Edição 1899 . 6 de abril de 2005

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Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)

• ECONOMIA

Mudança no Pão de Açúcar
O grupo francês Casino está prestes a aumentar sua participação acionária no Pão de Açúcar. As negociações encontram-se na reta final.

O "exílio" de Dantas
Na semana passada, era consenso entre os advogados de Daniel Dantas que o banqueiro deveria passar uma temporada maior no exterior. Dantas, que está nos EUA, ficaria por lá por um bom tempo para evitar o risco de ser preso.

 

• GOVERNO

Chiadeira na Esplanada
Numa conversa tensa na quinta-feira passada com alguns companheiros de partido, o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, do PL, ameaçou jogar a toalha. Reclamava que seu grande interlocutor no governo, José Dirceu, está sem ânimo. E que com o orçamento do ministério contingenciado não consegue investir nada. Disse que pediria demissão.

Falta dinheiro ou eficiência?
Mas tem empreiteiro (e dos gigantes) que acha que não é bem assim. Diz que o ministério é lento e o ministro não consegue gastar o que tem.

Artilharia petista
Aldo Rebelo não perde por esperar. Na segunda-feira passada, altos dirigentes do PT reuniram-se em São Paulo e decidiram esperar até meados deste mês, no máximo, para voltar a bater no ministro da Coordenação Política.  

Quarentena polêmica
É destinada a polêmica a proposta do ministro Waldir Pires, da Controladoria-Geral da União (CGU), de aumentar o prazo de quarentena dos altos funcionários públicos de quatro meses para dois anos e ampliar o rol dos atingidos pela lei. Polêmica não só porque a quarentena, que hoje alcança 77 cargos, passaria a afetar cerca de 5.500. Mas porque propõe que eles não recebam – salvo casos excepcionais – nenhuma remuneração nos dois anos em que deverão ficar sem trabalhar. Se a proposta vingar, ninguém da iniciativa privada aceitará trabalhar no governo. Exceto se for milionário. Ou se o objetivo não for servir, mas servir-se...

Com que intenções?
O deputado Ciro Nogueira, afilhado de Severino Cavalcanti e ex-futuro ministro das Comunicações, tem operado com afinco a favor do governo na Câmara.

Ex-líder sem rumo
O deputado e ex-líder do governo na Câmara professor Luizinho é um distraído. Na terça-feira passada, estava tranqüilamente ao lado de sua mulher tomando um bom champanhe na primeira classe da Varig, à espera de o avião levantar vôo de Cumbica rumo a Paris. Nesse momento, aparece um passageiro, que o adverte: aquela poltrona era sua. Mais: o vôo tinha Madri como destino, e não a Paris dos sonhos do petista. Por pouco, Luizinho e sua mulher não desembarcavam na cidade errada. Desfeito o equívoco, o casal foi tomar champanhe na primeira classe certa.

Tempo de sondagem
Henrique Meirelles voltou a se mexer. Já está chamando alguns eleitos para conversar sobre mudanças na diretoria do Banco Central.

 

Não é hora de bravata

 
Alan Marques/Folha Imagem
Palocci: a moderação venceu a aspereza

Não foram tranqüilos os momentos que antecederam a fala de Antonio Palocci em cadeia nacional na segunda-feira passada, na qual o ministro explicou o porquê da não renovação do acordo com o FMI. Gente graúda do governo queria porque queria que Palocci bradasse na TV que "o governo havia livrado o país da dependência do Fundo". Já o moderado Palocci insistia num tom menos bravateiro: "Não podemos deixar de reconhecer que o FMI ajudou o país num momento de crise". No final, como se viu, o habilidoso ministro da Fazenda venceu mais essa parada.

 

• PSDB

Guerra de números
O programa de TV dos tucanos, que irá ao ar em maio, baterá na tecla da "ineficiência" petista. Vai comparar números do governo FHC com os de Lula (só os que lhes forem favoráveis, naturalmente) e explorar o aumento dos gastos públicos no atual governo.

 

• BRASIL

Abin no Iraque
A Abin está participando das investigações do seqüestro do engenheiro brasileiro João José Vasconcellos Junior, ocorrido em janeiro no Iraque.

 

• AVIAÇÃO

Lauda vem aí
A Lauda Air, do ex-piloto Niki Lauda, acaba de ser autorizada pelo governo para operar no Brasil como companhia de aviação para vôos internacionais regulares de passageiros e carga.

 

• TELEVISÃO

No reino de SS
Os corredores do SBT estão curiosos para ver como se acomodarão na briga de poder na emissora o advogado Jean Teppet e o sobrinho de Silvio Santos, Guilherme Stoliar, que está assumindo novas funções. Os dois não se bicam. Teppet volta nesta semana ao SBT, em que atuou por sete anos, na função de superconsultor de SS. Stoliar passa a cuidar das afiliadas.

 

• GENTE

Um dândi no Brasil
O lendário ensaísta, ficcionista e jornalista americano Tom Wolfe virá ao Brasil em maio para lançar na Bienal do Livro do Rio de Janeiro seu novo romance – Eu Sou Charlotte Simmons, que sairá pela Rocco.

 

Ele queria o dinheiro da Saúde no Pan

Alexandre Campbell/Folha Imagem
Maia: pedido sui generis ao governo federal

Embora seja um craque no marketing político, Cesar Maia tem pisado na bola em sua disputa com o ministro Humberto Costa. Andou repetindo, como mantra, que o governo federal era o responsável pela crise na saúde do Rio. Afinal, o ministério tem 192 milhões de reais em dívidas com a área de saúde do município. O que Maia não disse a ninguém é que numa reunião com Costa a prefeitura propôs que o governo transformasse quase metade da dívida – 89 milhões de reais – em investimentos para a realização dos Jogos Pan-Americanos, que o Rio sediará em 2007. A justificativa: essa destinação estaria em linha com o conceito de "cidade saudável". Não pode ser saudável uma cidade em que os hospitais estão à beira da morte.

Colaborou Ronaldo França

 

 

Foto divulgação

 

 
 
 
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