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Leitor
Parabéns
a VEJA por retratar de forma tão ilustrativa a grande
fossa em que infelizmente vem se convertendo o Congresso Nacional
("Puxe para se livrar deles", 29 de abril). A cada
eleição, o eleitor tem realmente a oportunidade
de fazer uma faxina na podridão decantada neste poço
escuro da ignorância nacional, porém continuará
incapaz de fazê-lo sem o auxílio de uma vigorosa
reforma do sistema eleitoral que jogue luz nesse refúgio
de oportunistas e implante filtros com capacidade de impedir
a sua recorrente contaminação: exigência
de "ficha limpa" como pré-requisito à
candidatura, implantação do voto distrital
para que o eleitor possa de fato conhecer e acompanhar a atuação
do seu representante , extinção dos representantes
sem votos (fim da suplência "comprada") etc.
Não nos iludamos: o grande desafio será conseguir
que os próprios camundongos, disfarçados em
seus trajes finos e discursos enganadores, permitam que a
água podre desse esgoto fétido se torne límpida
algum dia. Se não desistirmos dessa tentativa de purificação,
quem sabe pelo menos nossos netos possam conhecer esse dia! Se eu pudesse, faria
algumas perguntas a parlamentares que também são
empresários. Nas suas empresas, alguém emprestaria
o celular de uso profissional à filha em uma viagem
internacional? Nas suas empresas, alguém acumularia
o valor de passagens não utilizadas profissionalmente
e levaria a família para o exterior a passeio? Nas
suas empresas, vocês pagariam salário (e horas
extras) a funcionários fantasmas? No dia em que começarmos
a pensar no Brasil como uma empresa e o administrarmos como
tal, vai sobrar dinheiro. Magnífica
essa capa da VEJA. Ela traduz todo um sentimento meu de revolta,
insatisfação e indignação para
com aqueles que vilipendiam o bem público em benefício
próprio. "A capa fenomenal
da edição 2110 de VEJA tem de ser vista por
todos os eleitores do Brasil, para que possamos puxar corretamente
a descarga e nos livrar dos maus políticos."
Discussão no STF O filósofo
alemão Arthur Schopenhauer diria que Gilmar Mendes
se utilizou de um estratagema dialético chamado "encolerizar
o adversário", provocando-lhe fúria para
que ele não seja capaz de raciocinar de maneira equilibrada
e perceber sua própria vantagem. A reação
de Joaquim Barbosa mostrou que Gilmar Mendes foi bem-sucedido,
mesmo que inadvertidamente. A ira de Barbosa o fez atacar
a pessoa do presidente do STF, revelando descontrole. Pior,
no auge de sua crise de destempero, ele tentou o próprio
estratagema de que foi vítima, ao procurar desestabilizar
Mendes com graves insinuações, maculando a imagem
da instituição de que faz parte. Perde o Brasil
com esse desserviço. O excelentíssimo
ministro Joaquim Barbosa, brasileiro de coragem ímpar,
na discussão com o presidente do STF, nada mais fez
que traduzir, para aquele plenário, o que milhões
de brasileiros "das ruas" pensam a respeito do STF
e do seu presidente. Parabéns, ministro Joaquim Barbosa!
Abilio Diniz Fico muito alegre
em ter acesso aos pensamentos de um dos mais importantes empresários
brasileiros, o senhor Abilio Diniz (Amarelas, 29 de abril),
expressando com simplicidade, mas profundo conhecimento, o
cenário do mercado varejista brasileiro e seu otimismo
de investidor para este ano. Caso ele aceite sugestões,
o Nordeste é a bola da vez para o mercado varejista.
Outro gigante (Casas Bahia) está expandindo seus negócios
naquela região, e, segundo a própria revista
VEJA, as vendas dos supermercados nordestinos aumentaram 20%
no ano passado ("Consumo no Nordeste", Sobe, 29
de abril). É hora de crescer!
Maranhão Roseana Sarney assumir
o governo do Maranhão após ser derrotada nas
urnas é uma vergonha. Então, para que chamam
o eleitor para votar? Estão achando que o eleitor é
palhaço? É a mesma coisa que um time de futebol
ganhar o campeonato no campo e perder no tapetão? Será
que o TSE está querendo eleger os governadores? Isso
é democracia? Acho que não! O TSE não
pode prosseguir com essa imoralidade!
Henrique Prata A obstinação
e a vontade de ajudar o próximo do senhor Henrique
Prata ("O chato do hospital", 29 de
abril) são exemplos num Brasil cheio de falcatruas
e corrupção. Deparamos com uma história
de sucesso empresarial e, principalmente, de ajuda a alguns
poucos dos milhares de necessitados espalhados pelo país.
VEJA nos traz, toda semana, alguns motivos de ainda sentirmos
orgulho de ser brasileiros. Parabéns ao senhor Henrique
Prata. Excelente a reportagem
sobre Henrique Prata, diretor do Hospital do Câncer
de Barretos. Do fim de 2007 até meados de 2008, minha
mãe passou por um sério tratamento naquela excepcional
instituição. Nós só temos a agradecer
o carinho, o empenho e a dedicação de cada profissional,
desde o pessoal da limpeza até os renomados médicos.
Eles fazem mais do que tratar a doença, eles fazem
com que cada paciente se considere especial e se sinta confortado
em um momento tão difícil. Só quem já
esteve lá é capaz de entender.
Reforma eleitoral Parece-me errado
afirmar que, quanto à proposta do fim dos suplentes
de senador, não existe controvérsia. Na verdade,
a controvérsia existe e é bastante consistente.
Uma vez eleito um senador, é claro que suas proposições
são aprovadas pela população. Em caso
de afastamento, morte ou impedimento desse senador, parece-me
muito mais democrático que assuma o cargo, então,
um representante seu e, principalmente, de suas ideias.
Impaciência no trânsito Identifiquei-me
100% com a reportagem "Motoristas movidos a fúria"
(29 de abril). Sou a "impaciência" em pessoa
ao volante. Saí de São Paulo há oito
anos e moro no interior, só que ainda trago esse stress
do trânsito comigo. Outro dia estava parada no sinal
vermelho e minha filha de 2 anos e 7 meses me disse: "Vamos,
mãe, anda logo!". Eu pensei: caramba, preciso
me policiar mais nas palavras, senão vou criar outra
igual a mim no trânsito.
The New York Times É preciso
evitar o catastrofismo relacionado ao declínio dos
jornais em papel. Os jornais deverão se tornar muito
mais analíticos e interpretativos. As revistas serão
cada vez mais densas em conteúdo. O que não
dá é para ficar comendo todo dia prato feito,
lanche e salgadinho digo, sites, blogs e twitter. ("Inferno
na torre do Times", 29 de abril).
Correção: ao contrário do que informou a reportagem "A nova era da pirataria" (22 de abril), a Seal não é a força de elite dos marines, mas da Marinha dos Estados Unidos.
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