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Edição 1 703 - 6 de junho de 2001
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"A reportagem, além de ajudar as mulheres, revela aos homens suas necessidades. Mas a mulher ainda é um enigma não decifrado."
Thales Fernando Moraes
Goiânia, GO

 

Prazer feminino

Muito válida a reportagem "Muito prazer" (30 de maio). Chega de as mulheres fingirem e os homens sentirem prazer. Cada mulher deve buscar essa realização, procurar ajuda, se for o caso, e desfrutar desse prazer. Tenho certeza de que essa matéria ajudará a muitas mulheres; afinal de contas, são 54% de brasileiras insatisfeitas. Espero que esse tema seja abordado mais vezes. Só assim romperemos mitos, preconceitos e machismo acerca do prazer na vida sexual das mulheres.
Vanessa Mendes Nogueira
Belo Horizonte, MG

A evolução da medicina no sentido de solucionar os problemas sexuais femininos pode até ajudar, mas para o maior de todos eles não há droga capaz de resolver, que são a ignorância e os tabus ainda vigentes em pleno século XXI. A reportagem só veio confirmar o que há tempos já se sabe: a raiz de praticamente todas as disfunções sexuais da mulher está na educação opressora e machista que recebemos, ensinando-nos a ter vergonha de nosso corpo e do sexo. Tal atitude só pode levar a um resultado: adolescentes confusas e precoces que se tornarão adultas frustradas e insatisfeitas.
Fernanda Ramos
São Paulo, SP

Há alguns anos descobri que tinha uma taxa de prolactina altíssima. Por sorte, isso não afetava minha libido, tampouco eu tinha sintomas ligados a essa alteração. Só descobri a mudança porque meu ginecologista incluiu a medição da dosagem de prolactina nos exames de rotina. Passei por dois endocrinologistas que prescreveram o Parlodel, cujos efeitos colaterais são desagradáveis, como náuseas e tonturas. No terceiro médico consegui resolver meu problema. Hoje tomo uma medicação chamada Dostinex (usada para suspender o leite de quem está amamentando) e minha prolactina voltou ao normal. E tudo isso sem náusea nem mal-estar.
Maria Lúcia Granja Coutinho

mlgc@spare.com.br

Caso a ciência resolva o problema sexual feminino, como sugere a brilhante reportagem, o resultado pode ser alentador para alguns e frustrante para a maioria dos homens, os machistas. A liberação do prazer poderá representar a dominação total da mulher sobre o homem. Só falta isso.
Adalberto Alves de Matos
Barra do Garças, MT

 

Stephen Kanitz

De forma segura e habilidosa, Stephen Kanitz conseguiu o impossível: explicar com genial nitidez a origem da atual crise energética brasileira, resumida, a seu ver, na inércia, na apatia e na burrice do poder público em preveni-la mediante maciços investimentos no setor (Ponto de vista, 30 de maio).
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE

 

Cartas

Agradeço a VEJA por ceder um espaço para nós, alunos da 6ª série do 1º grau do Colégio São Gonçalo, em Cuiabá, expormos nossos desenhos, que apesar de simples mereceram tanto realce na revista, o que proporcionou muito orgulho a nós, crianças mato-grossenses!
Vicente Filho

Cuiabá, MT

 

Arc

Arc, eu sempre fico me perguntando por que as pessoas aqui no Brasil gostam tanto de complicar as coisas, principalmente os caras lá de Brasília. Eu penso em me candidatar a vereadora ou deputada quando acabar a faculdade (estou no 1º período de turismo) para ver se tem algum vírus que infecta as pessoas quando elas se elegem.
Marília Fregona Carvalho
Rio de Janeiro, RJ

É, Arc, acho melhor você desistir do Brasil e voltar para Marte porque, depois do apagão, a gente não tem mais nem a luz do fim do túnel.
Lígia Cristine
Fortaleza, CE

 

VEJA

Como professor de geografia, percebo o momento político brasileiro como bastante pródigo para o desenvolvimento de debates e reflexões sobre cidadania e engajamento. A ampla cobertura da mídia (em especial da revista VEJA) tem-se transformado em ferramenta indispensável para a elaboração de aulas e aposentado definitivamente o ultrapassado livro didático.
Fabio Flores
Vitória, ES

 

