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Edição 1 703 - 6 de junho de 2001
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Divulgado: o encerramento do inquérito policial que investigava a queda do ultraleve pilotado pelo cantor Herbert Vianna em 4 de fevereiro, quando morreu a mulher dele, Lucy Needham. Em decorrência do acidente, o líder do Paralamas do Sucesso está paraplégico. Depois de 44 dias hospitalizado, ele pôde voltar para casa, onde faz fisioterapia com equipamentos ali instalados. O músico consegue falar, mas sem ainda concatenar as idéias, e há expectativa de recuperação lenta. A polícia fluminense não encontrou evidências de que ele tenha sido o culpado pelo acidente e enviou o inquérito ao Ministério Público Estadual, que decidirá nos próximos dias se arquiva ou não o processo. Dia 31, em Mangaratiba.

Empossado: como presidente do Supremo Tribunal Federal, para um mandato de dois anos, o ministro Marco Aurélio Mello, em substituição a Carlos Velloso. Na cerimônia, com a presença do presidente Fernando Henrique Cardoso, também tomou posse o vice do STF, o ministro Ilmar Galvão. Dia 31, em Brasília.

Terminou: a greve dos policiais militares de Tocantins. Durante onze dias, cerca de 800 PMs se mantiveram aquartelados no 1º Batalhão de Palmas, acompanhados de 200 mulheres e cinqüenta crianças. Os treze líderes do movimento foram detidos e vão responder a inquérito. Dia 31, em Palmas.

Pedido: o adiamento da execução da pena de morte pelos advogados do terrorista americano Timothy McVeigh, condenado por um atentado a bomba que matou 168 pessoas na cidade de Oklahoma, em 1995. Assassino confesso, McVeigh se recusava, até agora, a fazer pedido semelhante, mas mudou de idéia diante da revelação de que o FBI ocultou documentos que poderiam ajudá-lo durante o processo. Dia 31, em Terre Haute, EUA.

Explodiu: uma bomba de fabricação caseira no 16º andar do Fórum João Mendes, um dos maiores do país e onde circulam diariamente mais de 10.000 pessoas. Três pedestres que passavam próximo ao local ficaram levemente feridos. Dia 31, em São Paulo.

Assassinados: o rei Birendra e a rainha Aiswarya, do Nepal, pelo próprio filho, Dipendra. Revoltado pela oposição dos pais à noiva que escolhera, o príncipe abriu fogo no palácio real. De acordo com as primeiras versões de sexta-feira, pelo menos outras oito pessoas teriam sido mortas pelos disparos. Em seguida, Dipendra suicidou-se. Dia 1º, em Katmandu.

Morreram: o advogado e historiador José Calasans Brandão da Silva, sergipano que se estabeleceu em Salvador e foi um dedicado pesquisador do episódio da Guerra de Canudos. Dia 28, aos 85 anos, em Salvador.

o sul-africano Nkosi Johnson, de 12 anos, que se tornou símbolo da luta contra a Aids no continente mais atingido pela doença. Ele contraiu o HIV ao nascer, perdeu a mãe dois anos depois, foi recusado numa escola pública e tornou-se defensor dos direitos dos portadores do vírus. Em julho, seu discurso comoveu os participantes da Conferência Internacional sobre Aids, realizada na cidade de Durban. Dia 1º, em Johanesburgo.

Aprovada: pelo Parlamento da Alemanha a criação de um fundo de indenização, estimado em 4,5 bilhões de dólares, para pessoas submetidas a trabalho escravo durante o período de domínio nazista, tanto em campos de concentração como em fábricas. O governo vai financiar metade do fundo e a outra metade ficará por conta de empresas que se beneficiaram da mão-de-obra. Dia 30, em Berlim.

AFP
Castroneves: vitória na estréia em Indianápolis


Venceu:
as 500 Milhas de Indianápolis, uma das provas mais tradicionais do automobilismo mundial, o piloto brasileiro Hélio Castroneves. Ele embolsou um prêmio de 1,275 milhão de dólares. Dia 27, em Indianápolis, EUA.

