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Divulgado:
o encerramento do inquérito policial que investigava a queda do
ultraleve pilotado pelo cantor Herbert Vianna em 4 de fevereiro,
quando morreu a mulher dele, Lucy Needham. Em decorrência do acidente,
o líder do Paralamas do Sucesso está paraplégico.
Depois de 44 dias hospitalizado, ele pôde voltar para casa, onde
faz fisioterapia com equipamentos ali instalados. O músico consegue
falar, mas sem ainda concatenar as idéias, e há expectativa
de recuperação lenta. A polícia fluminense não
encontrou evidências de que ele tenha sido o culpado pelo acidente
e enviou o inquérito ao Ministério Público Estadual,
que decidirá nos próximos dias se arquiva ou não
o processo. Dia 31, em Mangaratiba.
Empossado:
como presidente do Supremo Tribunal Federal, para um mandato de dois anos,
o ministro Marco Aurélio Mello, em substituição
a Carlos Velloso. Na cerimônia, com a presença do presidente
Fernando Henrique Cardoso, também tomou posse o vice do STF, o
ministro Ilmar Galvão. Dia 31, em Brasília.
Terminou:
a greve dos policiais militares de Tocantins. Durante onze dias,
cerca de 800 PMs se mantiveram aquartelados no 1º Batalhão
de Palmas, acompanhados de 200 mulheres e cinqüenta crianças.
Os treze líderes do movimento foram detidos e vão responder
a inquérito. Dia 31, em Palmas.
Pedido:
o adiamento da execução da pena de morte pelos advogados
do terrorista americano Timothy McVeigh, condenado por um atentado
a bomba que matou 168 pessoas na cidade de Oklahoma, em 1995. Assassino
confesso, McVeigh se recusava, até agora, a fazer pedido semelhante,
mas mudou de idéia diante da revelação de que o FBI
ocultou documentos que poderiam ajudá-lo durante o processo. Dia
31, em Terre Haute, EUA.
Explodiu:
uma bomba de fabricação caseira no 16º andar
do Fórum João Mendes, um dos maiores do país e onde
circulam diariamente mais de 10.000 pessoas. Três pedestres que
passavam próximo ao local ficaram levemente feridos. Dia 31, em
São Paulo.
Assassinados:
o rei Birendra e a rainha Aiswarya, do Nepal, pelo próprio
filho, Dipendra. Revoltado pela oposição dos pais à
noiva que escolhera, o príncipe abriu fogo no palácio real.
De acordo com as primeiras versões de sexta-feira, pelo menos outras
oito pessoas teriam sido mortas pelos disparos. Em seguida, Dipendra suicidou-se.
Dia 1º, em Katmandu.
Morreram:
o advogado e historiador José Calasans Brandão
da Silva, sergipano que se estabeleceu em Salvador e foi um dedicado
pesquisador do episódio da Guerra de Canudos. Dia 28, aos 85 anos,
em Salvador.
o sul-africano Nkosi Johnson, de 12 anos,
que se tornou símbolo da luta contra a Aids no continente mais
atingido pela doença. Ele contraiu o HIV ao nascer, perdeu a mãe
dois anos depois, foi recusado numa escola pública e tornou-se
defensor dos direitos dos portadores do vírus. Em julho, seu discurso
comoveu os participantes da Conferência Internacional sobre Aids,
realizada na cidade de Durban. Dia 1º, em Johanesburgo.
Aprovada:
pelo Parlamento da Alemanha a criação de um fundo de indenização,
estimado em 4,5 bilhões de dólares, para pessoas submetidas
a trabalho escravo durante o período de domínio nazista,
tanto em campos de concentração como em fábricas.
O governo vai financiar metade do fundo e a outra metade ficará
por conta de empresas que se beneficiaram da mão-de-obra. Dia 30,
em Berlim.
AFP
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| Castroneves:
vitória na estréia em Indianápolis |
Venceu: as 500 Milhas de Indianápolis, uma das provas mais
tradicionais do automobilismo mundial, o piloto brasileiro Hélio
Castroneves. Ele embolsou um prêmio de 1,275 milhão de
dólares. Dia 27, em Indianápolis, EUA.
Iniciado:
pelo Parlamento da Indonésia o processo de impeachment do presidente
Abdurrahman Wahid, 60 anos, eleito em 1999 para suceder o ditador
Suharto, governante do país por 32 anos. Os legisladores o acusam
de ter deixado a Indonésia à beira de uma crise econômica.