Taliban

Como muçulmano, não concordo com o que a milícia Taliban vem fazendo no Afeganistão. Esses atos que tanto envergonham os muçulmanos, além de não estarem de acordo com a nossa fé e com o Alcorão, também não contam com o apoio da maioria do mundo islâmico. Isso é fácil de comprovar. É só ver quantos países islâmicos reconhecem o Taliban. São apenas três, dentre os mais de cinqüenta que fazem parte da Conferência dos Países Islâmicos. Os membros do Taliban não têm o direito de usar o Islã para justificar seus atos criminosos. O Islã está acima deles, e que Deus possa trazer logo a paz para esse povo sofrido que é o do Afeganistão ("A mesma regra dos nazistas", 30 de maio).
Anwar Assi
São Paulo, SP

 

Cazé Peçanha

Adorei ver na revista a notícia da extinção do programa do chato do Cazé Peçanha. Não acho que o problema seja o formato do programa. Até que era bacana. Mas o Peçanha é antipático e arrogante com os participantes e a platéia. Muito artificial. Tá tudo meio desconjuntado. O Cazé é um chato, sua voz é um ruído desagradável, seu visual não combina com o programa nem com sua personalidade, e nada combina com nada ("Ninguém via", 30 de maio).
Sidney Mansur
São Paulo, SP

 

Itamar Franco

Ao ler a reportagem "Ele está no lucro" (30 de maio), fiquei indignada e chocada. Será que apenas os mineiros vêem em Itamar um péssimo administrador? Sim, porque desde que ocupou o cargo de governador só fez campanha presidencial e deixou nosso Estado nas mãos de seu vice, Newton Cardoso. Será que a opinião dos conterrâneos de Itamar não representa nada para os outros Estados brasileiros? Itamar travou uma guerra particular com o presidente e por esse motivo ganha a simpatia dos que não concordam com o governo FHC, mas isso não significa que ele seja uma boa opção na hora do voto. Só o fato de ele ter sido vice de Collor mostra com quem ele se aliou e foi conivente. Tenho 23 anos e espero que minha opinião de jovem eleitora e mineira seja válida para fazer um Brasil melhor!
Cristiane Martina Fuchs
Belo Horizonte, MG

 

STF

A revista VEJA publicou em sua edição de 16 de maio noticiário com o título "Aos amigos", que requer reparos. O casamento da filha do ministro Galvão foi em maio de 1997, nada tendo a ver, portanto, o episódio relatado pela revista com minha saída do TSE, ocorrida em 1998. O alegado episódio não é do meu conhecimento e nem acredito que tenha ocorrido.
Athayde Fontoura Filho
Brasília, DF

 

Energia

A maior crise que nos ataca hoje não é a de energia, mas a de idéias, de princípios, para se mover dentro da crise. Ao editar medidas provisórias, punindo a população com tarifaços e corte de energia, o governo aprofunda a crise e se afunda nela por pura falta de visão e de inteligência. Falta também sensibilidade a esse governo. E ela é mais que necessária em momentos difíceis como este que vivemos. Estamos no escuro, e a luz no fim do túnel foi apagada para economizar energia ("A Justiça não produz energia", 30 de maio).
Jaime Luiz Leitão Rodrigues
Rio Claro, SP

Num Estado democrático de direito, os fins não justificam os meios. Há sempre um limite: a lei. Geralmente, a subversão de tal postulado encobre a incompetência e o autoritarismo. As medidas adotadas no plano de racionamento de energia não fogem à regra.
Simone Moulin Assad
Cachoeiro de Itapemirim, ES

 

Antonio Carlos Magalhães

Quem o ACM pensa que é? Deus? Eu também sou Brasil, sou este país, e não vou esperar para ver o que ele vai fazer conosco. Desejo que toda a população baiana leia VEJA para saber que ele quer voltar a ser senador "para se vingar". Outra coisa: tenha um pouco de ternura no coração e não force seu filho a fazer algo que ele não deseja ("Data e hora marcadas para renúncia", 30 de maio).
Suelly Maux
Porto Alegre, RS

 

Fernando de la Rúa

Dirijo-me a vossa senhoria para referir-me ao artigo "De la Rúa & filhos" (30 de maio). Não posso deixar de expressar, como representante argentino num país amigo como o Brasil, meu mais profundo desagrado e plena rejeição aos termos injuriosos com que o citado artigo faz alusão ao senhor presidente da nação e a sua família. O agravo à figura do presidente de um país democrático e profundamente amigo do Brasil é algo absolutamente alheio ao sentimento fraterno e solidário do povo brasileiro, que nós, argentinos, conhecemos e apreciamos. E esse sentimento, não tenho dúvida, continuará prevalecendo entre nossa gente com a mesma força com que a história e o destino nos convocam à união de Argentina e Brasil.
Juan J. Uranga
Embaixador da República Argentina
Brasília, DF