Iniciado: pelo Parlamento da Indonésia o processo de impeachment do presidente Abdurrahman Wahid, 60 anos, eleito em 1999 para suceder o ditador Suharto, governante do país por 32 anos. Os legisladores o acusam de ter deixado a Indonésia à beira de uma crise econômica. Dia 30, em Jacarta.

Leo Feltran
Marta: nódulo na tireóide


Revelado:
que a prefeita Marta Suplicy, de São Paulo, está com um nódulo na tireóide, identificado pela biópsia de células retiradas do local. Os médicos disseram que a natureza da lesão só poderá ser determinada com segurança por meio de cirurgia, prevista para este domingo no Hospital Israelita Albert Einstein. Dia 29, em São Paulo.

 


AFP
Dumas: pena de dois anos


Condenados:
a dois anos de prisão o ex-ministro das Relações Exteriores da França Roland Dumas, 78 anos, indiciado em processo sobre um grande esquema de corrupção durante o governo de François Mitterrand (1981-1995). Dumas foi acusado de conseguir um emprego na estatal petrolífera ELF para a amante, Christine Deviers-Joncour. Ela e o ex-presidente da companhia Loïk Le Floch-Prigent foram condenados a três anos. Dia 30, em Paris.

a 43 meses de prisão o brasileiro José Maria Teixeira Ferraz, que confessou à Justiça dos EUA a tentativa de lavar dinheiro do narcotráfico no país. Ele também está sendo investigado pelo FBI por acusação de envolvimento com o Dossiê Caribe, conjunto de papéis sem autenticidade comprovada sobre supostas contas bancárias de autoridades brasileiras em paraísos fiscais. Dia 28, em Miami.

 

BISPO DO BARULHO

Reuters
Milingo com a noiva: desafio ao Vaticano


Não é de hoje que o arcebispo Emmanuel Milingo, 71 anos, azucrina a cúpula da Igreja Católica. Depois de ter sido advertido por realizar sessões públicas de exorcismo, o religioso nascido em Zâmbia, na África, foi ainda mais longe no último domingo. Casou-se em uma cerimônia coletiva em Nova York comandada por Sun Myung Moon, o polêmico reverendo Moon, líder da seita batizada como Igreja da Unificação. Coube a Moon escolher a noiva, a acupunturista sul-coreana Maria Sung, 28 anos mais jovem que Milingo. No dia seguinte ao da cerimônia, um porta-voz do Vaticano disse que o bispo "se colocou fora da Igreja" e afirmou que ele provavelmente será excomungado. Enquanto isso, Milingo anunciava a intenção de ter filhos, citando como inspiração a figura bíblica de Abraão, pai aos 100 anos.

 

PREFEITO DO CAOS

AFP
Husseini, com Arafat: causa palestina perde bom negociador


Ele era uma espécie de prefeito sem mandato de uma fatia de Jerusalém, ao mesmo tempo cidade santa e a praça de guerra urbana mais conturbada do planeta. Um dos principais dirigentes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), tido como negociador hábil e pragmático, o iraquiano Faisal Husseini exercia uma autoridade informal na região oriental da cidade, que os árabes reivindicam como capital de um futuro Estado a ser criado. Era uma missão cada vez mais dura, já que o conflito entre árabes e israelenses voltou a se acirrar, dramaticamente, desde o segundo semestre do ano passado. Quinta-feira, Husseini foi vítima de um ataque cardíaco no hotel em que estava hospedado, morte sossegada para quem exercia a militância desde a juventude ao lado do líder Yasser Arafat. Educado no Egito, vinha de uma linhagem tradicional de proprietários de terra e líderes islâmicos – o pai, Abed al-Qader, foi morto em 1948 durante o conflito na região. Sexta-feira, milhares de palestinos transformaram os funerais de Husseini em ato de desafio à ocupação israelense, com uma enorme manifestação. "Husseini incorporava as aspirações de seu povo, com integridade e justiça", foi o elogio póstumo do secretário-geral da ONU, Kofi Annan. No mesmo dia do enterro, uma evidência trágica de que o horizonte de paz fica distante: em Tel-Aviv, uma explosão matou dezessete pessoas e deixou pelo menos 75 feridos nas proximidades de uma discoteca na orla, onde os jovens formavam fila para entrar, mais um dos atentados que se acredita serem de autoria de extremistas islâmicos.

 

 
 
   
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