vilão da vida moderna. O novo risco comprovado agora é o de derrame. Em um estudo publicado na revista Stroke, da Associação Americana do Coração, pesquisadores compararam a pressão arterial em descanso de 2.303 homens finlandeses de meia-idade com medições feitas uma semana mais tarde, antes de um teste de resistência física. Sob essa situação de stress, os homens que apresentaram pressão sanguínea acima da média tiveram um risco de derrame 72% maior.

 

Para contar no bar: Viagra,
a marca do milhão

Atrás apenas dos Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha, o Brasil tornou-se o quarto maior comprador de Viagra, a pílula azul que resolve a impotência de oito em cada dez homens com problemas de ereção. Os consumidores masculinos daqui, principalmente aqueles com mais de 40 anos de idade e os idosos, fizeram o país subir no ranking de venda e já estão comprando 1 milhão de comprimidos por mês. A crescente popularidade fez com que o remédio deixasse de ser importado e passasse a ser produzido em São Paulo na fábrica da Pfizer, que espera exportar a droga para os países vizinhos do Brasil, em breve.

 

Nariz empinado

 
Wander Mendes

Ter auto-estima em alta é um passo fundamental para quem precisa enfrentar um momento delicado como o da demissão, mas é preciso evitar os limites da arrogância. Pesquisa recém-concluída da consultoria KPMG revelou que a inflexibilidade em aceitar cargo e salário menores é o principal obstáculo para a recolocação de executivos demitidos. "O poder de barganha diminui muito para quem está desempregado, e mesmo assim é comum encontrar quem não admita perder status e recuse propostas antes mesmo de avaliá-las", descreve a gerente da KPMG, Rosana Mezzetti. As perspectivas oferecidas pela nova empresa e a possibilidade de aprendizado em uma nova área são fatores tão significativos quanto os valores impressos no contracheque. Para quem se deixa tomar pelo orgulho, as conseqüências podem ser desastrosas. Enquanto o tempo médio para encontrar um novo emprego fica entre quatro e seis meses, executivos tomados pela síndrome do sou-mais-eu costumam padecer até um ano na fila, tempo suficiente para ficar realmente desvalorizado no mercado. "E aí eles se vêem obrigados a finalmente aceitar a humilhação de um cargo menor", ironiza a consultora.

 

Coordenado por Fábio de Oliveira.
Colaboraram Fernanda Colavitti
e Maurício Oliveira
e-mail: parausar@abril.com.br

 



 
 

 

 

   
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