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LIVROS
Uma
Mente Brilhante, de Sylvia Nasar (tradução de Sergio
Moraes; Record; 504 páginas; 43 reais) A biografia do matemático
americano John Forbes Nash Jr. inspirou o filme homônimo, que concorre
ao Oscar deste ano. Sua leitura é indispensável para quem
foi ao cinema e se interessou pelo personagem, já que o roteiro
deixou de fora muitas informações sobre a vida do genial
e esquizofrênico Nash, hoje com 73 anos. Entre os dados revelados
pela autora, que é jornalista do The New York Times, está
a inclinação homossexual do matemático. Em 1954,
ela lhe causou problemas Nash foi preso num banheiro público
por atentado ao pudor, depois de aceitar a proposta de sexo de um policial
disfarçado. O livro traz à tona que, aos 25 anos, depois
de um breve namoro, Nash teve um filho a quem jamais deu seu nome. E ainda
corrige uma falsa impressão causada pelo filme a de que
a mulher de Nash, Alicia, se manteve ao seu lado durante todo o curso
de sua doença, quando na verdade ela o deixou por vários
anos na década de 60. Em capítulos curtos e claros, Sylvia
Nasar também explica as conquistas de Nash em campos da matemática
como a teoria dos jogos, que fizeram com que ele recebesse o Prêmio
Nobel em 1994. Leia
trechos do livro.
A
Filha do Restaurador de Ossos, de Amy Tan (tradução
de Léa Viveiros de Castro; Rocco; 364 páginas; 40 reais)
Americana filha de chineses, Amy Tan escreve romances em que a
matéria-prima são suas raízes. É o que se
encontra no best-seller O Clube da Felicidade e da Sorte e no excelente
A Filha do Restaurador de Ossos. A protagonista, Ruth, é
alter ego da autora. De ascendência oriental idêntica à
de Amy, a personagem se aflige com o fato de que sua mãe está
perdendo a memória e, com ela, as histórias da família.
A parte mais interessante é justamente aquela em que o passado
de sua mãe volta à tona. Elegante, Amy sabe lidar com questões
emocionais sem resvalar no melodrama.
DVDs
Jurassic
Park III (Estados Unidos, 2001. Universal) A história
é a de sempre: cientistas e aventureiros fazem uma visita, sem
ser convidados, a uma ilha habitada por dinossauros cheios de dentes.
Vale como matinê e como uma das mais interessantes coleções
de extras (todos devidamente legendados) incluídas num DVD. Os
melhores, claro, são os que explicam os efeitos especiais. Pode-se
ver, etapa por etapa, como os bichões foram gerados em computador
para algumas tomadas e como, para outras, foram construídos em
versões em tamanho natural pelo mago da animatrônica, Stan
Winston, que dotou seu "elenco" de movimentos e expressões sutis.
Para os atores, foi uma moleza: em vez de imaginar dinossauros, puderam
contracenar com eles.
Live
in Liverpool, Echo & the Bunnymen (Sum Records) Um
dos orgulhos de Liverpool, ao lado dos Beatles, o Echo & the Bunnymen
fez duas apresentações nessa cidade inglesa em agosto. Daí
vieram o disco e o DVD Live in Liverpool, primeiro registro ao
vivo oficial do grupo. O Echo tinha um excelente vocalista (Ian McCulloch),
um baterista fora de série (Pete de Freitas) e um guitarrista criativo
(Will Sergeant). Hoje o Echo está reduzido a McCulloch e Sergeant,
mas ainda entretém uma platéia como poucos. O DVD traz dezessete
canções, entre sucessos dos anos 80 (The Killing Moon)
e belezuras de seus dois últimos CDs (Nothing Lasts Forever
e King of Kings).
DISCOS
Lovers
Live, Sade Adu (Sony Music) No final de 2000, a cantora
nigeriana Sade Adu despertou de uma hibernação de oito anos
e lançou o elogiado CD Lovers Rock. Em seguida, partiu para
uma turnê por Estados Unidos, Canadá e alguns países
da Europa, apontada como a melhor do ano passado por diversas revistas
especializadas. De fato, ela estava em grande forma, como prova esse registro
dos melhores momentos dos shows. Sade canta divinamente e é acompanhada
por uma banda coesa, cujo destaque é o guitarrista e saxofonista
Stuart Matthewman. Lovers Live traz hits manjados, como Smooth
Operator, e outros destaques do repertório da cantora, como
Is It a Crime e Cherish
the Day (ouça a faixa).
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| Doris:
primeiras gravações de novo em catálogo |
Doris
Monteiro, Doris Monteiro (InterCD) O principal mérito
do CD é recuperar as primeiras gravações de Doris
Monteiro. A cantora, que no ano passado completou cinqüenta anos
de carreira, foi uma espécie de precursora da bossa nova. Seu estilo
intimista contrastava com os vocais impostados da época, e ela
foi uma das primeiras artistas a gravar as composições de
Tom Jobim. O CD não traz as criações do autor de
Garota de Ipanema, mas apresenta as baladas chorosas do
compositor Peterpan (Se Você se Importasse,
Quantas Vezes) e sambas de Jair Amorim e Wilson Batista. Um ótimo
reforço para a pífia discografia de Doris Monteiro, cuja
obra acabou virando artigo de colecionador.
TELEVISÃO
Divulgação
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O
elenco de 24
Horas: em
tempo real
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24 Horas (Segundas e sábados, às 21h, na Fox)
A trama de toda a primeira temporada dessa série de suspense se
passa em apenas um dia. Cada capítulo corresponde a uma hora. O
período é curto, mas há confusões de sobra
despencando sobre a cabeça do protagonista, o agente secreto Jack
Bauer (Kiefer Sutherland). Ele é tirado do sossego de casa à
meia-noite para uma missão de emergência: tentar desmantelar
um plano de assassinato do primeiro negro com chances reais de chegar
à Presidência dos Estados Unidos. Detalhe: há suspeitas
de que a própria CIA esteja envolvida. Uma das melhores séries
surgidas nos Estados Unidos no ano passado.
Festival Frank Sinatra (Domingos, às 23h, no Multishow)
Às vésperas dos quatro anos de sua morte, o cantor
americano é tema de uma bela retrospectiva. São treze programas,
que flagram Sinatra em diversas fases da carreira. Na primeira parte do
pacote, a atração é a série O Homem e Sua
Música, um especial da televisão americana gravado a
partir de 1965, que será exibido nos dias 3, 10 e 17. No dia 17,
serão mostrados momentos antológicos, como aqueles em que
Sinatra interpreta The Lady Is a Tramp com Ella Fitzgerald e canta
Garota de Ipanema em dobradinha com Tom Jobim. Não menos
saborosas, as demais atrações do festival são registros
de outras apresentações na TV e shows em vários países,
cobrindo dos anos 60 até 1985.
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