Dia 30, em Jacarta.
Leo Feltran
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| Marta:
nódulo na tireóide |
Revelado: que a prefeita Marta Suplicy, de São Paulo,
está com um nódulo na tireóide, identificado pela
biópsia de células retiradas do local. Os médicos
disseram que a natureza da lesão só poderá ser determinada
com segurança por meio de cirurgia, prevista para este domingo
no Hospital Israelita Albert Einstein. Dia 29, em São Paulo.
AFP
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| Dumas:
pena de dois anos |
Condenados: a dois anos de prisão o ex-ministro das Relações
Exteriores da França Roland Dumas, 78 anos, indiciado em
processo sobre um grande esquema de corrupção durante o
governo de François Mitterrand (1981-1995). Dumas foi acusado de
conseguir um emprego na estatal petrolífera ELF para a amante,
Christine Deviers-Joncour. Ela e o ex-presidente da companhia Loïk
Le Floch-Prigent foram condenados a três anos. Dia 30, em Paris.
a 43 meses de prisão o brasileiro José
Maria Teixeira Ferraz, que confessou à Justiça dos EUA
a tentativa de lavar dinheiro do narcotráfico no país. Ele
também está sendo investigado pelo FBI por acusação
de envolvimento com o Dossiê Caribe, conjunto de papéis sem
autenticidade comprovada sobre supostas contas bancárias de autoridades
brasileiras em paraísos fiscais. Dia 28, em Miami.
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BISPO
DO BARULHO
Reuters
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| Milingo
com a noiva: desafio ao Vaticano |
Não é de hoje que o arcebispo Emmanuel Milingo,
71 anos, azucrina a cúpula da Igreja Católica. Depois
de ter sido advertido por realizar sessões públicas
de exorcismo, o religioso nascido em Zâmbia, na África,
foi ainda mais longe no último domingo. Casou-se em uma cerimônia
coletiva em Nova York comandada por Sun Myung Moon, o polêmico
reverendo Moon, líder da seita batizada como Igreja da Unificação.
Coube a Moon escolher a noiva, a acupunturista sul-coreana Maria
Sung, 28 anos mais jovem que Milingo. No dia seguinte ao da
cerimônia, um porta-voz do Vaticano disse que o bispo "se
colocou fora da Igreja" e afirmou que ele provavelmente será
excomungado. Enquanto isso, Milingo anunciava a intenção
de ter filhos, citando como inspiração a figura bíblica
de Abraão, pai aos 100 anos.
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PREFEITO
DO CAOS
AFP
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| Husseini,
com Arafat: causa palestina perde bom negociador |
Ele era uma espécie de prefeito sem mandato de uma fatia
de Jerusalém, ao mesmo tempo cidade santa e a praça
de guerra urbana mais conturbada do planeta. Um dos principais dirigentes
da Organização para a Libertação da
Palestina (OLP), tido como negociador hábil e pragmático,
o iraquiano Faisal Husseini exercia uma autoridade informal
na região oriental da cidade, que os árabes reivindicam
como capital de um futuro Estado a ser criado. Era uma missão
cada vez mais dura, já que o conflito entre árabes
e israelenses voltou a se acirrar, dramaticamente, desde o segundo
semestre do ano passado. Quinta-feira, Husseini foi vítima
de um ataque cardíaco no hotel em que estava hospedado, morte
sossegada para quem exercia a militância desde a juventude
ao lado do líder Yasser Arafat. Educado no Egito, vinha de
uma linhagem tradicional de proprietários de terra e líderes
islâmicos o pai, Abed al-Qader, foi morto em 1948 durante
o conflito na região. Sexta-feira, milhares de palestinos
transformaram os funerais de Husseini em ato de desafio à
ocupação israelense, com uma enorme manifestação.
"Husseini incorporava as aspirações de seu povo, com
integridade e justiça", foi o elogio póstumo do secretário-geral
da ONU, Kofi Annan. No mesmo dia do enterro, uma evidência
trágica de que o horizonte de paz fica distante: em Tel-Aviv,
uma explosão matou dezessete pessoas e deixou pelo menos
75 feridos nas proximidades de uma discoteca na orla, onde os jovens
formavam fila para entrar, mais um dos atentados que se acredita
serem de autoria de extremistas islâmicos.
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