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Muito válida
a reportagem "Muito prazer" (30 de maio). Chega de as mulheres fingirem
e os homens sentirem prazer. Cada mulher deve buscar essa realização,
procurar ajuda, se for o caso, e desfrutar desse prazer. Tenho certeza
de que essa matéria ajudará a muitas mulheres; afinal de
contas, são 54% de brasileiras insatisfeitas. Espero que esse tema
seja abordado mais vezes. Só assim romperemos mitos, preconceitos
e machismo acerca do prazer na vida sexual das mulheres. A evolução
da medicina no sentido de solucionar os problemas sexuais femininos pode
até ajudar, mas para o maior de todos eles não há
droga capaz de resolver, que são a ignorância e os tabus
ainda vigentes em pleno século XXI. A reportagem só veio
confirmar o que há tempos já se sabe: a raiz de praticamente
todas as disfunções sexuais da mulher está na educação
opressora e machista que recebemos, ensinando-nos a ter vergonha de nosso
corpo e do sexo. Tal atitude só pode levar a um resultado: adolescentes
confusas e precoces que se tornarão adultas frustradas e insatisfeitas. Há
alguns anos descobri que tinha uma taxa de prolactina altíssima.
Por sorte, isso não afetava minha libido, tampouco eu tinha sintomas
ligados a essa alteração. Só descobri a mudança
porque meu ginecologista incluiu a medição da dosagem de
prolactina nos exames de rotina. Passei por dois endocrinologistas que
prescreveram o Parlodel, cujos efeitos colaterais são desagradáveis,
como náuseas e tonturas. No terceiro médico consegui resolver
meu problema. Hoje tomo uma medicação chamada Dostinex (usada
para suspender o leite de quem está amamentando) e minha prolactina
voltou ao normal. E tudo isso sem náusea nem mal-estar. Caso a ciência
resolva o problema sexual feminino, como sugere a brilhante reportagem,
o resultado pode ser alentador para alguns e frustrante para a maioria
dos homens, os machistas. A liberação do prazer poderá
representar a dominação total da mulher sobre o homem. Só
falta isso.
De forma
segura e habilidosa, Stephen Kanitz conseguiu o impossível: explicar
com genial nitidez a origem da atual crise energética brasileira,
resumida, a seu ver, na inércia, na apatia e na burrice do poder
público em preveni-la mediante maciços investimentos no
setor (Ponto de vista, 30 de maio).
Agradeço
a VEJA por ceder um espaço para nós, alunos da 6ª série
do 1º grau do Colégio São Gonçalo, em Cuiabá,
expormos nossos desenhos, que apesar de simples mereceram tanto realce
na revista, o que proporcionou muito orgulho a nós, crianças
mato-grossenses!
Arc Arc, eu
sempre fico me perguntando por que as pessoas aqui no Brasil gostam tanto
de complicar as coisas, principalmente os caras lá de Brasília.
Eu penso em me candidatar a vereadora ou deputada quando acabar a faculdade
(estou no 1º período de turismo) para ver se tem algum vírus
que infecta as pessoas quando elas se elegem. É,
Arc, acho melhor você desistir do Brasil e voltar para Marte porque,
depois do apagão, a gente não tem mais nem a luz do fim
do túnel.
VEJA Como professor
de geografia, percebo o momento político brasileiro como bastante
pródigo para o desenvolvimento de debates e reflexões sobre
cidadania e engajamento. A ampla cobertura da mídia (em especial
da revista VEJA) tem-se transformado em ferramenta indispensável
para a elaboração de aulas e aposentado definitivamente
o ultrapassado livro didático.
Como muçulmano,
não concordo com o que a milícia Taliban vem fazendo no
Afeganistão. Esses atos que tanto envergonham os muçulmanos,
além de não estarem de acordo com a nossa fé e com
o Alcorão, também não contam com o apoio da
maioria do mundo islâmico. Isso é fácil de comprovar.
É só ver quantos países islâmicos reconhecem
o Taliban. São apenas três, dentre os mais de cinqüenta
que fazem parte da Conferência dos Países Islâmicos.
Os membros do Taliban não têm o direito de usar o Islã
para justificar seus atos criminosos. O Islã está acima
deles, e que Deus possa trazer logo a paz para esse povo sofrido que é
o do Afeganistão ("A mesma regra dos nazistas", 30 de maio).
Adorei ver
na revista a notícia da extinção do programa do chato
do Cazé Peçanha. Não acho que o problema seja o formato
do programa. Até que era bacana. Mas o Peçanha é
antipático e arrogante com os participantes e a platéia.