 

Educação

Em relação às afirmações feitas pela revista VEJA ("Jornada múltipla", 23 de maio) sobre minha indicação para o Conselho Nacional de Educação e também sobre minha atuação nessa instituição, esclareço que em 1995, quando foi criado o CNE, exercia o cargo de reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), de presidente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub) e de conselheiro da Organização Universitária Interamericana e da Comunidade Solidária. Na ocasião, fui indicado para o CNE por diversas instituições representativas da educação brasileira, tanto do setor público como do privado. Em 1998 fui eleito, por unanimidade, presidente do Conselho Nacional de Educação, função que exerci até o final dos quatro anos de mandato. No início de 2000, quando era secretário de Educação do Estado de Pernambuco e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), fui indicado para a renovação de mandato no CNE por um conjunto de instituições representativas da educação brasileira. A Anaceu, instituição criada em 6 de dezembro de 1999, foi uma das que indicaram o meu nome para a recondução. Portanto, não "cheguei" ao CNE, e sim fui reconduzido a essa entidade, pois dela já era membro e presidente antes mesmo de a Anaceu ter sido criada.
Éfrem de Aguiar Maranhão
Recife, PE

 

 

A DEFESA DA ADOÇÃO

A reportagem "Tudo por um filho" (9 de maio) mostrou a luta de casais inférteis pela realização do sonho de ter um filho. Alguns leitores acharam que não vale a pena tamanho sacrifício num mundo em que há tanta criança precisando de um pai. São os defensores da adoção. "Fiquei chocada ao ver o desespero dos futuros pais em gerar seus próprios filhos. Por quê? Para que o filho nasça com o nariz de batata da mãe ou com uma pinta na perna esquerda igual à do pai?", escreveu Sibeli Martinez, mãe adotiva há oito anos. Sara Póvoas, de São Paulo, concorda: "Maternidade é a prática da doação do amor incondicional, da generosidade, da humildade, e isso pode ser atingido pela adoção". Ana Claudia Machado Vieira deu seu testemunho: "Após nove tentativas de fertilização sem sucesso, optamos pela adoção", escreveu. Mas o caminho da adoção também não é fácil. "Onde é que estão sobrando crianças, como foi dito pelo psicólogo Fernando Freire?", pergunta Ana, que tem fichas de adoção espalhadas por quarenta comarcas das regiões Sul e Sudeste do país há um ano e até agora não obteve retorno.

 

DIOGO: CAMPEÃO E VICE

Entre os quinze textos de VEJA mais comentados pelos leitores em toda a história da revista estão dois artigos de Diogo Mainardi. Eles figuram nas primeiras posições ao lado de grandes reportagens de capa e polêmicas entrevistas das páginas amarelas. Elogiado e criticado na mesma proporção, é quase impossível ficar indiferente ao estilo do colunista, o que lhe garante uma média de 100 cartas por mês. Quando publicou "Um estranho no ninho" (23 de fevereiro de 2000), Mainardi bateu um recorde: recebeu 257 comentários. Há algumas semanas, o artigo "Meu pequeno búlgaro" (9 de maio), em que ele tratou dos problemas enfrentados por seu bebê, recebeu uma enxurrada de elogios e palavras de solidariedade dos leitores, que se manifestaram em 227 cartas, fax e e-mails. Essa marca lhe garantiu a primeira e a segunda colocação entre os colunistas que mais receberam cartas por um artigo.

 

A PONTA DO ICEBERG


O teste de conhecimentos sobre a fisiologia sexual feminina, parte da reportagem "Muito prazer" (30 de maio), causou espanto em muita gente ao afirmar que o tamanho médio do clitóris é de 10 centímetros. A resposta está correta, mas a dúvida dos leitores se justifica. Somente há pouco mais de dois anos pesquisadores descobriram que o que se costumava chamar de clitóris era apenas a ponta do iceberg. A parte visível do órgão mede, de fato, de 1 a 3 centímetros
mas ele não acaba aí. Continua ao redor da uretra e se estende ao longo da parede superior da vagina. Essa porção interna, "invisível", tem de 7 a 8 centímetros.


CORREÇÃO:
O nome correto da empresa de segurança ISS é Internet Security Systems (Hipertexto, 30 de maio).

 

 
 
   
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