Muito artificial. Tá tudo meio desconjuntado. O Cazé é
um chato, sua voz é um ruído desagradável, seu visual
não combina com o programa nem com sua personalidade, e nada combina
com nada ("Ninguém via", 30 de maio).
Ao ler a
reportagem "Ele está no lucro" (30 de maio), fiquei indignada e
chocada. Será que apenas os mineiros vêem em Itamar um péssimo
administrador? Sim, porque desde que ocupou o cargo de governador só
fez campanha presidencial e deixou nosso Estado nas mãos de seu
vice, Newton Cardoso. Será que a opinião dos conterrâneos
de Itamar não representa nada para os outros Estados brasileiros?
Itamar travou uma guerra particular com o presidente e por esse motivo
ganha a simpatia dos que não concordam com o governo FHC, mas isso
não significa que ele seja uma boa opção na hora
do voto. Só o fato de ele ter sido vice de Collor mostra com quem
ele se aliou e foi conivente. Tenho 23 anos e espero que minha opinião
de jovem eleitora e mineira seja válida para fazer um Brasil melhor!
A revista
VEJA publicou em sua edição de 16 de maio noticiário
com o título "Aos amigos", que requer reparos. O casamento da filha
do ministro Galvão foi em maio de 1997, nada tendo a ver, portanto,
o episódio relatado pela revista com minha saída do TSE,
ocorrida em 1998. O alegado episódio não é do meu
conhecimento e nem acredito que tenha ocorrido.
A maior
crise que nos ataca hoje não é a de energia, mas a de idéias,
de princípios, para se mover dentro da crise. Ao editar medidas
provisórias, punindo a população com tarifaços
e corte de energia, o governo aprofunda a crise e se afunda nela por pura
falta de visão e de inteligência. Falta também sensibilidade
a esse governo. E ela é mais que necessária em momentos
difíceis como este que vivemos. Estamos no escuro, e a luz no fim
do túnel foi apagada para economizar energia ("A Justiça
não produz energia", 30 de maio). Num Estado
democrático de direito, os fins não justificam os meios.
Há sempre um limite: a lei. Geralmente, a subversão de tal
postulado encobre a incompetência e o autoritarismo. As medidas
adotadas no plano de racionamento de energia não fogem à
regra.
Quem o ACM
pensa que é? Deus? Eu também sou Brasil, sou este país,
e não vou esperar para ver o que ele vai fazer conosco. Desejo
que toda a população baiana leia VEJA para saber que ele
quer voltar a ser senador "para se vingar". Outra coisa: tenha um pouco
de ternura no coração e não force seu filho a fazer
algo que ele não deseja ("Data e hora marcadas para renúncia",
30 de maio).
Dirijo-me
a vossa senhoria para referir-me ao artigo "De la Rúa & filhos"
(30 de maio). Não posso deixar de expressar, como representante
argentino num país amigo como o Brasil, meu mais profundo desagrado
e plena rejeição aos termos injuriosos com que o citado
artigo faz alusão ao senhor presidente da nação e
a sua família. O agravo à figura do presidente de um país
democrático e profundamente amigo do Brasil é algo absolutamente
alheio ao sentimento fraterno e solidário do povo brasileiro, que
nós, argentinos, conhecemos e apreciamos. E esse sentimento, não
tenho dúvida, continuará prevalecendo entre nossa gente
com a mesma força com que a história e o destino nos convocam
à união de Argentina e Brasil.
Em relação
às afirmações feitas pela revista VEJA ("Jornada
múltipla", 23 de maio) sobre minha indicação para
o Conselho Nacional de Educação e também sobre minha
atuação nessa instituição, esclareço
que em 1995, quando foi criado o CNE, exercia o cargo de reitor da Universidade
Federal de Pernambuco (UFPE), de presidente do Conselho de Reitores das
Universidades Brasileiras (Crub) e de conselheiro da Organização
Universitária Interamericana e da Comunidade Solidária.
Na ocasião, fui indicado para o CNE por diversas instituições
representativas da educação brasileira, tanto do setor público
como do privado. Em 1998 fui eleito, por unanimidade, presidente do Conselho
Nacional de Educação, função que exerci até
o final dos quatro anos de mandato. No início de 2000, quando era
secretário de Educação do Estado de Pernambuco e
presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação
(Consed), fui indicado para a renovação de mandato no CNE
por um conjunto de instituições representativas da educação
brasileira. A Anaceu, instituição criada em 6 de dezembro
de 1999, foi uma das que indicaram o meu nome para a recondução.
Portanto, não "cheguei" ao CNE, e sim fui reconduzido a essa entidade,
pois dela já era membro e presidente antes mesmo de a Anaceu ter
sido criada.
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